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O “HMS Vanguard” é um dos poderosos submarinos britânicos capazes de carregar 16 mísseis Trident II D5, com até 12 bombas atômicas cada um

Amigos, talvez boa parte de vocês tenha tomado conhecimento de um recente vazamento na Internet de dados secretos sobre os submarinos nucleares britânicos, divulgado por sites, emissoras de TV e jornais depois de descoberto pela edição dominical do tabloide Daily Star, de Londres, especializado em fofocas e escândalos.

O governo retirou do ar a mancada antes mesmo de o jornal sair, advertido por seus editores.

Mas houve tempo para que especialistas examinassem o material e, vejam vocês: os reatores nucleares dos submarinos nucleares que carregam mísseis Trident II D5, portadores de bombas atômicas, apresentam características de funcionamento e tecnologia semelhantes aos do reator número 1 da central japonesa de Fukushima Daiichi, que vem apresentando problemas gravíssimos desde o terremoto e o tsunami que atingiram o Japão a 11 de março passado.

A Royal Navy, a Marinha de guerra britânica, pretende substituí-los por outros mais seguros, como medida de prevenção.

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Mísseis Trident II D5: espantoso alcance de 7.400 quilômetros

Os poderosíssimos submarinos a propulsão atômica HMS Vanguard, HMS Victorious, HMS Vigilant e HMS Vengeance são elementos cruciais da estratégia dissuasória de defesa do Reino Unido e da OTAN, a aliança militar ocidental. Cada um deles pode carregar 16 mísseis Trident II D5, com o espantoso alcance de 7.400 quilômetros, precisão de metros ao atingir o alvo e capazes, cada um, de levar 12 bombas atômicas passíveis de ser dirigidas a objetivos diferentes.

Mais sobre os submarinos no site da Royal Navy.

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6 Comentários

Ailton em 18 de maio de 2011

Deixo esse comentário, por ser o KURSK um submarino nuclear, ele explodiu violentamente e seu reator ficou intacto, não houve vazamento de material radioativo.

Ailton em 18 de maio de 2011

Ricardo, abaixo deixo dois endereços que falam do desastre do submarino Kursk, os Russos disseram na época que naufrágio acontecera devido a displicências de um marujo, ele teria deixado uma escotilha aberta, na verdade foram duas explosões de misseis de proa que levou o Kursk ao fundo do mar de Barentis na Russia. Ricardo, assista principalmente ao video. http://www.youtube.com/watch?v=yvrHhi46EgQ http://www.bfbrasil.com/forum/showthread.php?35678-Fotos-Kursk-resgatado http://www.google.com.br/search?q=fotos+do+desastre+do+submarino+kursk&hl=pt-BR&sa=X&rlz=1B3GGHP_pt-BRBR432&prmd=ivns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&ei=gi3UTeq8M4aFtgej8JC6Cg&ved=0CBwQsAQ&biw=1280&bih=771 Muito obrigado pelos vídeos interessantíssimos, caro Ailton. Um abração

JMello em 15 de maio de 2011

Essa historia de substituir os reatores nucleares dos submarinos por outros mais seguros é o verdadeiro "conto para boi dormir". Esses reatores dos submarinos nao sao encontrados na Harolds ou Wal-mart. Acredito que sao fabricados exclusivamente, como faz um alfaiate, sob medida para cada nave. Ainda tem mais uma duvida a essa possibilidade. Um reator, quando comeca a funcionar, ele nao para mais. Nao ha como "desligar" a reacao atomica. Quanto a seguranca a respeito dos reatores, o maior problema deles, e que nunca sera solucionado, é que sao seres humanos a implementa-los a opera-los. Ou, sera que existe reatores nucleares a prova de tsunamis, terremotos, torpedos e, principalmente, falha humana?

Vera Scheidemann em 15 de maio de 2011

Puxa, dá um medo... Viver está cada vez mais perigoso. Vera

wilson em 15 de maio de 2011

Setti as usinas nucleares são filhas bastardas do ecologismo pois as alternativas não atendem a grande demanda dos paises no emisfério norte, quero ver ecologistas viver no inverno sob temperaturas baixas e gongelantes de seus lares. Sobre Chernobil a coisa ficou pior por mazelas no então estado soviético.

Paulo Bento Bandarra em 15 de maio de 2011

Mas é difícil que eles sejam atingidos por terremotos ou tsunamis!

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