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Piñera: “melhor sistema econômico é o livre mercado” (Foto: Luiz Maximiano)

Com as manifestações de protesto iniciadas há várias semanas por estudantes por mudanças no sistema educacional do Chile, logo transformadas em protestos genéricos contra o governo e secundadas por outros segmentos sociais, entrou novamente em grande evidência o presidente chileno, Sebastián Piñera, um liberal eleito no ano passado por maioria absoluta num segundo turno que disputou contra o respeitado ex-presidente Eduardo Frei, apoiado pela coligação de centro-esquerda Concertación, que há 20 anos governava o Chile.

Piñera, empresário bem sucedido e bilionário, que, a despeito de situar-se à direita no espectro político, se opôs à ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), já havia atraído atenções fora das fronteiras do Chile pela rapidez com que seu governo reconstruiu o país após a sucessão de terremotos que coincidiu com sua posse. Mais tarde, em outubro, acompanhou pessoalmente o dramático resgate de 33 trabalhadores presos há 69 dias por um deslizamento em uma mina de cobre no Deserto de Atacama, no norte do país.

Com os atuais acontecimentos no Chile, achei proveitoso para os leitores do blog conhecerem o presidente, por meio de trechos da entrevista que concedeu à jornalista Mariana Pereira de Almeida, publicada originalmente em VEJA a 10 de novembro do ano passado.

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“Alternância de poder é vital”

O presidente do Chile fala do simbolismo da operação do resgate dos 33 mineiros de San José, dos pilares da economia e da democracia chilenas

Presidente do Chile há 8 meses, Sebastián Piñera já passou por testes que outros governantes jamais enfrentaram. Às vésperas de sua posse, o Chile foi atingido por um dos 5 terremotos mais fortes já registrados e viu uma fração considerável da infraestrutura do país ser arrasada. Logo depois, veio a comoção nacional com o aprisionamento de 33 mineiros em San José, no Deserto do Atacama.

A administração Piñera respondeu com rapidez e eficiência aos desastres. A impecável operação de salvamento dos mineiros, em especial, entrou para a história como um feito de rara e positiva repercussão interna e externa, levando a aprovação popular do presidente a confortáveis 63%.

Professor universitário convertido em empreendedor, Piñera tornou-se um dos homens mais ricos do Chile, com participações acionárias na emissora de televisão Chilevisión, na empresa aérea Lan e na popular equipe de futebol Colo Colo. Com fortuna na casa do bilhão de dólares, ele vendeu ou está vendendo suas ações de empresas, para evitar conflitos com o cargo que ocupa. Piñera falou a VEJA no Palácio de la Moneda, sede da Presidência, em Santiago.

O senhor temeu pelo pior em algum momento, na operação de salvamento dos mineiros?

A maior tensão foi antes do resgate, durante os 17 dias em que os buscávamos às cegas. Eu fui a Copiapó [norte do Chile] e me reuni com os familiares. Os parentes estavam aterrorizados. Assumi o compromisso de que buscaríamos os mineiros como se fossem nossos filhos. Quando se trata de um filho, a gente vai até o fim do mundo para buscá-lo. Isso criou uma aliança de alma e de coração entre os familiares e o governo. O momento do resgate em si foi de muita paz e alegria, porque era o fim de 69 dias de angústia e incerteza.

Normalmente, num acidente desse tipo, o resgate não é prioridade de governo. Por que foi diferente nesse caso?

Quando o acidente ocorreu, muitos assessores recomendaram que mantivéssemos distância do assunto. Acreditavam que a história terminaria com 33 cruzes na montanha e, portanto, não era bom estar vinculado à tragédia. Por alguma razão inexplicável, assim como as famílias dos mineiros, sempre tive uma profunda convicção de que eles estavam vivos. Cada vez que eu ia à mina com minha mulher, voltava mais convencido de que seria possível salvá-los. Visto que a empresa dona da mina era incapaz de assumir o desafio do resgate, era o governo ou não era ninguém. O resgate foi uma mensagem a todos os chilenos de que não vamos deixar ninguém para trás.

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Sobre o resgate dos mineiros soterrados: “era o governo ou não era ninguém”

Estrear com 2 desastres nacionais, o terremoto e o soterramento dos mineiros, poderia ter aniquilidado sua Presidência, não?

Fomos atingidos por um dos 5 piores terremotos da história da humanidade e depois sacudidos por maremotos. Esses abalos nos custaram mais de 700 vidas. Ainda há dezenas de chilenos desaparecidos. O terremoto provocou uma destruição material gigantesca, com custo estimado em 30 bilhões de dólares, 18% de nosso Produto Interno Bruto. Mas o Chile não está de joelhos. Ao contrário. Apesar do terremoto e dos maremotos, nós nos comprometemos ainda mais com um programa de governo que tem objetivos claros: deixar para trás o subdesenvolvimento e a pobreza.

Em que estágio está a reconstrução?

Quando assumimos, em março, 1,25 milhão de crianças não podiam voltar à escola porque os prédios estavam destruídos ou danificados. Estou falando de 1 em cada 3 crianças chilenas. Em 45 dias, todos os alunos estavam de volta à escola. Em 60 dias, apesar de termos perdido um em cada 3 hospitais, nosso sistema de saúde funcionava com soluções de emergência. Em 90 dias, havíamos conseguido construir 80 000 moradias provisórias. Em 100 dias, recuperamos a infraestrutura de todos os portos, aeroportos e 95% das pontes e estradas haviam sido consertadas. 4 meses depois do terremoto, a economia crescia a uma taxa de 7% ao ano. A reconstrução não é fácil, mas não perdemos um só segundo e avançamos com a mesma força e unidade com que enfrentamos a situação com os mineiros.

O desempenho econômico do Chile, que há 2 décadas supera a média dos países da região, deve-se a qual fator?

No século passado, existiam 3 pilares para um país se desenvolver. Primeiro, ter um sistema político estável e legítimo. Para isso, não há melhor fórmula do que a democracia. Segundo, ter um sistema econômico aberto e competitivo. O melhor deles é a economia de mercado. Em terceiro lugar, ter uma sociedade com igualdade de oportunidades e um estado capaz de ajudar os mais pobres.

Esses três pilares ainda são necessários, porém não são mais suficientes. A sociedade de conhecimento e informação nos exige investir no capital humano, o que significa melhorar o sistema de educação; investir em ciência e tecnologia; estimular o espírito de inovação e empreendedorismo; por fim, fomentar na sociedade o gosto pelas mudanças, porque a mudança é a única constante dos tempos modernos. O Chile construiu seus três pilares tradicionais. Vamos agora fortalecer os novos.

Sua vitória interrompeu 20 anos de governos de esquerda no Chile. O que ela significou?

Em primeiro lugar, mostrou que alternância de poder é vital, porque, quando os governos se perpetuam no poder, eles se esquecem de sua missão, se esquecem de que receberam um mandato para administrar o país em benefício da população, e não de si mesmos. É inevitável que, com o passar do tempo, os ideais comecem a enfraquecer e surjam os vícios, a corrupção, os desvios. Quando existe alternância democrática, é como abrir as janelas de uma sala para que entrem sol e ar fresco.

A democracia é como o casamento: tem muitos problemas, mas ninguém ainda inventou nada melhor.

(…)

O Brasil tem uma nova presidente eleita, Dilma Rousseff. O que o senhor espera do governo dela?

Conversei com Dilma Rousseff no dia seguinte à sua vitória. Eu já a conheço, e disse a ela que o momento mais feliz para um presidente é entre o dia da eleição e o dia em que ele assume o poder. Ela tem de aproveitar muito bem esses dois meses, em que tem toda a alegria do triunfo e nenhuma responsabilidade de governo. Desejei a ela muita sorte e reiterei nosso firme compromisso de seguir fortalecendo as relações entre Brasil e Chile, como fizemos com o presidente Lula, a quem considero um amigo de verdade. Quero dizer também que tenho um grande apreço por José Serra – o fato de ele não ter ganho a eleição não muda em nada esse sentimento.

O senhor acredita que um dia seus colegas presidentes da América Latina vão se juntar ao senhor na condenação da ditadura em Cuba?

O Chile baseia a sua política internacional em princípios. Os mais importantes são o respeito aos tratados internacionais e ao direito internacional, a não intervenção em assuntos de outros países e o respeito à autodeterminação dos povos. Mas, na concepção moderna desses princípios, há dois valores que devem ser defendidos além das fronteiras, que são a democracia e os direitos humanos. Em Cuba, não há democracia nem respeito aos direitos humanos. Nossa posição é a de defender esses dois princípios em todos os cantos do mundo.

Por que a esquerda teme tanto a imprensa livre?

Aqueles que não creem de verdade no valor da liberdade e da democracia sempre vão desconfiar da liberdade de expressão e dar um jeito de restringi-la. A liberdade de expressão e de informação é valor essencial, sem o qual a democracia e o progresso não se sustentam.

Quando alguém chega ao governo, sempre tem razões para se queixar dos meios de comunicação. Ainda assim, é necessário ter sempre muito claro que a liberdade de expressão é fundamental. Ainda que ela incomode, é preciso querê-la, respeitá-la, protegê-la e nunca cair na tentação de pensar que os meios de comunicação estão equivocados e que o governo é o único a ter razão.

Os governantes que caem nessa tentação entram pelo caminho do totalitarismo, e nós sabemos para onde ele conduz: para o desastre.

O indigenismo tem peso na política chilena por ser um problema real ou por ser artificialmente insuflado?

Os nativos mapuches estavam no Chile muito antes de os espanhóis chegarem – e assim aproveito para lembrar aos espanhóis que eles não descobriram a América. Nós somos uma sociedade multicultural e temos de ver no multiculturalismo e nas tradições de nossos povos originários um grande valor. Concordo plenamente com o diagnóstico do escritor peruano Mario Vargas Llosa que discerne no populismo as feições da demagogia e do engano.

Já o nacionalismo e o indigenismo podem não ter essas características. O nacionalismo que nos leva a ter orgulho do país e de sua história é saudável. Quando o sentimento nacionalista degenera em chauvinismo, implicando ser hostil com as demais nações, ele se torna um mal. O mesmo ocorre com o indigenismo. Às vezes as pessoas o levam a tal nível que ele se torna incompatível com o conceito de nação. É preciso considerar o indigenismo e o nacionalismo dentro de certos limites. Ignorados ou inflados, eles trazem problemas sérios.

O senhor ainda mergulha e pilota helicópteros?

Tenho menos tempo agora para as atividades como mergulho, paraquedismo, montanhismo e pilotagem de helicóptero. Mas não estou disposto a sacrificar a vida em família, as atividades culturais e a leitura. Abandonar tudo para se dedicar integralmente à política é empobrecedor.

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19 Comentários

Pastor Kaiser em 16 de dezembro de 2013

[…] superou 60% dos votos, contra 37% de Evelyn Matthei, que reconheceu a derrota. O presidente Sebastián Piñera também cumprimentou a presidente eleita. A vitória de Bachelet já era aguardada, depois que […]

Conceição Terezinha da Silva em 14 de fevereiro de 2012

Sr. Presidente Sebastián Piñera Eu Conceição brasileira gostaria de fazer uma homenagem ao Chile.Gostaria de saber se o senhor permite .Pois fiquei muito comovida com o exelente trabalho de resgate que vocês fizeram com os mineiros.

Bernardo em 06 de setembro de 2011

Moral da história: um governante liberal, por mais competente que seja do ponto de vista administrativo, sempre será um saco de pancadas das hostes esquerdopatas.

Mauricio F. Bento em 05 de setembro de 2011

Incrível! Chego a sentir inveja do Chile !

Hélio em 02 de setembro de 2011

Prezado Luis : Nos aspectos q vc abordou concordo com vc, pois a percepção que tive no Chile, conversando com as pessoas e lendo a respeito, é de que, apesar de também ter passado por uma ditadura braba,teve menos "solavancos" políticos que o Brasil duranto o período da transição democrática. Saudações.

Angelo Losguardi em 02 de setembro de 2011

Parece ser um excelente presidente. Já nas redondezas, outros parecem ser péssimos... e são!!!

Henrique Araujo em 02 de setembro de 2011

Prezado Setti, não tenho muitos dados para avaliar se Piñera é ou não é um bom presidente e achei que a entrevista revela apenas que não se trata de um radical, não explica quais são suas idéias. No entanto, parece que os chilenos não compartilham com a simpatia que muitos brasileiros nutrem por Piñera. A popularidade dele está baixíssima entre os chilenos: 31% de aprovação, 60% de reprovação. Algo está errado no governo dele, e seria interessante a imprensa brasileira nos informar o que é, em vez que apenas criticar os protestos contra o governo. http://www.telediariodigital.net/2011/07/historica-caida-de-la-popularidad-de-pinera-el-rechazo-llega-al-60-por-ciento/

Luiz Pradines em 02 de setembro de 2011

Olá, Hélio, O Chile não tem a projeção econômica de um país como o Brasil. Um dos fatores é justamente o que você mencionou: o número de habitantes do Brasil, além da sua base industrial e os imensos recursos minerais, tornam o país automaticamente um líder regional. A liderança à qual me referi é baseada na percepção de uma maturidade institucional ausente no Brasil. O próprio fato do Piñera deplorar a ditadura cubana, na minha visão, confere ao seu governo uma liderança moral que não pode ser compartilhada por muitos países da América Latina. Enquanto o Chile trabalha em parceria com os Estados Unidos, o Brasil se esmera em uma ridícula diplomacia da pirraça que só trouxe vergonha para o nosso povo. Além desse aspecto, há outro que quero ressaltar. É apontado que o Chile tem um ambiente econômico muito mais liberal que o Brasil, com baixa percepção de corrupção. O capitalismo brasileiro ainda é dependente do Estado e de ligações políticas. Neste aspecto, o Chile é líder. Mostra que um país evolui quando se torna liberal, ao contrário da cultura estatizante (representada por Lula e o PT) que teima em continuar viva no Brasil. Saudações, Luiz

Hélio em 02 de setembro de 2011

Luis Pradines : O Chile é um país extremante agradável, com um povo muito simpático, e no qual tive a oportunidade de visitar 3 vezes. Porém, discordo de alguns pontos citados no seu comentário. É óbvio q o Chile tem menos problemas educacionais e sociais que o Brasil, pois um país com 17 milhões de habitante é muito mais fácil de administrar que um com 190 milhões. Além disso, a economia chilena foi uma das mais afetadas na América Latina durante a crise de 2008, ao contrário da nosssa economia, que foi inclusive elogiada no exterior. Gostaria de saber do Luis exatamente em que aspectos o Chile lidera a América do Sul.

Think tank em 02 de setembro de 2011

A aparição da pilantra chilena nas manifestações em Brasília pode ser indicio de que o dinheiro do nosso imposto possa ter drenado para financiar as manifestações Chilenas. O modelo chileno ofusca as mazelas e lorotas dos Ali Babas tupiniquins e a do Beiçola da Chavezuela.

Paulo Bento Bandarra em 02 de setembro de 2011

Este é um bom exemplo da política antidemocrática do berreiro. Um presidente eleito pela maioria não é respeitado pela minoria que quer governar no berro. Quer impor a vontade a força e não aceita as decisões da maioria, se estas lhe contrariam. . Pois é, aqui já tá quase tudo dominado. A repercussão do verdadeiro dirigente do país relatado pela VEJA desta semana despachando apenas apareceu na maioria da mídia para o mesmo expilicar como normal e acusar a VEJA. A mídia já está amestrada esperando o buçal.

Rimini em 02 de setembro de 2011

Depois dessas considerações sábias e desprovidas de qualquer sentimento de rancor, provados pelo seu modo de governar, a gente só tem lamentar o fato de ele não ser brasileiro.

Mariazinha em 02 de setembro de 2011

Que inveja do Chile!

Luiz Pradines em 02 de setembro de 2011

Setti, Dos três pilares apontados por Piñera, o Brasil apenas tateia na construção do último; um Estado capaz de ajudar os mais pobres. A igualdade de condições e de oportunidades é fundamentada na educação básica e de qualidade para todos, algo em que o Brasil ainda patina. Conseguimos aumentar massivamente o número de crianças nas escolas mas a qualidade é baixa. Isto se torna evidente nos resultados dos testes de aprendizado feito com os nossos filhos. O simbolismo do tripé para explicar os resultados do Chile é eloquente. Por três pontos passa um plano; três pontos de apoio dá a estabilidade necessária para se manter o equilíbrio. O pilar econômico em nosso país, apesar da sociedade dinâmica e empreendedora, verga-se sob o peso imenso dos impostos, da falta de infra-estrutura e de recursos humanos, da insegurança jurídica e da criminalidade. Quando um dos pilares falha, os outros são submetidos a uma carga maior. O pilar político no Brasil há muito não contribui para o país; todos carregamos o peso da sua omissão. Nossos políticos representam apenas seus próprios interesses e não prestam contas à sociedade. A maioria dos deputados chegou lá sem votos. Nosso judiciário estimula a impunidade com um cipoal de recursos e chicanas. O Brasil não pode ser considerado uma verdadeira democracia e, como lembrado por Piñera, sem democracia, o sistema político não é legítimo e estável (novamente, a ênfase no conceito de "estabilidade"). O que mais nos choca na entrevista de Piñera não é a constatação das mazelas do nosso país. Duas coisas saltam à vista. A primeira delas é que o Chile, um país pequeno, consegue obter uma tremenda projeção por já ter construído e fortalecido os seus três pilares no tempo certo. Piñera nos lembra que este conceito era adequado para o século passado. Para o futuro, o Brasil está totalmente despreparado - suas fundações sequer bastam para o agora. Além de reformar estes pilares, ainda teremos que nos preparar para construir novos. A segunda coisa é Piñera em si. Um político-empreendedor com clara visão de futuro, do que deseja para o seu país, que se expressa com admirável clareza. Deixa claro os reparos aos governos de Cuba, Venezuela e Bolívia. Piñera é exatamente o oposto dos nossos governantes e dos nossos oposicionistas. Homens como ele explicam o porquê do Chile liderar a América Latina. Homens como Lula explicam o porquê do Brasil lentamente ficar para trás.

Gilda em 02 de setembro de 2011

Caro Moreno, penso q essa de esquerda e direita já está meio ultrapassada.O mundo atual não comporta mais isso. Nem esquerdistas comem criancinhas nem direitistas torturam e/ou exploram o povo.Há meu ver temos q avaliar:carater e competência,c/esses dois fatores,podemos fazer muita coisa boa. E sem eles, bem sem eles, basta ver o DESATRE QUE É SÉRGIO CABRAL. abraços. Gilda - RJ

soprachatear em 01 de setembro de 2011

Desse aí o Lulinha paz é amor não é amigo, né? Sjó serve essa corja de Fidel Castro, o cara da Bolívia, o pilantra do Chávez. Que pena.

Moreno Franceschini em 01 de setembro de 2011

Que nível tem o cara! Pelo amor de Deus. E dizem que é de direita. Que venha uma direita dessas "nezte país", hehehehe. Quem me dera!

Helio Trabulsi em 01 de setembro de 2011

Ah, que inveja do Chile... Com um presidente desses, não admira que o país vá tão bem. E que coisa boa, a alternância no poder. Sai a excelente presidente Bachelet, de esquerda, sobe o Piñera, tido como "de direita", e o país continua bem. Os protestos ora em curso fazem parte da democracia, não significam crise, em minha modesta opinião.

Gilda em 01 de setembro de 2011

Caro Setti, essa matéria e em particulae essa entrevista com Piñera,deveria ser divulgada por todas asmidias e blogs,ou até mesmo, ser reeditada pela VEJA. Sem querer pensar pequeno,mas já pensando,o q Piñera falou e sua forma de pensar e Governar é exatamente oposta a de Cabral. Para flicidade do Chle e Tristeza do RJ e do Brasil. abraços, Gilda - RJ

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