Amigos, já comentei aqui outras vezes, mas é incrível como o Senado é omisso quando se trata de exercer um de seus importantes poderes – e deveres – constitucionais, como sabatinar uma série de candidatos a cargos públicos. No caso, o de futuros ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os mesmos sobre os quais escrevi, em post publicado ainda hoje.

Em primeiro lugar, pergunto: por que sabatinar na Comissão de Constituição e Justiça os três indicados de uma só vez?

Cada candidato tem uma história, um currículo, além do que o cargo que cada um irá exercer é importante o suficiente para que mereçam, um por um, a atenção dos senadores.

Em segundo lugar, ressalto o relativamente pouco tempo para essa tarefa: os três foram sabatinados em pouco mais de 3 horas. Para questionar um candidato, em uma sessão, é o suficiente. Para 3 candidatos, me parece pouco.

Em terceiro lugar, como sempre ocorre, a maior parte dos senadores fez poucas perguntas, técnicas e genéricas, além da habitual papagaiada exaltando o currículo dos futuros ministros.

Fica sempre parecendo que o Senado meramente carimba as indicações do Executivo, deixando barato o trabalho de examinar a fundo as nomeações.

Apenas 3 senadores exerceram como devem o seu papel: Demóstenes Torres (DEM-GO), Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Não faltava o que perguntar, não.

Só para ficar em um exemplo: o senador Demóstenes perguntou ao futuro ministro Antônio Carlos Ferreira, ex-diretor jurídico da Caixa Econômica Federal, sobre sua eventual participação nos contratos firmados entre a Caixa e a GTech, empresa que detinha a gestão das loterias e que foi investigada pela CPI do mensalão e pelo Ministério Público Federal.

A resposta e muitos outros detalhes vocês podem encontrar na reportagem do excelente site Consultor Jurídico.

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