Sucesso espetacular contra o crime no Rio só será “histórico” se não parar por aqui

A bandeira nacional no alto do Complexo do Alemão: Estado retoma área em que só imperava a lei dos bandidos  (Foto: Sergio Moraes/Reuters)

A espetacular operação policial-militar que restabeleceu, ao menos temporariamente, o poder do estado nas favelas do chamado Complexo do Alemão, no Rio, e devolveu a dezenas de milhares de pessoas honestas a condição de cidadãos que lhe era negada diariamente pela tirania dos traficantes de drogas, pode e deve ser aplaudida pelo seu planejamento, execução e resultados.

Merece reconhecimento o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que no final das contas ordenou a operação depois do desafio representado pela onda criminosa que os bandidos desencadearam, com incêndios de veículos, ataques a postos policiais e arrastões. O mesmo, sem dúvida, se aplica ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, coordenador das ações.

Reconheçamos igualmente os méritos do presidente Lula, que, mesmo silenciando por longos dias enquanto o Rio pegava fogo, quando era seu dever utilizar sua autoridade e sua popularidade para no mínimo dirigir uma palavra de alento aos cariocas, fez o dever de casa corretamente, disponibilizando ao governo fluminense recursos federais importantes para a vitória de domingo contra a bandidagem.

E, naturalmente, as forças da ordem diretamente envolvidas – as polícias Civil e Militar, a Polícia Federal, a Polícia Florestal e, principalmente, o Exército, a Marinha e a Força Aérea Brasileira.

DESMORALIZAÇÃO DIÁRIA DAS INSTITUIÇÕES ERA INTOLERÁVEL

Não se pode, neste momento, deixar que considerações ideológicas e má-vontade política negem a evidência de que o governo do Rio e o governo federal, em cooperação, deram um passo importantíssimo contra um estado de coisas intolerável: a existência, no Rio de Janeiro, de um território em que há décadas a única lei que imperava era a dos criminosos, num processo diário de desmoralização das instituições.

O grande desafio, agora, para os dois governos – no finzinho do mandato de Lula, avançando para dentro do mandato da presidente eleita Dilma Rousseff – é não permitir, de modo algum, que essa vitória de grande significado policial, político e psicológico termine como um episódio isolado, e tudo aos poucos volte a ser como antes.

Com outras cores, foi assim em 1992, quando houve na cidade a grande conferência internacional sobre o meio ambiente Rio 92 e o governador Leonel Brizola (PDT) – um dos responsáveis pela tolerância com os criminosos de morros e favelas que levou ao atual estado de coisas – solicitou e obteve tropas federais para patrulhar a cidade, fazendo desabar os índices de criminalidade durante três semanas.

O mesmo se deu em 2007, com a vinda da Força Nacional de Segurança para auxiliar no enfrentamento de uma onda de ataques deflagrada no início do governo de Cabral Filho. Nessa ocasião se instalou o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), constituído por autoridades federais e estaduais em coordenação na coleta e análise de informações e no planejamento de ações de segurança. O espasmo passou.

RESULTADOS DAS UPPs AINDA ESTÁ EM ABERTO

O governo estadual passou, é verdade, à instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), uma excelente ideia cujos resultados, porém, ainda estão em aberto: bandidos dos morros “pacificados” mudaram de área, houve menos prisões de criminosos do que o desejável, o tráfico de drogas, de maneira menos ostensiva, continua e, sabidamente, não há recursos materiais e humanos para somar às 13 UPPs em funcionamento as que seriam necessárias em outras 190 favelas — das mais de mil existentes no Rio — controladas em algum grau pela bandidagem.

O momento atual vem sendo considerado “histórico” pelas autoridades e pela mídia. De fato, foi de se emocionar ouvir o comandante da PM do Rio, o calejado, sólido coronel Mário Sérgio Duarte, ele próprio de voz trêmula, anunciar: “Vencemos, vencemos. Trouxemos a liberdade para a população do Alemão”. Foi confortador ouvir a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de lado seu tradicional corporativismo, por meio de seu presidente, Ophir Cavalcante, dizer alto e bom som que advogados de criminosos presos por envolvimento na onda terrorista “não são advogados, são bandidos”.

Moradores passam pelas ruas do Complexo do Alemão após a ocupação pelas forças de segurança (Foto: Jadson Marques/Folhapress)

POPULAÇÃO APLAUDE A POLÍCIA, MAS AINDA FALTA MUITA COISA

E foi especialmente animador – e inédito – constatar, depois de décadas de mútua desconfiança, quando não de franca hostilidade, a aproximação entre a sofrida população pobre do Rio e sua polícia, com os cidadãos aplaudindo os policiais e colaborando com as autoridades. A aura de heroísmo que cercava o Batalhão de Operações Especiais (Bope) começou a estender-se a outras unidades da PM, e percebia-se nos homens envolvidos nas ações um orgulho pela farda que parecia extinto.

A vitória sobre o crime obtida no domingo só será verdadeiramente “histórica”, no entanto, se as forças da ordem envolvidas nessa operação e os governos federal e estadual conseguirem transformar o extraordinário impulso psicológico e político do episódio num processo.

Ainda falta muita coisa. Ao longo do caminho, vai ser necessário, entre outras mudanças, atacar a corrupção na polícia do Rio, começando pelo gravíssimo problema das chamadas “milícias”, integradas por policiais e ex-policiais, que expulsaram os traficantes de várias comunidades para elas próprias assumirem o comando da extorsão e do terror contra seus habitantes. É fundamental melhorar as condições de trabalho da polícia, seu equipamento e seus salários e reformular o pavoroso sistema penitenciário do estado – objetivos ambiciosos, caros e difíceis.

Que, não nos iludamos, é coisa para no mínimo uma década. O resultado final, contudo, certamente compensará.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro + nove =

Nenhum comentário

  • gaúcha indignada

    Perfeito Ricardo. Na minha opinião as UPPs não podem somente “pacificar”,como vem ocorrendo em todas as comunidades onde foram instaladas, deve prender os bandidos, todos eles. O que ontem, não aconteceu. Em torno de 200 – os mais perigosos e chefes de quadrilha – mudaram de endereço. Espero que todo este sofrimento do cidadão carioca não esbarre em mais um “circo” político dos governantes, como acontece nos últimos oito anos.

  • Augusto Pereira

    No domingo, Setti fez texto desancando o presidente Lula ( em outro cobrava da presidenta Dilma que esta’ eleita mas não tomou posse) e dizendo que ele não tomou providencias e nem as Forças Armadas, no que estava desmentido na capa do site de Veja com noticias e fotos da presença da Marinha, Aeronautica, Exercito e Policia Federal com homens, equipamentos e armas alem de tanques e helicopteros. Lamentavel foi quando aconteceram respostas ao disparate dele, a coluna ter ‘sumido’ e ele manter o que escreveu com ressalvas na coluna desta segunda-feira. Assim fica facil Lula e Dilma sem se retatar. Setti a eleição acabou e voces perdera, Tenha do’. AP

  • jefferson

    A culpa do Brizola é lembrada aqui. A culpa do Mario Covas pela leniencia com o PCC é convenientemente esquecida. Os dois mortos merecem um puxão de orelha democrático.

  • Marco Antonio (Curitiba - PR)

    Sucesso espetacular? Dentre centenas de facínoras e arsenais de armamento pesado, só 3 gatos pingados presos e dois estilingues apreendidos? Pô, Setti, não cabralea, compadre…

  • Celinha/Marília-SP

    Caro Setti, a pergunta que não quer calar: por que não fizeram isso antes? Por que demoraram tanto? Vc tem razão quando observa que é trabalho de longo prazo. Que, então, a sociedade não se desmobilize e cobre a manutenção desse trabalho de recuperação.

  • alexandre fernandes

    Critica-se a UPP por levar bandidos dos morros pacificados para outros morros. Mas ontem, com todo o aparato policial e militar, o número de bandidos presos foi baixo. Ai me pergunto : será que prender bandidos nos morros cariocas não é a “molezinha” que nós pensamos ? Eles tem a geografia a favor (cercar um terreno plano é uma coisa, um morro é outro), eles podem se disfarçar como trabalhadores honestos tranquilamente (nem todos tem “cara de bandido”, como se bandido tivesse cara ) e conhecem como ninguém o terreno e os esconderijos. Isso sem falar com a falta de policiais no RJ (serão contratados 7 mil em 2011 para a instalação das UPPs em outras favelas). Isso faz refletir se não é um simplismo achar que a UPP é um fracasso porque “não prende ninguém” (na verdade são prende mas não a quadrilha toda) e que não-prender é uma política deliberada do governo do rio. Na verdade acho que a UPP tem como principal objetivo a retomada de territórios e que prender todos os grandes chefes é difícil, demorado e que vai além da UPP. Ao que ela se propõe, a retomada de território, é bem sucedida.

  • malu campos

    Aprendi com meus pais que pessoas honestas pagam: aluguel e/ou prestação da casa própria, conta de: água, luz, gáz, TV à cabo, impostos…

  • Elvio-Itapetininga/SP

    Caro Sr Setti,
    Existiu “nas calendas” um jornalista que já subia morros, entrevistou o Mineiririnho. Apelido Pena Branca.
    Editado pelo Pasquim, tive um livro com suas histórias nos morros. (virou até série na Globo).
    Emprestestei o livro que nunca voltou.
    Sensação de “dè javú ???.
    Grato.
    PS.Gostei da matéria sobre os dragões.
    Sugestão para a enquete musical: The Batle.
    abs
    Elvio
    Me parece que a história só…

  • SergioD

    Ricardo, morei por 31 anos no bairro de Ramos, próximo ao Complexo do Alemão. Lembro dos idos de 1970/71, ainda pré-adolescente, as inúmeras peladas jogadas na rua e num campinho próximo da conflagrada esquina da Estrada do Itararé com a rua Joaquim de Queiroz, porta de entrada da “invasão” desse domingo. Jogávamos bola com os meninos do morro, assim como lá subíamos para visitar alguns conhecidos. Eram outros tempos.
    Ao longo dos anos vi aquela região da cidade, que chamamos de Leopoldina (por ser atendida pela antiga Estrada de Ferro Leoplodina Railway) ser degradada pela total ausência do estado. Vi as favelas aumentarem de tamanho, tanto no morros como nas margens da baia da Guanabara (também existe ali o Complexo da Maré, onde o governo do estado pretende instalar a futura sede do BOPE). Vi os negócios abandonarem a região. Vi imóveis de antigas transportadoras fechadas serem invadidos por sem-teto instalando favelas em plena área urbana. Vi um comércio voltado para a classe média fechar e ser substituído por lojas populares. Por fim, vi, a partir da década de 80, a tomada desse imenso território pelo tráfico de drogas.
    Todo esse quadro e insere no quadro de abandono de diversas áreas da cidade pelo estado. Falta de policiamento, falta de empregos, falta de transportes coletivos adequados a ocupação territorial da cidade, falta de vontade política de enfrentar os problemas sérios de invasão de imóveis além do crecimento explosivo das favelas.
    Muito acham que as UPPs são uma panacéia, um lance publicitário. Creio que não seja bem assim. A retomada de território é muito importante, principalmente nas comunidades que são mais importantes financeiramente para o tráfico. Hoje moro perto da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, e o ambiente nas suas proximidades ficou bem mais calmo depois da implantação da UPP. Continua havendo tráfico na região. Recentemente foram presos mais de 10 traficantes no local. Mas não há mais a ocupação armada, aquela que impedia que os serviços do estado alcançassem aquela população, acabou.
    Nós, cariocas, temos de estar conscientes que necessitamos continuar apoiando o governo do estado nessa política. A população está fechada com o governo, basta ver a reeleição do Sr Sérgio Cabral com grande vantagem em outubro. Creio que se a ocupação do Complexo do Alemão tivesse ocorrido antes da eleição sua vantagem seria ainda maior. Melhor que fosse assim. Fatalmente diriam que a ocupação teria sido jogada eleitoral.
    Em 2006, anulei me voto no segundo turno da eleição para o governo do estado. Nem Cabral nem Crivella me entusiasmavam. Em 2010 dei a mão à palmatória. Votei nele conscientemente. Sergio Cabral tem feito um excelente governo e não só pelo combate a violência. Falam muito de Aécio Neves, mas creio que o nome de Sérgio Cabral será um nome muito importante no xadrez da política nacional nos próximos anos.
    Lembrando a citação de Winston Churchill quando da vitória do 8o. Exército de Montgomery sobre o Afrika Korps de Romel na batalha de El Alamein, essa ocupação e as UPPs não são o início do fim da violência, mas são o fim de uma época em que o estado abandonou parte de sua população à sanha de facínoras.
    Grande Abraço

  • Homem sábio.

    Ih, você disse que o Sergio Cabral e Lula – de quem eu os admiro – tem mérito!?!?
    Você irá ver o que é a patrulha-direitista-do-contra invadindo este espaço.
    Para os que torcem contra, são daquela frase: Bandido bom é Bandido morto.
    Parabéns Sergio Cabral, parabéns Lula, pois, enfim vimos alguem fazer alguma coisa, não na época do nhem-nhem-nhem que virava as costas para os estados!

  • Markito-Pi

    Como V., espero que não pare, Setti.
    Como em outro comentário disse, e agora repito, infelizmente este espetáculo vai parar. A bandidagem pé de chinelo foge esbaforida, p fraco Cabral faz discursos e o Palhácio já prometeu subir “lá”. É só espetáculo. Também afirmei que esperava que durasse meses, para sepultar de vez a ridícula idéia da Olimpiada . Vai durar, caro Setti. Não tenhamos ilusões.
    Esta operação de guerra, para mostrar à TV, é típica do espetáculo que Lula adora e que Cabral, o fraco, nem sabe coordenar.
    Proponho a todos os colegas deste blog: alguém acredita que estas pobres criaturas como Zeu, Elias Maluco, piriroca da petiquinha e outros atores menores da farsa sejam mesmo chefes ou “organizadores”?A Policia carioca , caso saiba o que é Codigo Penal, está careca de saber quem sdão os chefões de fato. Não estão nos morros e nunca sentiram o cheiro da favela. E vão sobreviver a esta razzia, pois o preju das toneladas de maconha e coca apreendida serão debitadas à conta destes pés de chinelo…..

  • Nilo

    Enquanto os brasileiros estão focados na situação do Rio, circula hoje na Net que o Governo Mullista pretende comprar 1 avião novo para a Dilma. É um Airbus 330 (tinha que ser francês, né, mané!) e custa 5 vezes mais caro que o atual FORÇA AÉREA 51. Mais um assalto bilionário no dinheiro do povo. Agora, a PEC 300 que beneficia os militares, inclusive estes nas favelas cariocas, NÃO HÁ DINHEIRO, NÉ? TAL INTENÇÃO CRIMINOSA DEVERIA SER MATÉRIA EXTENSA E DE CAPA EM TODOS JORNAIS DO MUNDO!

  • carlos nascimento

    Ricardo,

    Vc é um homem de coração generoso, percebe-se claramente isso, o seu ceticismo em relação aos politicos brasileiros beira inocência, talvez os anos vivenciados fora do País – Europa – tenham instigado essa crença nos valores ausentes em nosso País, infelizmente, eu ando amargurado e descrente da seriedade dos politicos brasileiros, acho muito CEDO para qualquer comemoração, o que tenho assistido pela TV é pirotecnia da mídia, muito oba, oba, e alguma esperança de gente sofrida, porém, veja as dúvidas:-
    – pouquissimas detenções, sómente piabas.
    – pouquissimas armas recuperadas.
    – pouquissimas drogas apreendidas – falo da droga cara, a valiosa para o comércio imoral, a cocaina -a maconha até que foi em grande quantidade.
    – pouquissima grana apreendida, o tráfico movimenta milhões semanalmente, onde estão esses recursos, é hora de apreender essa montanha de dinheiro ilicito, transformar em beneficio social.
    Vamos aguardar ações complementares e medidas que realmente terão impacto na solução dessa imoralidade que já dura algumas décadas no RJ, tais como:-
    – renovação do quadro administrativo e operacional das forças de segurança do RJ, o atual está CONTAMINADO.
    – Leis complementares em Regime de Urgência, quebra de sigilos bancários e telefônicos das quadrilhas que movimentam essa montanha de recursos ILEGAIS oriundas do tráfico.
    – vigilância total nas fronteiras, inclusive com reforço das força armadas, inteligência da PF e prisão dos peixes graúdos – teremos grandes surpresas com os tubarões à solta -.
    – Implantação de tolerânia zero com os desvios de condutas, inclusive das celebridades, politicos, advogados, etc.
    – relatórios semanais com as ações empreendidas, acompanhamento do MP, OAB e outras entidades
    – fechem as fronteiras por 60 dias. Apenas 60 dias, o estrago no estoque será fatal.
    É agora ou então perderemos a chance de tornar o RJ a Cidade Maravilhosa que o planeta deseja visitar.

    Carlos Nascimento.

  • João Máximo

    Ricardo, sua avaliação é corretíssima. Serão dez anos, se não interromperem as ações, caso contrário serão 100 anos.

  • Luiz Penha

    Sr. Ricardo Setti, aplaudo seu comentário sobre a violência do Rio. De nada adianta fazer uma operação integrada contra o narcotráfico se as instituições que integram o aparelho repressivo do Estado (as Polícias do Estado e Federal, o Poder Judiciário, O MP, e, ao final, o Sistema Penal)não forem reestruturadas e aperfeiçoadas. Depois que os “holofotes” se apagarem, a polícia e a mídia vão se retirar do palco e tudo poderá voltar como dantes. Será inútil, pois, todo o trabalho se não houver mudanças radicais na legislação penal -o Código Penal, o Código de Processo Penal, e a Lei de Execuções Penais. Mas só legislar não é suficiente. Ém um primeiro momento o Governo Federal e Estadual deveria investir maçiçamente na construções de estabelecimentos penais profissionalizados, e na área da educação e saúde das comunidades. Será que isso vai acontecer?

  • Marcos

    Caro Setti,
    Sugiro conter sua animação.
    Dada a desproporção de poder de fogo, por que os seus ‘mocinhos’ não agiram muito antes? Não havia provocação antiga, e mais do que óbvia, pelo câncer social, muito antes da queima de carros, etc.?
    Você já combateu ratos ou cupins? Acho que não. Num primeiro “foguetório”, e para amadores, os resultados aparentes sempre impressionam. Antes mesmo da varredura mais profunda sugerida pelo Sr. Carlos Nacimento, atente, ao menos, para as suas primeiras colocações: – “pouquíssima(s) ..”.
    Parando nelas, de duas uma: – ou os ‘mocinhos’ não sabem o que está acontecendo (centenas de bandidos encurralados!?) – um fracasso; ou, ainda não chegaram lá .., e é cedo para seus precoces elogios.

  • Antônio Simões

    Caro Setti,as ações combinadas entre governos federal e estadual,no que diz respeito à repressão e sufocamento dos criminosos no complexo do Alemão no Rio de Janeiro,devem ser celebradas com toda a justiça.Mas,o que causou-me espécie,é que precisamos chegar a esse ponto!Foi necessária uma guerra declarada pelos narcotraficantes cariocas contra o RJ,para que os Poderes Públicos finalmente deixassem de lado a demagogia política/sociológica/antropológica,sei lá,e,”reconquistassem”,bairros e cidadãos honestos e trabalhadores que estavam nas garras do tráfico.Há anos especialistas na área de segurança,alguns políticos e jornalistas(aqui na VEJA então,só faltavam gritar,literalmente!)demonstraram em seus argumentos,experiências realizadas em outras nações que conseguiram reduzir índices galopantes de criminalidade(vide Colômbia).E que sem tal convergência das forças de segurança e de estratégias,a criminalidade não seria debelada,e as praças-fortes dos narcotraficantes não iriam ruir jamais aqui em nossa Nação!Espero que os governos carioca e federal,finquem definitivamente a bandeira nacional nos morros cariocas,levando saneamento,educação,saúde e segurança para aquelas pobres pessoas.Enfim,também combater com denodo,seriamente o contrabando de armas e drogas em nossas imensas e abandonadas fronteiras.Esse(digo isso com toda a modéstia de meus parcos conhecimentos sobre o assunto),deve ser o norte,o mínimo a ser seguido pelos nossos administradores públicos,sob pena de que essa vitória no RJ,transforme-se em mais uma daquelas oportunidades que foram perdidas dentre declarações ufanísticas e outras demagogias.¡Adiós!

  • ZULEIKA AMARAL

    Oi,RICARDO:tudo bem com você?Eu estava com saudades de
    seu “blog” e suas,pode crer!Agora,lamento discordar da
    sua opinião quanto ao “ainda” Presidente e seu cupincha
    reeleito,Sérgio Cabral:os dois deixaram o terror livre
    por tempo demais,até chegar ao ponto,sem volta,que che-
    gou.Deixando o País envergonhado e humilhado perante o
    mundo,e os cariocas,coitados,expostos à todo o horror de
    tiroteio,balas perdidas,FOGO,etc.E SEM SAÍDA!
    Mas,o MAIOR DEVER E O MAIS SAGRADO DO EXÉRCITO É A DEFE-
    SA DO PAÍS,e eles estavam sendo rejeitados por pura vai-
    dade e covardía dos 2 AMIGOS E CÚMPLICES NO ATAQUE À CI-
    DADE…ENQUANTO PUDERAM!!!Portanto,Ricardo,não dou para-
    béns à eles e,sim,pêsames:mas aos HOMENS,TODOS,QUE AR-
    RISCARAM SUAS VIDAS,AO POVO CARIOCA TÃO SOFRIDO,SEMPRE,
    EM TIROTEIOS,BALAS PERDIDAS,FILHOS MORTOS,OS MEUS MAIS
    SINCEROS PARABÉNS E A MAIS FIEL SOLIDARIEDADE!!!

    ZULEIKA AMARAL

    Olá, Zuleika, que bom que você reapareceu. Olha, se você reler meu post e ler o segundo que publiquei hoje sobre a situação do Rio, verá que não discordamos no essencial.

    Um abração

  • Carlos N Mendes

    Algumas perguntas: os ataques dos criminosos foram causa ou efeito da mega-operação? Alguém acha que tal operação pode ser planejada e executada em uma mísera semana? Será que não estava tudo orquestrado, os criminosos tomaram conhecimento e tentaram uma ação deversionista? Lula foi ou não foi um gênio realizando algo dessa envergadura DEPOIS das eleições, evitando assim seu uso eleitoreiro? E que fazer agora com a necessidade da classe média carioca de consumir drogas, quem fornecerá? O Marcola? Será que o consumidor desaparece quando você destrói o distribuidor?

    Caro Carlos, suas perguntas são muito pertinentes. Cabe às autoridades a dificílima tarefa de respondê-las, e a muitas outras. Se você tiver tempo, leia o segundo post que fiz hoje sobre o tema do Rio.

    Abração

  • CARLOS ALBERTO PORTOLAN

    Se as autoridades pensarem que estão acabando com o crime e o tráfico. Grande engano. Os chefes do tráfico de drogas e de armas, da pirataria e do contrabando, não moram em favelas e não serão presos. Quem ficou para o confronto foram os soldados dos traficantes. As autoridades devem ficar atentas as milícias e a corrupção policial. Criar urgente um Plano de Segurança Nacional. Só as UPPs não irão controlar o tráfico no Rio. Temos que combater as rotas do tráfico se estende sobre o sul do Brasil. Nossas fronteiras são as portas para o trafico de armas, cocaínas e muitas outras coisas. O número de apreensões de drogas e de pessoas envolvidas com o tráfico no Sul só faz aumentar a cada ano. O Sul virou uma rota alternativa.

  • JCJ RJ

    NAO FOI PRESO QUASE NINGUEM!!!FOI TUDO BEM PLANEJADO,MAIS QUASE NINGUEM FOI PRESO!!ENTAO PRA MIM AINDA NAO SE PODE COMEMORAR!!CADE OS MAIS DE 600 BANDIDOS??ONDE ESTAO??

  • Siará Grande

    Brilhante seu artigo, caro Ricardo. Principalmente por Você tido a coragem de parabenizar dois homens públicos tão injustiçados pela imprensa deste país como o Primeiro e Único Presidente Lulla e o Geniall Sérgio Cabrall.

    Só não entendi uma coisa. No ano passado, estes dois Grandes Timoneiros subiam toda semana no Morro do Alemão para inaugurar uma pedra fundamental do PAC da Segurança. E todas as vezes o Primeiro e Único Presidente Lulla decretava que a violência da Cidade Maravilhosa tinha sido abolida graças a elle e à Pollícia Comunitária. E, generoso como é, aproveitava o pallanque para desancar o Presidente Fernando Henrique Cardoso, que só se preocupava com a segurança da Zellite, enquanto elle Lulla só se preocupava com a segurança do povão. Então, por que a guerra da semana passada? Por que os tanques? O Morro do Alemão já não tinah sido pacificado apenas com os comícios dos dois Grandes Timoneiros?

    Os seus parabens para os dois Grandes Timoneiros foram até comedidos. Se Você tivesse sido um pouco mais efusivo nos elogios, o Ministro da Verdade Franklin Martins mandaria reproduzir seu texto no horário nobre da TV Lulla.

    Como você terá visto, Siará, meus parabéns dirigiram-se à operação em si. Resta ver se ela fará parte de um processo, como deveria ser. E realmente você tem razão quanto à demagogia que antecedeu a essa grande operação.

    Abraço

  • Silvio

    Pergunto:O que farão os mais de 500 soldados do tráfico fortemente armados depois de terem deixado,por acordo, o Complexo do Alemão?Alternativas: A – Se tornarão homens de bem;B -Voltarão a traficar e a aterrorizar em outro local:C – Pedirão asilo na Bolívia. Em qual delas você mais acredita?Não precisa responder é só para pensar.

  • observador100

    Meu caro, perdoe-me discordar de voce.Primeiramente toda esta pirotecnia que se viu no final de semana, APENAS resgatou o território que estava invadido, e abandonado pela polícia, há anos. O mais importante são os bandidos, mais de 600, NÃO capturados, e que independente do local/comunidade que se estabeleçam daqui pra frente, continuarão a praticar toda sorte de barbaridades e ameaçar a paz da cidade e do estado.
    Observando o “show-off” me pergunto para onde irão as armas e drogas apreendidas? Serão “recicladas”? Não esperava, nem desejava, um banho de sangue, mas no meu entender os resultados só foram espetaculares para o Ibope das TV’s. Agora é o Lula e a Dilma querendo visitar o Alemão (para quê? já não chega de demagogia?)o Sérgio cabral e o Paes querendo eleger o dia 28 de novembro como dia do “renascimento” do Rio ( só se for para mais um feriado). O José Padilha já tem material (imagens) suficiente para o Tropa III. Só isso!

    Se você reler o post mencionado e ler o novo que postei a respeito da situação do Rio, caro Observador10, verá que não discordamos, não.

    Abraços

  • observador100

    Homem sábio? Parabéns Lula e Sérgio Cabral ? então tá!

  • Renato Meoli

    Prezado Ricardo.

    Permita-me, por favor, discordar de uma parte do seu texto. Não concordo que o presidente e governador mereçam aplausos. O governador está há 4 anos no poder e foi necessário que, no final de seu primeiro mandato, os bandidos provocassem uma onda de atentados para que fossem tomadas ações, aparentemente efetivas. No entanto, estas ações renderam, por enquanto, poucas prisões – tanto de armas, quanto de marginais. Quer dizer que se essa onda de atentados não tivesse acontecido, as ações das autoridades continuariam as mesmas, ou seja, deitar eternamente em berço esplêndido. Diante deste fato, digo que a atual postura de enfrentamento é muito mais do que obrigação, já que obrigação é zelar ininterruptamente pela segurança, coisa que ainda não se fez seriamente no Rio. Assim como você, acredito que, pelo menos, ao que parece, a disposição de enfrentamento ao crime demonstra-se correta. Porém, ainda acho muito cedo para comemoração. Sinceramente, assisto a tudo isso com um certa incredulidade. Às vezes me parece que tem gente querendo faturar politicamente. Espero, sinceramente, que eu esteja errado. Apesar de ser de outro estado e, por enquanto, não sofrer consequencias diretas, torço pelo povo de bem do Estado do Rio.
    Grande abraço.

    Também torço, caro Renato. E, como você pode depreender dos dois posts que escrevi sobre a situção no Rio, aplaudi o que achei que deveria ser aplaudido mas procurei lembrar tudo o que falta fazer e todos os desafios que existem à frente, sobretudo à frente do governador do Rio, cuja capacidade para enfrentá-los me provoca muita dúvida.

    Da mesma forma, guardo um grande ceticismo sobre a possibilidade de as autoridades se envolverem com rigor e seriedade num processo de longo prazo, difícil e caro.

    Por ora, porém, dou-lhes o benefício da dúvida.
    Um abraço.

  • gaúcha indignada

    Acho que as UPPs é mais uma montagem do horário político eleitoral… CHEGA DE CIRCO!!!!

  • Ronaldo

    Eu sou cético.
    O Bope foi criado em janeiro de 78, de lá pra cá o crime prosperou! Cresceu a olhos vistos!
    Em uma semana eles vão conseguir fazer o que não conseguiram, nem de perto, em mais de 20 anos!?
    Eu não caio nessa.

  • Gustavo de Paula

    Alexandre Fernandes e Sérgio D.

    Estes sim foram direto ao ponto. Escutem pausadamente a fala do Beltrame. Ele é extremamente objetivo no que diz – “recuperamos território”.

    Essa é a política das UPPs, é a política do show pirotécnico que a TV (sim, foi a TV) aprontou neste final de semana no Alemão.

    O tráfico continua, os traficantes estão por aí. Prender todos eles resolve? Ajuda, mas não, não resolve. O traficante, intermediário, consumidor de classe média-alta, este fica livre e continua movimentando o tráfico, só que agora nas raves e boates chiques.

    Só que não tem mais tiro. Nem sangue. Nem mãe enterrando o filho morto no pátio da escola.

    Entenderam?

    Ou tem que desenhar colorido, de vermelho, de sangue?

    A idéia é essa – tomar território para parar com tiroreio. Melhor crime sem violência do que crime com violência.

    Apesar que para alguns, pobre bom é pobre morto. Mas esta já é outra história.

  • ROSANA

    Nao se pode dizer que foi um sucesso, ainda nao existe resultados concretos e levam tempo, disposiçao e muita vontade política, o que nao há por parte dos governos. Os bandidos continuam soltos e aterrorizam a populaçao. Falta ainda muita coisa como você mesmo disse.

  • Val

    Uma pergunta que não quer calar?
    Porque só agora? Será por causa da copa? Quantas vidas poderiam ser poupadas se eles fizessem isso antes, deixaram chegar a esse ponto para poder agir? E se não fosse a copa? Essa ação só nos deixa claro uma coisa, a policia tinha como combater o crime organizado só não o fizeram até agora porque? Senhores governantes!!!!

  • alexandre fernandes

    As melhores pessoas para opinarem sobre a UPP são os moradores das favelas pacificadas. É perguntar se está melhor agora ou antes. Sem chefão do tráfico e sem armas ostensivas ou como era antes. Se os moradores dessas favelas estiverem insatisfeitas com as UPP, aí eu mudo de idéia.

  • So se nao parar por aqui…
    Grande verdade, e espero que o Governador do Rio leia esse artigo.

  • Corinthians

    Setti,

    Se me permite, discordo de seu comentário – sucesso espetacular é muito, e o que eu vejo está longe disso.
    Reforço aqui que esta ação nada mais é que a declaração do fracasso das UPPs, que tiveram a pretensão de pacificar os morros e “retomar” territórios sem dar um único tiro, e ainda avisando os bandidos antes de serem instaladas, dando-os a oportunidade de fugir. Aconteceu que após um tempo (e estranhamente logo após as eleições) os bandidos reapareceram, aterrorizando o Rio de Janeiro. Aí diante de tal descalabro finalmente entenderam que essa de pacificar o morro com UPP avisando os bandidos antes é balela, e tiveram que partir pro enfrentamento, mesmo que à contra-gosto.
    Quanto à reação ministrada pelos desgovernos de Cabral e Lulla (sim, foi reação, pois acredito que todos concordam que se não houve nenhuma ação concreta neste sentido durante os últimos oito anos, se os bandidos não tivessem realizado vários ataques à cidade estaria tudo como era antes), ao invés de dizer “Parabéns”, eu digo “Finalmente”.
    Também estranhei o apoio popular que a causa ganhou, como você mesmo informou, afinal isso não era o que ocorria. Seria um efeito colateral dos filmes “Tropa de Elite” ? Espero que não, e que isso seja duradouro, afinal sem a ajuda da população fica muito difícil.
    Concordo muito com o carlos nascimento – 29/11/2010 às 11:56 – e com Antônio Simões –
    29/11/2010 às 12:50. Minha preocupação é também que infelizmente tudo está parecendo pirotecnia, maquiagem. A operação foi um sucesso, vão manter o exército por mais um ou dois meses para implantar uma UPP no Complexo do Alemão e vão ficar cantando vitória, enquanto tudo volta a ser como era antes.
    Quantas vezes o BOPE retomou territórios para o estado ?
    Quantas vezes o território tomado não foi perdido novamente para outros traficantes ou milícias ?
    Aliás ninguém lembra das milícias ?
    Espero não ter que ver esta reprise… mas to achando que o mesmo filme vai entrar em cartaz logo, logo…

    P.S. Patrulha-direitista-do-contra invadindo ? Época do Nhem Nhem Nhem ?
    Reavivando a memória, esta época do nhem nhem nhem foram os últimos oito anos, onde o Cabral pediu diversas vezes as tropas do exército e foi negado por diversas vezes, principalmente pelo Tarso Genro.
    E bandido bom é bandido preso. Sentir dó de bandidos que seqüestram, estupram, torturam, matam é mais um atraso no Brasil. Gostaria de ver suas frases de efeito se fosse o seu filho que tivesse morrido sendo arrastado por sete quilômetros preso ao cinto de segurança.

    Caro Rodrigo, se você ler os dois posts que fiz sobre a situação do Rio — o segundo está no alto da home page –, verá que não temos muitas discordâncias.

    Quanto a “sentir dó de bandidos que sequestram, estrupram, torturam, matam”, não entendi sua frase final, bastante agressiva, por sinal, e sem a menor razão: quando é que eu defendi bandido?

    Abraços

  • Rui Silva Rodrigues

    Para mim o que tentaram mostrar como um grande sucesso das forças de segurança foi um estrondoso fracasso e grande carnaval p/ a mídia mundial, que dias antes já questionava a capacidade da cidade sediar a Copa e a Olimpíada.Vejamos com calma: a polícia já estava desorientada com os diversos ataques na cidade. Programam uma tomada da Vila Cruzeiro para quinta-feira e vão p/ a porta da frente com 170 homens do Bope e pelos fundos a tv globo mostrou uma fuga de aproximadamente 300 homens fortemente armados. Que cerco é esse que deixam as portas dos fundos abertas? Só pelas imagens puderam avaliar o tamanho das forças inimigas. Nunca imaginaram que seria tão grande!Depois programaram para domingo pela manhã um grande show de tv e solicitaram ajuda das forças armadas pois não tinham pessoal suficiente para enfrentar perto de 600 homens. Agora quem nos garante que os bandidos que fugiram tranquilamente p/ o complexo do Alemão iriam ficar por lá esperando a polícia no domingo? O complexo não estava cercado na quinta. Só foi cercado no sábado.Na vila Cruzeiro apreenderam 200 motos (é só multiplicar por dois)e as motos que fugiram?E o número de bandidos que escaparam a pé? E de carro? Pretendiam enfrentar 600 bandidos no complexo e só prenderam 20! Cadê os 580 restantes? A polícia utiliza táticas de guerra medieval de tomadas de castelos! Já os bandidos utilizam táticas de guerrilha e terrorismo, são um exército de fantasmas. Fantasma assusta e desaparece. Reaparece em outros pontos. Porque abandonaram as motos? Porque podem roubar outras depois, e carros também! Ou vocês acham que eles vão entrar na justiça p/ reavê-las? Entraram na Vila Cruzeiro achando que iam enfrentar 20 a 30 bandidos!E o centro de controle do comando da PM? Deu até vontade de rir. É com aqueles computadores velhos e desorganizados que vão controlar as operações durante a Copa? Acho melhor chamar os bandidos!! HAHAHA.

  • Corinthians

    Desculpe-me Setti, não foi voltada para você esta frase. Esqueci de colocar, era para o “Homem sábio. – 29/11/2010 às 11:24”, que disse que a patrulha-direitista-do-contra iria invadir este espaço dizendo que bandido bom é bandido morto…
    Desculpe-me a confusão, junto com o Nunes, você seria um dos últimos com os quais eu seria agressivo, até por que vejo que você expressa sua opinião, independentemente de ideologias ou partidos (e olha que eu sou PSDB até o fim, devido à competência que eles mostram na administração pública, – Covas/Alckmin/Serra/Aécio e claro, o mais importante, FHC)

    Obrigado, caro Rodrigo. Eu estava estranhando mesmo, porque já conheço você aqui do blog há algum tempo.

    Um abração

  • agamenon

    Sr. Setti, vejo nos em inúmeros comentários aqui e em outros blogs, uma sanha sanguinária impressionante. Gente se lamentando pelo fato da operação ter tido tão poucas baixas. Impressionante. O tal Corinthians abaixo é um exemplo disso.

    É o reflexo dessa geração counter strike ou playstation, que confunde a realidade com o mundo virtual. Uma confusão mental impressionante. Muita gente, inclusive aqui na veja, acha que mobilizar tropas é tão fácil como operar dois botões que você aperta e pronto … tá lá a tropa pronta pra meter bala. E se não caem mortos uns 50 ou 100 bandidos, como nos joguinhos, não houve sucesso na intervenção. É ou não é uma confusão mental dos diabos?

    Vi nos comentários do Estadão, absurdos incríveis: alguns reclamavam que quando a malandragem fugia da Vila Cruzeiro para o Morro do Alemão, que a polícia não foi eficiente e os deixou fugir, sugerindo algum acordo subterrâneo. Ou seja, a operação foi um fracasso, para estes comentaristas, por que não estava lá pra meter bala na bandidagem. “Se o helicóptero da globo tava lá, por que o BOPE não estava pra degolar logo os vagabundos?” Reclamavam indignados muitos. Como se fácil mobilizar trinta ou quarenta policiais – em segurança.

    É, Sr. Setti! É a geração counter strike!

    Cara Agamenon, a operação do Rio foi (e ainda é) de uma complexidade extraordinária, e concordo com você que certas críticas denotam má-fé ou total ignorância do que significa atuar nas condições e no terreno em que as forças de segurança atuaram.

    Um abração

  • Rui Silva Rodrigues

    Para bandido não se dá “ultimato” dá-se “Eu te mato”. Saudades do Lúcio Flávio: “Bandido bom é bandido morto”. Só uma perguntinha: eu não vi as passistas de fio-dental? Só os mestres-salas com a cara pintada com camuflagem p/ selva. Saudades d0o Ponte Preta: Samba do Crioulo Doido invadindo a selva do Alemão!!! HAHAHAHAHAHA.

  • Corinthians

    Agamenon,
    Não vou nem comentar a argumentação sem pé nem cabeça. Geração counter-strike pelo menos é criativo.
    Eu tento seguir a lógica – tomar território sem dar nenhum tiro (em nenhum momento falei de baixas), avisando antes para que os bandidos fujam é maquiagem em minha opinião.
    Afinal, fugir para onde ?
    O bandido vai deixar de ser bandido por que perdeu território ?
    Quantas vezes o BOPE não invadiu a favela e colocou traficantes para correr ?
    Não questiono a complexidade, dificuldade de uma operação destas. Digo até mais, as dificuldades são enormes não só pelo terreno, mas também pelo fato de que a população com medo de perder a vida em ações de vingança acaba por proteger alguns marginais.
    É justamente por estes motivos que expresso minha revolta:
    1) A ação do exército/polícia nesta magnitude só se deu devido aos ataques terroristas dos bandidos pela cidade. Não fossem estes ataques, ainda estariam celebrando as UPPs (tem gente que ainda celebra).
    2) O exército também só foi mobilizado devido a onda terrorista, e ainda de maneira não decisiva – primeiro seria só a marinha, e sem exército, depois com exército.
    3) Pela dificuldade hoje existente pelo terreno e pelo tamanho das organizações criminosas, isso deve ser uma operação de longo prazo (alguns meses não fazem um longo prazo), com metas e objetivos definidos – tomar território com UPP avisando antes os bandidos é maquiagem.
    4) Em nenhum momento falou-se em milícias, que também devem ser combatidas.
    5) A “paz” promovida pelas UPPs é falsa, visto o que ocorreu. É necessário sim enfrentar os bandidos, e prendê-los, afastá-los da sociedade para que não causem mais danos. É muita inocência imaginar que bandido vai procurar um emprego honesto agora que não tem mais seu território.

    Gostaria de louvar a população carioca que foi “reanimada” diante destes fatos.
    Mas também coloco que achei lamentável o que foi mostrado hoje no Jornal Nacional, onde moradores saquearam a casa do chefe da quadrilha, com anuência da polícia. Assalto é assalto, e a polícia não deveria permitir isso. O que foi apreendido, inclusive a casa deveria ir para a União,tornando-se assim patrimônio de todos. Todos devem seguir a ordem e a justiça, e permitir que a população faça isso é lamentável.
    Enfim, na minha opinião – o modelo de UPP antigo (sem enfrentamento) fracassou, a operação foi um sucesso (até que não tinha como ser) e não vi acordo subterrâneo nestas ações.
    para mim me é estranho não o fato das UPPs ou da operação, mas sim o fato dos atentados terroristas terem sido executados logo após as eleições – mas daí também a achar que existe algum acordo subterrâneo vai um longo caminho.

  • CARLOS ALBERTO PORTOLAN

    Só queria dizer aos amigos que a única diferença do Filme Tropa de Elite com o Rio de Janeiro é a seguinte: No filme a sujeira começa no Rio e termina em Brasília. E a realidade de hoje no Rio inicia em Brasilia. Um grande abraço.

  • Eduardo

    Muito mais “espetáculo” do que “sucesso”….

  • edir leite da silva

    Não é sobre drogas. É sobre território e armas, estúpido.
    A correta avaliação não feita pela matéria e respostas dadas não contem um mínimo de razoabilidade são simplistas, de uma completa parcialidade, parecem chocados quando esperavam e CONTRAFEITOS com o resultado, esperavam algo semelhante à chacina no Carandiru. Grupos armados sem Bunker serão combatidos com maior eficiência, a miopia também quanto a causa ao contrário de comentário prolixo a ação não se deve a só se deu devido aos ataques terroristas dos bandidos pela cidade, o imediatismo leva a este erro de supostos entendidos, o governador do RJ foi eleito com maioria esmagadora porque os cariocas atribuíam como prioritária a segurança, outros postulantes não tinham esta visão fantasiavam soluções algumas aqui citadas e certamente não realizariam a mesma ação possivelmente degenerariam se assemelhando aos ataques do PCC em SP,1996.
    A tomada do território inimigo como antes era feita aqui defendida por muitos que queriam matança desconsidera que lá residem cidadãos oprimidos pela tirania de poucos, duvido que conheçam, saibam quem são os chefes, trabalho com educação em área perigosa e só sabemos o nome dos mais notórios, posso citar os presos Piloto, Zeu, Tássio Fernando Faustino, o Branquinho ou BR, de 26 anos, é suspeito de atuar no tráfico das favelas de Manguinhos, em Benfica, e da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Ricardo Severo, o Faustão, de 31 anos, seria gerente de bocas de fumo na Vila Cruzeiro, estes participaram do abate de helicóptero, fugitivos do alemão presos em Santa Cruz Rafael Ribeiro da Silva, chefe do tráfico de drogas na favela do Rola, Thiago Ferreira Candido preso no Centro, Daniel Papai chefe do tráfico na Favela de Manguinhos detido em Niterói
    Únicos foragidos : Polegar, chefe do tráfico na Mangueira e Fabiano Atanázio da Silva, o FB, chefe da Vila Cruzeiro não me admiraria se tivessem casas próxima a nós como alguns detidos, além das esposas de classe média alta dos traficantes em bairros nobres.
    É Histórica a apreensão de 235 kg de cocaína 33TON de maconha em dois dias e vai aumentar, quatro vezes maior que média anual, 30 carros, Mais de 400 motos e centenas de armas, nenhuma morte de moradores e policiais. ESTA NOÇÃO DO QUE PODE SER HISTÓRICO SÓ PODE SER FRUTO DA MÁ VONTADE OU ÓDIO AO RIO DE JANEIRO
    Meus pêsames não apreciamos NEY Santos candidato PSC/SP

    Leia de novo o post, meu amigo, e veja se há uma palavra sequer que insinue que eu desejasse chacina. Isso é uma loucura. Elogiei a operação e tudo o que me preocupei em ressaltar é que não pode se tratar apenas de um episódio. Não entendo a razão de seu destempero e, para dizer a verdade, você escreve tão mal que não consegui entender a maior parte do que você quis dizer, exceto que o tempo todo pretendeu me ofender.

  • edir leite da silva

    Reli o post tentando encontrar o que supõe que não entendi, a priori é elogioso, uma vez que levantou a questão quando quero qualidade de letras procuro em literatura e náo em mero texto jornalistico que deve primar por comunicar sem pretensos purismo de linguagem que pelos menos não aparentou
    quanto a destempero se engana vou ser básico a sua compreensão, é elementar desde os Helenos que algo não pode ser e não ser ao mesmo tempo, o elogio não é compativel com adversativas : “A espetacular operação policial-militar que restabeleceu, ao menos temporariamente”….”A vitória sobre o crime obtida no domingo só será verdadeiramente “histórica”, no entanto, se as forças da ordem envolvidas nessa operação e os governos federal e estadual conseguirem transformar o extraordinário impulso psicológico e político do episódio num processo”..será?
    -nenhum comentãrio sobre a prioridade que a população estabeleceu para segurança, o que justificou a reeleição…. e quanto o inedetismo da ação? os resultados 40ton de maconha 235 k de cocaína em 3dias e aumentando, qrande quantidade de armas, coletes, mais de 350 veículos( 320 motos )123 presos isto não tem precedentes no país considera descartável ou que ainda não é sucesso? não foi eficiente ….não aconteceram mortes que lamentassemos. NÃO Á NENHUM DESTEMPERO OU AGRESSIVIDADE no comentário como também não houve no que postou condenação veemente aos que clamaram por sangue, lamentando fugas que aconteceram.
    A comunicaão pela Internet democratizou a informação, ela deixou deter mão única. LAMENTO que a visão média que contaminou o que escreveu a mim, não desconstruiu o foi dito se limitou a sentir melindrado atacando o estilo do que foi expresso, ´garanto que muitos podem ter ressalvas ao seu, mais isto não importa pois é acessório.
    Não tenho motivos para ataca-lo, melhor do que todos, jornalistas, não devem tomar como pessoal crítica, imagine quanto tem perguntar algo algo incomodo, receber não respostas e sim admoestação : sou interamente favorável a liberdade de expressão.

  • edir leite da silva

    Á PROPÓSITO:
    Não fique ofendido, não é pessoal, com a frase :
    “Não é sobre drogas. É sobre território e armas, estúpido” é exercício de retórica parafraseando, de certo modo modificado O slogan da campanha de Bill Clinton, Nas eleições presidenciais americanas de 1992, É A ECONOMIA, ESTÚPIDO!!

    Minha reação a seu comentário não tinha a ver com o “estúpido”, que, sim, entrou para a história nos debates Clinton x Bush pai.

    Um abraço