THATCHER: Controvertida, polêmica, a maior estadista britânica desde Churchill ajudou a colocar abaixo o Muro de Berlim e a mudar o mundo — para melhor

Thatcher: mudou o Reino Unido e ajudou a mudar o mundo — para melhor (Foto: telegraph.co.uk)

O que é que vou escrever sobre Margaret Thatcher, depois de uma cobertura de qualidade como a do site de VEJA, depois do que escreveram o Reinaldo Azevedo e o Caio Blinder?

Mas não se pode silenciar quando um gigante tomba — e a primeira-ministra que governou o Reino Unido de 1979 a 1990 e, como muito se lembrou hoje, alterou a agenda do grande país a ponto de mudar os rumos do próprio partido adversário era, efetivamente, uma estadista de porte gigantesco.

Pode-se concordar ou não com Thatcher, sua agenda liberalizadora, sua determinação férrea — daí o apelido –, sua autoconfiança não raro transmudada em arrogância.

Não se pode, porém, negar a brutal importância que teve para seu país, que ela retirou do atraso estatista rumo a uma economia extremamemente dinâmica a ponto de empresários britânicos dominarem, hoje, setores inteiros da economia da nação mais rica do mundo, os Estados Unidos. Thatcher colocava em segundo planos os grandes custos sociais que resultaram do enxugamento do Estado por considerar que o capitalismo, devidamente livre de amarras, cria riqueza suficiente para que a sociedade dê um salto conjunto de qualidade.

No poder, conseguiu o que um ou outro antecessor conservador timidamente havia tentado, como Edward Heath (1970-1974), em vão: quebrar a espinha dos sindicatos, que mandavam e desmandavam em setores-chave da economia, não admitiam modernizações  de qualquer espécie que implicassem em perda de empregos, paralisavam o país a três por dois e controlavam o Partido Trabalhista, a única alternativa de poder ao Partido Conservador.

O Reino Unido não tinha um estadista de grande porte desde Winston Churchill, um dos maiores senão o maior do século XX, que governou a Grã-Bretanha de 1940 a 1945 — foi um dos vencedores do maior conflito militar da história, a II Guerra Mundial — e, depois, de 1951 a 1955. E nem teve, depois dela.

Sua firme postura de confrontação com a União Soviética e o bloco comunista, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan — e com a contribuição inequívoca do papa João Paulo II –, revelou-se importante para a derrubada do Muro de Berlim e o fim das ditaduras “socialistas” que oprimiam a Europa Oriental.

Até na América Latina sua firmeza se fez sentir, ao derrotar implacavelmente em 1982, numa guerra rápida e cruenta, a ditadura militar argentina que determinou uma invasão suicida das ilhas Malvinas/Falkland, território britânico desde 1833 — a guerra teve como saldo positivo o fim da ditadura e a volta da democracia ao país vizinho.

Não se poderá, no futuro, falar na história mundial do século XX sem incluir um nutrido capítulo sobre Margaret Thatcher. Com o fim das ditaduras comunistas e a chegada da democracia e a melhoria nas condições de vida na maior parte dos países da Europa Oriental — vários deles, hoje, integrando a União Europeia –, o mundo mudou, muito. E para melhor.

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39 Comentários

  • Winston

    Uma mulher e uma estadista exemplar.
    O submundo da política latino-americana, em especial o brasileiro, não consegue gerar sequer um subdesenvolvido arremedo da extraordinária Baroness Thatcher.
    O lugar comum é mandatório:
    – O mundo fica um pouco mais medíocre.
    ————————————–
    A soi-disante ‘faxineira’ Rousseff de 2011, superada pela recente meia-volta com a readmissão das linhas faxinadas, se soubesse algo além do dilmês primitivo, talvez aprendesse um pouco com esta extraordinária frase-paradigma de Margaret:
    – “The lady’s not for turning”.

  • Americanófilo

    Maior estadista para quem, cara pálida ?

    Segundo os scholars conterrâneos, nem Churchill nem Tahatcher: o maior primeiro-ministro foi outro

    http://en.wikipedia.org/wiki/Historical_rankings_of_Prime_Ministers_of_the_United_Kingdom

    O blog é meu, e tenho o sagrado direito de exprimir minha opinião — que também é, por sinal, a de incontáveis jornalistas, historiadores e estudiosos.

  • Corinthians

    Perfeito Setti,
    Gigante.
    Pela integridade. Pela luta. Pelo que fez pelo seu país.
    Definição da palavra estadista.
    Sua crença do enxugamento do estado e de que o capitalismo livre de amarras foi comprovada conforme vemos hoje ainda.
    Não consigo deixar de ter inveja por ela ter sido política na Inglaterra, e não aqui.

  • Loemia

    No século 20, a Grã-Bretanha teve Sir Winston Churchill e a Baronesa Thatcher.
    No século 21, o Brasil tem o ***** do Lula e a ***** da Dilma.
    Dá pra entender o contraste?
    Não é apenas o Atlântico que nos separa.

  • J.B.CRUZ

    THATCHER, acabou com a “pelegada’ ingleza, já dona Dilma deixa se envolver pela “pelegada” do lula..
    ‘CADA PAÍS TEM A DAMA QUE MERECE”‘..

  • SergioD

    Ricardo, Lady Thatcher pode te tido mil defeitos e mil predicados. Mas é inegável a sua influência na Inglaterra, na Europa, no Mundo. O neoliberalismos começou a dar o ar de sua graça a partir de suas políticas. A queda do comunismo soviético se deveu a sua atuação em conjunto com Reagan e João Paulo II.
    Quanto à Argentina o efeito é um tanto toma lá, da cá. É certo que a vitória inglesa na retomada das ilhas Malvinas jogou a pá de cal que faltava para a derrubada da ditadura argentina. No entanto, para quem acompanhava a política inglesa da época há de lembrar que, como efeito de suas políticas fiscal e macro-econômica, sua populariade estava muito baixa e ela corria risco alto de ser derrotada nas eleições de 1983. Sua firme decisão de retomar as ilhas e a vitória contra as forças argentinas lhe deram o capital político necessário para a manutenção da maioria de seu partido.
    Uma grande líder, necessária para o seu país num tempo conturbado. Certamente suas políticas afetaram a vida de muitas famílias inglesas. Políticos da Irlanda do Norte foram os mais duros na lembrança do seu legado. Mas, qual líder não tem desafeto.
    Abraços

  • Salvador V. da Conceição

    Estadista é quem vê o futuro do país, enquanto os governichos brasileiros dos últimos dez anos veem apenas o próprio umbigo. Bastaria a ação contra os sindicatos, que destruíam a economia inglesa, bem como a ação conjunta com Reagan e Papa João Paulo II, para eternizar a Dama de Ferro, na detonação do comunismo no leste europeu. Já no Brasil, há uma jararaca que transforma o Brasil de amanhã no que é a Argentina de hoje.Quanta diferença!!!

  • Oswaldo

    Sábios ingleses… pobres brasileiros…
    Deus é inglês… mandou a Tatcher nascer lá, e a Dilma aqui…

  • Jose Eli lima

    Pena que a dilma nao lê

  • Jo Lima

    Thatcher, como todo grande líder, teve grandes acertos – sem dúvida reergueu economicamente a Inglaterra. Mas teve suas contradições. Ela contribuiu indiretamente para a volta da democracia da argentina ao declarar guerra após a invasão argentina às Falklands-Malvinas. A ironia é que o assassino regime militar argentino fez isso para ter sobrevida – e acabou foi é salvando a reeleição de Thatcher, que na época tinha contra si um alto índice de desemprego no Reino Unido. Mas, com seu pragmatismo levado a ferro e fogo, a Dama de Ferro entendeu-se muito bem com Pinochet. O que me leva a concluir que ela teria a mesma complacência com os carniceiros argentinos se ele não tivessem feito a asneira de invadir as Malvinas (que, uma vez ouvi de um especialista, sinceramente não me lembro onde, que estavam em um processo para se tornarem da Argentina, pois representam um custo-benefício totalmente desvantajoso ao contribuinte britânico)

    Enfim, acho importante mostrar não só os acertos, mas também os erros destes grandes personagens – e assim mostrar que, antes de serem lendas, são seres humanos.

  • Rod.

    Ricardo, sem puxar s…, você sempre escreve textos interessantes e objetivos .
    MT , sem duvida , reuniu varios atributos de um grande líder e estadista !
    Ela era objetiva , nao tinha medo de fazer o que tinha que ser feito , mesmo que suas atitudes fossem impopulares !
    Nao foi politicamente correta , nao falava para a platéia , falava para o País o que tinha que ser dito !!
    A dama de ferro chutou muitos traseiros que mereceram ser chutados !

  • Hélio

    O mundo perdeu uma grande líder, que entre erros e acertos, escreveu seu nome na História mundial. Creio que seus maiores predicados foram a coragem e a determinação de defender seus país e levantar a economia britânica, mesmo tomando medidas desagradáveis e contrariando interesses poderosos. Pelo aspecto negativo, a sua crença cega numa economia extremamente desregulamentada e auto regulável. Infelizmente, ela na Inglaterra e Reagan nos EUA, acabaram abraçando idéias que criaram as condições que, quase 30 anos depois, resultaram na crise de 2008, cujos efeitos se sentem até hj.

  • mdv

    Ótima e mais que justa síntese desta grande e injustiçada mulher – mais fácil (bem mais), ver nossa elite fazendo média com Chavez no Facebook e silenciando sobre Thatcher. Forte abraço, Marcelo

  • Reynaldo-BH

    Toue sutil como um Maduro na sucessão de Chaves! hehehe. Abraços Setti! E sempre, obrigado!
    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/videos-veja-entrevista/ieda-dias-ativista-social-preciso-de-pouco-para-fazer-muito-pelas-criancas/
    PS: você tem MUITO a ver com esta causa! Pelo que já fez e pelo carinho que acolheu nossa Ieda! Abraços!

  • carlos nascimento

    A partida de Margaret Thatcher, traz à tona de forma clara, o grau de indigência planetária da atual safra de dirigentes políticos, existe um vácuo terrível, nem mesmo Obama podemos classificar como Estadista, não chega nem aos pés da famosa “dama de ferro”, o seu legado tem conteúdo e suas decisões revelam o quanto foi corajosa, a retomada das Malvinas foi apenas um dos episódios que fizeram os “doidivanas” pensarem duas vezes antes de se aventurarem em qualquer gracejo sobre a Soberania da Grã -Bretanha.
    Outra coisa que nos mata de inveja, a sobriedade e o respeito que o povo Inglês reserva aos seus líderes em funerais, sem a “macaquice” da AL e dos países comunistas, com o cúmulo de empalhação de suas matérias transformados em múmias.
    Por último, outro exemplo valoroso de dignidade, como RA ressaltou em sua Coluna, MARGARETH THATCHER morreu pobre, enquanto por aqui…….
    Oremos, que MARGARETH THATCHER descanse em paz.

  • Tcheves

    Setti, como eu tenho apenas 30 anos, não vivi a era da dama de ferro. Qual era o posicionamento dela quanto ao Apartheid?

    A Grã-Bretanha, caro Tcheves, apoiou as sanções da ONU contra o regime racista desde as primeiras decisões nesse sentido. Thatcher não mudou esta postura.
    Abraço

  • realista

    esse lixo neoliberal ja vai tarde para o inferno….com lembrancas dos milhoes de pais de familia que ela jogou na sarjeta….velha miseravel e sordida…..

  • realista

    ela foi contraria a sancoes contra a africa do sul no tempo do apartheid….e era amississima do Pinochet…..nao vi nada sobre isso nas reportagens elogiosas de hoje….cade o Pinochet? vai pra debaixo do tapete? e o Mugabe?? vai tambem?

    A Grã-Bretanha não furou o bloqueio à África do Sul. Quanto ao Pinochet, você tem razão. Thatcher era amiga do ditador assassino.

  • nico

    Quando será que teremos no Brasil uma classe política disposta a enfrentar os sindicatos estaduais dos professores ? Eles são um grandes empecilhos no caminho de uma educação de qualidade.

  • nei Brasil

    Ela foi queria manter o muro de Berlin, pois sabia que iria acontecer, ou seja, a Alemanha de novo forte, dominando Europa. E Inglaterra…na m…
    O governo britanico publicou isso conforme estadão.com.

  • Roberval

    Sinto muito, mas acho sua análise completamente errada. Essa senhora não teve contribuição nenhuma, a não ser fazer cara feia para os comunistas, para a queda do Muro de Berlim. Nem o Helmut Kohl teve lá grandes participações, principalmente porque o pobre coitado teve que aturar uma década a Margarete Traste e Ronaldo Rego. Foram os alemães orientais que botaram aquilo a baixo, gente como o presidente Joachim Gauck (a Angela Merkel estava na sauna). Se há um líder da época que teve alguma participação indireta, esse foi o Gorbachov. O resto se surpreendeu como todos nós.

  • Fernando

    Que Thatcher descanse em paz;no entanto, não posso me calar sobre sua política econômica excludente,elitista e cruel. Também acho estranho que nossa imprensa esteja louvando tanto uma chefe de estado que governou com um viés inconfundivelmente autoritário,inclusive,cassando mandatos regionais de políticos trabalhistas. E aindo vejo em algumas revistas por aí um imenso pesar por Dilma não copiá-la…

  • roby

    Como — corretamente — publicado na Veja.com: “O gatilho da crise interna do Partido Conservador que levou Thatcher a perder o posto foi sua recusa tenaz em integrar o Reino Unido à zona do euro, prevendo que esta seria uma babel dominada pela Alemanha e sacudida por crises econômicas. Os 22 anos desde então só confirmam seu vaticínio.”
    Daí, minha humilíssima sugestão para o epitáfio de Margaret Thatcher: EU NÃO FALEI?

  • Luiz

    Clement Attlee foi, sem dúvida, um estadista do mesmo porte de Churchill. Suas principais obras foram nas questões sociais.
    A dama de ferro, com seu jeito neoliberal, levou a Inglaterra ao desemprego e a serios problemas sociais. Foram as mesmas atitudes neoliberais, de varias nações, que levaram ao mundo esta crise mundial.
    Ela era grande amiga de Pinochet. Deve encontrar com ele no inferno.

    Attlee foi um grande primeiro-ministro, mas não venceu a II Guerra Mundial.

  • SergioD

    Ricardo, a amizade da ex-primeira ministra Thatcher pelo ditador Augusto Pinochet se devia ao apoio que o Chile deu à Inglaterra durante a Guerra das Malvinas. Lembro que alguns anos antes Argentina e Chile quase foram às vias de fato numa disputa por ilhas no Canal de Beagle. Disputa que acabou devido a mediação do Vaticano.
    Fora afinidades em termos econômicos, pois o Chile, se não me engano, foi o primeiro campo de provas das teorias macro-econômicas da Escola de Chicago, ainda na década de 1970.
    Abraços

  • Camilo Castro

    DIGA-ME COM QUEM ANDAS QUE TE DIREI QUEM ÈS.
    Esta senhora que tinha como amigo ao SR. Pinochet e outros e inimigo ao SR. Mandela e outros, aos quais chamou de TERRORISTAS; não parou de cometer crimes de lesa humanidade no seu pais e pelo mundo fora.
    Ela é responsável, segundo muitos ingleses como Joe Anderson ou David Williams, pelo mal momento socioeconômico que a Inglaterra passa hoje.
    Não fico surpreso com a cobertura midiática pro Thatcher. O ditado popular diga-me com quem andas e te direi quem és, mais uma vez se aplica a imprensa “livre” e mandatários que causam ou causaram dor no mundo.
    Abraços, desculpem meu portunhol.

  • Wander Dantas

    Já que nesta terra faltam “homens com culhões” no que deveria ser uma ‘Oposição’, bem que o Brasil poderia ter uma versão nacional da Dama de Ferro para enfrentar o Dilmão, porque a ação devastadora do PT na política nacional anulou opositores, cooptou apoios de todos os matizes, arregimentou a Mídia e vai silenciando opositores. A maior trincheira do anti-petismo (bem como dessa Esquerda Alucinógena) está aqui na web, e através de alguns jornalistas e pensadores liberais.

  • Luiz

    Clement Attlee não venceu a guerra pois não era o primeiro ministro na ocasião mas foi um importante aliado de Churchill parlamento, mesmo sendo de partidos rivais.
    E Churchill não venceu a guerra sozinho. Ele esta em maus momentos antes do EUA entrarem no conflito.

    Sim, Luiz, sou um leitor voraz de tudo o que se refere à II Guerra Mundial, estive na região da Normandia só para ver o cenário do Dia D e sei que, obviamente, Churchill não venceu a guerra sozinho. Mas o papel heroico do Reino Unido, que por um bom período aguentou o tranco sozinho frente à extraordinária máquina de guerra da Alemanha depois da queda em sequência de vários países e da França, é indiscutível. E, nele, Churchill, como aliás durante todo o planejamento estratégico da II Guerra, foi de importância capital.

    Fora o fato de ser, também, um dos grandes escritores da língua inglesa e um senhor historiador.

    Mas também admiro muito Attlee.

    Abraço

  • moacir

    Prezado Setti,
    Fica pouco a comentar depois do seu texto.
    Margaret Thatcher reinventou a economia inglesa.
    Privatização,neoliberalismo e livre mercado foram algumas das suas bandeiras.Ela enfraqueceu sindicatos,cortou drasticamente os gastos públicos,desmantelou partes das políticas de bem-estar,baixou impostos.
    A Dama de Ferro deixa ,sem dúvida, um legado de defesa da liberdade econômica.
    Nesses tempos de crise na Europa,muitos devem ter lembrado ontem, que Thatcher foi uma das vozes chaves na decisão da Inglaterra não aderir à moeda única.Lembro do debate no Parlamento em 1990, quando ela afirmou que o seu governo não iria abolir a libra esterlina,pois ela servia muito bem ao país e ao resto do mundo.E lembro que ela ,na ocasião, enumerou as ações em curso, naquele tempo,que davam cada vez mais força às instituições europeias em detrimento da
    soberania dos países.Ela rejeitou as propostas com um simples:não,não,não!
    Ela estava certa sobre os sindicatos,sobre o Comunismo, e os recentes eventos mostram que, talvez,ela tivesse alguma razão sobre o euro.
    Abraço

  • Hélio

    Caro Setti :
    Concordo com vc , em sua resposta ao comentarista Luis. Através da leitura de 2 livros que com certeza vc também deve ter lido, “Duelo Churchill x Hitler” e “Cinco dias em Londres”, fica-se sabendo que realmente a Inglaterra segurou a onda sozinha durante o início da guerra, e, além disso, percebe-se que Churchill foi uma das poucas pessoas, que mesmo antes da guerra, percebeu que Hitler não era nenhuma flor que se cheirasse, mesmo com toda a admiração que a figura do Führer provocava em parte do mundo na época, sendo que ele foi escolhido inclusive como o homem do ano pela Time em 1938. Abs!

  • Leonardo Saade

    O triste é ver as autoridades brasileiras irem a Venezuela para o enterro da besta quadrada do Hugo Chaves, lançarem nota apoiando o ditador maluco da Coreia do Norte e nao se pronunciarem sobre o falecimento de uma das maiores estadistas do século passado.

  • Luiz Pradines

    Setti,

    Precisamos de uma Thatcher no Brasil.

  • Markito-PI

    Parabéns Setti pela postura. Margareth foi grande. Enorme. Se alguém em meu Brasil tivesse o peito que a Dama teve ao peitar os sindicatos, teria minha admiração para sempre.E o Brasil seria melhor.
    Apenas para lembrar, FHC peitou os petroleiros e livrou-nos dos Spis e outros bigorrilhos corruptos e ameaçadores.Petistas, ao contrário, criam novos sindicatos para meter a mão nos bolsos dos trabalhadores.

  • Marco

    D. Setti, o texto do Reinaldo brilhante, mas é aqui nesse blog, q ela vai continuar sendo professora! Pelo menos vou tentar cuidar disso.
    Abs.

  • neuza ladeira

    Deixem a Dama de Ferro descansar em paz

  • Corinthians

    Leonardo Saade – 10/04/2013 às 0:13
    A mais pura – e triste – realidade.

  • Leonardo Saade

    Pois é caro Corinthians, pior que não ter uma Thatcher nos nossos quadros políticos é ver a timidez de nossos ” representantes” em pelo menos homenagear a eterna Dama de Ferro.
    Um abraço!

  • jefff

    Margaret Thatcher foi uma líder, brilhante, determinada e corajosa qualidades que faltam na classe politica atualmente. Não compartilho da maioria da sua suas opiniões econômicas e politicas porem respeito a líder excepcional que ela foi.

  • Erick Fishuk

    Caro Setti, bom dia! Estou lendo pelas primeiras vezes seu blog desde que tomei contato com as notícias sobre Thatcher, e confesso que temos muito em comum! Eu já visitava outros setores da “Veja”, como o do Reinaldo Azevedo, mas não conhecia o seu… E gostei!

    Veja (sem trocadilho! hehehe), fiz História na Unicamp e sei como é esse lance de ter suas próprias leituras pré-determinadas pelo círculo social e profissional que se frequenta. Eu sou um pouco mais corajoso, claro… Sem contar que, como agravante, estudo a história do Partido Comunista Brasileiro (o PCB, não o PC do B, que se cindiu do primeiro apenas em 1962, e não tem os “91 anos” que apregoa na TV!), e administrando um grupo no Facebook sobre o assunto, imagine a que estou sempre sujeito! Hehehehe. (Neste momento, um dos membros está inclusive tentando me convencer de que a Coreia do Norte não vive uma ditadura…)

    Não que eu seja anticomunista, claro, mas apenas um livre-pensador. Por isso, gosto de variar minhas leituras, e realmente gostei do seu “textículo”! :=) Afora um ou outro problema de digitação que achei, mas que não invalidam o argumento central, a coerência de convicções e a mensagem correta de que, apesar dos pesares, Thatcher foi uma grande líder e mulher!

    Por sinal, uma coisa que não tudo isso me surpreendeu em suas palavras, ainda mais em se tratando de um colunista da “Veja”. Você usa “socialismo” entre aspas para se referir aos regimes na órbita de Moscou, o que, pela minha pouca experiência, implica que você julga que esses regimes não foram socialistas e que existe um “socialismo ideal”, que além de nunca ter sido alcançado, consiste em algo bom para a humanidade.

    Bem diferente, creio, seria a postura de anticomunistas (sem conotação pejorativa) provados, da monta do seu colega Reinaldo Azevedo e de Olavo de Carvalho. Para eles, o socialismo, jamais com aspas, foi o que foram os regimes do Leste Europeu, a materialização perfeita dos escritos de Marx e Engels, e são realmente um mal a não ser imitado jamais, em qualquer uma de suas vertentes, desde a social-democracia até a stalinofilia mais acrítica.

    Assim, sem tirar conclusões sobre minha constatação, vou ficando por aqui, esperando poder passar aqui outras vezes e, se permitir, fazendo um jabá de nosso Materialismo.net, um blog materialista, mas multitemático!

    Abraços, e obrigado pela publicação do comentário!

    Quem agradece sou eu, prezado Erick, pelo comentário gentil e generoso e por sua apreciação do blog.
    Volte sempre!
    Um abração