Amigas e amigos do blog, tem absoluta razão o Reinaldo Azevedo quando menciona a quantidade enorme de bobagens que se tem escrito sobre a sucessão do papa Bento XVI, que deixará o Trono de Pedro no próximo dia 28 por vontade própria.

Não sou nem de longe especialista em Vaticano, nem pretendo me arriscar a previsões ou qualquer análise que remotamente soe a teológica ou algo do gênero, mas gostaria de comentar um aspecto da escolha do novo papa. Não pretendo, pois, incorrer em bobagens vaticanistas ou religiosas.

Pretendo comentar a hipótese, que me parece dificilmente contestável, de que a igreja católica teria grandes vantagens e atenderia a alguns de seus interesses urgentes se a eleição recaísse num cardeal do Terceiro Mundo, especialmente da África.

Concordo inteiramente com o Reinaldo quando ele critica quem julga que um papa do Terceiro Mundo seria, necessariamente, um “progressista”.

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O cardeal Turkson, natural de Ghana, que atua no Vaticano desde 2009 (Foto: latimes.com)

Leiam este trecho de um de seus recentes posts, no qual se refere a uma época em que se abordava a possível sucessão do papa João Paulo II (1978-2005):

“Dizia-se, então, que, depois de João Paulo II, era chegada a hora de um ‘papa progressista’, de um papa latino-americano, de um papa africano — misturando-se, de resto, geografia com categoria teológica. Um papa africano não quer dizer, necessariamente, um papa “progressista” segundo os critérios mixurucas que se empregam por aí para definir o ‘progressismo’. O cardeal Peter Turkson, de Gana, por exemplo, é um crítico das violências cometidas na África por grupos islâmicos.”

De minha parte, a eleição de um papa “progressista” ou “conservador” não vem ao caso para o que pretendo abordar.

O que me parece, do ponto de vista de “mercado” da igreja, de seus interesses estratégicos a curto, médio e longo prazo, é que a escolha recaindo sobre um papa do Terceiro Mundo, em especial da África ou da América Latina, seria não apenas uma novidade extraordinária em si, um ato, se me permitem, de “marketing” de grande alcance.

Tratar-se-ia, no caso de um africano, como o cardeal Turkson — que opera desde 2009 no Vaticano e é presidente da Comissão Pontifícia da Justiça e Paz — ou um de seus colegas, de uma enorme, colossal contribuição da igreja no combate ao racismo e na valorização dos centenas de milhões de africanos e de seus descendentes espalhados pelo mundo.

Mas não apenas isso: um papa africano poderia ser uma forte barreira ao enorme crescimento do islamismo na África, especialmente de sua vertente tenebrosa — o islamismo radical –, e estenderia sua influência também a outras áreas onde a religião de Maomé se expande em velocidade vertiginosa, como a Ásia.

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O cardeal-arcebispo de Tegucigalpa, em Honduras, Óscar Rodríguez Maradiaga (Foto: catholicherald.co.uk)

Um papa latino-americano (fala-se no cardeal-arcebispo de Tegucigalpa, capital de Honduras, dom Óscar Rodríguez Maradiaga, também presidente mundial da organização beneficente católica Caritas, mas não sou ninguém para sugerir nomes ou apostar em algum deles) representaria obviamente uma deferência à região do planeta que mais abriga católicos — 42% dos 1,1 bilhão que professam a fé no mundo, enquanto os da velha Europa são 25%.

Também ajudaria a revigorar o catolicismo nos Estados Unidos, onde os cidadãos de origem latino-americana, católicos em esmagadora maioria, já superam os 52 milhões em uma população de 315 milhões de habitantes.

E, naturalmente, e mais importante, poderia significar um freio ao rapidíssimo crescimento das igrejas protestantes evangélicas, sobretudo no Brasil, ou um começo de reversão desse processo.

Não se trataria, pois, de uma questão de “progressismo” ou “conservadorismo”, mas de estratégia.

Quem veja, eventualmente, tais considerações como ingênuas ou descabidas deve lembrar o papel que um papa pode rerpresentar até no mapa político. Basta lembrar o caso mais recente, o do papa polonês João Paulo II, cuja assunção repercutiu de imediato no fortalecimento do sindicato católico Solidariedade na Polônia, abertamente apoiado pelo pontífice, e no progressivo desabamento do regime comunista no país, que João Paulo II visitou em viagens apoteóticas.

De crise em crise, a ditadura comunista precisou concordar com eleições parcialmente livres em junho de 1989, nas quais o Solidariedade concorreu como partido legítimo e obteve votação esmagadora.

O esfacelamento da ditadura comunista da Polônia foi o estopim de um inexorável processo de queda de peças no dominó da Cortina de Ferro. Em outubro, seria a vez da Hungria. O Muro de Berlim cairia em novembro, bem como os regimes comunistas da então Checoslováquia e da Bulgária, em dezembro o da Romênia — e assim foi. Em 1991, viria o fim da União Soviética.

Quem não consegue ver uma influência do falecido papa nesse processo precisa reestudar a história recente.

LEIAM TAMBÉM:

O NOVO PAPA: Cinco questões sérias que aguardam o sucessor de Bento XVI

BENTO XVI: islamismo, aborto, a questão da homossexualidade, vazamento de documentos secretos, pedofilia na igreja… Em oito anos de papado, muitas polêmicas. Confiram aqui

“A figura do papa mudará a partir de agora”

O FUTURO PAPA: “Diante dos desafios que os céus turvos do nosso tempo infligem aos homens, que chefe [da igreja] conseguirá cumprir sua tarefa?”

PAPA BENTO XVI: Leiam a íntegra de sua declaração de renúncia

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16 Comentários

Déborah Maria em 14 de março de 2013

Na política todos os candidatos são estrategicamente escolhidos. Na escolha do Papa,imaginamos os mais de cem cardeais rezando para que Deus os ilumine; por isso continuo desacreditando de qualquer tipo de eleição.

moacir em 24 de fevereiro de 2013

Prezado Setti, Na reportagem Sexo,Roubo e Chantagem a VEJA que está nas bancas, parece concordar com minhas teorias "Dan Brown" sobre a Santa Cúria Romana e minha convicção de que o Papa renunciou para libertar as próprias mãos que estavam amarradas,e TENTARpela primeira vez e de forma revolucionária, influir na eleição do seu sucessor,vencendo assim a" banda podre" da Cúria,representada pelo Cardeal Bertone -segundo a VEJA o "peixe ruim" da história. E a VEJA responde a pergunta que fiz no meu último comentário:Quem Bento XVI quer que seja seu sucessor? Segundo a VEJA,o nome "IN PECTORE" de Bento XVI,representando a" banda sã" para sucedê-lo, seria o do Cardeal Angelo Scola,arcepispo de Milão. Eu gosto de ver um homem,mesmo de quem não sou fã de carteirinha,cair lutando.E quer saber,Setti? Eu adoro a VEJA. A conferir. Abraço

moacir em 22 de fevereiro de 2013

Setti, Gli fratteli italiani estão comentando que: 1-Em 2012 Bento XVI teria encomendado a três cardeais da sua inteira confiança um dossiê sobre a real situação dentro da Cúria Romana. 2-Em dezembro último o Papa tera recebido a encomenda recheada com muito sexo ,lavagem de dinheiro no Banco do Vaticano e indevidas ações usurpação do poder papal por parte do inimigo Cardeal Bertone e tchurma. 3-Ali,Bento XVI tomou a decisão de renunciar. 4-Hoje Ettore Balestero,sub-secretário da Cúria e braços direito e esquerdo de Bertone foi desfenestrado do cargo e vai despachado para a Colômbia. 5-Bento XVI "está considerando a possibilidade" de quebrar o sigilo "vaticanalício" (não sei se traduzi certo)e entregar uma copiazinha do bendito dossiê a cada um dos papabili,por considerar que só será possível que o Espírito Santo os ilumine na escolha do próximo papa,se todos conhecerem a real situação da tal da Santa Cúria Romana. Pois é,Ratzinger não está NADA recolhido.A pergunta,me parece, não é mais se Ratzinger está ou não querendo fazer seu sucessor.Agora a pergunta passa a ser: Quem é que Ratzinger quer para seu sucessor? Abraço

Ivo em 19 de fevereiro de 2013

Espero que seja um latino.. Brasileiro, argentino, hondurenho ou até mesmo o canadense, que é da província do Québec, francesa, portanto latina.

Renato Tanzi em 19 de fevereiro de 2013

O próximo papa é um canadense. Quem viver verá.

moacir em 18 de fevereiro de 2013

Prezado Setti, Eu entendo perfeitamente a sua posição a respeito desse tema.Sem dúvida é inquestionável o importantíssimo papel que João Paulo II desempenhou a partir da Polônia, no esfacelamento da ditadura comunista nos países do Leste Europeu,na queda do Muro de Berlim e finalmente,no fim da União Soviética. Da mesma forma é muito provável,que Peter Turkson viesse a ser o agente provocador do declínio, na África e na Ásia, do islamismo radical.E também é perfeitamente possível, que um Papa americano seja do norte ou do sul,onde se encontram mais de 600 milhões de católicos,provocasse bem-vindas mudanças pelas Américas,inclusive diminuindo-lhes - como direi? - o encarnado rubor. Não se trata disso.Eu acho que a Igreja está partida ao meio ,exatamente na Cúria Romana.De um lado Bento XVI traído por um Cardeal Bertone do outro lado.Esta é a questão que terá que ser encarada de frente neste conclave.Por causa deste cisma Bento XVI renunciou.Conforme minha leitura,para tentar fazer seu sucessor.Como diria meu pai "é briga de cachorro grande". Ou ganha Bento XVI ou ganha Bertone.Os papáveis não são tão importantes quanto as tchmurmas.Poderão os cardeais optar por alguém menor,mais humilde,africano,latino americano,fora da luta fraticida? É claro que sim. Mas neste caso nada terá sido resolvido e o coitado do neófilo será comido vivo.Pela tal da Cúria. Eu estou me lembrando de uma crônica do Guzzo publicada aqui no blog. Tratava de Joaquim Barbosa e chamama-se Ratos e Homens, como o livro de John Steinback ,que por sua vez se inspirou num poema do bardo nacional escocês Robert Burns - Of Mice And Men.Diz o poema: IN PROVING FORESIGHT MAY BE VAIN THE BEST LAID SCHEMES OF MICE AND MEN OFTEN GO AWRY Parece-me terem razão Guzzo,Steinback e Burns.De que adiantam tantos planos estrategicamente elaborados se são tantas as variáveis,se a roda do acaso de repente,indiferente e implacável,pode por tudo a perder? E nos trazer só dores? Acho que vamos ter que esperar mais um pouco, para ver essa História acontecer. Grande abraço

Reynaldo-BH em 18 de fevereiro de 2013

Parece-me que neste próximo conclave, para além das justas observações feitas sobre a oportunidade de “mercado” de tal ou qual escolha, será determinante o ponto de ruptura que a Igreja está demorando a enfrentar. Desde 1963, com João XXIII, o aggionarmento pretendido pelo Concílio Vaticano II tem sido adiado. Fortaleceram-se as posições ditas liberais e as conservadoras. Sempre existiram. Hoje mais evidente. A Igreja da Alemanha está em um quase cisma, recorrendo frequentemente a posições independentes. Nos USA, a punição de um bispo pedófilo foi arrancada a fórceps por Bento XVI. Não constava nos cânones do Código de Igreja. Tazinger é um teólogo. O mais importante do século XX e XXI; Não cabe, aqui, expor o quanto Joseph Ratzinger contribuiu para a discussão de aspectos teológicos e mesmo de exegese. Mas foi muito. Também foi – por 25 anos – um assessor direto do Vaticano. De João Paulo. Conhece a Cúria Romana, No melhor e no pior. Esta é a discussão que – acredito – deva estar sendo travada intramuros pelos cardeais. O gesto de Bento (que o fez maior que muitos antecessores, em que pese discordâncias de posicionamentos de cada um de nós) trouxe à luz a questão básica: de QUE IGREJA estamos falando? O conclave será pautado por esta questão; Antes de outras. Se Ratzinger foi escolhido após o agonizante final de João Paulo, também o foi pela interinidade. Pela expectativa do provisório. E a história se repetiu: assim como João XXIII precisou de poucos anos (no que é um papado) para alterar rumos. A Igreja não poderá ser imune ao gesto de quem, renunciando, ainda será referência. Mesmo escolhendo quase uma morte em vida. É sempre instigante acompanha a história. E ela está acontecendo. Seja pelos aspectos de FÉ ou de política mundial. Creio que os papabilli que entram no conclave desta feita, sairão como cardeais. E que um cardeal (e ainda creio na força – que não apoio – da Cúria Romana) menos cotado, será escolhido. A Igreja suporta um terceiro papado tão intenso? João Paulo, o combatente político e homem de mídia, seguido por um renunciante. Haverá espaço para mais uma surpresa?

MODISMOS em 18 de fevereiro de 2013

- Negro, tá dentro do modismo, até porque, MULHER, NÃO DÁ, mas será que tem algum INDIO, algum Gay??????? CAIRIA MUITO BEM... tenham paciência!!!!!!!!!!!!

nedinho em 16 de fevereiro de 2013

patricia m. disse tudo, se necessário só desenhando ou com massinha (vide Mestre Reinaldo Azevedo) hehe

arilson sartorato em 16 de fevereiro de 2013

ESTOU ESTRANHANDO O FATO DO" TODO PODEROSO" LUIS INÁCIO LULA DA SILVA, NÃO TER SE CANDIDATO AINDA PARA A VAGA DE PAPA, POIS ELE ADORA O PODER,SEJA A QUE NÌVEL FOR.

patricia m. em 16 de fevereiro de 2013

Alguns comentarios a respeito do post: - Turkson e o racismo: ainda bem que o Vaticano nao tem que ser PC, ne? Eleger Turkson porque ele eh negro eh demais... Bobajada tipo Barack Obama. - Turkson e o Islamismo radical: dificil, heim? Como Bento XVI disse (e o mundo PC se espantou), a fe' de Maome' eh espalhada pela espada. Nao vai ser um Papa africano que vai conter isso. Sao drones americanos mesmo... - Cardeal de Honduras: turminha da Escatologia da Libertacao? Deus me livre! Melhor pedida eh Dom Odilo... - Papa latino e evangelicos brasileiros: voce realmente acha que o populacho brasileiro interessado na teologia da prosperidade e em expulsar demonios e bater palminhas nos galpoes-templos realmente vai voltar ao catolicismo porque o Papa eh latino? Fala serio, hehe.

moacir em 15 de fevereiro de 2013

Setti, Daqui a pouco vai ter gente me apelidando de Dan Brown,aqui no blog.Porém insisto:Bento XVI está tentando fazer seu sucessor.Hoje apareceu na história um double agent.O alemão Georg Ganswein, apelidado graças ao charme nada espiritual,de Monsenhor George Clooney, pela fútil Vanity Fair, vai acumular o cargo de secretário particular de Ratzinger - o qual exerce há 9 anos - com as inéditas funções de acessor do novo Papa. O anúncio da nomeação causou muito disse-me-disse, porque, convenhamos, é muito estranho.A imprensa perguntou, na lata, se tal escolha não influenciaria o andar da carruagem nova.Não ouvi na resposta qualquer argumento que, minimamente, me convencesse do contrário. Finalmente,por qual motivo um Papa, com data marcada para deixar de ser, escolhe o novo Presidente do Banco do Vaticano? Justamente o ninho das cobras?Não faz muito sentido dentro do enrêdo de reclusão contemplativa. Na verdade,quais serão mesmo,pelo Direito Canônico,o papel e o limite de um ex-Papa? Alguém já sabe? Abraço

Angelo Losguardi em 14 de fevereiro de 2013

Esse arcebispo de Honduras é o preferido de tipos como os tais boffs/bettos da vida, isso já diz muito da qualidade dele.

Milton Simon Pires em 14 de fevereiro de 2013

Prezados leitores dos blogs da Revista Veja Representando o Brasil na escolha do novo Papa esclarecemos aos senhores as novas diretrizes do catolicismo no mundo. 1. Termina em 2013 o período de entrada no Reino de Deus sem concurso público. 2. Estão excomungados por “pecado de pensamento” os jornalistas Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e Ricardo Setti além do historiador Marco Antônio Villa 3. As missas serão celebradas pelo Facebook e, durante a celebração, será usado suco de uva natural em vez de vinho. 4. O Papa sempre irá trabalhar de bicicleta e o Vaticano terá luz “natural”. 5. Serão feitas orações especiais e pedidos atendendo aos fiéis do Departamento de Filosofia e História da USP. 6. Todo católico deve, antes de dormir, ler ao menos uma página de Emir Sader ou Marilena Chauí. 7. Católicos de verdade deverão buscar atendimento médico no SUS, mas funcionários do Vaticano podem ser atendidos no Hospital Sírio Libanês. 8. Está estabelecida a possibilidade do Papa ser reeleito e, uma vez renunciando, poder assumir novamente. 9. Nuncaantesnahistória desteVaticano os católicos vão ser tão bem tratados. 10. O Papa nunca erra ! Isto é coisa dos judeus e dos protestantes. 2013 – Governo do Vaticano Democrático Popular

moacir em 14 de fevereiro de 2013

Prezado Setti, Eu estou sendo confrontado com a percepção de que a informação é tão abundante,instantânea e diversificada hoje em dia,que simplesmente lemos, ou assistimos às notícias,impávidos.Como elas são demais da conta,não nos sobra muito tempo para pensar. Eu precisei de 48 horas para me fazer a pergunta que deveria ter me vindo a mente assim que soube que Bento XVI havia renunciado:Como é que fica a mistificação do Vigário de Deus e da sua infalível Palavra agora que o mundo descobriu que,se assim o desejar,um Papa pode renunciar ao Papado? Por que Bento XVI,tão conservador, decidiu permitir que se questione a Pedra onde se apoia a Igreja? Depois de dias lendo e ouvindo que Bento XVI irá terminar seus dias recolhido num mosteiro,dedicado a orar e a seus amados estudos teológicos,longe do barulho terreno,percebo que eu já deveria ter me feito outra pergunta: E se não for bem assim? Ratzinger é acima de qualquer outra de suas características, um homem pragmático.Ratzinger pensa.E ele não se encontra de forma e de maneira nenhuma,fora do tempo e do espaço.Ele continua bem no centro do palco,bem no meio de uma guerra.Sim, porque a Cúria Romana está dividida por denúncias de corrupção,as quais misturam o Cardeal Bertone,o Arcepispo Carlo Maria Viganò,o Ex-Presidente do Banco do Vaticano Ettore Tedeschi, a Máfia,o ex-mordomo Paolo Grabrielle,as famosas cartas que teriam virado Vatileaks para O BEM DA IGREJA.Foi isso o que afirmou Gabrielle,pelo menos. E depois Bento XVI o perdoou.Estranho,não? Também foi pelo BEM DA IGREJA, segundo suas próprias palavras- e não por motivo de saúde- que o Papa renunciou.Faltaram-lhe forças,pulso forte,energia ...para continuar pelejando. Hoje ouvi Bento XVI rezando a Missa e afirmando que há "HIPOCRISIA DENTRO DA IGREJA".Essa afirmação me pareceu forte demais para alguém que já tinha jogado a toalha petrina. E então caiu a ficha: E se ele renunciou única e exclusivamente,com brilhante estrategismo,para estar presente e influenciar a eleição do seu sucessor? Por que não? Bento XVI não está incomunicável,não está morto, indicou pessoalmente durante o seu Papado 67 dos 118 cardeais que vão escolher o novo Papa.A mim,parece evidente que de forma revolucionária, pela primeira vez na História da Igreja Católica, um ex-Papa será um dos atores e articuladores principais do Conclave que elegerá outro e novo Papa.O que será depois... Se assim for- também eu não sou especialista em intrigas vaticanas - Bento XVI ainda está lutando, e friamente, e pedindo a Igreja para fazer exatamente o contrário do que está sendo publicado por aí, que como diz Reinaldo Azevedo seria "A CONSERVAÇÃO DOS VALORES DO EVANGELHO" Se o conseguir, terá dado um genial e mortal golpe político em todos os seus inimigos,os tais hipócritas denunciados hoje,e finalmente poderá estudar teologia em paz,depois de ter conseguido eleger seu sucessor...e de um forma completamente inédita, RENOVAR a Santa Madre Igreja. Abraço

Naná em 14 de fevereiro de 2013

Renunciar à vida (13/02/2013) - Comentário de Luiz Carlos Prates http://ferramula.blogspot.com.br/

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