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A certidão do hospital fornecida por Trump: sem valor legal

Amigos, vocês viram a mancada do bilionário Donald Trump?

Como já comentei aqui, ele vem metralhando praticamente todo santo dia sua desconfiança sobre se o presidente Barack Obama nasceu nos Estados Unidos – exigência da Constituição para quem ocupa a Casa Branca e é comandante supremo das Forças Armadas mais poderosas do mundo –, e insiste em que Obama mostre sua certidão de nascimento. Juntou-se, se assim aos chamados birthers, muitos dos quais acham que Obama é estrangeiro.

No processo de bater no presidente, o próprio Trump resolveu divulgar a sua certidão, por meio do site de notícias conservador Newsmax.

Pois não é que a certidão não vale nada? Tratava-se de uma declaração do Jamaica Hospital, de Nova York, onde Trump nasceu (ou, poderia dizer Obama, teria nascido…) a 14 de junho de 1946, e não uma certidão emitida pelo Estado de Nova York, que, esta sim, teria valor legal.

O bilionário, porém, que pretende concorrer à indicação do Partido Republicano como candidato à Presidência em 2012, não se deu por achado e voltou ao tema – como sempre, na emissora ultraconservadora Fox News. E aproveitou para reclamar da comediante Woopi Goldberg, uma das participantes do programa matinal da rede ABC The View, que o entrevistaram na semana passada.

Woopi Goldberg: “Não é porque ele é negro, é?”

Quando, no programa da ABC, Trump disse que “há alguma coisa na certidão de nascimento [de Obama] de que ele não gosta”, Woopi, desbocada, disse que se tratava “da maior quantidade de m… que ouvi em décadas”, e perguntou:

— Não é porque ele é negro, é?… Porque eu nunca ouvi pedirem a certidão de nascimento de nenhum presidente branco.

Na Fox, dias depois, Trump disse: “Gosto de Woopi, sempre tive um bom relacionamento com ela… mas, francamente, acho que é insultuoso que ela levante essa questão – o que é que isso tem a ver com raça? “

Só não entendi porque o corajoso, arrojado bilionário não disse que a declaração de Woopi era “insultuosa” na frente dela.

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24 Comentários

andre em 10 de fevereiro de 2012

oquê tem a ver a certidão do donald trump? a questão é que o obama não poderia ser presidente. ele ja gastou milhoes pra não precisar mostrar essa porcaria de certidão.

Glorinha de Nantes em 26 de abril de 2011

Basta-nos observar a elegância de um e a mesquinharia do outro! . Lamentável o debate político ser desencadeado por um homem destituído de senso do ridículo! Lamentável dar-se relevância a homem tão mesquinho e tão ridículo, ele mesmo! . A Era da Mediocridade está espraiada mundo afora! . Seria efeito colateral do "Politicamente Correto", da globalização, do vírus h1n1, da economia sustentada por commodities, da tendência ao "pensamento único"?! . Seriam as calorias vazias, o excesso de hormônios ministrados indireta e diretamente, os alimentos processados, os transgênicos, as restritivas dietas, os excessos alimentares?! . Ou ainda, a poluição do ar e das águas, os agrotóxicos, o pós-modernismo, o proselitismo religioso, a invasão tecnológica, a rendição à tecnologia?! . Ou tudo e mais um pouco, no vale-tudo da Era da Mediocridade?! . Barack Obama precisaria ser confrontado por um político a sua altura. Seu projeto de governo exposto e debatido ponto por ponto. Caso contrário, será apeado do Poder, pelo voto, sem que se saiba a que veio. Esquecido, terá sido apenas um fenômeno eleitoral da Democracia. Desatino democrático!?

Jerry em 25 de abril de 2011

Afinal de contas, o Obama vai ou não mostrar a certidão de nascimento dele? Quem não deve não teme, certo?

Malur em 25 de abril de 2011

Gostaria que a moça (ou senhora) aí abaixo explicasse o motivo de seu interesse na certidão de nascimento de Mr. Obama. Que um jornalista - por dever de ofício - se ocupe desses desafios entre oponentes, é natural. Mas, um brasileiro (ou uma brasileira) sacar a faca contra o jornalista por esse motivo... Francamente!!

Fernando José em 25 de abril de 2011

Ricardo Setti e Caio Blinder, como bons jornalistas, deveriam dar prioridade a fontes primárias de informação (no caso em questão a certidão original do Obama). Mas como se tornaram "torcedores" do Obama, deixam a objetividade e isenção de lado e passam a trabalhar só com argumentos de autoridade - fulano acha isso, beltrano acha aquilo etc. O Caio chegou ao limite de citar a opinião da convervadora Ann Coulter - que prefere relevar a história da certidão - para tentar desmoralizar a acusação contra Obama, como se a opinião de quem quer que fosse eliminasse o fato concreto de que a certidão nunca apareceu. O pensamento politicamente correto corrompeu os critérios de avaliação do jornalismo moderno. Jornalista agora - e não só no Brasil, infelizmente - serve para ocultar verdades do público e não ajudar a revelá-las.

Arthur em 25 de abril de 2011

Acho estranho é dizer que seria humilhante para o presidente mostrar sua certidão de nascimento "só porque um bando de fanáticos de direita inventou que ele não é americano" (tentativa de desqualificar o oponente). Obama ocupa o cargo mais alto da república, mas é um funcionário a serviço do povo, portanto, tem de prestar conta ao mesmo, ainda que um único cidadão do país manifestasse o desejo de que ele comprovasse onde nasceu. E é bom lembrar que não se trata de um capricho, mas de um exigência constitucional. E não se trata somente de sua certidão de nascimento, mas de todos os registros de suas atividades anteriores (escolares, acadêmicas, parlamentares, profissionais, médicas, religiosas) que estão trancados a sete chaves e escondidos do povo americano. A pergunta é: Por quê?

Ricardo D em 25 de abril de 2011

O deputado Sam Slom também acha que Obama mente. A sua suposição é que o nome do pai de Obama na certidão é outro. Obama, aliás, vai gastar todo o seu dinheiro e influência política para fazer esse documento jamais aparecer. Se é que existe. Duvido que a história vai parar. Obama está em uma sinuca de bico.

Lais Macedo em 24 de abril de 2011

1) Quanto a sua formação jurídica, o Sr. realmente deve tê-la esquecido para achar que um cidadão não tem o dever de mostrar seus documentos oficiais. Na próxima vez que eu for fazer uma compra com cartão de crédito, lembrarei de mencionar seu conhecimento jurídico quando a vendedora pedir minha identidade. 2) O Sr. admite que a documento em questão não está acessível aos eleitores americanos (a ninguém, na verdade), ou seja, afirmar a existência dele é uma questão de fé. A discussão encerrou-se aqui, Sr. Setti. Passar bem. Passar bem. Você já encerrou a discussão, então está encerrada. Mas minha infinita ignorância jurídica não me impede de considerar que a quem acusa alguém de ter cometido um crime, ou uma violação da lei, é que cabe o ônus de provar. Quem falou em questão de fé não fui eu.

Heitor em 24 de abril de 2011

Esse filosofismo do coitadismo já deu no saco.

Lais Macedo em 24 de abril de 2011

Quem está redondamente enganado é o Sr., que pelo visto não tem formação jurídica alguma. O ônus da prova pode perfeitamente ser invertido em várias situações. Quando se trata de documentos oficiais, é o detentor quem tem o dever de mostrá-los. Isto é o que ocorre em qualquer país. Após aprovada no concurso, para tomar posse no cargo que ocupo, eu tive que apresentar uma bateria de documentos. Mas o ponto principal, do qual o Sr. está se escusando, é mais uma vez: Onde está a certidão? Se ela existe, por que não se mostra uma cópia do original? Pois é, Laís, minha formação jurídica pela Universidade de Brasília foi há muito tempo, devo ter esquecido tudo. Não estou me escusando de nada. Acho que o presidente Obama não mostra a certidão porque os organismos oficiais do Estado que deveriam questoná-lo nunca fizeram, e seria humilhante para ele exibi-la só porque um bando de fanáticos de direita inventaram a história de que ele não é um "americano verdadeiro". Abraços

Lais Macedo em 24 de abril de 2011

A coisa é simples de se resolver. Basta postar a certidão de nascimento original ou então deixar o link onde ela pode ser vista. Só que tem um porém: O ônus da prova é de quem alega existir o documento. Eu até agora não o vi. Não estou dizendo que exista ou não. Apenas que eu não o vi. Você está redondamente enganada, Laís. Em qualquer Estado de Direito, o ônus da prova é de quem acusa alguém de estar fazendo algo ilegal.

Carlos Eduardo Pimentel em 23 de abril de 2011

Somente no Brasil,país de analfabetos funcionaias,empresário bem sucedido pode ser chamado de idiota sem causar espanto.Inteligente,genio mesmo, é arrumar boquinha no governo do PT

Tuco em 22 de abril de 2011

. Diocleciano - 22/04/2011 às 21:23 Quanto ao vigarista, é conceitual. Talvez o senhor devesse usar "intelectual vigarista", vez que OC é, de forma indiscutível um intelectual. Ou intelectual, ao teu conceito, é o Emir "Trilobita" Sader? Uma informação ao senhor, que não conhece tão bem OC: aqui no Brasil não há OC - ele está nos Estados Unidos... ' Laysa Cristina - 21/04/2011 às 19:32 De fato, você está com a razão. Leia-se OC e depois debata-se o tema "Obama". Aliás, OC relata "quem é" Obama bem antes deste ter vencido as eleições! Da mesma forma, expôs o Fórum de São Paulo há muito tempo - antes de qualquer jornalista se curvar à essa hedionda realidade. ' E quanto ao tópico... Bom, Obama sequer uma certidão sem valor apresentou! Estaria ele esperando o Corinthians conquistar uma Libertadores, para apresentar a certidão? Libera, Obama! .

lucia s em 22 de abril de 2011

Fala sério, só nos EUA que um idiota como o Trump consegue chegar onde chegou... Isso sim , é terra de oportunidades... Se bem que no Brasil... Melhor deixar para lá!

Diocleciano em 22 de abril de 2011

Essa insinuação sobre a nacionalidade do Obama além de ridícula revela o preconceito de parte dos estadunidenses. Já aqui no Brasil há um vigarista intelectual de nome Olavo de Carvalho que afirma essa mesma baboseira.

Luz no Fim em 22 de abril de 2011

Concordo com o Zé 21/04/2011 às 22:43. Não é só a certidão do Obama que é obscura. Há muitas coisas em sua biografia que não estão claras. Além do mais, fica a pergunta. Se Obama sabe que pode perder muitos votos com esta questão, porque ele ainda não esclareceu esta história de uma vez por todas?

Vera Scheidemann em 22 de abril de 2011

Esse cara é um bufão. Incrível acreditar como conseguiu o império financeiro que possui... Vera

Honesto é Honesto, vigarista é vigarista em 22 de abril de 2011

O marketing faz a cabeça de qualquer povo. O povão norte-americano é tão manipulável quanto ao povão brasileiro, argentino, venezuelano, espanhol, italiano e demais. Trump é um brilhante vigarista, quebra e torna a se refazer, é um autêntico "Sou, mas quem não é?".

Roberto em 22 de abril de 2011

p.s.:confrontar as patuscadas de um Donald Trump com um presidente dos EUA só pode dar a noção da mediocridade do atual ocupante. Fosse um Roosevelt, um Reagan ou até mesmo um Nixon haveria espaço para alguém tão patético quanto Trump?

Roberto em 22 de abril de 2011

E você acha que com isso vai se varrer a questão do nascimento do Obama (dentre outras) para debaixo do tapete? O que estou percebendo, Setti e amigos do blog, é que a "Questão Obama" está virando uma questão de fé! Não se questiona (nem pode), estão erigindo altares,ídolos, mártires, enfim, tudo que caracteriza uma RELIGIÃO. Há uma fila de sacerdotes do culto também, sobretudo na imprensa. É A FÉ OBÂMICA! abraços e bom feriado a todos.

pedro curiango em 21 de abril de 2011

Nos EUA, quando uma criança nasce e é registrada PELA MÃE no hospital, este dá aos pais uma espécie de recibo de cadastro para que ele possa pedir ao governo que lhe forneça uma “certidão de nascimento.” O governo emite a certidão sem sequer exigir que se lhe apresente este “recibo,” uma vez que o solicitante se identifique como responsável pelo nascituro. O que Trump apresentou foi este “recibo” que não tem valor legal para nada a não ser indicar que o nascimento foi registrado. Equivale, aqui no Brasil, àquele documento que nos dão quando entramos com alguma petição no serviço público e que, quando recebemos o resultado do que solicitamos, jogamos na primeira cesta de lixo que encontramos. Pais e mães, às vezes, por razões sentimentais, costumam guardar, no “álbum do bebê,” este papel que não vale para nada. [Na realidade, Obama já apresentou a “certidão de nascimento,” expedida pelo governo; quem não o fez foi Trump, que, por sinal, se nega a publicar a lista de bens, o que é obrigatório para qualquer candidato.] A prova do racismo dos “birthers” foi dada dias atrás por uma senhora, membro do “Tea Party,” ELEITA para a direção Partido Republicano na Califórnia, que distribuiu retrato de uma família de macacos, na qual substituiu toscamente a cabeça de um deles pela de Obama e escreveu debaixo: “por isto é que não mostra a certidão de nascimento.” Um caso destes, no Brasil, daria cadeia, já que seria crime inafiançável. Em tempo: é curioso ver como, no Brasil, há tantos admiradores deste sr. Trump, que representa o que há de pior na política americana atual. Será que, mutatis mutandis, vêem nele alguma semelhança de comportamento com nosso ex-presidente?

em 21 de abril de 2011

Pega leve na pirraça, Setti. Daqui a pouco você vai dizer que ele não disse que a declaração dela era insultante porque ela é negra. A questão do nascimento do Obama é idiota, mas não tem nada de racista. Vários candidatos sofreram o mesmo questionamento. Existe é o racismo invertido, que não deixa falar nada sobre o homem porque ele é negro.

Thales em 21 de abril de 2011

Caro Setti, não entendo a sua fiel defesa ao Obama! O Obama é um dos piores presidentes que os Estados Unidos já teve, um governante medíocre que tem como melhor qualidade uma cara de estátua durante os discursos! Quanto a questão do Trump não gostar do Obama por ele ser negro, é algo ridículo, falacioso, é tentar diminuir ao máximo as acusações do Donald através de uma tentativa quase criminosa!A humorista americana agiu com extrema má fé! Não é questão de raça, até porque elas nem sequer existem!Pertencemos todos a raça humana e imagino que bilionário e atualizado Trump saiba disso! Nesta terra de bananas, coqueiros e indiozinhos nús fica difícil aceitar um presidente bilionário, bem sucedido e nada modesto!Mas somente um homem assim pode reerguer o EUA!

Laysa Cristina em 21 de abril de 2011

Talvez você devesse ler um pouco Olavo de Carvalho antes de defender tanto Obama. http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/12017-o-homem-invisivel.html

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