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Ministro Ricardo Lewandowski, em seu voto polêmico (Foto: Nelson Jr. / STF)

Amigos, a respeito do voto do ministro Ricardo Lewandowski em favor do desmembramento do processo do mensalão — ficariam no Supremo os casos de três réus, indo os dos demais 35 para a Justiça em seus Estados –, daria para escrever um post quase do tamanho do texto que ele leu.

Comentarei rapidamente alguns pontos, não sem antes dizer, com toda a franqueza que os leitores conhecem, que a figura de magistrado de Lewandowski não me agrada:

1. Não me pareceu nenhum escândalo o fato de o ministro visivelmente ter-se preparado para a questão de ordem (sobre o desmembramento) levantada pelo advogado Márcio Thomaz Bastos.

Com todo o respeito à opinião dos companheiros blogueiros Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo, que expressaram opinião diferente, acho normal que assim tenha sido.

Afinal, Thomaz Bastos havia proclamado há tempos, e aos quatro ventos, que pretendia levantar a questão no julgamento. Era fato público e notório. Natural, pois, que o ministro a estudasse a fundo.

2. Estranho o fato de o ministro não haver levado em conta que o Supremo já firmara jurisprudência em casos semelhantes.

3. Estranho Lewandowski mencionar o “mensalão tucano” — algo inteiramente fora do contexto da questão de ordem. E, ao que se saiba, fora dos autos do processo.

4. Estranho o fato — apontado em comentário pelo amigo do blog Luiz Pereira — de Lewandowski dizer que seu voto final sobre o mérito da questão será “um contraponto” ao do ministro Joaquim Barbosa.

Ué, ele já conhece o VOTO do ministro Joaquim Barbosa, relator do processo? O relatório, sim, conhece, porque não apenas Barbosa passou o material a todos os seus 10 colegas como, sendo ministro revisor, Lewandowski precisou mergulhar fundo no material para expor sua própria apreciação.

Mas o voto? Como citar um voto que ainda não foi proferido?

5. Santa Maria: uma hora e 20 minutos para votar uma mera questão de ordem. Por essas e outras é que temos a Justiça que temos.

6. Elio Gaspari, que esperava um julgamento acessível à população, com menos jurisdiquês, pode tirar o cavalinho da chuva, a julgar pelo voto de Lewandowski: empolado, recheado de citações que somente meia dúzia de pessoas entende e escrito como de propósito para que o grande público boiasse.

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jose adenir em 01 de março de 2014

Se você quiser saber por que razão seu comentário foi deletado, favor ler as regras para publicação da opinião dos leitores no link http://goo.gl/u3JHm Este é um espaço exclusivo para comentários e opiniões de leitores Obrigado

jose adenir em 01 de março de 2014

Se você quiser saber por que razão seu comentário foi deletado, favor ler as regras para publicação da opinião dos leitores no link http://goo.gl/u3JHm Este é um espaço exclusivo para comentários e opiniões de leitores Obrigado

benicio em 21 de agosto de 2012

A mim pareceu normal o Sr Ministro ter mencionado o mensalão tucano, uma vez que no mensalão tucano só um acusado que tem foro privilegiado será julgado pelo STF enquanto que no mensalão petista, todos estão sendo julgados pelo STF, isso sem levar conta que o mensalão tucano foi o berço do valerioduto e que o mensalão petista, muito mais recente, está sendo julgado primeiro. O importante mesmo, é que a classe política entre na linha e respeite o nosso voto porque já estamos de s cheio. Só de mensalões temos três: mensalão tucano, mensalão petista e mensalão dos democratas do DF. Chega e chega de panos quentes prá quem quer que seja.

Luiz Pereira em 06 de agosto de 2012

Setti, Aproveitando seu post e os comentários do Reynaldo-BH, é por essas e outras que de vez em quando chamo o ministro Lewandowski de "Lewandoswki e Trazendowski". Esse tratamento não foi criado por mim. Tenho um amigo aqui no RJ, cujo pai foi um Desembargador da Justiça Federal. Foi esse advogado que me disse que o ministro tem esse apelido, dado pelo próprio pessoal da Magistratura! Faz sentido! Eles sabem, nas internas, quem é quem. abs Hahahahahaha, genial essa, caro Luiz. Um abração

Luiz Pereira em 06 de agosto de 2012

Setti e Reynaldo-BH, Craques são vcs!!! Eu sou um modesto burro-de-tração. abs Deixe de modéstia, caro Luiz. Você logo, logo vai publicar um Post do Leitor. Já está na hora! Um abração

Eduardo em 06 de agosto de 2012

Se o parceiro(a) entra no motel acompanhado da (a) amante, é necessário uma declaração formal como prova de que houve sexo? Se o B Rural "emprestou" dindin para a ex-mulher do Zé, é necessário uma indicação formal do Zé ou Denúbio? respondam por favor!

FREDERICO em 06 de agosto de 2012

Não me lembro, em qualquer dos blogs que leio todos os dias, de ter lido uma mudança de opinião como a sua, diante de uma exposição tão abalizada como a do Reinaldo-BH. Parabéns Setti, isto demonstra a imparcialidade de seu blog...um dos mais lidos desta página de Veja. Sempre que me convencem de que estou equivocado, admito publicamente, caro Frederico. Já o fiz em vários posts, e não apenas em comentários. Não é heroismo nem nada. É apenas uma obrigação de jornalista. Um abração

Eduardo em 06 de agosto de 2012

Estranho mesmo. Por ser a sua posição após dois anos segurandoeanalisando o processo e não ter pedido esse desmembramento antes. O levandowhisk é um dos que desmerecem a justiça brasileira.

Gilton Campos em 06 de agosto de 2012

Ele um dia terá que deixaar o STF, passará a condição de cidadão normal, aí vamos ver se terá livre acesso às ruas. Está a servio dos mensaleiros.

Geraldo Iunes Filho em 06 de agosto de 2012

A madrinha Marisa esta muita agradecida. o Levandowhiskie cumpriu fielmente seu papel de bom afilhado.

Ricardo Silva - Uberlândia-MG. em 05 de agosto de 2012

Boa noite, Xará. Em que pese não haver provas documentais diretas contra Zé Dirceu, todos sabem que o dito cujo é mesmo o chefe da quadrilha. Da mesma forma, em que pese não existir provas, "tá mais na cara do que bigode" que o texto do "ministro do desmembramento" leu foi de autoria de MTB. Ele não tem capacidade jurídica/intelectual para tanto. Isso é igualzinho aquela mulher que põe chifre em marido. Todos sabem. Só não existem as provas!!! E precisa? abraços

Reynaldo-BH em 05 de agosto de 2012

Setti, perdoe os erros de português no post anterior. Foi o horarrio....

Reynaldo-BH em 05 de agosto de 2012

Setti, meu amigo. Ao contrário de alguns que não acompanham seu trabalho e reconhecem sua integridade pessoal e profissional, sou um dos tantos leitores que sabem exatamente com quem tratamos. E ousamos – sem sustos ou receios – de discordar de suas opiniões e visões. Jamais vi uma censura neste espaço. O que sei que acontece é a assepsia essencial que permite a saúde de leitores – de quaisquer correntes de pensamentos – que não pactuam com agressões vulgares e colocações caluniosas. Dito isto – de modo mais que sincero – discordo de você em um único ponto. É sim muito estranho o voto escrito, que levou 80 minutos para ser lido, do Levandowsky acerca de uma mera questão de ordem. E explico minhas suspeitas. Que haveria este voto era mais certo que a finitude dos tempos. O que não era de modo algum previsível se deu nas argumentações do advogado –lobista Márcio Thomas Bastos. Ao citar a Convenção de San José (que é um documento bastante sólido, no sentido de proteger o cidadão contra a força exacerbada do estado), MTB foi além dos argumentos utilizados e anunciados. Levandowsky tinha um voto defendendo esta nova colocação. E se traiu, ao dizer (em um dos “improvisos”) que a tese levantada por MTB era uma “novidade” que trazia uma nova visão ao tema. Novidade? Mas como? No voto escrito – de tamanha densidade e extensão que certamente tomou horas ou dias – estava claramente citada (e explicitada) a dita Convenção. NENHUM dos argumentos apresentados por MTB foi ignorado pelo voto do ministro. Coincidência? Mesmo sabendo que haveria uma contestação, os detalhes foram “adivinhados”? Outro ponto inquietante: o voto fez referência a decisões anteriores de ministros (com ênfase maior em Joaquim Barbosa, o relator) que desautorizaram desmembramentos de processos por foro privilegiado de um dos réus. Um trabalho de pesquisa árdua. Requer tempo. Tem um objetivo específico. Destruir (ou enfraquecer) uma tese contrária, normalmente de ACUSAÇÃO. Em meus tempos de estagiário (lá se vão anos...) fiz este trabalho de pesquisa. Sei que hoje mais facilitado. Não havia internet ou meios eletrônicos com decisões arquivadas. Hoje reconheço uma maior facilidade. Mas mesmo assim, um trabalho insano. E este trabalho foi feito por um ministro. Não por um advogado de defesa. Sei que o amigo também é advogado. E sem apelar aos seus ensinamentos adquiridos, sabemos (os que aprendemos nos bancos de faculdades) reconhecer no “juridiquês” o que é voto de ministro (com teses, citações de autores, etc) de uma DEFESA, baseada em caos pretéritos e decisões anteriores. O voto era somente uma coleção repetitiva de decisões do STF que atendiam ao desejo da defesa. De MTB. Nada de argumentação jurídica. Nenhuma citação profunda de doutrina. Nenhuma discussão sobre as normas constitucionais. Ao contrário, uma insistência quase obsessiva em votos de Joaquim Barbosa. Que respondeu a tempo: “V. Exa. Esqueceu-se que fui voto vencido! E que respeito o colegiado!”. Sem resposta. Não me recordo – e sou um “rato” de tribunais, por diletantismo e curiosidade – de um único voto com tamanha identidade do exposto com a decisão do julgador. O elogio a MTB feito por Levandowsky (“um dos maiores juristas deste país, ex-ministro da Justiça, etc.”) já dava uma ideia do que viria. Veio. O ministro indicado por ser filho da amiga da esposa de Lula esqueceu-se que ele mesmo “remembrou” (como destaca Lauro Jardim de VEJA) um processo desmembrado (cujo réu era Maluf e familiares) com base nos mesmos argumentos de conexão que agora ignora. A mim causa estranheza sim, prezado Setti. Desculpe-me por insistir nisto, ao contrário de sua análise. E arrisco-me a ir além; não me assustaria se um dia fosse revelado que este voto estava foi escrito em alguma outra sala (em SP, por exemplo) que não as do STF. Talvez por quem o ministro confie e elogie de odo intenso, a ponto de permitir esta pretensa ajuda. Não sei. As outras questões levantadas por você são mais que pertinentes, Especialmente a apontada pelo craque Luis Pereira. Voto agora é contraponto. Mesmo daquilo que não se sabe. Ou se intui. Coisa de adivinho... Que adivinha o voto de outro ministro assim como as alegações (factuais e jurídicas) de uma questão de ordem que seria efetuada, Mas que nós, simples mortais (não adivinhos) não conhecíamos. Mas que o ministro-engavetador-protelador sabia em detalhes. Por isso, caro amigo de trincheira, para mim foi sim um escândalo. Mais um nesta imensa sequência de escândalos que deságuam neste julgamento. Abraços. Caro Reynaldo, obrigado por suas boas palavras de sempre, fruto de sua generosidade, a respeito do blog e de seu responsável. E, me conhecendo, e sabendo como dou a mão à palmatória, acho que você examinou os fatos com mais profundidade do que eu. Relendo meu post e lendo e relendo seu comentário, minha conclusão é: você tem razão! Isso só aumenta o grande respeito que lhe tenho. Um grande abraço

ANTHONY KUDSI RODRIGUES em 04 de agosto de 2012

Obrigado Joe Abração.

Paulo em 04 de agosto de 2012

Muito simples...agora vimos que também pode existir "juiz chicaneiro"...aposto que este mesmo comportamento se repetirá outras vezes durante este julgamento...objetivando extender ao máximo sua duração pois, dentro de 1 mês um dos ministros se aposenta (e seu voto preocupa os petralhas), também não podemos esquecer que a data de prescrição de muitos dos crimes ali apontados se aproxima...todos os acusados tem à ganhar com a protelação causada pelos chicaneiros, sejam eles advogados de defesa ou não...

Ricardo Castro em 04 de agosto de 2012

Setti, Parabéns pela forma que lida com críticas, eg bem Amado abaixo. Gostaria que veja tivesse um padrão como o seu. Seu blog e o de Reynaldo eram os dois que eu seguia. Parei com reynaldo não porque não apreciasse os comentários apimentados, mas pela falta de respeito com as visões dos leitores. Não dá para defender a democracia e liberdade de imprensa e depois ficar deletando ideologicamente comentários para cima e para baixo. Deixem isso pro PHA...

markito-Pi em 04 de agosto de 2012

Tento manter a compostura, algo que este "ministro"a soldo dos mais corruptos petistas não tem.Não basta a erudição de araque e a cretinice deste voto sobre matéria já sobejamente julgada, o servil juiz deixou clara a ameaça de , como revisor, fazer muito mais para melar o processoAté que Barbosa ou Gurgel resolvam mostrar os dentes e morder forte, arguindo a suspeição deste sujeito.

Joe em 04 de agosto de 2012

Prezado AKR, agradeço os seus esclarecimentos. Felizmente o Setti nos abre este espaço e nos permite absorver um pouco de cultura, coisa rara nestepaiz.

Luiz Pereira em 03 de agosto de 2012

Setti, Esse Lewandowski é do peru!!! Veja o que postou seu colega Lauro Jardim. abs Relatando o recebimento de uma denúncia contra Paulo Maluf, filho e mulher, Ricardo Lewandowski, primeiro, mandou desmembrar o caso, pois somente Maluf possui o foro privilegiado. Depois, ao analisar melhor os 130 volumes, disse que os fatos, como estavam “intimamente imbricados”, não poderiam ser analisados separadamente. Por isso, filho e esposa deveriam responder à ação também no STF. Nas palavras de Lewandowski , era hora de “remembrar” o processo. Ontem, ministros que conheciam a posição de Lewandowski se espantaram quando ele disse que era inconstitucional julgar no STF os réus do mensalão do PT que não possuem foro privilegiado. Por Lauro Jardim

elizabeth correa em 03 de agosto de 2012

Olá Setti, Assim como você eu também nunca me simpatizei com Lewandowsk e seu voto ( ou defesa, as coisas para mim se confundiram ou fundiram-se) aliadas a permanência de Toffoli me levaram a votar na enquete que meu nível de confiança quanto a isenção da corte é baixo. Como cidadã interessada achei um verdadeiro horror e uma afronta a situação criada por ambos. Não era para ser assim. Ainda que o veredicto final seja pela condenação esse começo já demonstra o quanto estamos perdendo. %0

ANTHONY KUDSI RODRIGUES em 03 de agosto de 2012

Caro Joe, A história que você quer lembrar é a seguinte: No dia 25/08/1961(06 meses após tomar posse como Presidente da República),o histriônico Presidente Jânio da Silva Quadros, simplesmente renunciou ao mandato. Constitucionalmente o Vice-Presidente João Goulart(Jango) teria que tomar posse normalmente (acresce o fato que naquele tempo o Vice-Presidente era eleito também); entretanto, os ministros militares (Exército: General Odilio Denys, Marinha: Almirante Silvio Heck e Aeronáutica: Brigadeiro Grum Moss) pretenderam "rasgar" a constituição não dando posse ao Vice-Presidente; o Governador Leonel Brizola "levantou" o seu RGS pela legalidade e a imediata posse do Vice-Presidente João Goulart, sendo apoiado por muitos militares(entre oficiais e praças) do 3º Exército, fazendo com que o seu Comandante, General José Machado Lopes apoiasse a legalidade e a posse do Presidente; e assim foi feito com uma única alteração feita pelo Congresso Nacional: A mudança do regime presidencialista para o parlamentarista. Esta é mais uma história do golpismo endêmico existente no Brasil do passado, mas que felizmente parece não acontecer mais. Abraços, AKR

Bem-amado em 03 de agosto de 2012

Quero deixar claro aqui que eu discordo do 'Anônimo' aí abaixo. O erro foi meu em generalizar, eu assumo que peguei pesado na crítica, e o Ricardo apenas respondeu à altura da minha inconsequência e mantendo a compostura. O Ricardo está correto e tem meu respeito (ainda que outros colaboradores da revista não o tenham). Confesso que por muitas vezes acho que a Revista como um todo sai dos limites, mas agora reconheço que é um erro generalizar a crítica para todos os jornalistas que aqui trabalham... Meu erro não se repetirá. Obrigado. Muito obrigado, meu caro. Por falar em generalizar, calculo que mais de 300 jornalistas trabalhem em VEJA e no site. Um abraço

José em 03 de agosto de 2012

Se na Corte Suprema acontece tais fatos, imaginem só nas inferiores. Enquanto tivermos juizes (sem generalizar) sem o interesse voltado para o povo, não teremos justiça.

razumikhin em 03 de agosto de 2012

Lamentável. Um advogado que poderia entrar para a história do Direito brasileiro, como seu grande defensor, será conhecido pelas futuras gerações de causídicos como o filho da comadre da D. Mariza.

César em 03 de agosto de 2012

"Quando as pessoas falam de forma muito elaborada e sofisticada, ou querem contar uma mentira ou querem admirar a si mesmas. Ninguém deve acreditar em tais pessoas. A fala boa é sempre clara, inteligente e compreendida por todos." Liev Tolstói

Luiz Pereira em 03 de agosto de 2012

Setti, Mais um detalhe, importante: juiz age nesses casos se provocado. Ou seja, caso Marcio apresentasse, como fez, uma questão de ordem, fosse qual fosse, os juízes dariam seu parecer na hora – como fez a maioria. Exceção de Lewandowski, natural e estranhamente. Juiz não tem de prever o que os advs das partes farão. Juiz age de acordo com a situação. Pelo menos, os normais. abs

Luiz Pereira em 03 de agosto de 2012

Setti, O ministro poderia imaginar ou ter certeza, de Marcio T.Bastos iria apresentar a questão de ordem. Entretanto, isso já havia sido sobejamente discutido no STF. Matéria vencida, portanto, em que a decisão foi a de que não haveria desmembramento. Lewandovski não precisava de todo esse apuro técnico postergatório. Tomara que esteja enganado, mas minha impressão é a que Lewandowski e Toffoli agirão de modo a atrasarem o julgamento, evitando o voto de Peluso (que ninguém sabe qual será). E tb agirão para mitigar as penas. Sinceramente, em um país normal, nem Lewandovski tampouco Toffoli estariam no STF (este último nem conseguiu passar nas provas para juiz!!!). Ambos são devedores de favor a Lula por suas nomeações. Lewandowski foi visto em restaurante de Brasilia falando em altos brados com seu irmão. Dizia que a tendência era "amaciar" para Zé Dirceu! Podemos esperar coisa boa saindo daí? abs

Anônimo em 03 de agosto de 2012

Não sei não.....mas no início deste blog está escrito: Este espaço pretende apresentar boas histórias e opinião independente. Não será neutro diante dos descalabros do Brasil e das dores do mundo, mas rejeitará qualquer compromisso com o azedume e o mau humor. Me parece que só o dono dele Sr. Ricardo, pode ter direito aos azedumes e mau humor. Veja a resposta dada ao "Bem-amado" ontem as 19:19 ! Calma Ricardinho.....Um dia o PT lhe arranja um cargo ! Quando me agridem, meu bom humor tira férias momentâneas. E que coragem a sua, hein, de se esconder atrás de um nome anonimamente anônimo e de um e-mail falso. O PT me arranjar um cargo? Que outra piada você vai contar hoje?

MARIA LUCIA em 03 de agosto de 2012

Estou entre os cidadãos "comuns" entre milhares de brasileiros que pela primeira vez tem oportunidade de conhecer os "bastidores" do Supremo Tribunal Federal. Percebi que o nível de tratamento entre os "pares" é diferente do q vemos numa CPMI/CPI,Ok... Mas, ainda assim fiquei "estarrecida" com a indiferenca e descaso das Instituicões a fatos, que se tornaram público, e q levariam um dos Ministros (D.Toffoli)a declarar-se IMPEDIDO. Só a mídia se preocupa em nos esclarecer...queremos explicacões do posicionamento do STF a essa situacão!

Luiz em 03 de agosto de 2012

Parece que a intenção do Ministro era mesmo de tumultuar a sessão: voto extenso para uma questão de ordem, desmembramento do processo, bate-boca no plenário. Não será surpresa nenhuma se a enquete apontar um grau de confiança baixo em relação ao Supremo.

Mairalur em 03 de agosto de 2012

Estranho mesmo foi o ministro Ayres Brito não ter feito valer sua condição de presidente da Corte, uma vez que deve saber - e sabe - que o tema já havia sido pauta de reunião plenária e, mais, que há entendimento pacífico anterior do STF. Essa de não querer ser "atrabiliário" - como poderia justificar-se - não cola. Para mim, pelo menos, não. Eu o acho muito simpático, mas continua sendo petista.

Bem-amado em 03 de agosto de 2012

Ok, eu peço sinceras desculpas se o ofendi. Eu deveria ter mantido apenas a minha crítica. Mas quero dizer que o site da revista como um todo se tornou um ambiente hostil a todo leitor que discorde da linha editorial, que assumiu um discurso desproporcionalmente contra tudo o que é relacionado a esse governo... Você está enganado, talvez por ler poucos posts do blog. Aqui no blog não há qualquer ambiente hostil a leitor que discorde do que eu escrevo. Veja bem, publiquei já quase 80 mil comentários. Desses, algumas dezenas de milhares não concordavam com meus pontos de vista e, de forma mais ou menos veemente, criticavam-nos. Basta consultar o blog. Só há "ambiente hostil" para quem ofende, agride, mente, acusa irresponsavelmente sem provas -- e por aí vai.

Marcondes Witt em 03 de agosto de 2012

Complementando meu comentário anterior: vejo agora no site do STF em suas notícias, de que quem mencionou o Inquérito 2280 (mensalão tucano) foi o Ministro Marco Aurélio, e nao o Ministro Ricardo Lewandoski. Apenas coincidiu que ambos votaram a favor do desmembramento do processo da AP 470, do mesmo modo que foi feito em caso similar anterior. A menção a precedentes é algo absolutamente normal em julgamentos judiciais, não é algo estranho nem fora do processo.

wilson em 02 de agosto de 2012

Rolando Lero ressuscitou?

Joe em 02 de agosto de 2012

Infelizmente o nome das pessoas não me recordo, porém a história não me esqueci. Após a renúncia (?) do presidente (seria Janio ?) não queriam dar posse ao vice-presidente (seria Jango ?). Pois bem, no meio da discussão um general teria tirado um livrinho do bolso e dito: vejamos o que diz a constituição. Toma pose o vide-presidente. Não sei porque, mas peguei essa mania: vejamos o que diz a lei. O art. 78 do Código de Processo Penal fala sobre competência e estabelece: III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação; IV - no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta. Como o STF é de maior graduação e, ainda, é jurisdição especial, sempre prevalecerá. Além disso, para evitar que os diversos Tribunais fiquem discutindo sobre competência, o STF editou a súmula 704: Súmula 704 "Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados." Para ser Ministro do STF, supõe-se que o indicado tenha notório saber jurídico, assim, o Min. Lewandowski não pode alegar que ignora a lei ou a súmula de sua própria Corte e que serve para balizar o entendimento das cortes de menor graduação. Dessa maneira, fica aqui mais uma indagação: Se conhece a lei a a súmula, porque o Senhor Ministro fez isso ? Seria um atestado de que não tem notório saber jurídico e, por isso, sujeito a impeachment ?

Ronaldo em 02 de agosto de 2012

Foi estranho ele citar o nome dos réus que levantaram a questão de ordem num voto estudado e elaborado previamente... Ele teve capacidade de elaborar o voto, mas não teve capacidade de apontar o fundamento do seu voto antes? Ele é o Revisor. É no mínimo contraditório...

Geraldo de Freitas em 02 de agosto de 2012

O Toffoli e o Lewandowki estão amando, a mando do PT.

Marcelo em 02 de agosto de 2012

Estamos seguindo rapidamente o curso natural da história democrática no Brasil. O comportamento desse juiz contribui bastante. Tanta gente precisando e tanto dinheiro jogado no lixo.

Carlos Alberto Boff em 02 de agosto de 2012

É a mesma justiça de sempre onde advogados chicaneiros fazem de tudo para protelar os processos e os julgamentos, sem nenhum pudor ou escrúpulos. Linguagem límpida, clara e objetiva para a maioria poder entender? Decisões fulminantes baseadas nos fatos e provas com os condenados saindo direto para a cadeia? Esqueçam. Não no Brasil.

Rodrigão em 02 de agosto de 2012

O discurso(voto)de Lewandowski não foi para os simples mortais como eu e outros,e sim para os experts em leis.

SergioD em 02 de agosto de 2012

Ricardo, também não achei estranho o ministro se preparar para o voto. O ex-ministro Bastos cantava aos quatro ventos o que ele pretendia apresentar logo na primeira seção. Quanto a citar o mensalão tucano acho que ele pretendeu dar uma pinicada no povo que o perturbou por todo o primeiro semestre pedindo a conclusão de seu relatório. Ele poderia citar outro caso em que houvesse o desmembramento de processos. Mas o caso do Valerioduto mineiro estava ali, a disposição. Por que não o utilizar como exemplo e dar uma esculachada nos tucanos? Está certo, esse não seria o comportamento desejado para um ministro do STF, mas vejo o caso como um tapa com luva de pelica. Abraços.

Felipe em 02 de agosto de 2012

Concordo com o Ricardo.

Zé Maria em 02 de agosto de 2012

O resultado da votação da chicana do tido e havido como maior criminalista tupiniquim, chicana essa de nítida pretensão protelatória, haja vista ser essa uma questão já assentada naquela corte, (o desmembramento já fora anteriormente rejeitado) aplicou de saída o primeiro revés aos chicaneiros que se valeram, inclusive do interminável blá-blá-blá do juiz miliciano, filho da notória comadre. A surpresa(?) foi Marco Aurélio que agora confirma declarações recentes advogando o adiamento do julgamento pra 2013. Náo chega a ser decepcionante ver ao vivo a constatação de que joga no time do filho da comadre e do grande "jurista" petralha de carteirinha. Como disse o Reinaldo e também o Augusto, ao menos para uma coisa vai servir esse julgamento: sabermos realmente quem são e pra que time torcem os juízes do mensalão.

Bem-amado em 02 de agosto de 2012

"Estranho Lewandowski mencionar o 'mensalão tucano' — algo inteiramente fora do contexto da questão de ordem." Você está tirando isso do contexto para manipular os seus leitores! Todos os que assistiram ao vivo sabem do real contexto e que o mensalão tucano não foi o único fato relembrado para ilustrar o voto de Levandowski. Porque vocês da Veja não assumem de uma vez que vocês não querem saber de justiça nenhuma? Não me ofenda, anônimo valente o suficiente para ofender se escondendo atrás de pseudônimo e e-mail falso. É claro que "nós de VEJA" queremos justiça, como os demais brasileiros. Não manipulo leitores. Não me escondo covardemente como certos leitores.

Ismael em 02 de agosto de 2012

Lewandowski mostrou desnecessariamente seu alinhamento político. Mais grave, mostrou-se subserviente a uma investida legítima mas nem por isso mesma biçal do advogado Márcio Tomaz Bastos, boçal porque já fora objeto de decisão anteriormente contraria do próprio STF. Somando-se essa postura à postura do ministro Toffoli, de julgar o mensalão ao arrepio da lei, já que a omissão do grau de relacionamento com sua "namorada" é ridículamente anti ética, tem-se realmente um quadro preocupante. Para mim, já espero um resultado vergonhoso de todo este processo, que já nasceu viciado pela não inclusão do ex presidente Lula como indiciado. Pode até ser qua haja condenações, mas as penas estarão prescritas.

Fernando (mega anti-corruPTos) em 02 de agosto de 2012

Ele pode estar certo até no inferno, mas desmembrar o processo para cada estado já dá para saber que isso não vai acabar NUNCA! É pura enrolação. Não somos tolos.

Marcondes Witt em 02 de agosto de 2012

Quanto à menção ao mensalão tucano (usando apenas minha memória): ali o STF decidiu pelo desmembramento. Assim, o então Senador Eduardo Azeredo, e hoje Deputado Federal, manteve-se o processo no STF; já os demais acusados, serão julgados pelo juiz natural, isto é, o Juízo de 1º Grau. Penso que, pelo contrário, estava totalmente dentro do contexto da questão de ordem suscitada.

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