Tucanos começam a reconhecer seus erros e fraquezas e miram em 2012

Alô, amigos do blog.

Reunião do comando tucano em Brasília, hoje.

O PSDB, vejam vocês, reconhece que teve boa parte de seu discurso apropriado pelo PT — que significa, implicitamente, que está sem discurso.

E admite que a defesa das próprias conquistas foi tímida durante o debate eleitoral.

Eu diria, diferentemente, que não tímida: que sobretudo o candidato à Presidência, José Serra, se escondeu delas.

De todo modo, essas admissões são um começo para a chamada “reconstrução” do partido.

O partido agora quer empenhar-se nas eleições municipais de 2012.

O problema é o que disse no encontro o deputado Valter Feldman (SP): o que é que o partido vai propor para o Brasil.

Leia reportagem aqui.

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Nenhum comentário

  • Seilon

    Primeiro os tucanos têm que decidir o que são:direita ou esquerda.Se isso não acontecer,vão continuar sem discurso.Na sua opinião,Setti,o PSDB é de direita ou esquerda,ou mesmo um balaio de gatos como o PMDB?

    Caro Seilon, como já escrevi várias vezes , acho essa dicotomia direita-esquerda uma simplificação e um empobrecimento da realidade.

    Mas, já que muita gente a utiliza, o PSDB foi concebido para ser um partido social-democrata (de centro-esquerda, pois) moderno, a favor do capitalismo moderno fiscalizado por um estado regulador e tendo o partido, no governo, uma preocupação social.

    Na prática, está se tornando um balaio de gatos. Tem mais consistência do que o PMDB, mas não se compara ao que era na época em que eram vivos, para citar dois nomes, os governadores Mário Covas e José Richa.

    Abraços

  • Cesar Antonio

    Caro ricardo, eu acho que é muito simples, o PSDB, tem que retomar seu discurso, tem que buscar a ética na política, a melhora da educação, o fim da corrupção, a eliminação do aparelhamento do estado e mostrar tudeo o que o PT fez e faz contra o povo Brasileiro. Tem também que cobra de forma correta a elucidação dos casos de corrupção, como Mensalão, Erenice. Tem os correios sucateados, será que os Tucanos esqueceram de tudo isso? Vc acha que estou certo? Devem faltar muitas coisas ainda. ALIÁS TEM QUE MOSTRAR QUEM FEZ OS PROGRAMAS SOCIAIS, QUEM ELIMINOU A INFLAÇÃO. MOSTRAR QUEM AUMENTOU A DIVIDA PUBLICA,OS GASTIOS PUBLICOS, OS CARTÕES CORPORATICOS. Acho que daria pra ficar aqui o dia inteiro escrevendo e sempre iria faltar alguma coisa.

  • Paulo Bento Bandarra

    Outro erro foi deixar Dilma e Lula em campanha há dois anos e Serra se escondendo do debate e de emitir opinião, esperando a abertura da campanha. Assum como a demora de escolher o vice, e depois de indicar Álvaro Dias, nacionalmente conhecido, trocar para o Índio da Costa.

  • maria monteiro

    Talvez para o candidato Walter Feldman, que usou como slogan de campanha “Quem vive a vida vai de Walter”, essa pergunta pareça razoável. Já para quem gostaria de ter visto (e contava com) o PSDB na oposição, é assustadora.
    Concluir que teve seu discurso e propostas apropriadas pelo PT, embora tardia, é uma conclusão (ou confissão?), mais do que bem-vinda. Que relegou vergonhosamente o passado também é outra parte saudável do mea culpa tucano, igualmente anacrônico, mas vá lá.
    Agora, perguntar o que o partido vai propor para o Brasil é, no mínimo, estarrecedor (para quem votou em Serra, Alckmin, Aloísio Nunes…). Primeiro porque, se o que o partido tinha como proposta/programa ficou no passado, no período pré-PT no Planalto (e lá se vão 8 longos anos), isso significa não ter pensado absolutamente nada esse tempo todo. Segundo porque, se não sabe, se não tem uma avaliação do que precisa ser mudado depois desses mesmos 8 anos, em que tanta coisa a que deu início ou foi desvirtuada ou simplesmente abandonada, além de inúmeras outras que sequer foram arranhadas e são essenciais ao país, como a reforma tributária e a política, para ficar no mínimo do mínimo, então a triste conclusão é: qualquer perspectiva de uma oposição digna desse nome capitaneada pelo PSDB é uma utopia; luxo ao qual não podemos nos dar.

  • Cesar Antonio

    Desculpe ter ficado seu nome com letra minuscula.

  • Mauricio

    O partido não está apenas “partido”: está RACHADO!
    O PSDB demonstrou inconsistência como corporação, e sobreviveu graças à nomes (Richa, Anastasia, Aécio, dentro outros). A “forçada de barra” na eleição presidencial e o “amor eterno” vivido por Serra e Aécio deram resultados desastrosos do ponto de vista de afirmação do partido (não de alguns nomes, como já afirmei anteriormente).
    Tenho amigos tucanos que ficaram desiludidos com o desempenho do partido, principalmente em relação à eleição presidencial.
    Para eles, perder pela 3ª. vez consecutiva teve a sensação parecida com a de uma torcida de um time primeira linha que foi derrotado por um time recém-ingresso da 2ª. divisão. O que eles se revoltam, inclusive, é que, mesmo com a série de denúncias envolvendo o PT, o PSDB e aliados não souberam tirar proveito e passar credibilidade ao eleitor. E olhe que o Serra prometeu 13ª bolsa-família, salário mínimo de $ 600… nem isso adiantou para sensibilizar o eleitorado, inclusive o de menor renda.
    Agora, eles estão com um “pé atrás” no tocante à postura do PSDB como oposição (o que não fez durante 8 anos do governo Lula). Para piorar, correm boatos da saída do Kassab do DEM (aliado de Serra e do PSDB na eleição presidencial), que estaria se encaminhando rumo ao PMDB (que faz parte da base aliada do PT – Dilma).
    A recomposição do quadro político vai ser um autêntico jogo de xadrez… detalhe: jogado no escuro e com tabuleiro e peças descritos em Braile.
    Abraços.

  • Edú

    Esse empenho do Feldman em vestir a camisa do PSDB é risível.Basta apreciar seu papel de “dinamitador” da candidatura Alckmin a prefeitura paulistana pelo PSDB.Mesmo sendo inclusive secretário da Casa Civil do próprio governo Alckmin por seis anos.Seu nome esta irremediavelmente riscado para retorno a alguma secretária em nível estadual – exceto a administração paulistana de Kassab.Devido as suas atitudes políticas Feldman não prima, definitivamente, pela lealdade partidária. As urnas demonstraram apego a memória.

  • Corinthians

    Ótima notícia Setti,
    Só não vejo tanto problema quanto ao que o deputado Feldman disse, pois sabemos que no Brasil isso não importa muito… afinal Dillma se elegeu pra “continuar tudo que está aí…” sem dizer realmente a que veio.
    Seria bom o partido realmente se reapropiar de suas conquistas e da boa administração que vem realizando nos estados e cidades. Uma boa idéia foi a de estender programas que funcionam em um estado para outros que também são governados pelo PSDB. Além de promover melhorias em maior escala ajuda a difundir a imagem do partido.
    Agora propostas para o Brasil, se realmente vão focar estes pontos, precisam ser corajosos, pois não basta propor programas eleitoreiros, e sim o que o Brasil realmente precisa, e que todos já sabemos – reformas fiscal, política, trabalhista, jurídica, policial e previdenciária, retomar a efetividade das agências reguladoras e promover controle de custos do estado. Claro, uma coisa de cada vez, mas se metade disso for feito já seremos um país de primeiro mundo.
    É importante analisar o passado e identificar os erros, mas não devem ficar muito tempo discutindo o que já foi, como se estivessem traumatizados, e sim discutir os planos para os próximos anos.

    Concordo em linhas gerais com seu comentário, caro Rodrigo.

    Abração e obrigado pela visita.

  • Telma

    Já é um começo. Muuuiiito tardio, mas ainda assim, um começo.
    Da mesma forma que deu certo a empulhação do PT durante 8 anos, se apropriando de tudo de bom e espinafrando quem com ele não comunga, é uma questão de start para que milhões de ávidos descontentes apoiem qualquer iniciativa de revogar essa sim “herança maldita”.
    O PSDB teve uma oportunidade impar e deixou escapar. Não sei se terá novamente adversários tão facilmente desmentíveis. Ninguém sabe porque não usaram o farto material disponível.
    Sempre me preocupou o fato de lermos artigos excelentes, com fatos REAIS, como os do Augusto, Reinaldo, Kramer, Mainardi entre outros. E não terem valor nenhum. Estou cansando de ficar me indignando nos blogs, enquanto a vigarice campeia, atingindo o mesmo índice de popularidade da fraude do universo.

  • noelia

    Que saudades de Mario Covas!
    Quanta dignidade para assumir o que o seu partido realmente era! Mas se FHC tivesse assumido a liderança política de seu partido durante os oito anos do governo LULA, tudo estaria realmente diferente.Mas creio que agora é tarde…Inês é morta…nomes isolados.. brigando pelo poder dentro do partido..pensando nos projetos pessoais…
    FHC, no instituto e nas viagens, atuando apenas pontualmente.. Aécio, de olho nele mesmo…Serra idem.. sobra o que? igualzinho ao PMDB, no fundo, cada um por sí.Falta a espinha dorsal…

  • Anônimo Paulistano

    Eu, como eleitor do PSBD, julgo que o grande problema dos tucanos é o de só lembrar do eleitor em período eleitoral, o segundo maior problema é que, como oposição, o partido se portou à imagem da frouxidão moral de Lulla, que nada soube, nada viu e nada fez.