Toda a classe de Paul Weller, mais em forma do que nunca aos 54 anos

Paul-Weller

Paul Weller: quanto mais veterano, melhor (Foto: divulgação)

Por Daniel Setti

Mencionei em recente post nesta coluna que 22 Dreams, álbum lançado em 2008 pelo cantor, compositor e guitarrista inglês Paul Weller, 54, é um dos melhores da década passada. (Para saber mais a respeito e conhecer outros escolhidos, clique aqui e aqui). Clássicos instantâneos presentes no repertório, como “Have You Made Up Your Mind” e “Black River” que o digam.

Entretanto, longe de se acomodar nos louvores que colheu da crítica pela bolacha, Weller segue em fase prolífica, dando de comer poeira a muito artista com a metade de sua idade e o dobro de badalação. Tanto é que, na esteira de 22 Dreams, já vieram à luz os álbuns Wake Up The Nation, de 2010, e Sonik Kicks, editado em março deste ano.

Paul-Weller-Sonik-Kicks

A capa de “Sonik Kicks”

O inconformismo, aliás, sempre marcou a rica trajetória de Weller, iniciada na segunda metade dos anos 1970 com The  Jam, um dos primeiros nomes fortes do punk inglês, influenciado pelo rock sessentista da vertente “mod” inglesa de bandas como The Who e a soul music americana.

Mudou consideravelmente de ares na década de 1980 ao liderar a dançante banda Style Council e novamente no decênio seguinte, já em carreira solo mais voltada a suas raízes roqueiras.

O trabalho individual de Weller passou a valorizar seu lado compositor e a potente e emotiva voz grave, o que lhe rendeu fãs famosos como os irmãos Gallagher, do Oasis – que o imitam até no corte de cabelo – e Graham Coxon, do Blur (participante em 22 Dreams, como Liam Gallagher, e no vídeo de “Have You Made Up Your Mind”).

Mais aberto a detalhes eletrônicos, experimentalismos e até uma pitada de dub jamaicano, Sonik Kicks não deixa de ser uma boa coleção de canções de rock. E é com uma destas, “The Attic”, que ficamos hoje. Extraída de aparição do músico em edição de abril do ótimo programa Later… With Jools Holland, da BBC:

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3 Comentários

  • Marco

    Dom Setti: Daniel, sem duvida um voz determinada,mas sobre a seleção olímpica,q acabou a pouco, vou te dizer q pela 1 vez,acho q o Brasil não perdeu para ele mesmo,gostei muito da seleção Mexicana,uma dupla de zaga Fantástica, grande jogador aquele número 14 mexicano e um espetacular centroavante,fora q não jogou o melhor deles Giovanne dos Santos, achei merecido no conjunto da obra a medalha de ouro para o México,assisti pela record, q tb vai transmitir a de 2016, o Romário totalmente anti ético detonou em responsabilizar o Mano pela derrota lamentável. E o Augusto Nunes estava com a razão, quando disse q havia sérios perigos quando o Lula se manifestou q já estava quase garantida o ouro para o futebol.
    Abs.

    Caro Marco, não vejo culpa no Mano. O time entrou sem a menor vontade de ganhar, pecou por excesso de individualismo, não pareciam nem de longe estar disputando uma final olímpica — uma vergonha para garotos que já ganham fortunas.

    Gosto muito do Mano, que levou meu Coringão a glórias e montou um timaço, mas a verdade é que, por “n” razões, ele não está acertando na seleção principal. Agora, com o fracasso dos olímpicos, é capaz de ele ser detonado pela cartolagem.

    Abração

  • Marco

    Dom Setti: E estava demorando;

    O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, se reuniu na manhã deste sábado com o elenco e comissão técnica no hotel da Cidade do Galo. Ele fez duras cobranças no que se refere à vida extracampo dos atletas.

    A reunião foi reflexo do episódio protagonizado por Réver e Danilinho na madrugada de quinta para sexta-feira, em Sete Lagoas, após a vitória ante o Coritiba. Os dois atletas se envolveram em uma confusão com torcedores na saída do parque de exposições da cidade.

    Embora o episódio tenha envolvido apenas dois atletas, as cobranças foram para todo o elenco, durante a reunião. A preocupação de Kalil, durante todo o tempo, foi mostrar ao grupo que polêmicas extracampo podem colocar em risco a ótima campanha do clube no Campeonato Brasileiro e a possibilidade de título. A fase perfeita e a sintonia entre clube e torcedor poderia ser quebrada.

    Justamente pela ótima fase coletiva em campo, a dura cobrança foi mal recebida pelo astro Ronaldinho Gaúcho, que também teve seus excessos em Belo Horizonte citados pela diretoria.

    O mal-estar chegou a colocar em risco, inclusive, a participação do meia na partida deste domingo, contra o Vasco. Curiosamente, o Atlético não divulgou a lista de jogadores relacionados para o duelo, o que é feito sempre às vésperas das partidas.

    Líderes do grupo pediram a palavra, durante a reunião, e tentaram contornar o clima ruim.

    Já neste sábado, profissionais do Vasco tomaram conhecimento do ocorrido.

    A reportagem tentou contato com a diretoria do Atlético nesta tarde, mas não obteve sucesso. A assessoria de imprensa do clube confirma que houve uma reunião rápida entre Kalil e o elenco nesta manhã. O assunto não foi divulgado.
    Isso q ele aumentou a concentração para dois dias…
    Abs.

    Você, Marco, como leitor fiel, talvez se lembre do post que escrevi lamentando o que Ronaldinho fez a si mesmo.

    Continuo com a mesma postura. Ele infelizmente não tem nada na cabeça, jogou fora a possibilidade de ser uma legenda imortal do futebol.

    Abração

  • Kitty

    Boa noite caro Daniel!Peço-lhe desculpas por não ser uma entendida em football, ma numa coisa estou quase certa,e concordo com você, sobre os jovens jogadores que formam a Seleção do Brasil. Por serem jovens e ainda inexperientes, mas famosos com muita rapidez, ganhando tanto dinheiro que ficam encandeados por ele.E se não tiverem pessoas que os ajude de verdade em administrar todo isso, eles rapidamente caem no consumo exagerado e o embelezamento pela fama que os fazem se sentirem estrelas, todo bem montado pelos cartolas e os patrocinadores que os sometem a campanhas publicitárias, às vezes, exaustivas! Temos o caso de Ronaldinho Gaúcho como exemplo destas distorções, que os levam a uma vida de prazeres como a bebida ou as baladas até altas horas da madrugada e acabam esquecendo o treinamento e as responsabilidades dos contratos assinados e o respeito que debem aos torcedores.Não sempre curtem o coletivo, mas o estrelismo individual! Claro que nem todos são assim! Esperemos que o Dr. técnico Mano encontre a fôrmula para formar aquela Seleção dos sonhos que o Brasil precisa!
    Mudando de tema, gostei da interpretação de Paul Weller: Have you made up your mind! Ótima orquestra e guitarristas de primeira.Devo ser sincera, não o conhecia mas sempre tem uma primeira vez, não acha Daniel? O importante é sempre descobrir músicos com suas lindas músicas que nos transmitam alguma emoção ao escutá-los!
    Foi um prazer voltar a Música no Blog!
    Um abraço para você e um para seu pai Ricardo!
    Kitty

    Oi, Kitty, muito obrigado. Fico feliz quando leitores dizem que gostam do “Música”. Vou dar seu abraço em meu pai.

    Outro, grandão, pra você.