Amigos, infelizmente o país está nas manchetes do mundo todo — como vocês sabem — por uma péssima notícia, a tragédia do massacre de crianças na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio. Entre os piores assassinatos em massa já ocorridos em escolas, a tragédia de Realengo está em 8º lugar.

O primeiro lugar continua com o estudante sul-coreano Cho Seung-hui, 23 anos, do quarto ano do Instituto Politécnico da Universidade Estadual de Virgínia, em Balcksburg, cidade de 40 mil habitantes tão especial que foi várias vezes considerada um dos melhores lugares para se viver nos Estados Unidos.

Em duas incursões pelo campus, ele matou 32 pessoas, no dia 16 do mesmo mês de abril de 2007.

Leia sobre a lista dos 10 piores eventos do tipo aqui.

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7 Comentários

Valdecy Alves em 11 de abril de 2011

BOM DEBATER O MÁXIMO POSSÍVEL O FATO! Sobre o Massacre de Realengo, após dois dias de reflexão, escrevi um artigo diferente, sério, longe do sensacionalismo, da dicotomia BEM x MAL, inclusive analisando o comportamento da mídia, tentando fazer do fato uma lição para aprendizado social do futuro. Ler em: http://valdecyalves.blogspot.com/2011/04/realengo-o-massacre-deve-ser.html

Estêvão Zizzi em 08 de abril de 2011

Muitos jornais no afã da “crucificação” veicularam que o rapaz era fundamentalista, que poderia ser uma célula terrorista no Brasil, que sua ação estava ligada aos ditames do alcorão, etc. Quem ouviu os fatos e leu a carta sem tomar qualquer partido poderá conferir: Das crianças mortas na escola, dez foram meninas. Dos depoimentos das pessoas mais próximas de Welington, ele foi um rapaz que vivia isolado de tudo. Seu único “amigo” era o computador. Na carta ele coloca o ser humano em segundo plano e enaltece os animais. Confira: “animais abandonados, ..... pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos.....” Quem são esses animais abandonados? Não precisamos de uma análise mais profunda para chegarmos a seguinte conclusão: Ele ( Welington Meneses de Oliveira) é um em centenas de outros “animais abandonados”pelos pais, pela família, pela educação, pelo estado! A impureza que ele menciona na carta está diretamente ligada a rejeição enquanto ser humano, repita-se: rejeitado! Ele (Welington Meneses de Oliveira) fez questão de queimar seus pertences e principalmente o seu computador. E por quê? Quem quiser entender basta fazer uma busca no Google que encontrará centenas de artigos alertando sobre os efeitos dos jogos de violência que circulam em silêncio dentro dos lares sem que os pais sem incomodem. E está patente que o rapaz encontrou em seu vazio as armas necessárias para suprir “suas necessidades” no mundo virtual, ilhado por todos os demônios. Outra diferença deve ser destacada: Não há relação nenhuma com aquele que nasce do outro lado do mundo treinado para ser um homem bomba e chamado por nós de terrorista, com o caso de Realengo. Lá a cultura é resultante da agressiva política externa, no que diz respeito a imposições econômicas e políticas realizadas pelos os Estados Unidos. Já no caso ocorrido na Escola em Realengo é o fiel retrato de nossa condição sócio, econômica e política que nominamos de “Democracia”, terra de todos os preconceitos.

cleide bragliollo em 08 de abril de 2011

Caro Ricardo Será que ele agiu sozinho? Será que alguém mais sabia ou incentivou? Fiquei surpresa ao comparar a assinatura - que parece de uma pessoa quase analfabeta e com dificuldade para “desenhar” as letras - com a redação bastante razoável da carta. As duas coisas não combinam. Veja nesta ampliação que já circula no twitter; http://www.estadao.com.br/especiais/2011/04/doc_carta.pdf Aí tem coisa! Estranhei que nenhum blogueiro ou jornalista tenha comentado essa incongruência.

sidney em 08 de abril de 2011

Setti Horrivel mesmo essa grande tragedia , coisas devem serem feitas e adotadas com urgencia para tentar coibir acontecerem novamente !!!! Ja imaginaram como teria sido ainda pior e com as - FACILIDADES - no Brasil em se conseguir armamentos ( inclusive de guerra etc etc ) se o paranoico ai tivesse acesso ao invez de revolveres , a armas automaticas ?? Que DEUS console esses pais agora sem seus filhos e que em pleno desenvolvimento do seu saber ,e em lugar aparentemente seguro !! ; foram violentamente assassinados. Alguma coisa tem que mudar e efetivamente ; os caronistas de plantao de sempre , devem ser retirados dessas futuras e eventuais formulas e tomadas de acao. Gente competente mesmo e com gabarito tecnico para tomarem acoes e procedimentos de - PRIMEIRO MUNDO - e nao ( como ja disse ate em um outro comentario ) , nao irem atras de - INVENTAREM a RODA pois ela ja esta ai a milenios e em alguns lugares muito mal usadas etc etc DEUS AJUDE !!! Abracos

José Geraldo Coelho em 08 de abril de 2011

A desgraça foi estatizada. Marketeirizada. Desdemonizada. Resta aos pais sepultarem seus filhos e passarem o resto da vida chorando lágrimas verdadeiras.

Troy em 08 de abril de 2011

Vi a repercussão hoje na CNN, CBS, Al Jazeera, Fox, BBC... Nenhum veículo estrangeiro deu grande destaque e vários fizeram questão de mencionar que o Rio está acostumado a violência. Eles já estão como nós: consideram a violência do Rio de Janeiro um dado da paisagem, um fato da vida.

Daniela Contin Garcia em 08 de abril de 2011

Ricardo ontem ví Cesar Tralli na Globo News contando da cobertura que fez no massacre de Dunblane e de como as providências foram tomadas após a tragédia.Uma lição de direitos humanos e respeito a vida.O Brasil poderia tomar como exemplo. Procurei o link, mas não achei, vou continuar procurando ou pedirei ao canal para dispor esta pequena reportagem, vale a pena ver. Abs!

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