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Leopoldo López, ex-prefeito de Caracas e opositor da ditadura Chávez, é recebido por Sarney (Foto: Agência Senado)

Amigos, chega a ser levemente hilariante a matéria abaixo, da Agência Senado.

O presidente do Senado, José Sarney, recebe um representante da oposição à ditadura do coronel Hugo Chavez na Venezuela, que pretende concorrer às eleições presidenciais do ano que vem, lhe relata abusos — inclusive ocorridos com ele próprio –, fala de direitos humanos e de um projeto de democracia em seu país. O visitante não é um qualquer — foi por oito anos um popularíssimo prefeito, eleito, de Caracas, a capital venezuelana — e está visivelmente em peregrinação por apoio no Brasil à melhoria das condições democráticas de seu país.

A audiência dura meia hora, 40 minutos.

Depois disso, a Agência Senado, com seu tradicional texto chocho e pouco informativo, relata que, de tudo o que poderia dizer em favor da democracia, dos direitos humanos e das liberdades púlbicas no país vizinho — Sarney não é governante, não se trataria de nenhuma mancada diplomática expressar sua opinião –, o presidente do Senado faz uma única, curta e absolutamente transcendental declaração, dizendo-se a favor “da integração político-econômica dos países latino-americanos”.

Se López esperava algum apoio à ideia de democracia na Venezuela, saiu com uma mão na frente e outra atrás.

Leiam vocês mesmos sobre a forcinha que Sarney deu à democracia Venezuelana:

Da Agência Senado

O presidente do Senado, José Sarney, recebeu, nesta quinta-feira (6), o coordenador nacional do Partido Voluntad Popular da Venezuela, Leopoldo López, que apresentou as propostas da oposição venezuelana para as eleições presidenciais marcadas para outubro de 2012 naquele país.

– Esperamos inaugurar uma nova etapa na Venezuela em 2012. Para nós, é muito importante que outros países conheçam as alternativas políticas apresentadas ao povo venezuelano – afirmou López, que é opositor do presidente Hugo Chávez.

López, que já anunciou sua pré-candidatura às eleições primárias à Presidência de seu país, previstas para fevereiro, defendeu a integração de Brasil e Venezuela não só na área econômica, mas também no plano democrático.

– O Brasil tem que saber que nossa intenção é construir, pela via eleitoral, uma plataforma de governo legítima, que permita à Venezuela avançar – acrescentou.

Segundo Lópes, Sarney defendeu a integração político-econômica dos países da América Latina.

Críticas

López criticou o desrespeito aos direitos humanos e políticos na Venezuela. Ele foi prefeito de Caracas e teve os direitos políticos cassados, segundo disse, por perseguição do governo Chávez.

– Fui sacado do quadro político de meu país, assim como acontecia no Brasil na época da ditadura militar. Recorri à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que sentenciou a meu favor, obrigando o Estado venezuelano a permitir que eu participe de um processo eleitoral. Por isso é importante que um país democrático como o Brasil conheça o que está acontecendo na Venezuela – explicou.

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