… propiciar aos cidadãos atendidos pela rede pública de saúde um desconto de 70% sobre o preço de qualquer remédio, de qualquer preço, em qualquer farmácia, mesmo estando o país sob grave crise como ocorre na Catalunha, Espanha — isso sem contar os remédios que a própria rede pública fornece gratuitamente.

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20 Comentários

sinisorsa em 25 de junho de 2011

Ser primeiro mundo é propiciar ao cidadão estabilidade e garantia de que os impostos que ele paga são utilizados com sabedoria. Na Finlândia é assim: alguns medicamentos são subvencionados pelo governo (trata-se do medicamento, e não da renda do cidadão que os compra). O valor do subsídio depende do tipo de medicamento. Esse sistema está em vigor no país há mais de 30 anos (independemente de qual partido ocupe a cadeira de primeiro-ministro), e o país não foi à bancarrota por causa disso? Por que será? Ah, os especialistas vão saber responder, obviamente! Ai, não dizemos os especialistas que o tal walfare state é coisa do diabo?!?

Roberval em 24 de junho de 2011

Digo, discordar.

Roberval em 24 de junho de 2011

Prezador Setti, vou descordar de você. Isso não é ser primeiro mundo. Ser primeiro mundo é ter um povo que possa pagar pelos próprios remédios, independente se o governo paga ou não.

Noqui em 23 de junho de 2011

Com uma União Européia servindo de fiador das contas até países atrasados como Portugal e Espanha viram primeiro mundo! Duro é quando a realidade chega e os fiadores percebem que eram garantidores de quem não tem como arcar com os próprio gastos.

patricia m. em 23 de junho de 2011

Ahhhh e lembrando que 20% da populacao espanhola esta desempregada, por que sera? E dos que estao empregados, mais da metade esta na economia informal. Ahhhh, sera que eh porque o governo socialista cobra impostos escorchantes para justamente fazer a redistribuicao do pao para aqueles que nao trabalham porque nao tem um emprego? EH UM CIRCULO VICIOSO, esse dos socialistas, esse do welfare estate. Acaba em crise e miseria.

patricia m. em 23 de junho de 2011

Jose Alberto, lembrando que os 12 anos de governo Labour arrebentaram com a economia inglesa. Agora os tories estao tendo que se virar para fechar as contas, e uma das discussoes eh o famigerado NHS, o servico de saude ingles.

marina silva em 23 de junho de 2011

Mesmo estando desempregado,mas isso nao é assim em toda Espanha,nao esqueçam que a Catalunha é uma das regioes mais ricas de Espanha,já na Andaluzia nao é tao colorido ao norte mas de longeeeeeeeeeee a miséria nao é tao ofensiva como é no Brasil!Mas como toda moeda tem 2 lados esse excesso de benesses prejudica um montao para a minoria que trabalha porque a galera agora descobriu as delicias de ser excluido social e só quer viver de seguro desemprego(aqui chama-se paro) há um montao de brasileiros que sao desempregados profissionais recebem o paro em euros e a cada 3 meses veem aqui para renovar a inscriçao(sao 4 meses para cada 1 anos trabalhado depois ajuda familiar de 18 meses para quem tem filho menor de idade,uma festa!)um dos motivos da crise e do aumento da idade de aposentar para 70 anos é devido a esse excesso de civilidade...

José Alberto Scur em 23 de junho de 2011

Sabes quantos países com governo socialista restam agora em toda a União Européia? Apenas 3: Grécia, Portugal e Espanha... Os 3 estão endividados até o pescoço. Porquê será, hein? Coincidência? Como disse Margaret Thatcher: "O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros".

Daniel Salazar Hanauer em 23 de junho de 2011

Acho que o senhor não entendeu a origem da crise, então!

patricia m. em 23 de junho de 2011

Reynaldo-BH, vai morar na Europa e se tratar na maravilhosa rede de saude publica deles, vai, meu amigo, e depois voce vem aqui comentar a favor do welfare estate. E eu morei por 4 anos em Londres, ENTAO EU SEI DO QUE ESTOU FALANDO. Como disse um medico amigo meu, essa medicina socializada eh otima para quem corta o joelho numa queda e precisa de um band-aid gratis... Mas para cirurgias complicadas, meu amigo, eu tomo o exemplo dos canadenses e de sua "maravilhosa" medicina: eles cruzam a fronteira para se tratar nos EUA. O povo, meu caro, quando ganha TUDO de graca - casa, comida e saude - costuma nao querer trabalhar para pagar. Afinal, TUDO ISSO TEM UM PRECO. Na Espanha, assim como na Inglaterra, uns poucos pagam pelos muitos que nao fazem NADA a nao ser receber seu chequinho-desemprego TODA SEMANA DO PAPAI GOVERNO. Passa um tempo la na Europa antes de soltar as suas bobagens. Voce esta enganado.

Think tank em 23 de junho de 2011

Para ser primeiro mundo, o governo não precisa conceder desconto nenhum, basta não cobrar GIGA impostos como no Brasil, não só sobre remédios, mas sobre livros, ferramentas, papel higiênico, alimentos básicos, combustíveis, pedágios, etc. Aprender que “acreditar” que o governo dá desconto não passa de ingenuidade, pois esse só cobra, não cumpre nem com suas obrigações mínimas. Como um suplemento alimentar da mesma marca que custa U$8,99 (R$14,00) nos USA, aqui custa em media R$79,00? E um carro de U$15.000 (R$24.000) vira R$75.000? A Espanha só ficou diferente da América Latina graças à injeção de bilhões e bilhões da UE, bastou tirar estes recursos para mandar aos novos membros e já se encontra em caos.

ixe em 23 de junho de 2011

A Espanha é uma das "bolas da vez" da crise européia. Claro que seria desejável para todo mundo essa típica atuação do welfare state, desde que não cause desequilíbrios que conduzam a economia à ruina. O estado deve visar o bem estar de todos, mas com sustentabilidade, para usar a palavra do momento. De nada adianta esse tipo de "bom mocismo" se não for assentado em bons fundamentos econômicos. Alguém imagina a atual Grécia sendo tão benevolente ? Se fosse, estaria sendo razoável ? Realidade, racionalidade econômica e caldo de galinha nunca fazem mal.

Tuco em 23 de junho de 2011

. No Brasil não se corre o risco de falência por generosidade do Estado. Aqui não se consegue ser atendido pela rede pública de saúde! .

Corinthians em 23 de junho de 2011

Reynaldo-BH Mais um comentário que assino embaixo. Só trocaria o "Acusar o apoio social oferecido pela Espanha como causa da crise, é uma visão distorcida e pior, enganosa." por "GENERALIZAR o apoio social oferecido pela Espanha como causa da crise, é uma visão distorcida e pior, enganosa." Não podemos esquecer que nossa esquerda míope acha que bem estar social é feito de bolsa isso, cota aquilo...

Jussara em 22 de junho de 2011

Ser de primeiro mundo é não dar status de refugiado a um criminoso.

jonas /RS em 22 de junho de 2011

Ser primeiro mundo é esquecer essa idéia de subdividir o mundo.

Reynaldo-BH em 22 de junho de 2011

Que coisa! Alegar a falência do welfare state a partir desta constatação é levar um certo liberalismo ao limite do irracional! O mesmo sistema de saúde da Espanha (implantado com sistemas de acompanhamento permanente, informatizado, dos dados clínicos de TODA a população!) permite economizar milhões de euros com medicina preventiva. Qual custo é maior? O desconto de 70% em remédios ou dois dias de UTI, por falta de remédio? É só a economia, estúpido! Nem falo na mortalidade infantil derivada da fome no Maranhão, na falta de leitos em Recife ou nas filas para consultas de 10 minutos em BH, RJ e SP. A chegada da Espanha à grave crise, como alguém comentou, deve-se não a incentivos sociais. Deve-se a um modelo "socialista' que privilegia o seguro-desemprego ao emprego efetivo! A um desprezo pela pesquisa e inovação. Pela aposta em fundos comunitários europeus. Pela opção de desprezar apauta de exportação. Pela falsa garantia de ser um país com moeda forte, quando esta só existe na Alemanha de Merkel! Acusar a assistência social espanhola como causa da crise é reducionismo intelectual, político e histórico! Assim como a crise grega é fruto de uma fraude, portuguesa é fruto de um gasto excessivo com trem de alta-velocidade entre Lisboa e Madrid (para que???), a terceira ponte do Tejo, as PPP´s que fazem com que as empresas concessionárias de estradas RECEBAM o prejuízo que possam ter tido, etc. Aos desavisados: o sistema de assistência de saúde da Espanha é de autoria de Aznar! E não de Zapatero ou González. Não se trata de bombardear o falido (a décadas!) "estado do bem estar"! Este saiu de moda ao mesmo tempo que o muro de Berlim caiu. Mas sim de entender que o EURO é artificial, engessante e penaliza as economias mais fracas. Este é o ponto! Irlanda, Portugal, Grécia... Alguém parou para ver oque une estes países, a não ser serem "periféricos" da dita Zona Euro? Acusar o apoio social oferecido pela Espanha como causa da crise, é uma visão distorcida e pior, enganosa. Abraços.

patricia m. em 22 de junho de 2011

Feliz de encontrar leitores inteligentes como o Leonardo Faccioni nesse blog.

Leonardo Faccioni em 22 de junho de 2011

Explica-se como o país chegou à "grave crise". Não explica, por sua vez, como as gerações predecessoras geraram a riqueza que permitiu rolar tamanha dívida aos nossos dias - i.e. a construção desse "primeiro mundo" que o welfarismo conseguiu encurralar na beira do precipício.

patricia m. em 22 de junho de 2011

Velho, o pais esta em crise JUSTAMENTE porque fornece coisas demais aos cidadaos... O modelo de welfare state europeu, como podemos muito bem constatar, esta FALIDO. Eh coisa demais pra gente demais que trabalha de menos.

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