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Bonecos de porcelana de Nicolas Sarkozy e Carla Bruni em loja da cidade de Nápoles, Itália

Amigos, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que de bobo não tem nada, agora que se livrou se seu rival socialista favorito nas eleições presidenciais do ano que vem — o ex-diretor-geral do FMI Dominique Strauss-Kahn, preso em Nova York sob acusação de crimes sexuais –, acaba de fazer um contorcionismo em matéria de finanças públicas que pode lhe render votos.

Sarkozy baixou o imposto sobre grandes fortunas (o chamado imposto patrimonial) — mas ao mesmo tempo, para que o Tesouro não perca arrecadação nestes tempos difíceis pós-crise de 2008 e para não ficar mal com a opinião pública, eliminou algo que os ricos adoravam: o chamado “escudo fiscal”, que ele mesmo tinha feito aprovar, segundo o qual nenhum contribuinte francês, fosse qual fosse sua renda, poderia pagar mais de 50% do que ganhasse como imposto de renda. Agora, pode.

Ao mesmo tempo, em outra medida voltada para o apoio da grande classe média francesa e dos menos favorecidos, conseguiu aprovar na Assembleia Nacional o imposto sobre sucessão (herança) e sobre doações a pessoas (parentes que doam bens para descendentes ou outros parentes).

O governo francês alega que um imposto sobre grandes fortunas muito severo desestimula investimentos e faz com que os muito ricos acabem de uma forma ou outra transferindo recursos ou adquirindo bens no exterior.

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4 Comentários

Alexandre em 24 de junho de 2011

Legal! O Bush fez uma coisa parecida, e deu no que deu... A França não está uma maravilha.

Paulo Bento Bandarra em 21 de junho de 2011

Eu queria saber como é em Israel. Aqui estamos na influência do pensamento cristão que via a riqueza como um defeito. Faz sentido penalizar os bem sucedidos. Já na tradição judaica todos eram taxados com o dízimo. Como será no Estado real?

Paulo Bento Bandarra em 21 de junho de 2011

Já pensou? Metade do que você ganha vai para o governo por punição de você ganhar? Isso é para os muito ricos. Nos países escandinavos vai a mais de 50%. Os escandinavos construíram seu socialismo democrático, sua distribuição de renda mais equitativa e seu Estado de bem-estar social na base da taxação. Nos Estados Unidos, em certos Estados, o IR também pode passar de 50%. Abração

Mari Labbate em 21 de junho de 2011

Nicolas Sarkozy e Carla Bruni (os "bonzinhos") envolveram-se, de forma indevida, com o "falecido político", aqui no Brasil, e, agora, com os franceses. Nessa equivocada concepção, ninguém mais desejará deixar herança para os filhos. O ideal, então, seria gastar tudo, aproveitando mais a vida. Que horror! A que ponto chegamos... O sentido de Propriedade dissipou-se, TOTALMENTE...

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