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Dalila, el-Maleh e al-Labwani: punidos por quererem democracia

Amigos, as vítimas da repressão da ditadura de Bashar Assad às manifestações de protesto na Síria não são apenas números, espantosos, divulgados pela mídia internacional – talvez 200 mortos, um número desconhecido de feridos e desaparecidos em consequência da ação das Forças Armadas, várias centenas de manifestantes jogados nas masmorras do regime.

As vítimas , cifras e informações o governo ou diminui, mentindo, ou omite.

Mas há vítimas com nome e rosto, como Tal al-Malluhi, a jovem de 17 anos que foi presa, ficou mais de um ano incomunicável para posteriormente ser condenada a 5 anos de cadeia pelo crime de ter um blog em que publicava, entre poemas e observações pessoais, comentários sobre a vida cheia de restrições em seu país. (Leia post).

Vítimas com nome e rosto são também as três que você vê acima, dissidentes e herois da resistência democrática contra a ditadura fascistoide de Hassad.

Nenhum deles é militante de movimentos islâmicos radicais, esses também ferozmente perseguidos, presos, torturados e assassinados pela ditadura. O crime de Aref Dalila, ex-decano da Faculdade de Economia da Universidade de Damasco, foi ousar fazer análises que a ditadura considerou críticas à política econômica de Assad. Por isso, Dalila pegou 8 anos de cadeia, sendo incluído na relação de “prisioneiros de consciência” da Anistia Internacional.Saiu há 2 anos, mas está proibido de lecionar.

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O médico al-Labwani e seu crime: pedir mais liberdades civis na Síria

Aytham el-Maleh, mesmo aos 80 anos de idade, fez aquilo que agora Lula condena: uma greve de fome em protesto contra a última de suas várias prisões e pelas condições carcerárias a que, apesar de octogenário, era submetido. É advogado e ativista em prol dos direitos humanos.

Kamal al-Labwani é médico e um dos idealizadores do corajoso grupo de intelectuais denominado União Democrática Liberal. Preso há 6 anos por participar de um movimento em prol de maiores liberdades civis na Síria, mesmo sob protestos da Comissão de Direitos Humanos da ONU, que intercedeu em seu favor, cumpre pena de 12 anos de cadeia.

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1 comentário

Pedro Luiz Moreira Lima em 28 de abril de 2011

Amigo Setti: Suas denuncias são importantes e muito importantes - salvam vidas!Infelizmente naquela área do Oriente Médio nínguem se salva em termos de direitos humanos,mesmo a dita democracia de Israel,onde os direitos humanos são resolvidos em portões fechados da MOSSAD e ali se julga os que vivem e os que morrem. Não é uma crítica a Israel e sim uma constatação que ditos Civilizados versus ditos Incivilizados praticam as mesmas barbáries. Quem sabe as rebeliões não se guiam para a solidariedade em todo o Oriente Medio,inclusive Israel - difícil?muito,muito mas porque não sonhar?

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