O convite era para uma palestra de Henry Kissinger, seguida de almoço.

E lá fui eu, a pé, porque a sucursal do Jornal do Brasil de que eu era editor regional ficava próxima, até um dos salões do Mofarrej Sheraton Hotel assistir à palestra, cujo tema era “A Dívida do Terceiro Mundo e as Perspectivas da América Latina”.

Terminada a fala, o almoço: os participantes sentaram-se a mesas circulares espalhadas pelo restaurante. Na principal, Kissinger e alguns dos empresários que patrocinavam o evento, diretores da Associação Brasileira de Administração de Material (ABAM).

Não me perguntem o que teriam administradores de material a ver com Kissinger. O importante para os empresários era ter um superstar, remunerado como tal, no púlpito.

Por alguma trapalhada do protocolo, um conviva faltou a essa mesa, e o próprio Kissinger pediu que se convidasse um jornalista a deixar seu grupo de colegas e sentar-se. Eu estava numa das mesas de oito pessoas ali por perto, e fui mais rápido que meu amigo Matinas Suzuki Jr. quando chegou o convite.

Ele se levantou um pouco depois do que eu, e quando percebeu eu já me acomodava entre um empresário e o homem (veja a foto; sou o segundo à direita de Kissinger, portando um bigode que não existe mais há 20 anos).

(LEIA A HISTÓRIA DESSE ALMOÇO, EM QUE KISSINGER FALOU ATÉ DE FUTEBOL, CLICANDO AQUI)

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