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A bandeira constitucional da Espanha: radicais nacionalistas não querem vê-la de perto

Vejam a que ponto chega o fanatismo nacionalista na Espanha — contaminando, naturalmente, o futebol, grande paixão no país.

Dia 25 de maio próximo será a final da Copa do Rei, a ser disputada em Madri, no Estádio Vicente Calderón, 50 mil espectadores, pertencente ao Atlético de Madri.

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O Athletic Bilbao é tão “anti-espanhol” que só admite atletas bascos e da vizinha Navarra em sua equipe

A partida reunirá, de um lado, o Athletic Bilbao, time cuja torcida congrega maciçamente nacionalistas e também separatistas do País Basco — time tão entranhadamente “anti-espanhol” que nunca admitiu jogadores na equipe que não sejam bascos de nascimentos ou nascidos em Navarra, região que, sem consultar os navarros, os separatistas bascos consideram “parte histórica” de sua terra.

Do outro lado, estará o FC Barcelona, o melhor time do mundo e que, ao longo da história — sobretudo durante a ditadura franquista, de 1939 a 1975 — sempre foi símbolo da cultura, da história e do orgulho da Catalunha, a região mais rica da Espanha.

Hoje em dia, setores nacionalistas da Catalunha vêm procurando também utilizar o Barça como parte de sua luta política, principalmente depois que o advogado e empresário Joan Laporta presidiu o clube, entre 2003 e 2010, e, no final de sua gestão, declarou-se a favor da independência da Catalunha.

Laporta é hoje deputado separatista no Parlamento da Catalunha.

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Escudo do Barcelona: ao longo da história, o clube sempre foi símbolo da cultura e do orgulho catalães

Pois bem, tudo isso posto, a Federação Espanhola de Futebol propôs que, na partida final da Copa do Rei — que partidários mais fanáticos dos dois clubes chamam simplesmente de “Copa”, para não mencionar o Rei Juan Carlos –, ambos os clubes levassem na camiseta um logotipo com a bandeira espanhola.

Ambos os clubes, oficialmente, rechaçaram a proposta.

Em vez disso, como recordação da disputa da final, luzirão nas camisetas um emblema prateado mencionando o torneio, os clubes em disputa e a data.

Tal como ocorria com os nacionalistas que governaram o País Basco durante 30 anos, até 2009 — o atual governo é encabeçado pelos socialistas –, os radicais dos dois clubes fogem da bandeira nacional espanhola como os vampiros diante da cruz.

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Ricardo ( Highlander ). em 03 de setembro de 2012

Gora Euskal Herria Askatuta..!! The spaniard flag Sucks.

Mirian em 04 de abril de 2012

Olá Ricardo, grata pela resposta e me alegro que conheça nosso povo e que tenha amigos bascos, o que me faz pensar que conhece bem nosso "jeito de ser": nossa hospitalidade, como somos sociáveis em geral e como gostamos do debate, o que inclui o futebol. Sei que é uma pessoa esclarecida porém, poucos no Brasil entendem o conflito basco, sequer entendem quem somos, e ao ressaltar o nacionalismo radical do Clube Athletic de Bilbao, o que entendo como equivocado, infere nas pessoas a ideia de que tudo em Euskadi é radicalismo, até mesmo no futebol. Quis dizer que o texto leva a pensar em nós como radicais a partir do pressuposto do radicalismo do Clube. O Clube tem Marcelo Bielsa ("El loco Bielsa"), argentino, como treinador, como sabe, mas é bom informar as pessoas por aqui. Sempre teve jogadores da diáspora (descendentes). Euskal Herria vive um momento político muito especial, de esperança e aberto ao diálogo como nunca antes, e nem mesmo no futebol do Athletic de Bilbao as coisas são iguais, há uma transformação acontecendo pouco a pouco em todos o níveis da sociedade basca. O radicalismo existe, como existe em toda parte, mas todos estão se abrindo cada vez mais ao diálogo e gostaria que algum jornalista pudesse fazer uma matéria enfocando isso um dia, de forma transparente e bastante educativa. Tudo o que leio sobre os bascos no Brasil, em especial na grande imprensa, vem recheado de preconceitos e falta de informação, o que reforça nas pessoas a ideia de sempre: tudo em Euskal Herria é radicalismo. Não digo que você o faça direta ou intencionalmente, mas o texto infere, como já disse, pensamentos como este e sei que o texto é sobre futebol, mas a partir do momento que menciona o radicalismo, entra aí um debate também sócio-político. Creio ser difícil que o povo brasileiro entenda nossa luta, nossos anseios, até porque não conhece nosso passado, nossa história. Sigo não compartilhando de suas ideias nesta matéria, o que não me faz desrespeitar seu trabalho como um todo, em hipótese alguma. Vejo que sua matéria provocou comentários ufanistas aqui como "Viva a Espanha Unida!" "Viva o Rei e viva a Espanha!" e outros comentários dirigindo-se ao Clube como fanáticos. O que é isto senão a expressão do nacionalismo espanhol? Na Espanha também há muitos radicais que defendem a Espanha Una e a Hispanidade como única forma de língua e de cultura, o que também pode ser chamado de radicalismo. Um abraço. Prezada Mirian, Muito obrigado por seu email substancioso e gentil. De minha parte, pode estar certa, certíssima, de que a cada dia tento aprender mais sobre as várias "Espanhas" que existem. Passo parte do tempo aqui, onde estou no momento (Barcelona), por razões familiares, tenho enorme interesse na questão dos nacionalismos, já li muito, continuo lendo muito, fui a palestras, assisti a documentários e estou razoavelmente familiarizado com o tema, protagonistas políticos, historiadores etc. Estou acompanhando o novo clima que se vive no País Basco desde que os terroristas da ETA asseguraram haver renunciado à violência, a criação de Amaiur, a postura do lehendakari Patxi López e do PNV e seu principal líder, Iñigo Urkullu etc etc. Sempre com a disposição de aprender e jamais a de achar que sou dono de qualquer verdade. Obrigado por sua atenção para comigo e é uma honra ter leitores como você neste blog. Um abraço

Mirian em 04 de abril de 2012

Sou paulista, descendente de bascos, faço parte da Casa Basco-Brasileira (Eusko-Brasildar Etxea) e também torcedora do Atlético de Bilbao. Estou totalmente de acordo com as opiniões emitidas pelo blog do About Basque Country, pois há um erro de enfoque entre temas, equivocando-se em conceitos políticos, culturais e históricos. Em minha opinião, o texto de Setti dissemina uma ideia errada sobre, não somente o Clube Athletic de Bilbao, mas também sobre o povo basco ser um povo radical, rótulo do qual já estamos cansados de receber, através de pessoas que não conhecem bem nossa história em todos os âmbitos. Espanha ganha a etiqueta, através deste artigo, de estado ultra democrático, a partir de uma análise futebolística do país, apenas. Sinceramente, respeito o jornalista Ricardo Setti, tem publicado matérias estupendas, mas o convido a conhecer mais dos sentimentos dos bascos, sua história e cultura. "Ir de poteos" com os bascos, confraternizar, escutar suas histórias de guerras, destruição de nossa terra, como o massacre de Gernika (não apenas leia, vivencie)e depois disto, tecer comentários sobre nosso "suposto fanatismo". Há muito folclore e propaganda mentirosa acerca de nosso povo logo, convido a todos a uma reflexão sobre temas que rotulam determinados grupos étnicos. Pensem primeiro em entender a experiência do outro, as dores de suas guerras, tudo o que lhe foi tirado, seus anseios de futuro antes de criticar a partir de uma visão limitada, neste caso, o futebol. Prezada Mirian, Jamais chamei "o povo" basco de radical. Isso seria uma generalização absurda. Conheço o País Basco, um dos lugares mais hospitaleiros em que já estive na vida, que aprecio e admiro, tenho amigos bascos e jamais faria isso. Agora, evidentemente há correntes radicais e ultra-radicais em Euskadi, como você não ignora. E que fazem uso de vários recursos, inclusive o futebol, para se manifestar. Um abraço

Bruno Canel em 01 de abril de 2012

En un país com Brasil, socialment problemàtic, mentre que una nació que es comporta com un megalòman, amb seriosos problemes en les àrees d'educació, salut, seguretat ...), no entenen el que significa Espanya (Galícia, País Basc, Catalunya ...) mai!

Bruno Canel em 01 de abril de 2012

Visca Catalunya! Que es foti Espanya!

Javier em 30 de março de 2012

Jefff: está claro,si hablas de estupidez...te dedicas a mirarte al espejo. Todos tus argumentos se basan en el insulto o la descalificación. Creo que te lo debes mirar. Fpenin: Viva!!! lo que pasa es que la idea de lo que es España es muy difusa. No es lo mismo para mi que para ti. Por ejemplo, seguramente eso mismo lo hubieses escrito en 1974, cuando el Sahara Español era una parte de la "indivisible unidad de España", con ciudadanos con carnet de indentidad español. Ahora, cuando dices ese "viva Espanha unida", seguro que ni se te pasa por la cabeza el Sahara.... .España es algo muy "flexible"....No se si me entiendes...

Jefff em 30 de março de 2012

Até em espanhol a estupidez reina!

fpenin em 29 de março de 2012

Viva a Espanha! Unida...

Javier em 29 de março de 2012

Jeff. ¿Por qué se van a oponer Europa? ¿Por qué son ruines y fanáticos los nacionalistas catalanes, vascos, escoceses o bretones? Por cierto, ¿No será que se está usted mirando al espejo y piensa que es cosa de los demas lo que ve usted en el? La falta de respeto y las posiciones maximalistas solo indican tendencia a actitudes totalitarias. Cuídese usted de esa enfermedad.

Aboutbc em 29 de março de 2012

excluya por favor el comentario anterior, no aparecía la actualización con nuestra reflexión. Una vez más felicidades por recoger una opinión opuesta a la de usted. Nos extrañaba que en esta ocasión no fuera así y por eso le transmitíamos nuestra decepción. No se olvide, la invitación a conocer el País de los Vascos y su realidad está lanzada, estaríamos encantados en servirle de guía. Saludos desde el Pais de los Vascos

Aboutbc em 29 de março de 2012

Lamento mucho que en esta ocasión no haya incluido una opinión crítica, pero argumentada, a su poco afortunado análisis. La verdad....una decepción, incluso la mandamos una segunda vez sin link para evitar cualquir tipo de problema.

Jefff em 29 de março de 2012

Esses nacionalismos fanaticos num pais como a Espanha que respeita as diferenças culturais e linguisticas é uma aberração. Porem a UE estimulou e apoiou a fragmentação da Iugoslavia (servia, croacia, bosnia, montenegro, kosovo, eslovenia e macedonia). Que moral eles terão para se contrapor aos separatistas no Reino Unido, Belgica e Espanha?

Andoni em 29 de março de 2012

Hola. Yo soy vasco de Bilbao y cuando España pierde me llevo una alegría. Gracias por llamarme fanático, viniendo de un verdadero fanático como usted me lo tomaré como un cumplido.

Aboutbc em 29 de março de 2012

Estimado Ricardo Setti. De nuevo ha escrito sobre los vascos y de nuevo estamos aquí dando nuesta opinio. Un saludo desde el País de los vascos. No es la primera vez que mantenemos un debate epistolar con el reconocido periodista brasileño Ricardo Setti. En noviembre de 2011 respondíamos a un artículo (también publicado en su columna de Veja) sobre el fin de ETA, en el que daba una visión de lo que estaba ocurriendo en Euskadi que, desde nuestro punto de vista, estaba muy lejos del enfoque adecuado. Hoy nos encontramos con una nueva reflexión en la que, partiendo del futbol, proyecta conclusiones que, también desde nuestro punto de vista, caen en el mismo error de enfoque. En primer lugar, confunde las causas de la decisión estratégica de un club que ha decidido jugar sólo con jugadores de su país. El Athletic, que es como se le conoce popularmente al equipo bilbaíno, juega solo con  jugadores vascos desde hace un siglo. No se trata de una decisión anti-española, ya que no juega ni con jugadores españoles ni de ninguna otra nacionalidad. Por el contrario se trata de una política a favor. Una política a favor de la propia identidad y del orgullo de ser un equipo que se mide cara a cara con los mejores combinados mundiales (perdón, queríamos decir con los mejores clubs españoles o europeos) con una alineación formada por jugadores nacidos  en una comunidad de apenas 3 millones de personas. Eso es un motivo de orgullo para esa comunidad, que ve cómo ese equipo ha sido capaz de mantenerse en la primera división española desde sus inicios, sin haber descendido nunca a una división inferior.  Ademas de que no es una cuestión de racismo, ya que, con toda seguridad, veremos muy pronto al primer jugador negro (nacido en el País Vasco) jugando en el primer equipo del Athletic. Es una cuestión de orgullo y de sentimiento de pertenencia. Se equivoca al transmitir la idea de que esa política, ese estilo de dirigir este club, es un indicador de que es un club nacionalista vasco. Entre los socios-propietarios del equipo (porque es propiedad de los socios) hay personas de toda idolología política, y le podemos asegurar, créanos, que entre los socios que votan al Partido Popular o al Partido Socialista, la idea de que entren jugadores que no cumplan las premisas que han guiado al club durante un siglo, es algo que no cabe en sus cabezas. Se equivoca al decir que juega con jugadores vascos y navarros. Juega con  jugadores vascos de cualquiera de los territorios vascos, incluidos los del Pays Basque (el País Vasco-Francés) o los nacidos en la diáspora. No debe equivocar el Sr. Setti los conceptos políticos con los culturales e históricos. Con independencia de la estructura política que hayan decidido tener, o se les haya impuesto,  los vascos de todo Euskal Herria (el País de los Vascos) son los que viven en la actual Comunidad Autónoma Vasca, Navarra, y Pays Basque.  La historia, las costumbres, la lengua, las tradiciones,… todo lo que crea una comunidad, están presentes a lo largo de ese territorio. Cierto que a los navarros no se les ha preguntado nunca si quieren crean una unidad política con el resto de los vascos. Tampoco se les preguntó hace ahora 500 años (en 1512) si querían perder su independencia tras ser invadidos por Castilla. No se les preguntó si querían ser divididos dejando parte de Navarra en Francia y parte en España. Ni se les ha preguntado sobre si quieren tener ese estructura política en España. Por el contrario, los vascos de la Comunidad Autónoma del País Vasco (CAPV), los catalanes de España (que también los hay en Francia), los gallegos a los andaluces, sí aprobaron su forma de autogobierno a través de un  referéndum. Curioso ¿Verdad?. Se equivoca el Sr. Setti al proyectar los posicionamientos políticos de un presidente o expresidente de un club de futbol, en el propio club y sus socios. Sería lo mismo que decir que si un presidente de un club de futbol español es un reconocido franquista, que los ha habido, el club defendía los postulados franquistas. Se equivoca el Sr. Setti cuando dice que  a la Copa del Rey, antes Copa del Generalísimo (en referencia al dictador que dirigió los destinos de España con mano de hierro por 40 años), los vascos y catalanes la llaman La Copa, por no nombrar al rey. Se llama así, de forma popular y en todo el Reino de España, desde hace muchos, pero muchos, años. Con respecto a la idea de poner banderas españolas en los uniformes de los clubs que juegan la final de La Copa. La pregunta debiera ser otra,  Debiera ser ¿Por qué ahora, de repente, se le ha ocurrido esa idea a la Federación? Nunca ha sido así y ahora de repente, lo han propuesto. ¿Cuál es el objetivo de esa petición? Y lo que es más importante ¿Por qué van a tener que plegarse los clubs a la ocurrencia de los dirigentes de dicha Federación?. Por último, le pediríamos al Sr. Setti que fuese más comedido en el uso de calificativos. Los nacionalistas vascos, o los catalanes, no defiende con tenacidad desmedida y apasionamiento creencias u opiniones, sobre todo religiosas o políticas. (definición de fanático según la RAE). La gran mayoría (siempre hay extremos inaceptables en cualqueir colectivo) puede que sí lo hagan con apasionamiento, pero eso no es la única condición para ser fanático, hace falta también que sea una defensa desmedida. Lo que hace el Sr. Setti es equivalente a calificar de fanáticos, a los seguidores de Bolivar o San Martín, a los independentistas norteamericanos, o incluso, a los que lucharon por la independencia de Brasil. La gran diferencia con todos estos nacionalistas, y no es poca, es que cuando usted venga a Euskadi tendremos sumo gusto en acompañarle (ésta es una invitación formal) a la sede de unos parlamentos en los que, desde hace al menos 1.000 años, los vascos se han gobernado a sí mismos . Unos parlamentos que fueros anulados, por la fuerza de las armas, más o menos al mismo tiempo en que Brasil conseguía si independencia, e incluso con posterioridad. En lo referente a si a muchos vascos, o catalanes no se sienten identificados con la bandera del Reino de España. La preocupación debiera ser ¿Cuáles son las causas de esa desafección?. Por cierto, esa una sensación muy similar a la de muchos españoles que tampoco se sienten identificados con la misma, que representa una forma de estructuración del Estado con la que no están de acuerdo, ya que ellos preferirían otra bandera para España, para la República de España ¿Son también ellos unos fanáticos?  Para acabar. Es usted muy libre de que le guste, o no, que haya nacionalistas no españolistas en el Reino de España. Dios nos libre de intentar prohibirle eso. Pero incluso no gustándole, por favor no confunda las cosas y, sobre todo, no confunda a sus lectores. (http://blog.aboutbc.info/2012/03/29/el-periodista-brasileno-ricardo-setti-vuelve-a-confundirse-al-calificar-de-fanaticos-a-muchos-vascos/)

AFORTUNATTA em 29 de março de 2012

Viva o Rei, Viva Espanha !!!!!

Reynaldo-BH em 29 de março de 2012

Setti, você tem uma visão privilegiada de como é ser catalão. Deste orgulho, que mescla uma xenofobia dirigida e de uma superlativa valorização da própria terra (em detrimento de outras partes da mesma Espanha). A Espanha é fascinante! Cataluña, mais ainda. Tom Jobim dizia que o "Rio de Janeiro não é para amadores..." A sorte dele é que nunca viveu na Espanha..

Titus Petronius em 28 de março de 2012

Setti, eu estava em Girona, vizinha de Barcelona, quando a Espanha conquistou a Eurocopa de 2008 e houve muita festa na cidade. Os catalães comemoraram porque a base da seleção espanhola era, e é, o time do Barça. Ao felicitar uma amiga catalã pela conquista espanhola da Copa de 2010, ela ficou braba e disse que o título era da Catalunha e não da Espanha. Conheço bem a terra de Casillas (provocação) por ser um entusiasta do Caminho de Santiago, onde se encontram espanhóis de todas as regiões do país. Convivendo com eles, aprendi uma coisa: não há espanhóis na Espanha; são bascos, galegos, catalães, andaluzes, madrilenos...

Luiz Pereira em 28 de março de 2012

Setti, boa noite, Será que os fanáticos chegaram a ponto de torcer contra a Espanha na Copa do Mundo? abs Sim, eu estava aqui e vi e ouvi. Quando a seleção da Espanha joga e, eventualmente, toma um gol, é normal ouvir-se rojões em Barcelona. Idem em Bilbao e outras cidades do País Basco. Mas na verdade na Copa de 2010 muitos catalães que temem dizer publicamente algo em favor da Espanha, não usam bandeiras nem nada acabaram "soltando a franga" e houve grande comemoração, gente com bandeiras do país pela janela dos carros, festa, pessoas se atirando em fontes luminosas, foguetório etc. Não se deve esquecer que centenas de milhares, talvez milhões, de catalães são descendentes de imigrantes ou de espanhóis vindos da Andaluzia, de Murcia e de outras regiões do país. A maioria deles, pelo que vejo, não tem esse tipo de nacionalismo catalão. Já conheci vários catalães nascidos aqui que torcem para o arquirrival do Barça, o Real Madrid. Abração

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