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A juíza assassinada com 21 tiros em Niterói, em seu gabinete no Fórum de São Gonçalo (RJ)

Amigos do blog, nem preciso comentar nada. A simples leitura da nota abaixo é suficiente para fazer corar de vergonha os brasileiros de bem.

Publicada pelo site do jornalista Cláudio Humberto. Confiram:

TJ do Rio exclui medalha a juíza assassinada

Um funcionário eletrocutado no conserto de ar condicionado e um motorista, ambos de empresa terceirizada da Corte, receberão a medalha do mérito judiciário do Tribunal de Justiça do Rio, na quinta (8), Dia da Justiça.

A lista dos homenageados post-mortem do tribunal “esqueceu” a juíza Patrícia Acioli, executada em Niterói com 21 tiros por policiais ligados às milícias que ela investigava e mandava prender.

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6 Comentários

Julio Mad em 29 de novembro de 2011

e o Rio de Janeiro continua... o mesmo

veiaco em 29 de novembro de 2011

A grande verdade é que o TJRJ deveria também estar atrás das grades junto com os assassinos da juíza.

Silas S. Carvalho em 28 de novembro de 2011

Já que o TJRJ 'esqueceu' de condecorar uma Juíza exemplar, que promova então uma condenação rápida e exemplar dos seus algozes. Esta, sim, seria uma homenagem à altura para a Dra. Acioli. Medalhinhas não lhe serviriam mais prá nada.

Tuco em 28 de novembro de 2011

. Partindo do Poder Judiciário (não só do RJ), nada deve surpreender. .

Eliane (RJ) em 28 de novembro de 2011

Eu ia comentar mais esse comportamento vergonhoso da direcao do TJRJ. Mas o Reynaldo-BH ja escreveu tudo o que eu ia escrever. Assim, endosso totalmente suas palavras. Ele exauriu o assunto. Um abraco.

Reynaldo-BH em 28 de novembro de 2011

Dra. Patrícia foi executada pelas mesmas mãos que recebiam dinheiro da corrupção policial. Os armas que abaterem a juíza foram municiadas pela inação dos responsáveis pela Justiça e pela Segurança Pública. A corrupção que produz ministros e aparelha o estado brasileiro é a mesma que incentiva o homicídio de quem, sem a devida proteção do mesmo estado que tem obrigação fornecer, é o representante último da defesa do estado de direito. Quem foi abatido covardemente não foi somente uma juíza corajosa e ciosa de seus deveres. Foi a cidadania. Não era e nem é figura de retórica. Os fatos comprovam. O Conselho Nacional de Justiça divulgou que nos últimos três meses, o número de juízes ameaçados pulou de 100 para 150 no Brasil. Coincidência? Ou ameaçar juízes - e mesmo eliminarem no caso extremo - não é incentivado pela leniência do poder estatal? Que não protege. Que envolve até coronéis da Polícia Militar, como no caso da dra. Acioli. Os bandidos assassinos da juíza esperam julgamento em presídio especial. Aquele mesmo que foi objeto de reportagem pela encomenda de cervejas e carnes de churrasco, para os presos! A impunidade é a mãe da barbárie. E a corrupção o alimento desta. O TJRJ ao se "esquecer" de prestar a homenagem mínima a quem sempre honrou o cargo e função que ocupava incentiva a impunidade, condena a juíza, alimenta a corrupção e passa um recado claro à sociedade: existem juízes e juízes. Uns, com sólidas carreiras amparadas por políticos e interesses diversos, chegam ao STF. Outros, são executados sob a complacência do Poder Judiciário. O que distingue uns de outros? Honestidade, coragem, senso de justiça, orgulho das funções que desempenham e isolamento dos poderes políticos que poderiam protegê-los. A homenagem que dra. Patrícia não recebeu de seus superiores hierárquicos não fará falta. Pelo que conheci da juíza, seria relegada a um terceiro plano. Homenagear dra. Patrícia só teria sentido se sua morte prematura servisse de alerta e de compromisso de mudanças no Poder Judiciário. Não é o caso. Mais 50 juízes estão na lista negra dos ameaçados. Neste caso, como uma homenagem a quem se "esqueceu" de homenagear uma mulher de coragem.

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