Podem me considerar um ingênuo, repleto de candura, mas acho que seria um bom serviço ao país se o Senado aceitasse a proposta do senador e ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) de convidar o ex-presidenciável José Serra para explicar como faria para elevar para 600 reais o salário mínimo, conforme prometeu na campanha para o caso de ser eleito.

Mais ainda se Serra aceitasse – presumindo que ele tenha realmente cálculos detalhados do que fazer na administração pública para, sem aumento de impostos, catapultar o mínimo dos atuais 510 reais para os tais 600 (o governo diz que não tem como conceder mais do que 545 sem explodir as contas públicas. As centrais sindicais remancham, querendo mais, talvez 580).

Já imaginaram o que significaria de salto civilizatório o candidato derrotado nas urnas ir lá, mostrar seus (supostos) estudos a respeito e, assim, ajudar o adversário de há meses — o governo Dilma — a conceder um mega-aumento aos trabalhadores mais pobres?

Sonhar, como vocês sabem, não paga imposto.

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Gilberto Miler em 10 de fevereiro de 2011

Paul. Para isso poderia começar em por ética e trabalho, acabar com a farra de cargos no func. federal. coisa que serve apenas para beneficiar os amigos, com direito de não fazer nada.

Anibal em 10 de fevereiro de 2011

Tá bom, então porque esse diploma nunca apareceu? Serra respeitado internacionalmente onde??? Sinto muito amigo, mas isso nunca foi provado. Ninguém nunca viu o tal diploma, pior ainda de mestrado. Uma grande mancha na biografia de Serra que nunca terminou nada que começou. Nem mesmo os mandatos assinados em cartório. Fica difícil acreditar na palavra desse senhor. Palavras não bastam, tem que ter provas. OK, então está bom, caro Aníbal. Não tenho procuração para defender o Serra. Abraços

Zé da Silva Brasileiro em 09 de fevereiro de 2011

Pelo visto o Doutor José Serra, a exemplo de Saulo de Tarso, também viu a luz na sua estrada para Damasco, convertendo-se, ainda que tardiamente, às fileiras do distributivismo. . Não consta que, enquanto ministro do Planejamento no governo do Doutor Fernando Henrique Cardoso e no governo de São Paulo, ele tenha sido um personagem de destaque na luta pela melhor distribuição de renda no Brasil. . Essa luta continua mas, certamente, não pode ser pautada pelo oportunismo político. . Não podemos, a priori, duvidar da sinceridade do Doutor José Serra. Afinal, viver é aprender. Talvez ele possa nos explicar esse estranho paradoxo que leva os políticos a tais acessos generosos apenas quando estão militando na oposição...

Anibal em 09 de fevereiro de 2011

Aguardo ansiosa a explicação de Serra. Pena que ele não vai dar. Vai fugir pro Chile de novo? Espero que não erre nas contas como errou naquela sala de aula diante das crianças. Por falar nisso, onde está o diploma de "economista" do Serra. Ninguém sabe, ninguém viu... Tiririca que se cuide, vai perder o posto de palhaço pro Serra. Leia o post que acabo de publicar, por gentileza, caro Aníbal. E o Serra é economista respeitado internacionalmente. Essa história do diploma é da carocinha. Ele tem mestrado e doutorado em universidades sérias do exterior, a começar por Cornell, nos Estados Unidos.

Democracia Já em 09 de fevereiro de 2011

Betto Teixeira Não é nada difícil... bastaria vontade política e vergonha na cara, coisas raras neste país, infelizmente. Senão vejamos... se tomarmos 30% de ineficiência do estado, mais uns 10% de desvios/corrupção, teríamos cerca de R$28bi POR MES! Daria para aumentar o mínimo, investir em infraestrutura e ainda, de quebra reduzir os impostos. Mais em: http://democraciaja.wordpress.com/2010/09/22/quantas-seriam-as-pessoas-envolvidas/ http://democraciaja.wordpress.com/2008/09/01/uma-equacao-para-o-brasil/

Dawran Numida em 09 de fevereiro de 2011

Uma boa a ida de Serra ao Congresso explicar como faria para sustentar o mínimo de R$ 600,00. Quais cortes, onde, como cortar e economizar. Seria muito interessante. Além de um passo adiante em termos de Democracia, colocaria luz sobre um debate que vem sendo arrastado sem solução.

Noah Shuster em 09 de fevereiro de 2011

Além disso, temos os presentes dados a Bolívia (Petrobrás) e Paraguai (Itaipu), verba pra ditos "movimentos sociais" e agora falam de um certo "Prouni" para Africa. E quem paga a conta somos nós.

Noah Shuster em 09 de fevereiro de 2011

“Mínimo de R$ 600 é factível”, diz Serra ao visitar Congresso. E o “11º mandamento” Por Robson Bonin, do Portal G1: Na primeira visita ao Congresso desde que perdeu as eleições presidenciais para Dilma Rousseff, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) defendeu nesta quarta-feira (9) o reajuste do salário mínimo para R$ 600. Segundo Serra, que apresentou o valor como proposta de campanha, o aumento “é factível e importante” para o país. “Acho que o mínimo de R$ 600 é factível, é importante sobretudo em uma época em que a inflação de alimentos se acelera (…)”, disse Serra, depois de participar da reunião da bancada do PSDB na Câmara. Perguntado se aceitaria o convite do Senado para apresentar as formas que fundamentariam um reajuste do mínimo para R$ 600, quando o governo afirma ter condições de conceder apenas R$ 545, Serra afirmou que apresentaria a proposta “com todo gosto”: “Se for convocado [pelo Senado], virei com todo gosto. Apresentei essa proposta e posso fundamentá-la. Prefiro não adiantar agora para não furar o Congresso.” A ideia de convidar Serra para falar sobre o reajuste do salário mínimo foi apresentada nesta terça-feira (8) pelo senador Itamar Franco (PPS-MG). Em um requerimento à mesa diretora, Franco propôs a realização de uma reunião na qual Serra e as centrais sindicais falariam dos motivos que justificariam um aumento do mínimo maior do que o proposto pelo governo. Convite Serra veio a Brasília depois de receber um convite da própria bancada tucana na Câmara. Durante a conversa com os parlamentares do PSDB, o ex-governador pregou a unidade do partido para realizar uma oposição “de qualidade” ao governo Dilma. Serra chegou até a sugerir um 11º mandamento para a atuação da bancada no Congresso: “Não atacarás os companheiros de partido para não servires ao adversário.” Questionado sobre o retorno aos holofotes, Serra disse que irá continuar fazendo política e prometeu uma atuação intensa: “A população pode esperar uma atuação intensa a partir do ponto em que estou. Nunca deixei de militar na política desde a época de estudante. Como líder estudantil, depois no exílio, na universidade, no governo estadual, no Congresso, no ministério, na prefeitura e, hoje, na planície. Vou lutar como sempre, cada época de acordo com as formas possíveis existentes.” Na avaliação de Serra, uma oposição bem estruturada pode ajudar até mesmo o governo a atuar. “É muito importante para um país a qualidade da oposição. Uma boa democracia tem que ter uma oposição muito competente. A oposição faz bem até ao governo, na medida que ela fiscaliza, denuncia erros e cobras coisas concretas. É muito importante para o país uma oposição bem preparada”, afirmou. Em uma resposta aos boatos de que estaria em conflito com o atual presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), Serra afirmou que a questão ainda não foi discutida no partido. Sistema elétrico O ex-governador de São Paulo também comentou o recente apagão registrado na região Nordeste. Para Serra, o sistema elétrico brasileiro “tem uma doença” que é o subinvestimento. O tucano afirmou que as quedas de energia estão se tornando uma rotina no país. Em um recado direto ao governo, Serra afirmou que “não se evita apagão com discursos e respostas evasivas”. “Evidentemente, tem um problema no Brasil, tem uma doença no sistema elétrico. E essa doença está relacionada com o subinvestimento, está relacionada com descuido e desatenção e isso é indiscutível, porque, uma vez, podem dizer que foi um raio e, na verdade, aquela vez nem foi. Mas o fato é que está se transformando em uma rotina, infelizmente. É muito importante se descobrir direito quais são as questões e evitá-las. Não se evita apagão com discursos e respostas evasivas”, disparou o tucano. Sobre a possível ameaça de apagão na Copa de 2014, Serra afirmou que há tempo para arrumar o país e disse que a oposição terá um papel importante nos próximos anos: “Se a oposição trabalhar bem como oposição, o Brasil melhora, estejam certos disso.” Depois de conversar com a imprensa, Serra deixou a Câmara e seguiu para o Senado. Na parte da tarde, ele deve participar de um encontro com integrantes do PSDB na Casa. Serra disse desconhecer a pauta da conversa com os senadores tucanos.

Noah Shuster em 09 de fevereiro de 2011

Editando: Abaixo, o nome certo do governador é Alckmin.

Noah Shuster em 09 de fevereiro de 2011

E só reforçando, o Serra esteve hoje com as bancadas do Senado e da Camara do PSDB. Ele não escapada da responsabilidade. Continuo achando uma bela sacada, essa de chamar ele pra ensinar como se faz. Hehehehehe

Marco A em 09 de fevereiro de 2011

Caro Setti Com todo respeito, você é simpatizante do governo (Dilma)do PT ? Acredito que os Tucanos poderiam ter escolhido outro candidato para a presidencia, ao invés de Serra, mas não creio que a proposta (do Serra) de aumentar o minimo para 600 reais seja inviável. A presidenta Dilma, prometeu a duplicação da BR-470 aqui em Santa Catarina COMPLETA EM 2 ANOS. Isso Só é possível no Pais das maravilhas que Lula inventou. Caro Marco A, obrigado pela visita e desculpe a demora na resposta. Também com todo o respeito, por que diabo você acha que sou simpatizando do governo do PT? Sou um jornalista independente. Aplaudo ou critico governos e políticos independentemente dos partidos. Abraço

Noah Shuster em 09 de fevereiro de 2011

Chamem o Serra mesmo, que ele ensinará como fazer. Já que o governo não é capaz pra isso. O Alckimin já mostrou que pode ser feito.

Noah Shuster em 09 de fevereiro de 2011

Ricardo, Dinheiro há e muito. Agora são quantos ministérios, cargos pra aliados no primeiro e segundo escalão? Quanto é a verba pra a publicidade do governo? Quanto custará ao País o famoso trem-bala? De quando é o gasto com cartão-coorporativo? A compra dos caças? E porque essa política fiscal-administrativa frouxa? O governo atual colocou o Brasil em uma situação complicada, mas que há dinheiro há e muito, principalmente com os recordes sucessivos na arrecadação do governo. Se houver austeridade a população terá mais banefícios, mas fazer o que? Eles têm muita gente em sua coligação brigando por cargos, né.

Marco A em 09 de fevereiro de 2011

O governo do PT não consegue aumentar o salário minimo mais do que R$ 545 reais para o trabalhar. Mas é importante lembrar que o nobres deputados federais, liderada pela base aliança (PMDB -PT) concederam um "auto-aumento" para sí próprios, elevando o salário de deputado federal de 16 mil, para 24 mil reais. temos 513 deputados federais.

Rodrigo Moreira em 09 de fevereiro de 2011

Muito bem observado, Setti. A exortação mostra isenção da sua parte.

Carlos em 09 de fevereiro de 2011

É uma grande idéia mesmo. O Itamar é fogo mesmo, ele não tem problema com nada e com ninguem. Esse vai ser produtivo no congresso. Já mostrou a cara. Vamos Serra, vc usa tanto o Twitter vai me dizer que não está sabendo do que propoe o Senador Itamar, aceite logo o convite e vá lá e mostre o que vc faria para conseguir intituir este salário. É preciso calar aqueles que diziam ser uma proposta eleitoreira e irreal. Mostre à eles como se faz, e durma em paz.

Paulo Bento Bandarra em 09 de fevereiro de 2011

Acho que Serra não tem que mostrar como. Afinal ele não foi eleito e não tem o poder de um presidente para orientar os gastos e o orçamento para este fim. Por acaso o PT iria pedir que Serra, se eleito, desse 545 ou os 600 prometidos, mesmo que arrebentasse o país? A única coerência que Serra deve é manter a sua proposta, ou seria um demagogo apenas! A batata está nas mãos do governo, e não cabe indagar como a "oposição" faria! Até porque o povo rejeitou o candidato e esta proposta nas urnas!

gaúcha indignada em 09 de fevereiro de 2011

Com todo o respeito, vou te mandar as gravações do programa da Dilma Primeira, em sua campanha política, onde "ella" "prometia" o SM de R$ 600,00.

Jota em 09 de fevereiro de 2011

Serra jamais iria se explicar. Isso seria se queimar a troco de nada. É melhor deixar o governo resolver seus próprios problemas, e assumir o ônus de não dar o reajuste maior.

gaúcha indignada em 09 de fevereiro de 2011

Caro Setti, acredito que seria mais real, se a Dilma Primeira, fosse ao Senado explicar como prometeu o SM de R$ 600,00 durante a sua campanha eleitoral e depois de eleita afirma que não pode cumprir com tal promessa. Qual seria o enquadramento? Cara Gaúcha, quem propôs os 600 reais de salário mínimo foi o candidato José Serra. Era uma de suas promessas mais divulgadas. Abraço

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