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El Ateneo Grand Splendid – a mais linda livraria de Buenos Aires… (Fotos: Marco Cavalheiro / Buenos Aires Dream)

Quem gosta de livros e já esteve em Buenos Aires conhece uma das livrarias El Ateneo, templos respeitosos do livro. Na veneranda rede, porém, a El Ateneo Grand Splendid tem um lugar especial, por estar situada no que foi o mesmíssimo e belle époque Teatro Grand Splendid, por cujo palco passaram grandes estrelas de todos os quilates, começando pelo imortal Carlos Gardel.

Fundado em 1919 por Max Glucksmann, imigrante austríaco, empresário, fotógrafo e cineasta que chegou em Buenos Aires em 1890, seu grandioso prédio, trabalho dos arquitetos Peró e Torres Armengol, teve a cúpula pintada pelo italiano Nazareno Orlandi, e cariátides – colunas esculpidas em forma de mulheres -, criadas por Troiano Troiani. As pinturas com pacifistas encontradas em seu interior foram  inspiradas pelo fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

A livraria montada no prédio após reforma, em 2000, manteve todas as marcas do passado elegante do teatro, em três andares acarpetados, que conservam o vermelho e o dourado original nos seus 2.000 metros quadrados. É impressionante, especialmente à noite, ver o que eram mezaninos e camarotes repletos de estantes impecáveis, que abrigam 120 mil títulos. E o frequentador vive uma experiência diferente ao frequentar o café, instalado no que foi o antigo palco do teatro.

Por ali passam diariamente 3.000 pessoas, que compram 700.000 exemplares por ano. Há de tudo, inclusive 1,200 títulos de poesia, 4.000 em outras línguas que não o espanhol e 1.000 só de crítica literária.

El Ateneo Grand Splendid figurou em segundo lugar em uma lista das livrarias mais lindas do mundo do jornal inglês The Guardian. Só perdeu para a Boekhandel Selexyz Dominicanen, montada dentro de uma antiga igreja dos dominicanos e reformulada por dois grandes arquitetos, em Maastricht, na Holanda.

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7 Comentários

Tuco em 18 de dezembro de 2012

. Ouso discordar. Trata-se de um espaço lindo, de primor qualidade - mas para o fim a que foi destinado: um teatro! Ao transmudá-lo para uma livraria tornou-se mais um tribufu. Mais parece um travesti. Não preciso conhecer fantásticas livrarias em outros continentes: basta que eu atravesse a rua e entre na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional (http://goo.gl/iaX1l). Isso sim foi idealizado para ser uma livraria (além de uma obra de arte)! Ali é o verdadeiro Templo em homenagem aos Livros (além de uma infinidade de outros apetrechos culturais). .

Flavico em 18 de dezembro de 2012

Setti, reforçando o meu comentário em que questiono a legitimidade da "beleza" das livrarias El Ateneo e da Boekhandel Selexyz Dominicanen, eu acho até que essas transformações deixaram mais feios esses lugares. O El Ateneo é um lindíssimo teatro com prateleiras de livros entuchadas por todos os cantos sem harmonia ou cuidado. Um verdadeiro atentado contra o bom gosto. O Boekhandel Selexyz Dominicanen é uma antiga catedral abandonada que até pouco tempo estava sendo usada como estacionamento de bicicletas. Um horror! Agora, a livraria Lello no Porto... Essa sim foi projetada em 1906 para ser uma livraria linda. É uma verdadeira jóia arquitetônica e uma declaração de amor aos livros. Resumindo: pegar um lindo teatro e uma bela catedral e enfiar um monte de prateleiras é fácil. Qualquer um faz.

Flavico em 18 de dezembro de 2012

Setti, de nada adianta Buenos Aires contar com uma mega livraria como o El Ateneo e não poder oferecer livros importados. É isso mesmo, a presidenta maluca argentina com seu protecionismo doentio está deixando as prateleiras das livrairas vazias sem livros importados. Quanto a beleza do local, não considero que o El Ateneo possa ser considerado uma das livrarias mais belas do mundo. Para mim trata-se de um belíssimo teatro que virou livraria. Ponto. O mesmo para a igreja holandesa que virou livraria.

Ricardo Magalhaes em 17 de dezembro de 2012

Livraria ou biblioteca, como normalmente as conhecemos aqui?

Hilda N. L. em 17 de dezembro de 2012

Graças a Deus, afinal os que merecem ir para a cadeia deixou de ser os P3 (puta, preto e pobre). O nosso querido Brasil ainda tem jeito graças ao Supremo, à Procuradoria e à imprensa. Se não fosse pelos jornalistas idôneos de nada o povo saberia. Nosso agradecimento a todos.

moacir em 17 de dezembro de 2012

Hello M´Lord, Só você mesmo pra misturar El Ateneo com Marcos Valério.Vou dar mais duas dicas,com a sensação de estar ensinando Padre Nosso a vigário: - a elegante Hatchards em Londres - a pequena jóia que é a Livraria Lello,no Porto. Como temos um filho em Londres e uns 100 parentes no Porto,tenho o prazer de visitá-las com bastante frequência.

selminha em 17 de dezembro de 2012

Isto chama-se "civilização", Setti. Estive em Buenos Aires em maio deste ano, e passei pelo menos 2 horas na Ateneo. Só sentada, numa confortável poltrona no grande salão, fiquei uma hora, lendo um livro de contos fantástico. Fora os outros livros que comprei, indispensáveis. Lá dentro parece que o mundo para. Não há pressa para voltar ao burburinho das ruas. Como esta, há dezenas de outras fantásticas livrarias, não tão belas, mas com um acervo considerável. Observando tudo isto, e mais a beleza da arquitetura e das grandes avenidas portenhas, só podemos lamentar o que a "maluca" da Cristina Kirchner está fazendo com o país.

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