Na edição do programa “Roda Viva” da TV Cultura de 24 de fevereiro de 1992, o então senador Roberto Campos (PDS), um dos maiores economistas de todos os tempos no Brasil, responde a pergunta sobre se era viável o país adotar o dólar como “âncora cambial” — a moeda americana como indexador da economia.

“Parece algo tentador”, afirmou. “Entretanto, se não houver, primeiro, uma disciplina fiscal, orçamentária e monetária que se julgue durável e seja como tal percebida pela sociedade, nós podemos lançar uma âncora cambial no lodo”.

Ele também comenta outros temas, como a criminalidade no Rio de Janeiro, à época governado por seu adversário ideológico Leonel Brizola (PDT), dizendo que na capital, quando uma pessoa sai de casa, nunca sabe se volta — e com quanto volta.

Ele também ironiza sobre o então presidente da República, dizendo que nem Fernando Collor era especialista em si mesmo.

O programa era, na época, apresentado pelo saudoso jornalista Jorge Escosteguy (1946-1996). Na bancada estavam também Fernando Mitre (Jornal da Tarde), Fatima Tursi (O Estado de S. Paulo), Aloysio Biondi (DCI-Visão), Tão Gomes Pinto, Luiz Gutemberg (TV Bandeirantes) e Dácio Nitrini (SBT). Naquele período eu ocupava cargo na direção editorial da Abril.

(Assista à íntegra aqui)

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