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PARIS — A fundadora do grupo Femen, a ucraniana Inna Shevchenko (à dir.), com outras jovens, protesta diante da embaixada da Tunísia contra a “condenação à morte”, por um clérigo islâmico, da garota tunisiana que postou foto com os seios nus (Foto: Miguel Medina / AFP / Getty Images)

De novo, elas: o grupo feminista radical Femen, fundado pela militante ucraniana Inna Shevchenko, voltou a colocar filiadas e simpatizantes com os seios de fora nas ruas de várias cidades da Europa no “Dia do Jihad Topless” (“jihad” é a referência à “guerra santa” pregada por islâmicos radicais) para protestar.

Desta vez, contra a condenação à morte proferida por um clérigo de Túnis contra uma jovem de 19 anos, Amina, que postou fotos suas de seios de fora na web page que ela criou, na Tunísia, para o grupo feminista.

Sob o prisma religioso, o pregador muçulmano salafista Almi Adel lançou uma fatwa contra a moça — o que significa que os fiéis estão autorizados a matá-la. Do ponto de vista laico, as coisas não estão claras, mas a mídia tunisiana diz que, conforme a legislação dessa suposta democracia surgida da “Primavera Árabe” de 2011, ela poderia ser condenada a até dois anos de prisão.

A família apressou-se a interná-la numa clínica psiquiátrica.

Em reação aos protestos do “Dia do Jihad Topless”, ocorrido na quinta-feira, 4, um grupo de jovens muçulmanas britânicas lideradas pela estudante da Universidade de Birmingham Sofia Ahmed lançou um tímido contra-movimento pelo Facebook e pelo Twitter contra o que classificou de campanha para rotular o Islã de opressor das mulheres.

Sofia publicou um artigo no site britânico Radical Views — que abriga também outros textos sobre o tema — e na versão britânica do prestigioso The Huffington News dos Estados Unidos.

Por ora, os seios nus vêm obtendo uma considerável vantagem de marketing.

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Ainda em Paris, manifestante é presa pela polícia diante da embaixada tunisiana (Foto: AFP / Getty Images)
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Além da polícia, as garotas tiveram que enfrentar contra-manifestantes muçulmanos, como este, que chuta a integrante da Femen diante da Grande Mesquita de Paris (Foto: Fred Fudour / AFP / Getty Images)
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BERLIM — O protesto foi diante da mesquita Ahmadiyya, a maior da capital alemã. “Nada de senhores ou escravos”, diz um cartaz. “Liberdade nua”, diz o outro (Foto: Johannses Eisele / AFP / Getty Images)
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ESTOCOLMO — Cartazes com a foto de Amina diante da embaixada da Tunísia na Suécia (Foto: AFP / Getty Images)
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ESTOCOLMO — Esta jovem manifestante se identificou como integrante de uma tal Organização da Juventude Comunista (Foto: AFP / Getty Images)
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MILÃO, ITÁLIA — A gritaria e a seminudez foram diante do consulado da Tunísia. A garota da esquerda escreveu nas costas: “Haverá milhões de Aminas”  (Foto: Antonio Callanni / AP)
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KIEV, UCRÂNIA — Manifestante é agarrada por policiais diante de mesquita. “Libertem Amina”, diz a inscrição no corpo (Foto: AFP)

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30 Comentários

Miguel em 13 de outubro de 2013

Não publico comentários que defendam violência contra pessoas.

Mário em 28 de julho de 2013

O mesmo sangue que circula nos olhos circula também nos seios, porque um é imoral e o outro não é? Quando o Criador fez a mulher ela estava nua ou vestida? quem nasceu com roupas?

Wesley em 27 de julho de 2013

A revolução hoje se dá no campo cultural.Elas não querem chamar atenção dos Homens, elas querem é, devagar, aumentar seu numero de adeptos para nesse momento invadir Igrejas(católicas)-imagina um católico chutando a bundinha da "ativista".Isso aí é um movimento ripie,Quem financia essa turma 7?Quero ver entrar na mesquita com os seios nus e sairem "inteiras".Quero ver jogarem tortas na cara dos religiosos do islã.Não sei(sei sim)como a mídia dá visibilidade a essas ações,é tudo que elas precisam para continuar.

Victor em 19 de abril de 2013

Depois de ler os demais comentários, volto para deixar este registro: Caio Frascino Cassaro, se algum dia te encontrar num bar, te pago uma cerveja!

Victor em 19 de abril de 2013

Adoro as Femens, sobretudo o fato de não se verem feministas feias entre elas.

Flavio em 11 de abril de 2013

Infelizmente, conquistas importantes do passado, promovidas por pessoas movidas por propósitos verdadeiros, sérios e genuínos se degradaram até chegar a isso. É evidente que o Femen não passa de um grupo de meninas vulgares e desocupadas querendo mostrar os peitos para causar sensação (razão pela qual não aparecem ao natural e, sim, montadas para parecerem "casuais" e atraentes com os seios de fora). Isso já não é mais democracia. Virou caricatura de democracia... O ato irresponsável e criminoso dessas meninas, aquerosamente hipócritas, só vai acirrar os ânimos dos que querem condenar uma outra idiota, ainda muito jovem, à morte de forma cruel. Mas as meninas do Femen estão preocupados com isso? Claro que não! Chamando a atenção e promovendo o próprio ego vale qualquer negócio.

Erlon em 10 de abril de 2013

Quanto mais em evidência é colocado um produto, menos valor ele tem.

iara em 09 de abril de 2013

José Augusto, gostei do seu comentário. Temos mesmo que fazer mais pelo Brasil e ainda todos nós somos oprimidos, não costumamos falar sobre coisas que nos incomodam. Os estupros são um flagelo, uma desgraça no Brasil e no terceiro mundo. Certa vez, me deparei com um menino deficiente, resultado de um estupro de um pai contra uma filha, um horror. Na escola pública onde o garoto estudava a fofoca vazou da língua sem cuidados de alguma pessoa e ele teve que abandonar os estudos, como se não bastasse ao nascer, ter sido deixado na porta de uma casa da vizinhança. Lemos na mídia que uma das mães daqueles estupradores da turista na van estava a chorar na porta da cadeia e estamos a nos perguntar se aquele filho dela também não foi fruto dum estupro ou estamos a nos perguntar que educação é aquela que ela deu ao filho que o tornou incapaz de respeitar mulheres. Várias vezes eu fui criticada por defender a lei do aborto e o controle de natalidade, penso que se uma mulher não pode educar um filho, ela simplesmente não deve ter aquele filho ou se um homem não pode ser um bom pai, ele não deve ter aquele filho. Um filho é responsabilidade de quem faz e é feito para a sociedade e não para quem faz.

Jeremias-no-deserto em 09 de abril de 2013

Me deu uma enorme vontade de dar um sonoro pé na bunda desse careca covarde atacando a moça.

Luiz Augusto em 08 de abril de 2013

Enfim essas moças estão ficando mais corajosas, protestando perto de mesquitas. Protestar perto de igreja é fácil...

Caio Frascino Cassaro em 08 de abril de 2013

Prezado Setti: O cidadão Renato Carvalho faz um comentário realmente "do carvalho". Primeiro, o brilhante missivista não tem a capacidade de compreender o óbvio: toda essa figuração serve só para essa mulherada aparecer na TV e no jornal. Qual o resultado prático para a jovem muçulmana condenada à morte? NENHUM!!!!! Aponte-me, você Setti, ou esse ser extremamente educado que, dando uma "porrada de leve" (fico imaginando se ele tivesse partido para a ofensa) me chamou de idiota e imbecil, qual o resultado prático dessa história, além do fato de a maioria das pessoas estar mais atenta à estética das manifestantes do que com relação ao conteúdo do protesto. É sim ridículo pretender que um protesto desse tipo surta qualquer efeito positivo para a infeliz, condenada à morte por mais um desses tarados que se julgam intérpretes últimos da vontade de Deus. A única coisa que as "manifestantes" conseguem são os tais 15 minutos de fama a que cada um teria direito, conforme profetizado pelo brilhante Andy Warhol. Ou seja, aproveitam-se da terrível situação da moça para ter seus nomes e rostos (e seios) conhecidos em todo o mundo, a ponto de falar-se mais na Irina do que na Aminna - essa sim uma mulher de peito. É óbvio que seria muito mais producente se usassem essa energia toda a fim de pressionar os parlamentos dos respectivos países para, através das respectivas comissões de direitos humanos e de relações exteriores, enviar manifestações de repúdio a cada um desses países que abraçam esse modo de vida ameaçando retaliações no órgão mais sensível de qualquer ser humano - o bolso. Isso seria muito mais eficaz do que essa palhaçada toda que só serve, insisto, para o marketing pessoal de Irina e suas amigas. Finalizando, entendo que não seja necessário ir para a praça e arrancar a roupa para expor determinado ponto de vista. É lógico que para muitos, eu diria mesmo a maioria, parece ser o caminho natural, visto que a pouca intimidade com as palavras e mesmo com o pensamento torna extremamente árduo o ato de expressar-se através de um texto. Eu, de minha parte, e tenho certeza assim como você Setti e tantos outros que vêm a este espaço debater de forma educada os mais variados temas, prefiro a arma de um bom texto escrito em um portugues correto e bem articulado para expressar meu ponto de vista, seja contra, seja a favor de qualquer coisa. Os meus protestos a partir desta tribuna, cujo alcance é realmente extraordinário, já me valeram todo tipo de xingamento e até mesmo de ameaças. As ameaças não costumo levá-las a sério. Os xingamentos, tais como os do texto realmente "do carvalho" com que o trepidante Renatocesar me brindou, tomo-os como elogio, visto que o dia em que um sujeito com esse padrão intelectual me elogiar eu vou ter a certeza de que escrevi uma grande estupidez. Um abraço

J.B.CRUZ em 08 de abril de 2013

Com o passar dos anos, as gerações não se aprimoram, se degradam...Ninguém é perfeito, mas pecados e tentações é de foro íntimo de cada um...

moacir em 08 de abril de 2013

Setti, Na realidade eu,como o Caio às 8:14, acho meio inócuo esse tipo de protesto.Os sistemas não são mudados de fora pra dentro.Preocupa-me,também,a segurança da garota:ninguém deveria ser internada num hospício e, muito menos,morrer aos 19 anos. A gritaria - e defronte de mesquitas! - poderá piorar a situação da Amina. Mas não deixa de ter um pouco de razão,o Renato às 22:41.Às vezes penso que é chegada a hora de se ir para as ruas.Sinceramente,se essa gente aí,que vem nos desgovernando há 10 anos,der um bote nos conteúdos, alegando que em vez - e candidamente! - estão regulando a mídia golpista,eu vou botar um nariz de palhaço e vou pra avenida.E muito bem acompanhado.Estou com saudades de um protesto,fora da minha zona de conforto.Nessa nossa cruzada civilizatória,é preciso protestar,e com direito a Rede Globo. Abraço

José de Araújo Madeiro em 08 de abril de 2013

Para Ricardo Setti: Regulamentação da mídia não é apenas inconstitucional, mas ilegítima. Quando um governo se supõe representar a maioria, edita uma lei para calar às minorias. A imprensa deve reagir a esta proposta maldita do PT, incluindo fazer um abaixo-assinado encaminhado ao STF. Abs, Madeiro.

Hélio em 08 de abril de 2013

Eu visitei a Ucrânia em 2008, mas infelizmente foi cerca de 2 meses antes da criação do Femen. Olha que baita azar o meu! Rsrsr

Renato Cesar Carvalho em 07 de abril de 2013

Setti, me desculpe se saio da linha, mas não dá pra deixar de dar uma porrada (de leve) nesses idiotas que acham que pra mostrar coragem elas deveriam fazer demonstrações em países islâmicos. Ora, imbecis, elas já fazem muito, muito mais do que vocês que não levantam a bunda de suas cadeiras pra protestar em praça pública contra os barbarismos do PT. Elas, literalmente, têm peito - o que vocês não têm - mas não são suicidas.

Sergio the original since 1ª Leitura em 07 de abril de 2013

Caro Setti: Como são gostosas e excitantes essas maravilhosas mulheres do grupo Femen, né não?

Renata Moreira Abreu Lima em 07 de abril de 2013

Acho ótima a atitude dessas garotas. Não precisa -- e nem é possível -- ir mostrar seios em países bárbaros como o Irã e outros. Fazendo o que fazem na Europa, atraem a atenção da mídia para um problema gravíssimo e doloroso, que é a opressão brutal das mulheres em boa parte do mundo islâmico.

João Augusto em 07 de abril de 2013

Ricardo, parabéns! Mesmo sendo uma matéria que poderia resvalar como em um tablóide de quinta pelo sensacionalismo, voce foi elegante como sempre!Mas devo fazer um adendo ao comentario abaixo.Ainda se falando em manifestação, na Índia por acasião do estupro (comentadissimo), houve uma comoção geral e as manifestações se multiplicaram e o turismo caiu em 25 por cento. Aqui na terrinha, prncipalmente no Rio, por ocasião do estupro brutal na Van, não houve seque um sussurro das mulheres (ou da sociedade). Houve esta passeata de hoje no Rio, mas pelo que vi foi em favor do direito de os homossexuais se casarem, após a divulgação do caso Daniela Mercury. A reação na Índia foi de dar alguma esperança, não? Realmente milhões de pessoas saíram às ruas. O mundo é complicado -- e as mulheres continuam a ser oprimidas em boa parte dele. Abraço

João Augusto em 07 de abril de 2013

Andréia Zambrotta(02:42hs), Concordo plenamente comvoce. O radicalismo islamico é tirânico. Visitando alguns paíes árabes, fiquei perplexo em alguns.Mas pegando um "gancho" local,e, principalmente respeitando as diferenças gritantes,fiquei decepcionado com a reação das mulhres aqui quando o Pastor (deputado, sendo políticamente correto), coloco-as (ou tentou coloca-las) em seus lugares.Istoé, submissas aos maridos e ao lar como no Velho Testamento. Nada contra, mas não pode ser a regra geral.As mulheres se calaram, assim como os índios, os que professam o Candomblé (pelo menos não vi). Dos Negros houve alguma manifestção, mas arredias. Dos "gaysistas" (como denomina alguns colunistas), como são "escandalosos" as manifestações foram e são mais contundentes. No Brasil"os gays são conhecidos como gayzistas, em Tel Aviv, os gays são conhecidos como judeus" (Caio Blinder) Ele comentou que foi uma brincadeira. Para mim foi muito sério. Mas de qualquer forma, é uma alegria(quaze sádica) para Reinaldo. Concordo com voce, inclusive chamaria algumas dessas manifestantes para visitar Brasilia,apesar que lá o foco da manifestção é (mais)sério. Aqui seria um carnaval. Voce como mulher e eu como cidadão (não pleno nos direitos)concordo que toda e qualquer manifestação é bem vinda. Ministro Joaquim Barbosa (Pronunciamento na UNB) também concorda. Meus respeitos solidários.

neil ferreira em 07 de abril de 2013

OLÁ AMIGO SETTI A ucraniana Inna Shevchencko teria algum parentesco com o super-craque de futebol Shevchencko, algumas vezes eleito o "Bola de Ouro", quando jogava no Milan ? A despedida dele do futebol, jogando pela Seleção da Ucrânia, foi um evento de repercussão mundial. Agora, a Inna mostra que tem peito ao abraçar a sua causa, ao criar eventos de repercussão mundial. Grande Neil, onde estão seus artigos? Não vêm mais? Quanto à Inna, pelo que sei Shevchenko é um sobrenome muito comum na Ucrânia. Não vi em lugar algum a informação de que eles sejam parentes. E o Shevchenko realmente foi um tremendo craque. Um abração

Ademar filho em 07 de abril de 2013

Os muçulmanos sao retrogrados. Alguns anos atras viajei ao Marrocos e tive a certeza que ainda estão na idade media. Mudar essa sociedade muçulmana e impossível. A melhor saída para essa moca e o aeroporto, se não a executarem antes.

razumikhin em 07 de abril de 2013

Lamentável. Não entendi por que as mulheres foram presas na Ucrânia. Será que foi o ministério da saúde? Elas poderiam pegar uma gripe...

Arilson Sartorato em 07 de abril de 2013

PARA MIM OS ADEPTOS DO ISLAMISMO NÃO SÃO CHEGADOS NUMA MULHER, TEM FOTO Aí QUE UM ATÉ CHUTA UMA DELAS POR ESTAR COM OS SEIOS DE FORA. ELES ODEIAM TANTO AS MULHERES, QUE MANDAM INCLUIVE ELAS COBRIREM OS ROSTOS. AGORA FICAR DE BRUÇOS COM AS NÁDEGAS VIRADAS PARA MECA ELES ADORAM.

daniel em 07 de abril de 2013

parabens a ucraniana pelos protestos "lindos" so nao esta dando para enteder que ja tem uma cumunista junto,(voces ja se esquecerao dos 7milhoes de ucranianos que matarao de fome em seu pais em 1932 a 1933 (FOI DE FOME)

Caio Frascino Cassaro em 07 de abril de 2013

Setti: Por favor corrija para mim o texto. Escrevi em "são consciência". Eu não estava são nem consciente quando digitei essa bobagem. Obrigado

Caio Frascino Cassaro em 07 de abril de 2013

Prezado Setti: É óbvio que ninguém em são consciência pode aprovar as maluquices propostas por radicais - qualquer tipo de radicais. No caso em tela, islâmicos. Se o clérigo islamita se limitasse a uma condenação moral a respeito do comportamento da moça estaríamos simplesmente discutindo a coisa no plano das idéias. Só que esses caras partem para a eliminação do outro, eliminação física de quem lhes seja minimamente diferente. Querem um mundo uno, monocromático, em que a discussão simplesmente não exista, já que o aiatolá de plantão se julga o grande exegeta, o intérprete último do texto sagrado. Transportanto essa realidade para a Bobolândia, vivemos hoje um momento no qual o caminho para o pensamento único já está sendo trilhado. Com as raras exceções de sempre, o que vemos na imprensa são as pautas "politicamente corretas" prevalecerem como verdades absolutas. Aí vemos uma tremenda gritaria contra o tal do Feliciano, que na minha opinião não vale uma nota de três reais, e não vejo um mísero protesto pela comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos deputados ser composta por condenados na justiça. Nada, nadica. Não tem Fernanda Montenegro, não tem Caetano, Não tem Chico, não tem Wagner, não tem selinho, não tem nada. É como se o grande problema do país tivesse nome - Feliciano - e basta tirar o cretino da cadeira que tudo ficará bem. De uma hora para outra meninas deixarão de ser estupradas na cadeia, os nossos presos terão tratamento humano, os bolivianos escravizados por coreanos serão libertos e terão condições dignas de trabalho, enfim, a culpa disso tudo é do Feliciano. Quem colocou esse cretino no cargo foram os que hoje tentam derrubá-lo. Quando vejo Henrique Alves fazendo papel de paladino da moralidade na imprensa dá vontade de vomitar, com o perdão da expressão. E aos que querem derrubar o pastor a qualquer preço, lembro que ele foi eleito por 220 mil votos, e que toda essa gritaria vai certamente levá-lo a ter mais de 500 mil votos na próxima eleição. O sujeito foi eleito presidente da comissão? Vigie-se a comissão para que as pautas respeitem aquilo a que ela se propôs. Impeça-se através da ação dos membros da comissão que a atuação de seu presidente atrapalhe o encaminhamento das pautas importantes e que sua orientação religiosas limite-se à sua (dele, Feliciano) visão de mundo, não impondo uma pauta enviesada à comissão. Só que isso dá muuuuuuito trabalho. E é mais fácil gritar, não é mesmo? Aparece na TV e dá ao "manifestante" seus cinco minutos de fama. Droga, essa história acabou ficando meio "off-topic", mas é que intolerancia para mim é um substantivo que não precisa ser adjetivado. É um monstro de inúmeras faces, e esse monstro está sendo alimentado paulatinamente aqui no Brasil. O fascismo começa sempre caçando os tarados e termina, em nome da justiça, acabando com a liberdade. Com relação às moças, gostaria de ver a valentia delas na grande mesquita de Istambul. Protestar no ocidente é tranquilo. Elas colocam os seios de fora, vem a imprensa, filma, fotografa, sai no jornal e dez minutos depois elas vão no boteco da esquina se congratular com a "tchurma" pela enorme coragem de se despir num dia frio como aquele. É absolutamente inócuo. Não vai melhorar um milímetro a situação da moça - essa sim, de uma BAITA coragem. Se elas lhe são solidárias, que vão lá no coração do Islã protestar com os seios de fora. Façam como fez Aminna - entrem na jaula do leão e enfrentem a fera olhos nos olhos. Ficar xingando o bicho de fora da jaula é muito fácil. Quero ver entrar lá dentro, dar um tapão na orelha do felino e dizer: "E aí, vai encarar?" Caso contrário, é muita fumaça e pouco fogo. Um abraço

Andréia Zambrotta em 07 de abril de 2013

É o fim do mundo o moralismo hipócrita do islamismo radical. Para os homens, tudo é permitido, inclusive deflorar garotinhos às escondidas, ou nem tão às escondidas (vide os "senhores da guerra" do Afeganistão, entre outros muitos, que mantêm garotos escravos sexuais). Para as mulheres, tudo é proibido: não podem dirigir automóveis, não podem mostrar o rosto, em vários países não podem estudar nem praticar uma série enorme de profissões, apanham dos maridos e são mutiladas sem que nada ocorra com os responsáveis. Isso tudo e muito mais. Fazem bem as garotas livres e liberadas do Femen. Chamam a atenção, com as armas de que dispõem, contra essas barbaridades. Como mulher, acho que virtualmente QUALQUER COISA que chame a atenção para a barbárie contra as mulheres praticada em grande parte do Islã vale a pena.

José Feliciano Ferreira Jr em 07 de abril de 2013

Essa Inna é uma tremenda gata. E está sempre do lado certo.

Edward Herrmann em 07 de abril de 2013

Ê ê, beleza. Sou totalmente a favor dessas garotas da Femen. E quem deveria ser apedrejado -- forma de condenar à morte desses muçulmanos radicais malucos -- é o cara que condenou a garota. Abaixo os fundamentalismos!

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