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Minha admiração por Alberto Dines, idealizador e diretor do Observatório da Imprensa , vem de longe. Eu o conheci na entrada do plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, em 1968, apresentado pelo jornalista D'Alembert Jaccoud...

Dines foi um dos eixos fundamentais da imensa transformação que transformou o Jornal do Brasil entre o final dos anos 50 e o começo dos 60 no mais moderno e importante do país, e depois foi seu editor entre 1962 e 1974.

Quando eu o conheci, jovem repórter que era, fiquei em estado de graça. Ele (que certamente não se lembra do episódio) era um mito, o homem mais influente da imprensa no país. Anos depois, na Editora Abril, nos tornamos amigos.

Sua carreira extraordinária acabou, com o tempo, se encaminhando para a crítica de mídia, algo inexistente no Brasil até então e que depois de deixar o comando do JB ele iniciaria com seu "Jornal dos Jornais", na Folha de S. Paulo. O Observatório, com suas conexões com a academia e em versões em TV e rádio, se tornaria o grande ponto de referência de reflexões sobre a mídia no país desde que começou, em 1996.

Os textos que lá publiquei me ajudaram a pensar e repensar meu próprio fazer.

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