Uma doçura de pessoa, uma profissional notável, uma amiga querida que se foi

Na "IstoÉ", em novembro de 1983, com a redação exibindo seu título de eleitor (a capa da semana seria sobre as Diretas Já): Cida é a jovem sorridente bem no meio da foto, ao lado do rapaz de bigode (o jornalista Antônio Carlos Fon)

Na “IstoÉ”, em novembro de 1983, com o pessoal da redação exibindo seu título de eleitor (a capa da semana seria sobre as Diretas Já): Cida é a jovem sorridente bem no meio da foto, ao lado do rapaz de bigode, o jornalista Antônio Carlos Fon (Foto: Claudio Versiani)

Se mencionassem Maria Aparecida Campos Taiar, talvez até alguns amigos não saberiam com certeza de quem se tratava.

Já Cida Taiar, seu nome profissional, marcou profundamente quem com ela compartilhou uma redação. Pequena, discreta, de fala mansa, cabelinho vermelho e olhos verdes, Cida era a delicadeza em pessoa — mas que saíssem da frente quando recebia uma missão como jornalista. Nada a detinha na busca da informação, que vinha íntegra, cristalina, novinha em folha, embalada num texto impecável no qual era difícil alterar uma preposição, uma vírgula sequer.

Tive a felicidade de contar com Cida como amiga durante longos anos, e como profissional em duas equipes que comandei — na IstoÉ, como redator-chefe, durante o período libertário em que a revista pertencia a Fernando Moreira Salles, e na inesquecível sucursal do falecido Jornal do Brasil em São Paulo, da qual fui por quatro anos diretor regional.

Na IstoÉ, Cida trabalhava numa editoria que, à falta de nome melhor, costumava-se chamar de “Geral”, e que incluía temas como ciência, educação, religião e comportamento. No JB, para onde foi a meu convite, fixou-se na área de cultura, artes e espetáculos, produzindo reportagens para o famoso Caderno B.

Isso não a impedia de, convocada para tarefas fora desse âmbito, por desafiadoras que fossem, mantivesse a mesma atitude zen e idêntica eficiência. Quando a deputada estadual Luiza Erundina foi surpreendentemente eleita prefeita de São Paulo pelo PT, em 1988, por exemplo, Cida — à qual não era familiar a área política –, ofereceu-se para escrever o perfil da personagem, então quase desconhecida nacionalmente, uma vez que tinha fontes que, disse, talvez facilitassem a tarefa.

Pois a Cida do Caderno B apurou e redigiu o melhor e mais completo perfil da nova prefeita que li em toda a imprensa do país. Em seu próprio terreno de atividade, tampouco fugia de desafios. A uma certa altura dos nossos quatro anos no JB, o pessoal do jornal no Rio queria um perfil do apresentador Silvio Santos, notório por sua ojeriza à imprensa e do qual arrancar uma entrevista, por curta que fosse, era considerado uma proeza, quase uma missão impossível.

Cida foi à luta, e sua lhaneza no trato e habilidade como jornalista lhe permitiram conquistar a confiança do esquivo personagem e voltar à redação com uma reportagem extraordinária.

O popularíssimo Silvio de sorriso permanentemente atarrachado no rosto atravessava um período de depressão e Cida conseguiu que o inacessível proprietário do SBT se abrisse com ela a ponto de comentar seu estado de alma, pedir-lhe conselhos pessoais — algo que ela, recatada, deu um jeito de driblar, mesmo diante de perguntas insistentes como “O que você acha que eu devo fazer, Cida?” — e até lhe servir de cicerone em sua mansão. O passeio não excluiu sequer o imenso closet do quarto de casal onde guardava centenas de ternos, paletós, camisas sociais, gravatas e sapatos.

Há mais de uma década a doce Cida lutava contra um câncer que, a certa altura, soube ser incurável. “Mas aprendi a conviver com ele”, contou-me certa vez, com a típica paz de espírito que costumava emanar, referindo-se à terrível doença como se se tratasse de um problema menor. Não fazia alarde nem do que sofria nem de sua bravura diante do sofrimento. Continuava trabalhando, continuava otimista e bem humorada.

Nesta quinta-feira, 31, finalmente chegou o momento de Cida ir embora. E ela foi. Quer dizer, não foi, não.

Para quem a amou e admirou, ela continua por aqui.

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27 Comentários

  • J.B.CRUZ

    CARO SETTI:
    Durante nossa vida, conhecemos pessoas que vem e que ficam,outras que vem e passam.
    Existem aquelas que vem,ficam e depois de algum tempo se vão.
    Mas existem aquelas que vem e se vão com enorme vontade de ficar.
    Mas, viverão com certeza para sempre em nossos corações…

  • Tomás de Aquino

    Meus pêsames Ricardo.

    Obrigado. Vou estendê-los para o filho dela, Estêvão.
    Abraço.

  • Jayme Guedes

    Setti, a quase confidência transcrita por você – “… mas aprendi a conviver com ele” – foi para mim mais reveladora do que tudo o mais que poderia ter sido dito sobre a Cida. Na tradição védica esse sonho que chamamos vida é chamada de “vasto oceano do sofrimento” e assim é. Basta lembrar que toda a criação é sustentada pela cadeia alimentar para perceber que o sofrimento é a matéria prima com que esse sonho que chamamos vida é construído. Necessidades e desejos não atendidos são a fonte de todo sofrimento que, no entanto, é relativo, variando conforme seja recepcionado. Sob esse aspecto, a aceitação do sofrimento, como expressa na frase, “…mas aprendi a conviver com ele”, é a única atitude capaz de reduzir e até anular a dor sempre provocada por necessidades e/ou desejos não satisfeitos que é, como disse, a fonte do todo o sofrimento. Considero que é um privilégio merecer ter conhecido alguém como a Cida.

    E, para todos os amigos dela, foi mesmo.
    Abração

  • carlos nascimento

    Ricardo,
    A sua amiga Cida com toda certeza estará em paz, tranquila, pois em seu novo plano espiritual verá que deixou por aqui uma plêiade de amigos, saudosos, que conservam a grande amizade vivenciada.
    Registro meus sentimentos, o texto espelha o maravilhoso ser humano que é RS.

    Muito obrigado, com toda sinceridade, caro Carlos.
    Ser humano maravilhoso mesmo era a Cida.
    Abraço

  • sergio the original since 1ª leitura

    Caro Setti:
    É sempre triste perder um amigo. Solidariedades.

    Obrigado pela gentileza.
    Abraço

  • m. silveira

    receba um abraço de quem não te conhece mas que te lê sempre. me emocionou.

    Muito obrigado, de coração.

  • Estevão

    Ricardo, meu nome é Estevão e sou filho da Cida. Ela sempre gostou muito de você. Falava com orgulho e carinho do período em que trabalharam juntos e do quanto você ensinou a ela. Minha mãe foi a pessoa mais sensacional que já conheci, minha melhor amiga, e eu a idolatrava. Mas, como você falou, ela continuará viva na nossa memória. Muito obrigado pela homenagem!

    Obrigado por ter escrito, caro Estevão. Tenho muito carinho por você, mesmo sem conhecê-lo, porque a Cida ficou grávida de você enquanto trabalhávamos juntos.
    Eu queria lhe expressar meus sentimentos do fundo do coração e não sabia como.
    Então, fica aqui meu abraço e minha esperança de que você supere a perda de uma mãe que foi uma mulher extraordinária e uma pessoa maravilhosa.

  • Vera Scheidemann

    É muito triste perder uma pessoa
    querida. Sei como você deve
    estar sofrendo. Sinto tanto !
    Um abraço !
    Vera

    Certamente o Estêvão, único filho da Cida e seu grande orgulho, é quem está sofrendo mais do que qualquer outra pessoa.
    Estendo, portanto, sua gentil mensagem a ele.
    Um abração

  • moacir 1

    Prezado Setti,
    É verdade,elas ficam,as nossas Cidas.Porque nos provocaram amor,nos serviram de inspiração,fizeram vir à tona o melhor de nós, elas continuarão nos escrevendo.Porque perderam com coragem os seus pedaços e se reinventaram inteiras,porque venceram os seus limites ao criar à imagem dos seres que eram,as Cidas dessa vida – debochando do tempo e do espaço! – se eternizam ,aqui, dentro do peito.
    E mesmo sem o saber,VOCÊ as vai repetindo…
    Um grande abraço amigo

    Obrigado, caro Moacir. Você além de muito inteligente tem grande sensibilidade.
    Um abração

  • Wanda

    O mundo certamente piora sem a Cida por aqui.

  • Reynaldo-BH

    Um estranho dia de sol. E no fundo, sempre cinza. Dia dos Mortos. De quem se foi. Um momento em que, queiramos ou não, uma saudade misturada com dor toma conta do sol. E da gente.
    Cada vez mais que se aproxima um fim natural em cada um de nós – seja com a idade ou doença – em um processo inexplicável, os que se foram ficam mais presentes.
    Um dia para chorar por eles? Não. O calendário nunca dirá o dia que devo recordar, por vezes com risos, de quem passou por este igualmente inexplicável planetinha azul.
    São pais, avós, parentes, amigos… E para os pais que inverteram a ordem natural da vida, a dor da perda do que deles nasceram.
    São pontos a serem ligados como naqueles desenhos de antes, de “ligar os pontos”. E esperar a figura que se forma.
    Ao ligar estes pontos, a figura que eu vejo sou eu.
    Esta verdadeira transcendência do existir – determinada pela sobrevivência aos que amamos – dá algum sentido à vida. São fractais. Pequenos pedaços sem lógica que observam a lógica de um Universo que desconheço as leis ou a inteireza.
    Quantas vezes já me surpreendi sendo alguém que não eu mesmo e reconhecendo em mim quem já se foi?
    Se foi? Não sei. Resiste em mim. Não nas lembranças somente. Mas no que me legaram. Seja minha mãe ou pai, seja um amigo que me contrariou indo embora antes do que deveria ir.
    Não, não irei levar flores a alguém. Nem dar uma festa. Vou ficar ensimesmado (mais ainda) em uma atitude de alguma dor e muita, muita saudade.
    Sem entender (ou ter a Graça de crer na certeza plena do que não se vê) o caminhar e o fim da caminhada. Não são vidas próprias interrompidas. São as outras vidas dos que os amam que sentem a falta do riso, do jeito, do olhar, das palavras e principalmente do tanto que nos deixaram de ensinar. Seja em um idoso ou num jovem, mais jovem que eu (como aprendo com eles!).
    Sinto que a saudade aumenta e a expectativa de haver um reencontro também.
    Abrimos mão de amigos que se perdem na nossa caminhada. Mas nunca podemos abrir mão daqueles que a vida nos roubou.
    Sempre será antes da hora.
    Os meus queridos e queridas que se foram.
    Hoje não é o dia deles. São todos. Em cada decisão ou lembrança.
    Meus mortos continuam vivos.
    Amém.

  • Reynaldo-BH

    Setti, meu comentário sobre o dia de hoje foi escrito antes de ler este post. A vida é feita do que eu chamo de coincidência e meu pai chamava de Divina Providência. Quem sabe um dia eu também tenha esta certeza? Lendo seu texto emocionado e emocionante, lembrei-me de uma música. Bobinha e só quem se acostuma com tudo, pode entender. Como sua amiga Cida. A aceitação de ser algo menor (é!) vem da certeza da inevitabilidade e finitude.
    Setti, eu descobri que a vida é diet.
    Para você, com o carinho de sempre!
    Abração.

    Obrigado pelo que você, acertadamente, chama de seu carinho de sempre.
    Estendo seus sentimentos ao Estêvão, filho da Cida.
    Abração
    http://www.youtube.com/watch?v=rrk7F9F8ht8

  • Dulce Regina

    Querido Setti, pessoas iguais a CIDA, não morrem ficam ” encantadas “. Com certeza ela está junto de Deus e, se Deus está ao nosso lado…ela está junto a todos aqueles que A amam. Meu carinho para sua família e todos seus amigos, Dulce

  • Reynaldo-BH

    Meu eterno carinho a você e ao Augusto é só retribuição ao que recebo de ambos, enquanto ser humano e amigo mesmo à distância.
    “Quem planta amizade nunca colherá ingratidão”. (Gandhi).

  • Roldão Arruda

    Bela homenagem, Setti. Texto impecável, como os da Cida.

    Obrigado, amigo Roldão. Um grande abraço

  • Roldão Arruda

    Queria contar ainda que também tive a felicidade de conhecer a Cida Taiar. Sempre competente e muito segura. Me chamava afetuosamente de Arrudinha e sempre ríamos ao recordar que fui eu quem a apresentei ao José Maria Cançado, pai de seu filho, Estevão.

    Nas madrugadas de fechamento na redação da Isto É, lá pela década de 1980, eu a invejava. Pela elegância, o far play e sobretudo pela forma como solucionava os impasses que todos enfrentamos na hora de redigir.

    Enquanto eu era som e fúria, escrevendo e reescrevendo à exaustão frases que não considerava suficientemente claras ou bem encaminhadas, ela fazia o seguinte: assim que o texto empacava, embatucava, atolava, ela dava uma freada – aquela paradinha clássica. Então lia e relia o que já tinha escrito, levantava e ia tomar um guaraná. Sempre teve pó de guaraná na gaveta, assim como sempre teve em casa um pacotinho de henna francesa para os cabelos. Era deliciosamente vaidosa.

    Depois voltava, sentava, relia mais uma vez o que tinha escrito, agora em voz alta, como se testasse a fluência e a sonoridade do texto, e, finalmente, atacava as teclas. A frase que procurava então saía límpida, acabada, irretocável. Seus textos, ao contrário dos meus, eram quase sempre impecáveis.

    Achei perfeito o que você escreveu a respeito dela. Mais uma vez, parabéns.

    Amigo Roldão, obrigado por trazer este testemunho sobre a nossa querida Cida.
    Que deixa um buraco no coração da gente.
    Um abração

  • norton

    COMO CONVENCER DEZ MILHÕES
    leia até o final
    os políticos atuais estão viciados na pior forma de fazer política
    o prato do dia é a pizza, o interesse é somente individual
    não vote em branco, não anule seu voto
    voto de protesto? e daí?
    aquele(a) que você votou decepcionou?
    troque, virão novos canditados
    você vai deixar os outros decidirem por você?
    cada eleitor convence em média 10 eleitores para votar
    até as eleições convencer em média 1 eleitor por mês
    1, 10, 100, 1.000, 10.000, 100.000, 1.000.000, DEZ MILHÕES
    VAMOS FAZER UMA GRANDE LIMPEZA DEMOCRÁTICA, PELO VOTO
    VAMOS RENOVAR A MAIORIA DOS ATUAIS POLÍTICOS
    você vai continuar somente reclamando?
    converse com vizinhos, no trabalho, na universidade, etc.
    vamos começar cedo a conscientização
    compartilhe no facebook etc., entre nesta corrente
    copie o texto e envie por e-mail aos seus amigos
    AJUDE A MUDAR O BRASIL

  • Roldão Arruda

    Também tive a felicidade de conhecer a jornalista Cida Taiar. Ela me chamava afetuosamente de Arrudinha. Em nossos encontros sempre lembrávamos que fui eu quem a apresentou ao querido José Maria Cançado, pai de seu filho, Estevão.

    Nas madrugadas de fechamento na redação da Isto É, lá pela década de 1980, eu a invejava. Pela elegância, o fair play e sobretudo pela forma como solucionava os impasses que todos enfrentamos na hora de redigir.

    Enquanto eu era som e fúria, escrevendo e reescrevendo à exaustão frases que não considerava claras ou bem encaminhadas, ela seguia outro caminho: assim que o texto empacava, embatucava, atolava, dava uma freada – aquela paradinha clássica. Então lia e relia o que já tinha escrito, levantava e ia tomar um guaraná. Sempre teve pó de guaraná na gaveta, assim como sempre teve em casa um pacotinho de henna francesa para os cabelos. A Cida era deliciosamente vaidosa.

    Depois voltava, sentava, relia mais uma vez o que tinha escrito, agora em voz alta, como se testasse a fluência e a sonoridade do texto, e, finalmente, atacava as teclas. A frase que procurava então brotava límpida, acabada, irretocável. Seus textos, ao contrário dos meus, eram quase sempre impecáveis.

  • eliana mara

    tem pessoas q vem ao mundo para fazer a diferença, com certeza ela foi uma delas. é uma pena sua partida.

  • Blumenau

    Ricardo.
    Tua querida Cida apenas deixou aquele corpo que a fez exercitar a paciência e perseverança,e agora vive a verdadeira vida,a espiritual.Sinto sua admiração e carinho pela amiga e saiba que ela sente o mesmo por você .
    Existem muitas moradas na casa do Pai.A Cida mudou-se para outra,e está muito feliz,pois cumpriu muito bem a passagem por aqui.
    Caso você não pense como eu, aguarde um tempinho ,que logo nos encontraremos em outra dimensão.E voltaremos para este planetinha muitas vezes .
    Se quiseres saber sobre porque vivemos,encontras em qualquer livraria,na internet toda codificação da doutrina espírita escrita por Allan Kardec,e em centenas de livros, só do Chico Xavier são mais de 400 obras.
    A Cida receberá todas as manifestações de carinho e se ela não estiver ainda consciente do que ocorreu,tudo fica registrado e depois na hora certa ela terá acesso ,igual a este blog.Só que no plano espiritual é tudo muito evoluído. Aqui somos uma cópia remota do que se passa nos planos espirituais.
    Este assunto é muito complexo, e sei que muitas pessoas materialistas não entendem que isso ocorra,mas é uma questão de tempo.

  • Reynaldo-BH

    Ao estevão, filho de Cida. (Sei que o elogio assim).
    Fique em paz. Você já honra sua mãe. Ela onde estiver, estará sabendo que você foi semente. Hoje é fruto.
    Um apertado abraço!
    http://www.youtube.com/watch?v=M8Wt3dhF4fU

  • Pedro Tadeo Zorzetto

    Cida, minha colega de classe da Cásper Líbero. Ficamos todo esse tempo sem contato e, agora, fico sabendo da notícia. Um figura sempre alegre, marcante. Que ele nunca saia dos nossos pensamentos.

  • Sibelle Pedral

    Caro Setti, fui chefiada pela Cida na redação de Claudia e nunca serei grata o suficiente pelo que ela me contou do jornalismo de serviço. Se Estevão, de quem ela tanto se orgulhava, estiver nos lendo, que receba o meu abraço, anônimo, mas sincero. Cida era luminosa.

  • Corinthians

    Setti,
    É sempre triste quando uma pessoa querida nos deixa, por força maior da inevitabilidade.
    Meus sinceros sentimentosà família, à você e à todos que a conheceram.

  • Antonio Marmo

    Assim como o Pedro Zorzetto, fui colega de classe da Cida início dos anos 70…se não me falha a memória já sexagenária, assim como eu, ela passou os primeiros anos pós Cásper Líbero no grupo DCI (ela no Shopping News, acho)…fico sabendo por vc que ela viajou fora do combinado, Setti…

    De fato, não me conformo com a partida da Cida. Deixa um vazio imenso em quem a queria bem.

  • Patricia Veltri

    Meu comentario e para o Estevao, filho da Cida.
    Eu trabalhei com a sua mae na revista Mais Vida, na Ed.3 e foi mto bom estar com ela nessa epoca. Qdo li esta noticia a primeira coisa q pensei foi em vc. Ai vim aqui e vi o seu comentario. Pensei em vc pq sua mae falava mto de vc comigo. Hj eu moro na Holanda e meu marido tb chama Stevan. Eu quero deixar meus sentimentos mas tb dizer q vc teve uma mae maravilhosa e adoravel q continuara vivendo nos nossos coracoes. Um forte abraco, Patricia Veltri

  • Marcos

    Caro Setti, se você diz que essa senhora foi uma jornalista notável, e ainda uma ótima amiga, só temos de acreditar em você, e desejar que Deus dê a ela agora, a recompensa por ter sido quem foi, durante sua estadia aqui na Terra. A gente nota, que esta terrível doença parece não dar tréguas, as pessoas voltadas para o bem, a solidariedade, a amizade verdadeira, a justiça, o amor, etc., como se essas pessoas não devessem passar aqui muito tempo, e voltassem logo junto de Deus, porém em compensação, ele permite a cura e a recuperação de pessoas que só fazem mal as pessoas, ao seu país. Lógico que existem aqueles que se curam e são excelentes pessoas, mas nós sabemos de casos recentes e que a imprensa noticiou. Bom, era isso, só queria desabafar de um assunto que vinha me incomodando há um bom tempo. Talvez a cura para certas pessoas, é porque Deus ainda não as quer, ou porque a própria doença não consegue ficar naquele corpo, e o rejeita. Deus dê a essa jornalista, o descanso a que fez jus.