Roberto Campos e preços que subiram 32 quatrilhões de vezes

(Foto: Getty Images)

Os zeros de um quatrilhão: do ano da proclamação da República, 1889, até 1991, os preços mundiais subiram em média 23 vezes. No Brasil, elevaram-se 32 quatrilhões de vezes, segundo as contas de Roberto Campos (Foto: Getty Images)

Alguns leitores devem se lembrar que já informei, aqui, estar em fase de organização de meu site pessoal, contendo milhares de textos, fotos, vídeos, áudios e outros materiais de várias décadas de carreira.

O site ainda não está pronto, mas pretendo disponibilizá-lo aos amigos do blog quando a transferência de material para ele estiver em fase mais adiantada.

Pois bem, o ato de organizar o site me tem dado a oportunidade de reencontrar todo tipo de material, desde longas reportagens, artigos de que não me lembrava mais e alguns milhares — sim, milhares — de notas que publiquei em colunas nos jornais e revistas em que trabalhei.

Uma delas é muito relevante para os leitores pós-Plano Real, que não sabem medir a importância que teve a ação dos governos Itamar Franco (1992-1995) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) na derrubada da inflação — esta mesma inflação que, irresponsavelmente, a presidente Dilma deixou desandar em seu primeiro mandato.

A notinha abaixo dá uma ideia do que foi o horror da inflação que por décadas flagelou os brasileiros, principalmente os mais pobres.

Ela foi publicada no longínquo dia 24 de setembro de 1991 na “Coluna do Estadão” — coluna que não existe mais no jornal de que fui editor-chefe entre 1990 e 1992, tendo o Augusto Nunes como diretor de Redação. Cita o economista, ex-embaixador, ex-senador, ex-deputado, diplomata e gênio da raça Roberto Campos, falecido em 2001 aos 84 anos de idade:

O País da inflação

Vale replay este trecho do artigo dominical de Roberto Campos  no Estado:

“Enquanto nos 101 anos desde a proclamação da República os preços mundiais aumentaram em média 23 vezes, no Brasil eles subiram 32 quatrilhões de vezes!”

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7 Comentários

  • JB Figueiredo

    Roberto Campos previu a roubalheira na Petebras ha varias decadas.

  • Neil Ferreira

    E eu vivo há 17 Zeros (cortados) com a minha companheira Eliana Machado, ex-jornalista da Veja.

  • silvando

    Essas notícias são boas para o pessoal que pensa que dinheiro cai do céu possa analisar e refletir o quanto foi importante o plano Real e parar com essa gastança desenfreada e sem sentido,que é o combustível inicial para inflação alta, via endividamento publico e juros altos dos títulos públicos tendo como consequencia a desorganização dos fatores produtivos , empresas.

  • Mairalur

    Era de ouro do Estadão, agora tão maltratadinho, hein? Setti como editor chefe, Augusto como diretor de redação.Talvez hoje os Mesquitas restantes não publicassem uma nota como essa, para não mostrar que essa senhora que ocupa a presidência nos vai jogando de volta a esse passado sombrio.

  • Trovão

    Setti, inclusive essa mesma inflação que flagela os mais pobres, enriquecem muitos comparsas da gangue do lulla X9, entre elles os corruptos, ladrões, bandidos, que viraram políticos, talvez por isso, essa criminalidade não se importe muito com a atual situação miserável em que esse desgoverno da ali bobona jogou o país.

  • nena

    E nós somos os aguerridos sobreviventes, não é? Até quando vamos ter fôlego? Foi surpreendente e emocionante a reação das pessoas pós Plano Real, quando descobriram, até com uma certa ingenuidade, que poderiam fazer planos e orçamentos, realizar projetos a médio e longo prazo, deixar para amanhã a ida ao supermercado, planejar viagens, com a moeda estável. Elas, e nós, tínhamos nos esquecido que era possível. E com a administração criminosa do PT foi tudo por água abaixo, voltou o pior para nos assombrar, ricos e pobres, brancos e negros, com cotas ou sem elas.

  • adelu

    -E o pt acha-se capaz via Dilma de reinventar a roda da economia, com uma “nova matriz economica” que nos levou a trazer a inflação de volta e se mantem no poder afirmando alto e bom som que o trabalho do governo é convencer o povo que estão certos(vide discurso da 1ªreunião ministerial do 2º mandato).Convencer os outros de estar certo quando a realidade mostra algo diferente tem nome:MENTIRA.