A venda do fantástico site de opinião e notícia The Huffington Post para o colosso da internet America On Line (AOL) me provocou, entre várias, duas reações principais:

1. Alguma preocupação com a possibilidade de, fazendo parte de uma enorme engrenagem, mais conservadora por sua própria natureza, o Huffington perca algo do gás que o tornou não apenas um ponto de referência para a informação exclusiva e de alta qualidade, mas sobretudo seu papel de ponta-de-lança da inteligência liberal na mídia americana ao debater os grandes problemas dos Estados Unidos e do mundo.

Felizmente sua ex-dona e idealizadora, Arianna Huffington – jornalista brilhante, nascida na Grécia e educada em parte na Grã-Bretanha – continuará à frente do portal.

2. Satisfação, como jornalista, ao ver o valor da commodity informação: sem gigantesca sede, sem colossais instalações ou espalhafatosa parafernália tecnológica, o Huffington foi vendido por sonoros 315 milhões de dólares exclusivamente pela excelência de seu conteúdo, produzido pelos cérebros de primeira que Ariana juntou.

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1 comentário

Marco em 09 de fevereiro de 2011

Caro R. Setti: Nota 7 ! Abs.

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