Veterano militante de direitos humanos alerta para importância de julgamento que o Supremo fará nesta quinta-feira

A estátua da Justiça, defronte à sede do Supremo: segundo o Movimento de Justiça e Direitos Humanos, o julgamento de quinta-feira poderá ter “sete graves consequências” 

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos de Porto Alegre, presidido pelo veterano e incansável militante dos direitos humanos Jair Krischke, está promovendo uma convocação para um ato público nesta quinta-feira, dia 12, às 13h30, defronte ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília, porque estariam em jogo “sete graves decisões sobre a verdade e a ditadura”.

Segundo documento distribuído pelo Movimento, o Supremo nessa quinta “a ação da OAB sobre o cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA no caso Araguaia. Na mesma ação decidirão se os crimes de desaparecimentos políticos estão abrigados pela lei de anistia e ficarão impunes”.

Diz o documento que “este julgamento tem caráter definitivo e, caso indeferido, NUNCA MAIS nenhuma ação judicial poderá ser aberta no Brasil sobre os crimes da ditadura! Teremos pelo menos SETE GRAVES CONSEQUÊNCIAS para todo o povo brasileiro:

1) O Ministério Público Federal ficará impedido de abrir ações de investigação sobre os crimes da ditadura no Brasil;

2) O Direito à Verdade ficará prejudicado, pois sua efetividade depende da complementaridade entre as ações dos tribunais e da Comissão da Verdade, como a experiência internacional demonstra;

3) Caso os militares convocados pela Comissão da Verdade fiquem em silêncio, não poderão ser convocados pela Justiça;

4) O Brasil se tornará o paraíso oficial dos ditadores e torturadores do mundo, pois nossa legislação os protegerá da extradição por crimes que não admitem punição pela lei brasileira;

5) Teremos uma democracia incompleta, pois se reconhecerá que acordos políticos firmados pelos generais há mais de 30 anos restrinjam ainda hoje os direitos humanos dos brasileiros;

6) O Sistema Internacional de Proteção aos Direitos Humanos será enfraquecido e seremos o único país do continente que não cumprirá a determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA de anular as leis de anistia das ditaduras;

7) Mais uma vez, em nossa história, os criminosos ganharão a impunidade. ”

Jair Krischke: segundo o senador Simon, salvou duas mil vidas durante as ditaduras do Cone Sul (Foto sul21/Daniel de Andrade Simões)

Krischke obteve a Comenda dos Direitos Humanos Dom Helder Câmara do Senado Federal no ano passado, por proposta do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Na justificativa para a concessão da comenda, disse Simon, a certa altura:

“Nascido em 15 de outubro de 1938, na capital gaúcha, Jair Krischke tornou-se conhecido nacionalmente e no exterior pelas suas ações como principal dirigente daquele movimento, fundado em 25 de março de 1979. Sociedade civil, apartidária, sem fins lucrativos – transformou-se numa fronteira clara entre a vida e a morte, entre o cárcere e a liberdade.

“Com determinação e coragem, o MJDH salvou da tortura, do desaparecimento e do extermínio cerca de duas mil pessoas perseguidas durante os anos de chumbo das décadas de 1960 a 1980, quando regimes militares sufocaram de forma implacável a democracia nos países do Cone Sul do Continente: Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai e Bolívia, além do próprio Brasil.”

Segundo Krischke, em seu documento de convocação, “o Judiciário brasileiro no passado cumpriu um vergonhoso papel ao promover a criminalizarão dos que se opunham à ditadura, segundo a Doutrina e a Lei de Segurança Nacional. O Judiciário aderiu à ‘legalidade autoritária’ do regime militar, negou o habeas corpus, condenou opositores a prisões que eram verdadeiros centros de tortura e morte.

“O Congresso Nacional aprovou a lei da Comissão da Verdade.

“O Poder Executivo tem promovido reparação e as políticas de memória.

“É a hora de o Poder Judiciário sair dos palácios de mármore, ouvir o povo e os jovens e respeitar o Direito à Verdade e à Justiça!

“Não à impunidade dos torturadores da ditadura militar!

“Pela punição aos crimes de lesa-humanidade, imprescritíveis!

“Pela abertura das ações criminais pelo Ministério Público!”

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53 Comentários

  • Paulo Toshiharu Watanabe

    Será que no “supremo”existe algum HONESTO?

  • RONALDE

    Não àimpunidade dos terroristas,comunistas,assassinos que em nome cdocombate à ditadura,mataram para atingir oobjetivo dde implantar a ditadura comunista no Brasil. Hoje,graças à democracia, estão encastelados no poder, ainda com o objetivo de instalar o PU – Partido Único – o partido da canalha petista.

  • Luiz Antonio Resende

    O que esse senhor,defensor dos direitos humanos,tem a dizer a respeito do assassinato de mais de cem pessoas pela esquerda armada,revolucionária,que lutava contra uma ditadura militar para implantar uma ditadura comunista modelo cubano,formatada pelos homicidas irmãos Castro e o famigerado Ernesto “Che” Guevara?

  • wagner

    Se Deus quiser o STF enterrará de vez o sonho desses terroristas hipócritas. É bom manter um assassino a solta como Cesari Batista, não é, pessoal de esquerda??? Engulam essa agora! Isso é DEMOCRACIA! Respeito às leis. O que o STF decidir, tá decidido.

  • rosa do luxembourg( o jardim)

    Mas qual foi o argumento mesmo utilizado para dar asilo politico ao assassino Cesare Battisti?

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo Setti:
    Obrigado,obrigado e obrigado a cada ajuda a causa dos Direitos Humanos mais o admiro e respeito.
    O livro Senta a Pua em suas mãos foi oferecido com grande alegria e com total justiça.
    Senta a Pua,Brasil!
    Pedro Luiz

    Caro Pedro,

    Deixei de lhe dizer na oportunidade, mas digo agora: a dedicatória do grande Brigadeiro naquele magnífico livro — que infelizmente, na correria de embarcar para BCN, deixei em SP — é uma condecoração para mim.

    Pensei em encaderná-lo, como faço com livros especialmente significativos, mas a edição é tão boa, a capa de tão boa qualidde que não vai ser preciso.

    Um abração do democrata

    Setti

  • Daniel Lopes

    Ok… acho que qualquer pessoa de bom sendo e boa índole concorda que os crimes de tortura não podem passar impunes, mas por que esse pessoal de defesa dos direitos humanos nunca quer defender também os direitos dos humanos mortos pelos ditos movimentos revolucionários?
    Movimentos esses que diziam estar combatendo a ditadura, mas que pretendiam mesmo era substituir a ditadura militar por uma ditadura de esquerda e, sendo incompetente inclusive para conseguir isso, acabaram se tornando assaltantes, terroristas e ladrões de armas que atuavam apenas para manter a vida dos “quadros” na clandestinidade.

  • Maurício.

    Pra que mentir, Jair?

    1) O Ministério Público Federal ficará impedido de abrir ações de investigação sobre os crimes da ditadura no Brasil.
    > E contra os crimes dos terroristas – Dilma inclusa – também. E que ótimo, afinal, é isso que a Lei – isso mesmo, Lei – da Anistia – acordada entre os militares e a oposição – determina. E que assim seja. Ou que a esquerda terrorista, agora no poder, mude a Lei. Mas na força não dá, né, Jair?

    2) O Direito à Verdade ficará prejudicado, pois sua efetividade depende da complementaridade entre as ações dos tribunais e da Comissão da Verdade, como a experiência internacional demonstra;
    > Experiência internacional da onde? Cuba? Venezuela? Equador? Bolívia? Argentina?

    3) Caso os militares convocados pela Comissão da Verdade fiquem em silêncio, não poderão ser convocados pela Justiça;
    > E também os terroristas – como a nossa presidente Dilma – também poderão se calar. E é isso que prega a Lei, que tem que ser cumprida.

    4) O Brasil se tornará o paraíso oficial dos ditadores e torturadores do mundo, pois nossa legislação os protegerá da extradição por crimes que não admitem punição pela lei brasileira;
    >Mentira da grossa. Não tem relação alguma com o assunto. Tanto que um terrorista de esquerda notório como Cesari Battisti, anda solto por aí.

    5) Teremos uma democracia incompleta, pois se reconhecerá que acordos políticos firmados pelos generais há mais de 30 anos restrinjam ainda hoje os direitos humanos dos brasileiros
    > A Lei – é bom sempre lembrar que é uma Lei – foi amplamente aprovada pela sociedade. É feio mentir, Jair. Feio mesmo.

    6) O Sistema Internacional de Proteção aos Direitos Humanos será enfraquecido e seremos o único país do continente que não cumprirá a determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA de anular as leis de anistia das ditaduras
    > Jair, já ouviu falar em Cuba? Já foi até Cuba?

    7) Mais uma vez, em nossa história, os criminosos ganharão a impunidade.
    > Anistia não significa perdão. E o Jair sabe a diferença. Só quer fingir que não sabe. Feio, hein, Jair?

  • Maurício

    Interessante. O site da ONG do Sr. Jair Krischke foi desenvolvido pela Procempa, da Prefeitura de Porto Alegre, cujo o prefeito é do PT. Além de uso indevido de dinheiro público – já virou farra mesmo – mostra a ligação deste senhor e desta ONG com um partido político. Precisa explicar algo mais?

  • Tico tico

    Prato cheio para uma análise item por item por Olavo de Carvalho. Estamos caminhando a passos largos para a ditadura comunista no Brasil, e aí veremos o que é desrespeito aos apregoados direitos humanos. Porque os vermelhos não usam o termo direitos individuais humanos?

  • marco

    Pensei em escrever, mas ao ler o Maurício (23:38) vi não ser necessário: ele já disse tudo o que eu gostaria. Em tempo: que tal o Jair contra-argumentar, cada um dos itens? Essa do “Brasil tornar-se paraíso de ditadores…” foi “prá matar o guarda” como se diz lá no Rio Grande (calma: não é incitação á violência, o Jair sabe), quando ouvimos uma lorota das grandes.

  • Reynaldo-BH

    Setti,
    o Judiciário não deveria estar sujeito – ou afeito – a pressões sejam estas quais forem.
    O ministro Joaquim Barbosa – a quem admiro – uma vez fez referência a “voz das ruas” em um julgamento.
    Juiz não deve ouvir vozes que não sejam as manifestas nos autos.
    Acima de qualquer decisão está a defesa da legalidade, que é o que nos (a todos) deveria proteger.
    Está se tornando comum e aceitável, manifestações públicas junto ao STF. Seja pedindo a libertação de Battisti, seja pela Lei de Ficha Limpa, ou contra as cotas raciais, ou ainda contra a interrupção de gravidez de fetos anencéfalos. Misturei diversos assuntos e temas de modo proposital.
    Para que não vejam neste meu comentário nenhuma posição contra ou a favor do que será julgado.
    E será julgado. O que me angustia é a inação de Lewandowsky em NÃO JULGAR! Em protelar a REVISÃO da quadrilha do mensalão.
    O julgamento em pauta vai cumprir o rito legal necessário.
    A OAB como parte interessada estará na tribuna. Idem os movimentos de defesa da sociedade e contra a ditadura.
    Os que enxergam a anistia como ato jurídico perfeito – portanto imune a novas interpretações jurídicas em nome da garantia jurisdicional – também usarão da tribuna.
    E onze juízes DEVEM ser isentos de pressões para decidir – dentro da lei, observando a Constituição (este é o papel do STF).
    Qual o papel da manifestação ou do ato público? Interferir no julgamento? Pressionar juízes? Exigir uma decisão que seja adequada, aos olhos dos que se manifestam?
    O STF transformou-se em casa de votação? Em Parlamento? Em instituição republicana afeita a pressões externas? decidirá ouvindo as ruas ou avaliando o escopo legal e os autos?
    DE NOVO: sequer entro no mérito da questão. É assunto longo em que fico dividido entre a vontade política e o respeito (que me exigo) às leis e ao estado de direito.
    O que não é normal – sob qualquer ótica – é a existência de manifestações que visam pressionar (por melhor das intenções que tenha!) a decisão que DEVE SER soberana, em nome da democracia. Emanada do poder judiciário, que só assim tem razões para existir.
    Não admito que no julgamento do mensalão, qualquer grupo (a favor ou contra) monte manifestações na porta da Suprema Corte. É até ofensivo.
    Que se faça manifestações nas praças e outro locais. Mas não NO DIA e LOCAL onde JUÍZES decidem – com o direito que o estado democrático de direito outorgou a cada um deles e a todos – questões jurídicas.
    Não concordo com diversas decisões do STF. A de Cesare Battisti é uma delas. O que já tive oportunidade de ler na imprensa especializada européia (infelizmente ignorada no Brasil) é frontalmente contrário às argumentações nascidas de Tarso Genro e Greenhalg ( mesmo que buscava um álibi para o Sombra!).
    Posso discordar. Mas respeito.
    Acho que – não importa a tese e a justeza da mesma – quando o Judiciário passar a decidir através de pressões, a porteira estará aberta!
    No mais, SÓ uma correção ao mestre Jair Krischke, herói brasileiro a quem devemos inúmeras vidas poupadas na ditadura pela coragem de sua atuação.
    A OEA não DETERMINA nada, juridicamente falando. E nem politicamente. A mesma OEA que é ignorada pela Venezuela (que considera a OEA um “adendo” dos USA) não tem poder legal (nem atribuição) para DETERMINAR comportamentos de qualquer dos integrantes. Seja este o Brasil, Cuba, Guatemala ou Bolívia.
    Isso é preceito básico de independência.
    A mesma OEA que “exigiu” a interrupção das hidroelétricas do norte do Brasil (fato que fez a presidente Dilma chamar o embaixador de volta ao país) não “determina” nada que esteja no foro específico da competência interna de cada país.
    Aliás, caso houvesse uma posição CONJUNTA e oficial da OEA, deveria ser votada em Assembléia. E o Brasil teria que se manifestar.
    Insisto, terminando: antes de qualquer ação, creio que devemos lutar (com todas as forças) pela independência do Judiciário. Sem ele, temos o gigantismo de um Poder Executivo que tende a não conhecer seus próprios limites.
    Um abraço.

  • J.B.CRUZ

    É preciso lembrar aos mais jovens, que os ventos democráticos começou em meados de 1.978 com a ABERTURA DEMOCRÁTICA. O grande mentor foi o General ERNESTO GEISEL..Em 1.979,já no governo do GENERAL JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FIGUEIREDO, foi negociada e dialogada(entre as duas partes) a ANISTIA,AMPLA GERAL E IRRESTRITA,que veio como bálsamo, não para cicatrizar as feridas,mas, para aliviar as dores de quem perdeu seus entes queridos,dos 2 lados…Reviver o passado é sofrer 2 vezes..

  • Gamal

    A verdade é mesmo incômoda.
    Há quem fuja dela como o demo da cruz, sem pudor algum e sob a mais engenhosa argumentação.
    Montaigne dizia no Ensaio sobre a Honestidade que “há coisas que um homem de bem não faz, nem em defesa do rei, nem em defesa da ordem, nem em defesa da lei”.
    A ordem da legalidade da ditadura é uma delas.
    A ordem da legalidade revolucionária também.
    Os “corajosos” de ambos os lados deveriam manter a “coerência ideológica” que justificavam suas ações.
    Ninguém deveria se esconder atrás do manto da impunidade, sob quaisquer pretextos.
    Dom Cláudio Hummes, Fernando Henrique Cardoso, Dalmo Dallari, José Gregori seriam alguns dos nomes para a Comissão da Verdade.
    E o Supremo tem às mãos uma oportunidade de permitir à nação brasileira conhecer melhor o que foram os anos de arbítrio quando rasgaram a Constituição de 1946, a partir do golpe parlamentar iniciado pelo senador Auro de Moura Andrade, ao declarar vaga a presidência da República, quando o presidente eleito encontrava-se em lugar sabido, na cidade de Porto Alegre, ao lado do comandante do III Exército, o general 4 estrelas Ladário Teles, que se ofereceu para resistir à quartelada golpista.
    O Supremo, entretanto, deverá seguir a tese de Eros Grau, ex-ministro, que decidiu por uma pá de cal no passado, mesmo tendo sido ele próprio vítima dos anos de chumbo.
    Parece que o ditado romano ainda tem vigência ampla, geral e irrestrita no Brasil: “Vae Victis”.
    De todo modo, meus parabéns Setti, pelo viço democrático que exsurge, permanentemente, do seu blog.
    Vida longa, Setti!

    Obrigado, Gamal. Vida longa pra você também!
    Abraços

  • Felipe Lima

    Este senhor Jair defende é bandidos, nunca vi ele defendendo pessoas que foram assaltadas ou mortas por criminosos. Todo mundo aqui de Porto Alegre conhece essa figura, a maioria do que ele fala são lorotas pra boi dormir…
    Quem não é de Porto Alegre pode até se enganar com essa figura, mas os daqui já sabem aonde pisam !

  • Ismael

    Em minha modesta opinião, e eu participei ativamente do movimento estudantil entre 1978 e 1983, deveriam também ser condenados TODOS os colaboracionistas da ditadura. Aqueles muitos que deram suporte político e financeiro, inclusive, para a repressão. Então vamos condenar à prisão, mais que merecida, pessoas como José Sarney, Delfin Neto, Paulo Maluf, os empresários envolvidos na operação OBAN?
    Já deu pra perceber a ironia de que quase todos esses patriotas são hoje aliados do governo de esquerda do nosso infeliz país. Um governo, diga-se, pródigo em solapar as instituições pela desmoralização no mascaramento da corrupção. Também pródigo em defender nos orgnismos internacionais outras ditaduras mutio mais assassinas que a que tivemos e em abrigar assassinos como Césare Batista. Se vamos resgatar o passado, devemos antes de tudo preservar o futuro. Poupo-me dos argumentos legais, já dados em abundância pelos demais comentaristas contrários à revisão da Lei de Anistia.

  • Mauro de Curitiba

    Bem, se o Brasil vai ser o paraíso oficial de ditadores e torturadores do mundo, eu não sei, mas posso dar duas pistas:
    1) ao abrigar o criminoso Battisti, o Brasil já se tornou o paraíso de terroristas do mundo;
    2) ao demonstar seu apreço pelos ditadores comunistas e/ou socialistas, como Castro e Chavez, ou ao devolver a Cuba os atletas que pediram asilo aqui, o Brasil, sim dá um passo para se tornar o paraíso de ditadores do mundo da esquerda totalitária.
    Esse cidadão é daquele tipo que só quer direitos para um dos lados da contenda. É só mais um militante de esquerda.
    Aposto que defende o direitos humanos dos bandidos e está se lixando para o das vítimas.

  • silas

    07 consequências graves…Bastante tendenciosas as supostas consequências, principalmente aquela em que afirma que o Brasil “se tornará o paraíso oficial dos torturadores”. Por qual motivo falta honestidade intelectual em tantos pseudo-defensores dos direitos humanos? Este Jair tem muita fama e pouca consistência.

  • rosa do luxembourg( o jardim)

    O Brasil não precisa da comissão da verdade. O Brasil precisa de médicos, cientistas, professores, advogados e HISTORIADORES.
    Todos bem pagos e vivendo com dignidade.
    Não precisamos escrever a história sob a ótica de um partido. A lei da anistia existe e para ambos os lados da luta.
    Chega de cubanização neste país.
    Estamos fartos de pseudo esquerdistas, cujo único propósito claríssimo tem sido desde o inicio o enriquecimento pessoal, de seus familiares e apaniguados.
    Chega ! Basta!

  • A. Soares

    Fora de contesto, tendenciosos e superficiais os argumentos do Sr Jair, esse defensor dos direitos humanos.
    Só acho que ele está com a razão quando diz:
    “7) Mais uma vez, em nossa história, os criminosos ganharão a impunidade.”
    Inclusive criminosos internacionais!!!
    DEMOCRACIA: ANISTIA,AMPLA GERAL E IRRESTRITA, Para Todos!

  • Mari Labbate *44 Milhões*

    OS CRIMES DE DESAPARECIMENTOS POLÍTICOS ESTÃO ABRIGADOS PELA LEI DE ANISTIA! Esses comunistas, que tanto defendem os Direitos Humanos, ATACARAM afrontosamente o Estado, depredando a propriedade de um médico-legista, envolvido na Guerra contra o comunismo, no Brasil, em um civilizado bairro de São Paulo, e colaram, indevidamente, panfletos NOS POSTES das ruas adjacentes. INACEITÁVEL! Pecaram por desrespeitar propriedades privadas: a casa do médico, a rua e os postes. SÃO VÂNDALOS! E, nessa condição, entraram no Universo. Como houve confrontos e mortes DOS DOIS LADOS, OS DOIS LADOS ESTÃO ANISTIADOS! Devemos acudir os irmãos que estão vivos e esses “mortos” que já reencarnaram, nas próprias famílias, e continuam necessitando de ajuda. Senhor Jair Krischke: aprenda a ser justo, ouvindo AS VERDADES DOS DOIS LADOS! A vida ensinar-lhe-á que: quem levanta Energias-de-Fogo, Energias-de-Fogo recebe! Literalmente, eu não consigo pronunciar o nome da president”A” do Brasil, porque ela continua sendo uma guerrilheira, na conivência dessa “Caça às Bruxas”! Realmente, senhor KRISCHKE: “Não à impunidade dos torturadores da ditadura militar” e da ditadura-comunista, porque as torturas psicológicas são tão graves, quanto as físicas. Esse irmão auxiliará, espiritualmente, Cesare Battisti a não desrespeitar mais a outra Pátria-Mãe do Brasil: a Itália. Esse governo comunista-golpista está colocando em risco a PAZ NACIONAL E MUNDIAL! Defendamo-nos, queridos amigos. O grande beneficiário desse atual e forte Movimento VAI-VEM é o Povo Brasileiro, que está conquistando a sua Liberdade, a sua Democracia. GRAÇAS A DEUS! Amamos você, Democrata Setti! Grazie tanteee…

  • Claudio

    Sabe o que é engraçado Setti? este cidadão só defende a aplicação das penas aos militares> Não fala nada a respeito dos terroristas de esquerda que mataram , roubaram e tb torturam, sendo muitas de suas vítimas seus próprios ex-companheiros, que no jargão deles foram “justiçados”. Só queria ver se a ditadura de Cuba, venezuela e outras preferidas um dia caírem, e seus próceres fugirem para o Brasil, ele vai lutar pelas suas punições. E vc, Setti, parace estar endossando o que ele alega. Não diz nem um”ai” contra. Achava que vc era menos parcial…..

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigos:
    ReynaldoBH,Ismael e Israel – como existir algum Poder sem pressão?O Estado é organizo para defender a sociedade e seus poderes independentes saõ para manter essa defesa do Estado dentro da democracia,dentro de justiça social para todos.
    Executivo,Legislativo e Judiciario independentes entre si é claro mas se dialogando,se ouvindo.
    Todos esses poderes prestam contam a um SER – O POVO e a eese POVO que devem estar sempre subordinados.
    Nenhum desses poderes tem LIBERDADE ABSOLUTA – todos também são submetidos a Lei e têm seus limites.
    A pressão popular é justa,legítima e até o Direito da Insurrerição é reconhcido como Direito Canônico e como um Direito Sagrado – “Se o tirano é MAL,o tiranocídio não é pecado” acho de São Tomás de Aquino.
    A Resistência Armada contra a Ditadura Civil Militar de 1964 é tão legítima quanta a Resistência não Armada,as duas foram responsáveis pela sua Queda e hoje a elas devemos nossa Democracia funcionando e aos poucos vencendo politicamente um Poder Concentrador de Renda e de Poder – conseguindo um Estado de Bem Estar Social – lentamente mas avançando.
    A literatura da Risitencia Armada,suas ações,seus feitos,suas derrotas é encontrada em todas as livrarias,entrevistas e NADA É ESCONDIDO – está tudo as claras – nada a esconder.
    Não existiu nenhum Aparelho de Tortura em qaulquer das organizações armadas,não existiu nenhum desparecido do lado da repressão e principalmente TODOS FORAM PUNIDOS.
    Do lado da Ditadura Civil Militar de 1964, o Terror de Estado foi a arma utilizada para manter seus longos 21/22 anos de existencia – a anistia de 1979,foi nos empurrada goela abaixo ainda dentro de um Estado Ditatorial,foi uma luta vencida pela sociedade e com seus resultados muito aquém da Justiça!
    O STF ao reconhecer parte da Anistia de 1979,apequenou-se se rendeu a Pressão dos Quartéis e essa pressão é legítima?a pressão pela Justiça de saber onde mataram,onde esconderam corpos,quem foram os autores,como fizeram,quem financiou e por fim como se tornou uma política de Estado?Isso que é Pressão Legítima – “O POVO DESARMADO merece o respeito das Forças Armadas e nunca esquecer que é esse POVO DESARMADO que devem inspirá-las nos momentos graves e decisivos e NUNCA ATENTANDO CONTRA A VIDA DE SEUS CONCIDADÃO.
    O soldado não conspira contra as INSTITUIÇÕES que JUIROU FIDELIDADE,se o fizer TRAI SUA PATRIA e PODE DESGRAÇAR A NAÇÂO” trecho da carta do meu avô Juiz de Direito – Bento Moreira Lima em 31 de março de 1939 ao meu pai recém ingresso na Eascola Militar de Realengo.
    Pressão da sociedade no Estado é dever de todos nós – somos nós o POVO o legítimo Estado e os Poderes do Estado ao refultarem pressões se tornam ilegítimos e ditatoriais.
    Infelizmente aos demais da lista – contra ódio e violência não existem argumentos e nem sabedorias apenas lembrar: a VERDADE SURGE e quando ela surgir a Impunidade tão reclamada em nosso Brasil começará a desaparecer.
    Tremei Poderes o POVO os COBRA!
    Abraços
    Pedro Luiz

  • LÉO MEDEIROS

    E SOBREOS CRIMES DE “JUSTIÇAMENTO”, DIGO ASSASSINATOS PRATICADOS PELOS GUERRILHEIROS?

  • Tuco

    .

    Quando alguém sem conhecimento técnico
    se arvora em questão eminentemente técnica,
    dá nisso: desinformação. Confusão obtusa
    mesmo.
    O que o STF deveria fazer, não faz: cuidar
    para que a Constituição não seja violada –
    ou por leis absurdas (quem fabrica salsichas
    são técnicos, já as leis são “fabricadas”,
    muitas vezes, por imbecis), ou por decisões
    que a ferem.
    Dizer que o STF hodierno é o retrato da melhor
    capacidade judicante é piada. De há muito
    tornou-se um braço (forte) do regime instalado.
    E nem precisaremos em vinte, trinta anos, recorrermos à História. Qualquer cidadão de bom
    senso sabe – e sofre por isso.
    Após a Anistia, tudo o que ocorreu antes deve
    ser tratado por apostilas, livros etc. e
    prestar-se a pesquisas. Tentar socorrer-se ou
    locupletar-se agora, é pura bobagem.
    Entendo as tentativas disto ou daquilo. Se um
    CBattisti foi acolhido com honras (esse ainda
    vai processar o Brasil e ganhar uma bolada,
    escrevam aí!), por que não será possível até
    desconstituir-se uma Anistia?
    Não devemos nos esquecer: aqui, em se plantando
    tudo dá!


    .

  • Reynaldo-BH

    Amigo Pedro,
    Sem ser professoral – falta-me competência para tanto – enxergo em suas ótimas observações algumas sutis alterações conceituais que fazem imensa diferença.
    A discussão dos ditos grupos de pressão existe há séculos. Desde Locke e Montesquieu. A doutrina política é pacífica quanto à aplicação da pressão popular – legítima – sobre o Estado. E aí aparece a primeira sutil diferença em suas argumentações.
    O Estado é uno e indivisível. O que ocorre nos estados democráticos é a separação dos poderes. Jamais a divisão do Estado. Esta separação é que garante até mesmo a indivisibilidade o Estado. “ A teoria da separação de poderes, foi concebida para assegurar a liberdade dos indivíduos….. quando na mesma pessoa ou no mesmo corpo de magistratura o poder legislativo está reunido ao poder executivo não há liberdade, pois que pode se esperar que esse monarca ou esse senado façam leis tirânicas para executá-las tiranicamente” (Dalmo Dallari).
    A pressão popular – na própria essência – visa influenciar decisões que emanadas de qualquer um dos poderes, lhe são objeto de interesse. Sejam estes quais forem. É legítimo que o povo exerça o poder de pressão para ver leis aprovadas e decisões gerais (de governo) justas e/ou adequadas aos desejos populares.
    Assim que estas pressões são transformadas em leis, a pressão deve deixar de ser exercida. Sob o risco de transformar a teoria dos pesos e contrapesos em uma balança desequilibrada.
    “A acumulação de todos os poderes, legislativos, executivos e judiciais, nas mesmas mãos, sejam estas de um, de poucos ou de muitos, hereditárias, autonomeadas ou eletivas, poder-se dizer com exatidão que constitui a própria definição de tirania” (MADISON).
    O que se deseja com grupos de pressão que não – objetivamente – acumular poderes nas mesmas mãos, desprezando leis que já foram objeto de discussão social e até mesmo a legítima pressão? O que difere a pressão de uma causa justa de outra, que só é justa aos olhos de alguns? Até onde vai o poder de alterar o que – por definição e garantia de liberdade – deve ser refratário a pressões? Sejam estas populares e – pior, mais comum – de poderosos? O que separa a pressão popular da pressão de elites? Por que – na democracia – admitir um e não admitir outro?
    Quanto ao Direito à Insurreição, creio haver outro pequeno equívoco. A Insurreição em Direito Canônico (e mesmo no dito Direito Natural) traduz um conceito ontológico e filosófico, nunca político. Thomas de Aquino cita o tiranicídio em nome de uma imposição de Fé cristã. QNo Direito Positivista, ficou famosa a negativa pela extensão plena de conceitos, quando Benjamin Constant afirma: “O direito à insurreição não pertence a ninguém, ou então é de todos. Nenhuma classe pode fazer da insurreição um monopólio.”. É a própria negação (pela afirmação) do direito a se insurgir. Este argumento – que não uso – pode ser sacado pelos generais trogloditas para justificar a barbárie da reação. É o uso da dialética (tese, antítese e síntese) justificando a negação a partir da afirmação. Se é um direito de todos, é de ninguém.
    Quanto ao tiranicínio. Nascido na Idade Média, como alternativa ao poder feudal, está em desuso naqui8lo que se chama de civilização moderna. Os exemplos de Mussolini e a amante Clareta, pendurados e cabeça para baixo na praça de Milão foi só considerado um ato de horror. Idem, Nicolau Ceaucescu e Elena pendurados em postes. E hoje – infelizmente – Saddam exibido em uma execução com o pescoço partido no enforcamento. Kahadaffi mostrado como animal abatido.
    Eram TODOS assassinos cruéis e sanguinários. Lixo da história. Submetidos ao extremo do tiranicídio. Não me parecem exemplos construtivos. Social e politicamente falando.
    A história da luta armada – na literatura – conhece dois lados. A escrita pelos militares (vencedores de então) e pelos combatentes de esquerda (vencedores de hoje). E – como acontece – os vencedores escrevem a história a seu próprio modo.
    Pretender ter uma ou outra versão como a verdadeira não é o caminho dos historiadores. Ninguém duvida (e nem poderia) da brutalidade, ferocidade e selvageria praticada pelos militares. Da ofensa ao estado de direito. Da supressão das liberdades primárias. Dos homicídios. Da censura ao pensamento. Da transformação de discordantes em inimigos. Da propaganda nazista do Brasil perfeito ou em processo acelerado de “primeiro mundismo”. Dos porões de tortura e tribunais de exceção.
    Poucos aceitam – indicar isto soa como ofensa e como apoio à barbárie – que a reação armada transformou uma ditadura política em uma ditadura sangrenta. Justifica? JAMAIS. Haveria outro caminho? Sim, como a resistência desarmada demonstrou. Não havia porões de tortura na resistência, mas houve execuções sumárias (até de companheiros) em que o executor também era o promotor e juiz. Esconder estes fatos ajuda à construção de uma nação? A Alemanha tem que ignorar que o próprio povo alemão, na Segunda Guerra, apoiava o nazismo? Isto diminui o valor desta nação? Ou enfrentar os equívocos faz parte do processo? Devemos ocultar que na França existiram colaboracionistas? E que partisans adotaram práticas de terror contra populações civis, mesmo que movidos por um desejo de libertação mais que justificável?
    É difícil que me entenda. Não pelo sua capacidade – sem ironia alguma – de entendimento. Você é culto e inteligente. A dificuldade se dá pelo próprio tema. Não desejo que a história seja escrita como foi – em momentos importantes do Brasil – escrita pelos vencedores. A Guerra do Paraguai precisa ser recontada. A incorporação do Acre ao Brasil, idem (é falsa a ideia que “roubamos” o Acre de pobres índios bolivianos). A Revolução de 32 precisa ser contada nas motivações reais. O Golpe de 1964 precisa ser analisado com a precisão dos historiadores. Por mais que isto cause dores em que se julga, hoje, proprietário de uma atuação sem erros ou equívocos. Nada na vida/história é assim. É preciso estar atento ao perigo da história única. Ela nunca existiu.
    Outro ponto é o meu “excesso de legalismo”, como já fui chamado por aqui.
    Legalismo é como gravidez. Não comporta excesso. Ou é ou não é. Não existe “mais ou menos” legal ou “mais ou menos” aderente ao estado de direito.
    Concordando com você; “Pressão da sociedade no Estado é DEVER de todos nós.” Isto é o que tenho tentando fazer sempre. Mesmos nos dias atuais. Mesmo que quando a exerço, seja acusado de “direitista raivoso” ou algo na mesma linha. Ou alinhado às “elites” insensíveis, etc.etc.
    Só não me permito, em nome DA SEPARAÇÃO DE PODERES do Estado uno, pressionar o Judiciário. Seria um atalho para transformar tribunais em “templos de dúvidas e vacilações” (Heleno Fragoso).
    Abraços.

  • Corinthians

    Setti,
    Desculpe-me, mas isso é um absurdo, para não dizer ridículo – juro que parece algo feito sob medida para levar o país para o atraso, além é claro de um desvio aí nas conseqüências propriamente ditas:

    1) O MP hoje já não pode abrir processos. A Lei de Anistia não permite. Assim como não se abrem processos contra os terroristas de esquerda, que matou e torturou também e mesmo em uma contagem “progressista” seus mortos são de pelo menos mais de 120 (ou mais de 1/4 dos mortos e torturados pela ditadura – o que é claro não exime ninguém de culpa).
    2) O direito à verdade já está prejudicado a partir do momento em que o estado, com seu partidarismo (aliás no lulopetismo o partidarismo está “como nunca antes neste país”), assume ele a responsabilidade de dar uma versão “oficial”. Não faltam exemplos para isso – o que Castro fez em Cuba, o que estão fazendo na Argentina, e o piro de todos os casos, o que Stálin fez na URSS, chegando a apagar adversários e não simpatizantes das fotos (um photoshop manual), além de mudar o texto da história. A verdadeira história vem pelos historiadores, e não pelo estado. Além disso dizer que a verdadeira história só vem se complementada pelas ações nos tribunais é ilógico, além é claro de desconsiderar a experiência internacional, principalmente da África do Sul, o maior de todos os exemplos, em um regime muito pior que envolvia ainda o racismo oficial – pelo contrário, lá manteve-se a Lei de Anistia.
    3) É a repetição do item 1… a Lei de Anistia é soberana, mesmo que o grupo hoje no poder não goste. Quem quer a verdade de fato não está se importando com isso, isso é revanchismo.
    4) Isso é uma falácia. Isso só seria verdade caso estes distadores e torturadores se o presidente se mostrar irresponsável como no caso Battisti. A Lei de Anistia não cobre o período atual e não cobre agentes estrangeiros. Vale lembrar que justamente para proteger grupos que praticam o terrorismo mas são adorados pela esquerda cega (como o MST) não temos uma lei para coibir o terrorismo – isso sim é preocupante. Ainda mais quando temos um presidente que flerta com ditadores e terroristas, como o Hamas, as FARC, Ahmadinejad… para mim, mais uma evidência que o que se quer é revanchismo, já que está se distorcendo os argumentos para que caibam na teoria.
    5) Democracia incompleta ? Democracia incompleta é quando alguns se julgam acima das leis. Este mesmo argumento então pode ser usado para ir contra a constituição de 24 anos atrás ? Democracia incompleta é não entender que anistia é “deixar pra trás”, superar o trauma que foi a ditadura, tanto para os militares quanto para os terroristas de esquerda, e principalmente para a população em geral. Exemplo internacional, mais uma vez, sigam a África do Sul, essa sim um exemplo de superação que mantém a sua anistia – e avança muito mais rápido que nós.
    6) O sistema internacional de nada vale, principalmente por que a OEA aceita ditaduras como Venezuela e Cuba. Além disso, mas o mais importante, é que o Brasil é um país soberano, e não deve se curvar a pressões internacionais. Dada esta situação, o Brasil seria um exemplo.
    7) Infelizmente a anistia é isso. Teremos criminosos – de ambos os lados – impunes. Teremos cúmplices e apoiadores de criminosos impunes. Teremos participantes de grupos criminosos impunes… alguns até receberão uma Bolsa Ditadura, outros terão o poder, outros serão presidente…
    Setti, foi você mesmo que escreveu isso ?

    Amigo Corinthians, sim, eu escrevi, reproduzindo quase textualmente o documento e as declarações de Jair Krichske. O texto deixa claro isso, imagino eu.

    É uma nota noticiosa, contendo as opiniões de Krichske, por quem, naturalmente, tenho grande respeito, embora possa discordar de ideias e iniciativas dele.

    Tenho profundo repúdio pela ditadura militar, por exemplo, mas acho que não se deve mexer na Lei de Anistia, opinião que já expressei no blog inúmeras vezes.

    Um abração e espero que tudo esteja bem com sua saúde.

  • J.B.CRUZ

    O certo é que não há VERDADE ABSOLUTA..cada um tem a sua…Mas, gostei das explanações do REINALDO BH. e do “trecho da carta do Avô do PEDRO MOREIRA LIMA..
    Me lembro de uma frase de JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA O MAIOR ESTADISTA QUE O BRASIL JÁ TEVE: “AGORA NÃO HÁ ESQUERDA,DIREITA OU CENTRO; SOU PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS”……….

  • Corinthians

    Ah, me desculpe, não entendi, acabei achando que as opiniões e conseqüências eram suas, por isso estranhei já que o post trata justamente de se desfazer da Lei de Anistia.
    Obrigado aliás por perguntar, está tudo bem sim, agora é só monitorar e marcar para tirar o port-o-cath.
    Também mando meus sinceros votos de saúde para você e sua família – espero que esteja tudo melhor e claro, melhorando.
    Abraços

    Obrigado, caro Corinthians. E folgo em saber que as coisas andam bem.
    Abração

  • TITO 2

    Este senhor só está falando asneira, da nojo ler o que está escrito.
    Os bandidos de estimação vão ser punidos??
    Vai procurar o que fazer Sr. Jair e não me inclua no seu povo.

  • relume romano

    Mas agora toda obra entalhada de uma vez quebram com machados e martelos.

  • patricia m.

    Da nojo mesmo o que esse descerebrado comunista falou, nao deu nem para ler o texto todo. Aposto que o sonho dele eh o comunismo chines ou o cubano, nao? E quem eh a OEA para alterar as nossas leis?

  • Rosaflor

    Eu sinceramente acho que não é essa comissão da verdade que fará de nosso país uma verdadeira Democracia, temos muito o que mudar em outros aspectos para atingir tal grau de civilidade.
    Acho que essas pessoas deviam gastar seu tempo e sua energia para fazer algo que realmente fosse bom para “todos os Brasileiros” e não apenas para um grupo que eles defendem ideológicamente.

  • Reynaldo-BH

    Ao Corinthias.
    Assino embaixo de seu comentário, pegando carona.
    A lucidez da análise impede a quem lê com atenção e desprovido de ideias pré-concebidas, a defesa cega de uma volta a um passado que o instrumento jurídico-político da anistia sepultou.
    Quanto ao port-o-cath, já usei. Ainda é uma solução menos invasiva, arriscada e dolorosa. Boa sorte e SAÚDE.
    Abraços!

  • Marco Balbi

    Cheguei atrasado. Você já conhece minhas opiniões à respeito do assunto. Espero que os ministros sepultem de vez o assunto, embora a Erundina conitinue tentando.

    Tenho grande respeito pela atuação de Jair Krischke, homem corajoso e digno, mas minha velha posição sobre a Lei de Anistia é que ela deve ser mantida.

    Um abração

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    ReynaldoBH:
    Não entendi – aprendi separações de poderes e outras coisas mais, sem duvida muito mais substancias que as minhas.
    Sou um sonhador de pés no chão – fico com meu pensamento e quando você assina embaixo todas as observações do amigo Corinthians(com todo respeito) estamos de lados completamente opostos,opostos mesmos!
    “A história da luta armada – na literatura – conhece dois lados. A escrita pelos militares (vencedores de então) e pelos combatentes de esquerda (vencedores de hoje). E – como acontece – os vencedores escrevem a história a seu próprio modo.”Essa afirmação para mim é absurda – a literatura da Luta Armada e Não Armada é ampla e irrestrita – Carlos Eugenio – o ultimo chefe politico da organização VARPALMARES se não me engano, depois da morte de Maringhella e Joaquim Toledo,assumiu a organização com 22/23 anos – contou em detalhes todos seus atos,seus erros,suas dores – estavam aqueles moços e moças perseguidos,massacrados num tunel de suspeitas e principalmente num Regime de Terror,esse sim que voce deve comparar a Saddan,Mussoline…Um agente do DOICODI dizia com orgulho “Somos a Guestapo brasileira!” – comparar ações de jovens,velhos armados ou não com os métodos do TERROR do GOLPE de 1964,COMO???
    Dizer que a história dos Militares,Civis e Financistas que apoiaram o TERROR da Ditadura Civil e Militar é conhecida(?) – por favor amigo ReynaldoBH conta para a gente,para mim e para todos!!!e fará um grande favor ao país – por uma questao de amizade,Aldo de Sá Brito(22 anos – cerebro esmagado pelo instrumento Coroa de Cristo), Maj Cerveira,sequestrado pela Operação Condor no Chile massacrado pelo DOI do Cel Ulstra e finalmente morto e desaparecido no DOI do Rio,sou amigo da familia – o jornalista Mario Alves tendo os intestinos puxados para fora por um cassetete com pregos no DOICODI(RJ) introduzido em seu ânus e ainda hoje desaparecido – peço iniciar por eles: Aldo estudou comigo e meu grande amigo,Maj Cerveira sou amigo da familia e Mario Alves, sua filha e neto, pessoas muito queridas minhas também.
    Pistolão é algo muito pouco ético mas no caso quebrarei a ética – dê preferência ao seu amigo – COMEÇA POR ELES?e finalmente “e pelos combatentes de esquerda (vencedores de hoje). E – como acontece – os vencedores escrevem a história a seu próprio modo.”Vencedores de quê,cara pálida???onde estão seus corpos?quem os torturaram,estruparam,cassaram,roubaram profissões e sonhos?mataram?desapareceram? e ainda lutam pelos seus DIREITOS ATÉ HOJE!chama isso de VITORIOSOS?
    Posso estar sendo duro com você mas você foi duro e continua sendo duro com as vítimas – com os RESPONSAVEIS pelos CRIMES CONTRA A LIBERDADE a LEI DITATORIAL DA ANISTIA DE 1979 os protejem?é legal? meu amigo ReynaldoBH em termos de LEGALIDADE nossos campos são opostos.
    É uma troca de idéias e conceitos – não o acuso de estar a favor da Ditadura,NUNCA!apenas seu conceito de direito e legalidade estão em lados opostos aos meus.
    Um abraço
    Pedro Luiz

  • IG Barros

    Curioso, como historiadores de araque que não viveram a época do ” golpe ” ( ou contra golpe) militar se arvoram no direito de fazer julgamentos olhando apenas a face da moeda que mais lhes apetece.
    Fui oficial da Polícia Militar ( ex- Força Pública) e servi durante dez anos ao Corpo de Bombeiros de São Paulo o que muito me honrou Além de cursar o Largo de São Francisco. Tudo isto durante os “anos de chumbo” ( ou de ouro). Minha missão : salvar pessoas, o que fiz, cumprindo meu dever, atendendo a eventos como o ANDRAUS E O JOELMA. Desfilei com honra e orgulho, como aluno da Academia do Barro Branco na posse do grande e inesquecível brasileiro, Mal. HUMBERTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO. Antes não tivesse presenciado os atos covardes de guerrilheiros e terroristas que ensanguentaram nosso solo com o sangue de inocentes Aliás nenhum comentário se faz a respeito, quer no artigo acima ( por sinal prenhe de mentiras), quer na mensagem abaixo ( da mesma forma cheia de inverdades). Os “historiadores” se limitam a defender de forma doentia a ideologia da revange da esquerda, ensandecida pela derrota. Os militares foram os monstros e “nós outros pobres almas imaculadas e desejosos de democracia as vítimas indefesas”. Ora senhores…é preciso relatar a verdade: nada mais que a verdade, com relação aos exageros de ambos os lados E ela exsurge de obras assinadas por autores imparciais e ilustradas por vasta documentação. Até mesmo JACOB GORANDER reconhece o vezo totalitário da guerrilha e dos terroristas “democratas”que infestaram o Brasil naquele período. À propósito, leia-se FERNANDO GABEIRA, WILIAMM WAACK, LENDRO NARLOCH (Mais Recentemente) . Convivi com todos os presidentes militares e acompanhei a morte estúpida de um soldado meu do C Bombeiros, pela VAR PALMARES ( que roubou a metralhadora INA do soldado sentinela da Escola de Bombeiros). Vi todos esses presidentes à morte, com dinheiro apenas para um enterro decente.
    De outro lado presencio hoje assomar no horizonte político, alguns dos mais perigosos ideólogos do proto comunismo amantes da cubanização do Brasil e da “bolsa ditadura”. Antigos Trotkystas e Bolcheviques do uisque envelhecido 20 anos ou dos vinhos Romanee Conti. Como posso respeitar articulistas parciais e facciosos. Eu prego a abertura de todos os arquivos do regime…Todos indistintamente. Veremos diante de uma análise fria e justa dos acontecimentos terríveis daquela época, quem iniciou a guerra suja e porque houve a reação ( até mesmo exagerada) dos “milicos” ( como rotulam as esquerdas)
    Aguardo ávidamente a abertura desses arquivos. Há muita gente que não tem o mesmo desejo.
    Inajá G Barros
    Cap PM RNR e PROCURADOR DE JUSTIÇA APOSENTADO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP

  • CORINTHIANS,
    Seus comentários sempre me lavam a alma!
    Que sua saúde esteja bem e que só melhore!

  • Corinthians

    Reynaldo-BH – 10/04/2012 às 18:30
    Obrigado pelos votos de saúde. É sempre bom recebê-los.
    Abaixo coloco a lista dos mortos/torturados pela esquerda terrorista, que pode ser encontrado neste link http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=8203&Itemid=246 por ser extremamente importante para este assunto.
    * Lembrando que os prejudicados pela esquerda terrorista não tem direito à indenização nem bolsa ditadura
    1 – 12/11/64 – Paulo Macena, Vigia – RJ
    Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto
    2 – 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
    Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.
    3 – 25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, Jornalista – PE
    Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Ver próximo nome.
    4 – 25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
    Morto no mesmo atentado citado no item 3. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil, teve a perna direita amputada.
    5 – 28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade – Cabo da PM, GO
    Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.
    6 – 24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) – fazendeiro – SP
    Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.
    7 – 15/12/67 – Osíris Motta Marcondes, bancário – SP
    Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.
    8 – 10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – Marinha Mercante – Rio Negro/AM
    No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.
    9 – 31/05/68 – Ailton de Oliveira, guarda Penitenciário – RJ
    O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani
    10 – 26/06/68- Mário Kozel Filho – Soldado do Exército – SP
    No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.
    11 – 27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – civil – RJ
    Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.
    12- 27/06/68 – Nelson de Barros – Sargento PM – RJ
    No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.
    13 – 01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – major do Exército Alemão – RJ
    Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.
    14 – 07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – Soldado PM – SP
    Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.
    15 – 20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery – Soldado PM – SP
    Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.
    16- 12/10/68 – Charles Rodney Chandler – Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
    Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver, na frente da sua mulher, Joan, e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).
    17 – 24/10/68 – Luiz Carlos Augusto – civil – RJ
    Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.
    18 – 25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ
    Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).
    19 – 07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP
    Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.
    20 – 07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida – dona de casa – Rio de Janeiro/RJ
    Uma bomba jogada por terroristas embaixo de uma viatura policia, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou Alzira, que passava pela rua
    21 – 11/01/69 – Edmundo Janot – Lavrador – Rio de Janeiro / RJ
    Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.
    22 – 29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria – Subinspetor de Polícia – BH/ MG
    23 – 29/01/69 – José Antunes Ferreira – guarda civil-BH/MG
    Policiais chegaram a um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo. Foram recebidos por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva , “Cesar’ ou “Miranda”, que mataram o subinspetor Cecildes Moreira da Silva (ver acima), que deixou viúva e oito filhos menores. Ferreira também morreu. Além do assassino, foram presos os seguintes terroristas: Afonso Celso L.Leite (Ciro), Mauricio Vieira de Castro (Carlos), Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida (Pedro), Jorge Raimundo Nahas (Clovis ou Ismael) e Maria José de Carvalho Nahas (Celia ou Marta). No interior do “aparelho”, foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3 revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.
    24 – 14/04/69 – Francisco Bento da Silva – motorista – SP
    Morto durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os seguintes terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto
    25 – 14/04/69 – Luiz Francisco da Silva – guarda bancário -SP
    Também Morto durante o assalto acima relatado.
    26 – 08/05/69 – José de Carvalho – Investigador de Polícia – SP
    Atingido com um tiro na boca durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini. Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.
    27 – 09/05/69 – Orlando Pinto da Silva – Guarda Civil – SP
    Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti. Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
    28 – 27/05/69 – Naul José Montovani – Soldado PM – SP
    Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP. Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbusier metralharam o soldado Naul José Montovani, que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo, que correu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.
    29 – 04/06/69 – Boaventura Rodrigues da Silva – Soldado PM – SP
    Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.
    30 – 22/06/69 – Guido Boné – soldado PM – SP
    Morto por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a rádio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.
    31 – 22/06/69 – Natalino Amaro Teixeira – Soldado PM – SP
    Morto por militantes da ALN na ação acima relatada.
    32 – 11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento – Motorista de táxi – RJ
    Morto a tiros quando conduzia, em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda. Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.
    33 – 24/07/69 – Aparecido dos Santos Oliveira – Soldado PM – SP
    O Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, foi assaltado por uma frente de grupos de esquerda. Foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
    – Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
    – Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;
    – Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
    Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado Oliveira. Já caído, ele recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.
    34 – 20/08/69 – José Santa Maria – Gerente de Banco – RJ
    Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente
    35 – 25/08/69 – Sulamita Campos Leite – dona de casa, PA
    Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles. Morta na casa dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência ,uma carga de explosivos escondida pelo terrorista
    36 – 31/08/69 – Mauro Celso Rodrigues – Soldado PM – MA
    Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.
    37 – 03/09/69 – José Getúlio Borba – Comerciário – SP
    Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros, o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa, e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia, o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.
    38 – 03/09/69 – João Guilherme de Brito – Soldado da Força Pública/SP
    Morto na ação acima narrada.
    39 – 20/09/69 – Samuel Pires – Cobrador de ônibus – SP
    Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.
    40 – 22/09/69 – Kurt Kriegel – Comerciante – Porto Alegre/RS
    Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.
    41 – 30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton – Agente da Polícia Federal – SP
    Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.
    42 – 04/10/69 – Euclídes de Paiva Cerqueira – Guarda particular – RJ
    Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães
    43 – 06/10/69 – Abelardo Rosa Lima – Soldado PM – SP
    Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag. Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique) , Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos. Organizações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).
    44 – 07/10/69 – Romildo Ottenio – Soldado PM – SP
    Morto quando tentava prender um terrorista.
    45 – 31/10/69 – Nilson José de Azevedo Lins- civil – PE
    Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar
    46 – 04/11/69 – Estela Borges Morato – Investigadora do DOPS – SP
    Morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighela.
    47 – 04/11/69 – Friederich Adolf Rohmann – Protético – SP
    Morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.
    48 – 14/11/69 – Orlando Girolo – Bancário – SP
    Morto por terroristas durante assalto ao Bradesco.
    49 – 17/11/69 – Joel Nunes – Subtenente PM – RJ
    Neste dia, o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião, foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.
    50 – 18/12/69 – Elias dos Santos – Soldado do Exército – RJ
    Havia um aparelho do PCBR na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou um tiro de pistola 45 contra Elias dos Santos
    51 – 17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino – Sargento PM – São Paulo / SP
    Morto a tiros por terroristas.
    52 – 20/02/70 – Antônio Aparecido Posso Nogueró – Sargento PM – São Paulo
    Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.
    53 – 11/03/70 – Newton de Oliveira Nascimento – Soldado PM – Rio de Janeiro
    No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ por uma patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e duas filhas menores, de quatro e dois anos.
    54 – 31/03/70 – Joaquim Melo – Investigador de Polícia – Pernambuco
    Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”
    55 – 02/05/70 – João Batista de Souza – Guarda de Segurança – SP
    Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), e mais Eduardo Leite (Bacuri), pela Resistência Democrática (REDE), assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.
    56 – 10/05/70 – Alberto Mendes Junior- 1º Tenente PM – SP
    Esta é uma das maiores expressões da covardia e da violência de que era capaz o terrorista Carlos Lamarca. No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por ele, estavam numa pick-up e pararam num posto de gasolina em Eldorado Paulista. Foram abordados por policiais e reagiram a bala, conseguindo fugir. Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha. Em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Por volta das 21h, houve o encontro com os terroristas, que estavam armados com fuzis FAL, enquanto os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos, e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando de urgentes socorros médicos. Julgando-se cercado, Mendes aceitou render-se desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.
    De madrugada, a pé e sozinho, Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e com os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade, foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas – Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega – desgarraram-se do grupo, e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando junto o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o tenente pararam para descansar. Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um “tribunal revolucionário”, que resolveu assassinar o Tenente Mendes. Os outros dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.
    Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram. Yoshitame Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado. Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI-CODI e apontou o local onde o tenente estava enterrado.
    57 – 11/06/70 – Irlando de Moura Régis – Agente da Polícia Federal – RJ
    Foi assassinado durante o seqüestro do embaixador da Alemanha, Ehrendfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben. A operação foi executada pelo Comando Juarez Guimarães de Brito. Participaram Jesus Paredes Soto, José Maurício Gradel, Sônia Eliane Lafóz, José Milton Barbosa, Eduardo Coleen Leite (Bacuri), que matou Irlando, Herbert Eustáquio de Carvalho, José Roberto Gonçalves de Rezende, Alex Polari de Alverga e Roberto Chagas da Silva.
    58 – 15/07/70 – Isidoro Zamboldi – segurança – SP
    Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.
    59 – 12/08/70 – Benedito Gomes – Capitão do Exército – SP
    Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.
    60 – 19/08/70 – Vagner Lúcio Vitorino da Silva – Guarda de segurança – RJ
    Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR-8 ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos. Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém-chegados do curso em Cuba.
    61 – 29/08/70 – José Armando Rodrigues – Comerciante – CE
    Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato, seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE. Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales e Francisco William.
    62 – 14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva – Guarda de segurança – SP
    Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em são Paulo.
    63 – 21/09/70 – Célio Tonelly – soldado da PM – SP
    Morto em Santo André. Quando de serviço em uma rádio-patrulha, tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel.
    64 – 22/09/70 – Autair Macedo – Guarda de segurança – RJ
    Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos
    65 – 27/10/70 – Walder Xavier de Lima – Sargento da Aeronáutica – BA
    Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador. O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) o atingiu com um tiro na nuca. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
    66 – 10/11/70 – José Marques do Nascimento – civil – SP
    Morto por terroristas que trocavam tiros com a polícia.
    67 – 10/11/70 – Garibaldo de Queiroz – Soldado PM – SP
    Morto em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente, São Paulo.
    68 – 10/11/70 – José Aleixo Nunes – soldado PM – SP
    Também morto na ocorrência relatada acima.
    69 – 10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo – Agente da Polícia Federal – RJ
    No dia 07/12, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi seqüestrado pela VPR. Participaram da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca. Após interceptar o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre 38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e, a uma distância de dois metros, atirou, duas vezes contra o agente Hélio. Os terroristas levaram o embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o hospital Miguel Couto, morreu no dia 10/12/70.
    70 – 07/01/71 – Marcelo Costa Tavares – Estudante – MG
    Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
    Autor dos disparos: Newton Moraes.
    71 – 12/02/71 – Américo Cassiolato – Soldado PM – São Paulo
    Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.
    72 – 20/02/71 – Fernando Pereira – Comerciário – Rio de Janeiro
    Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.
    73 – 08/03/71 – Djalma Peluci Batista – Soldado PM – Rio de Janeiro
    Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.
    74 – 24/03/71 – Mateus Levino dos Santos – Tenente da FAB – Pernambuco
    O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife. No dia 26/06/70, o grupo decidiu roubar um Fusca, estacionado em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Ao tentarem render o motorista, descobriram tratar-se de um tenente da Aeronáutica. Carlos Alberto disparou dois tiros contra o militar: um na cabeça e outro no pescoço. Depois de nove meses de intenso sofrimento, morreu no dia 24 de março de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.
    75 – 04/04/71 – José Julio Toja Martinez – Major do Exército – Rio de Janeiro
    No início de abril, a Brigada Pára-Quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Sessão do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância da casa. Por volta das 23h, chega um casal de táxi. A mulher ostentava uma volumosa barriga, sugerindo gravidez.
    O major Martinez acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde, por três anos, exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas em função da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada de Pára-Quedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista.
    Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, da barriga, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a “grávida” retirou um revólver, matando-o antes que pudesse esboçar qualquer reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal de terroristas. Eram os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e Marilena Villas-Bôas Pinto, responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas. No “aparelho” do casal, foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército. Martinez deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com 11 anos.
    76 – 07/04/71 – Maria Alice Matos – Empregada doméstica – Rio de Janeiro
    Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.
    77 – 15/04/71 – Henning Albert Boilesen – (Industrial – São Paulo)
    Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar. Por de3cisão de Lamarca, Boilesen, um dinamarquês naturalizado brasileiro, foi assassinado. Participaram da ação os terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”. Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Duas mulheres foram feridas. Sobre o corpo de Boilesen, atingido por 19 tiros, panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça: “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.
    78 – 10/05/71 – Manoel da Silva Neto – Soldado PM – SP
    Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.
    79 – 14/05/71 – Adilson Sampaio – Artesão – RJ
    Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.
    80 – 09/06/71 – Antônio Lisboa Ceres de Oliveira – Civil – RJ
    Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro
    Abaixo, a conclusão da lista de pessoas assassinadas por aqueles pacifistas de esquerda, que tanto lutaram pela democracia no Brasil… Voltarei a falar sobre esse assunto na madrugada. A questão fundamental: por que o Brasil praticamente ignora essa história, embora viva uma espécie de transe político por causa da tal “Comissão da Verdade?”
    O Brasil, sem dúvida, vivia uma ditadura, onde operaram grupos paramilitares. Havia milhares de agentes do estado empenhados em conter a subversão. E o número de mortos, reconhecido pelas próprias esquerdas, é 424. Os esquerdistas, na comparação, eram meia-dúzia de gatos pingados. Mesmo assim, mataram 119 pessoas. Isso indica o, digamos assim, alto grau de letalidade daqueles humanistas.
    81 – 01/07/71 – Jaime Pereira da Silva – Civil – RJ
    Morto por terroristas na varanda de sua casa durante tiroteio entre terroristas e policiais.
    82 – 02/09/71 – Gentil Procópio de Melo -Motorista de praça – PE
    A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto. Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou um táxi em Madalena, Recife. Ao chegar ao Hospital das Clínicas, quando fingia que ia pagar a corrida, apareceram seus comparsas, Manoel Lisboa de Moura e José Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo. Emilson matou Procópio com dois tiros.
    83 – 02/09/71 – Jayme Cardenio Dolce – Guarda de segurança – RJ
    Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.
    84 – 02/09/71 – Silvâno Amâncio dos Santos – Guarda de segurança – RJ
    Assassinado na operação relatada acima.
    85 – 02/09/71 – Demerval Ferreira dos Santos – Guarda de segurança – RJ
    Assassinado na operação relatada no item 83
    86 – –/10/71 – Alberto da Silva Machado – Civil – RJ
    Morto por terroristas durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários.
    87 – 22/10/71 – José do Amaral – Sub-oficial da reserva da Marinha – RJ
    Morto por terroristas da VAR-PALMARES e do MR-8 durante assalto a um carro transportador de valores da Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e os guardas Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.
    Autores: James Allen Luz (Ciro), Carlos Alberto Salles (soldado), Paulo Cesar Botelho Massa, João Carlos da Costa.
    88 – 01/11/71 – Nelson Martinez Ponce – Cabo PM – SP
    Metralhado por Aylton Adalberto Mortati durante um atentado praticado por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular) contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo
    89 – 10/11/71 – João Campos – Cabo PM – SP
    Morto na estrada de Pindamonhangaba, ao interceptar um carro que conduzia terroristas armados.
    90 – 22/11/71 – José Amaral Vilela – Guarda de segurança – RJ
    Neste dia os terroristas Sérgio Landulfo Furtado, Norma Sá Ferreira, Nelson Rodrigues Filho, Paulo Roberto Jabour, Thimothy William Watkin Ross e Paulo Costa Ribeiro Bastos assaltaram um carro-forte da firma Transfort, na Estrada do Portela, em Madureira.
    91 – 27/11/71 – Eduardo Timóteo Filho – Soldado PM – RJ
    Morto por terroristas, durante assalto contra as Lojas Caio Marti.
    92 – 13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura – Guarda de Segurança – RJ
    Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra.
    93 – 18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida – Sargento PM – São Paulo / SP
    Morto a tiros de metralhadora no bairro Cambuci quando um grupo terrorista roubava o seu carro. Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Molipo.
    94 – 20/01/72 – Sylas Bispo Feche – Cabo PM São Paulo / SP
    O cabo Sylas Bispo Feche integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda quando um carro VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A sua equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi metralhado. Dois terroristas, membros da ALN, morreram.
    95 – 25/01/72 – Elzo Ito – Estudante – São Paulo / SP
    Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares, foi morto por terroristas que roubaram seu carro.
    96 – 01/02/72 – Iris do Amaral – Civil – Rio de Janeiro
    Morto durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram feridos nesta ação os civis Marinho Floriano Sanches, Romeu Silva e Altamiro Sinzo. Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles (”Rogério”, “Bibico”) e Antônio Carlos Cabral Nogueira (”Chico”, “Alfredo”.)
    97 – 05/02/72 – David A. Cuthberg – Marinheiro inglês – Rio de Janeiro
    A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA”, o jornal “O Globo” publicou:
    “Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.
    A ação criminosa foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
    – ALN – Flávio Augusto Neves Leão Salles (”Rogério”, “Bibico”), que fez os disparos com a metralhadora, Antônio Carlos Nogueira Cabral (”Chico”, “Alfredo”), Aurora Maria Nascimento Furtado (”Márcia”, “Rita”), Adair Gonçalves Reis(”Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”);
    – VAR-PALMARES – Lígia Maria Salgado da Nóbrega (”Ana”, “Célia”, “Cecília”), que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses”; Hélio Silva (”Anastácio”, “Nadinho”), Carlos Alberto Salles(”Soldado”);
    – PCBR – Getúlio de Oliveira Cabral(”Gogó”, “Soares”, “Gustavo”)
    98 – 15/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira – Soldado PM – Goiás
    O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída no esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano. Acabou morto.
    99 – 18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva – Cabo PM – São Paulo
    Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.
    100 – 27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi – Civil – São Paulo
    Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação, um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.
    101 – 06/03/72 – Walter César Galleti – Comerciante – São Paulo
    Terroristas da ALN assaltaram a firma F. Monteiro S/A. Após o assalto, fecharam a loja, fizeram um discurso subversivo e assassinaram o gerente Walter César Galetti e feriram o subgerente Maurílio Ramalho e o despachante Rosalindo Fernandes.
    102 – 12/03/72 – Manoel dos Santos – Guarda de Segurança – São Paulo
    Morto durante assalto terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda.
    103 – 12/03/72 – Aníbal Figueiredo de Albuquerque – Coronel R1 do Exército – São Paulo
    Morto durante assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era um dos proprietários
    104 – 08/05/72 – Odilo Cruz Rosa – Cabo do Exército – PA
    Morto na região do Araguaia quando uma equipe comandada por um tenente e composta ainda, por dois sargentos e pelo Cabo Rosa foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa, o “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira. Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.
    105 – 02/06/72 – Rosendo – Sargento PM – SP
    Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA.
    106 – 29/06/72 – João Pereira – Mateiro-região do Araguaia – PA
    “Justiçado exemplarmente” pelo PC do B por ter servido de guia para as forças legais que combatiam os guerrilheiros. A respeito, Ângelo Arroyo declarou em seu relatório: “A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona”.
    107 – 09/09/72 – Mário Domingos Panzarielo – Detetive Polícia Civil – RJ
    Morto ao tentar prender um terrorista da ALN.
    108 – 23/09/72 – Mário Abraim da Silva – Segundo Sargento do Exército – PA
    Pertencia ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém. Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo de Pavão, base do 2º Batalhão de Selva.
    109 – 27/09/72 – Sílvio Nunes Alves – Bancário – RJ
    Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor do assassinato: José Selton Ribeiro.
    110 – –/09/72 – Osmar… – Posseiro – PA
    “Justiçado” na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.
    111 – 01/10/72 – Luiz Honório Correia – Civil – RJ
    Morto por terroristas no assalto à empresa de Ônibus Barão de Mauá
    112 – 06/10/72 – Severino Fernandes da Silva – Civil – PE
    Morto por terroristas durante agitação no meio rural.
    113 – 06/10/72 – José Inocêncio Barreto – Civil – PE
    Morto por terroristas durante agitação no meio rural.
    114 – 21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira – Comerciante – São Paulo
    No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão. Reagindo, desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos, e um conseguiu fugir. Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo. O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado”, constituído por Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Emanuel Penteado, Francisco Seiko Okama e Ronaldo Mouth Queiroz, foi encarregado da missão e assassinou, no dia 21 de fevereiro, o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP por interveniência do militante Paulo Frateschi.
    115 – 22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia – Civil – Rio de Janeiro
    Por vingança, foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa Econômica Federal.
    116 – 25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior – Delegado de polícia – São Paulo
    Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército. O escolhido foi o delegado de polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior.
    117 – 12/03/73 – Pedro Mineiro – Capataz da Fazenda Capingo
    “Justiçado” por terroristas na Guerrilha do Araguaia.
    118 – Francisco Valdir de Paula – Soldado do Exército-região do Araguaia – PA
    Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.
    119 – 10/04/74 -Geraldo José Nogueira – Soldado PM – São Paulo
    Morto numa operação de captura de terroristas.
    120 – assassinato do civil Manoel da Silva Dutra durante assalto ao banco Andrade Arnaud, no Rio, no dia 31 de março de 1969. O caso é particularmente importante porque um dos então terroristas que participaram da operação se chamava Carlos Minc – sim, este mesmo que hoje veste coletes coloridos e conversa com as toras da floresta. Ele vinha do Colina, que se fundiu com a VPR para formar a VAR-PALMARES. Foi companheiro de armas de Dilma Rousseff. Antes de Minc defender a descriminação da maconha em showzinho em homenagem a “Jah”, ele se dedicava a drogas bem mais pesadas, como se vê. Foram roubados R$ 45 milhões. O grupo depois planejou e executou o famoso “assalto ao cofre do Adhemar”. Minc estava na operação. Dilma ficou nos bastidores. Já então ela era comandava, mas não aparecia. Mais ou menos como fez com o tal decreto dos direitos supostamente humanos. Para todos os efeitos, ela não tem nada com isso. A lista, não tenham dúvida, pode e deve ser atualizada — ou corrigida.

    A lista das 120 vítimas das esquerdas pode ser ampliada a depender do critério que se use. E o total conhecido pode passar de 130. E, nesse caso, são os próprios esquerdistas que surgem como vítimas. Os tribunais revolucionários dos “companheiros” decretaram a pena de morte de alguns de seus pares.
    Sabem o que impressiona? Nesse caso, os “reparadores” não cobram justiça. Tampouco pretendem levar os que ainda estão vivos e respondem por aquelas mortes para o banco dos réus. A canalha se protege de tal modo que acha crime de lesa humanidade que um militar mate um dos seus, mas considera que esquerdista matando esquerdista, em nome da causa, é parte legítima do jogo.
    Destaco uma vítima da ALN morta por seus pares.
    O militante Márcio Leite Toledo manifestou descontentamento com os rumos da ALN e fez críticas à direção do grupo terrorista. Foi assassinado com oito tiros. Em comunicado, a organização admitiu: “A Ação Libertadora Nacional (ALN) executou, dia 23 de março de 1971, Márcio Leite Toledo. Esta execução teve o fim de resguardar a organização… Uma organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações desta espécie, muito menos uma defecção deste grau em suas fileiras… Tolerância e conciliação tiveram funestas conseqüências na revolução brasileira… Ao assumir responsabilidade na organização cada quadro deve analisar sua capacidade e seu preparo. Depois disto não se permitem recuos… A revolução não admitirá recuos!”.
    Seguem os outros “justiçados” – isto é, terroristas mortos por seus próprios “companheiros”, conforme está sintetizado no site “Quinto Poder”:
    1 – Antonio Nogueira da Silva Filho, da VAR-Palmares, condenado ao “justiçamento” em 1969 (a sentença não foi efetivada por ter o “condenado” fugido para o exterior);
    2 – Geraldo Ferreira Damasceno, militante da Dissidência da VAR-Palmares (DVD), “justiçado”em 29 de maio de 1970, no Rio de Janeiro;
    3- Ari Rocha Miranda, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), “justiçado” em 11 de junho de 1970, por seu companheiro Eduardo Leite, codinome “Bacuri”, durante uma “ação”, em São Paulo;
    4 – Antonio Lourenço, militante da Ação Popular (AP), “justiçado” em fevereiro de 1971, no Maranhão;
    5 – Márcio Leite Toledo, da Ação Libertadora Nacional (ALN), “justiçado” em 23 de março de 1971 (ver primeiro parágrafo);
    6 – Amaro Luiz de Carvalho, codinome “Capivara”, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário(PCBR) e, posteriormente, do Partido Comunista Revolucionário (PCR), “justiçado” em 22 de agosto de 1971, em Recife, dentro do presídio onde cumpria pena;
    7 – Carlos Alberto Maciel Cardoso, da Ação Libertadora Nacional (ALN), “justiçado” em 13 de novembro de 1971, no Rio de Janeiro;
    8 – Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, da Resistência Armada Nacionalista (RAN), “justiçado” em 28 de junho de 1973, dentro da Escola onde era professor, por um comando da (ALN). Maria do Amparo Almeida Araujo, então militante da Organização e, bem mais tarde, presidente do “Grupo Tortura Nunca Mais”, em Pernambuco, participou dos levantamentos que permitiram a realização do referido “justiçamento”. Hoje, em depoimento no livro “Mulheres que Foram a Luta”, do jornalista Luis Maklouf de Carvalho-1998, ela declara não saber quem realizou a ação, embora seja evidente que, para que o “justiçamento” pudesse ter sido realizado, ela devesse ter passado este levantamento para alguém;
    9 – Salatiel Teixeira Rolins, do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), “justiçado” em 22 de julho de 1973 por militantes da Organização. Segundo Jacob Gorender, que em 1967 foi um dos fundadores do PCBR, em seu livro “Combate nas Trevas”, os assassinos não poderiam intitular-se “militantes do PCBR”, pois nessa época o “o PCBR não mais existia”.
    ** No Araguaia, o PC do B justiçou Osmar, Pedro Mineiro e João Mateiro (estão na lista que já publiquei) e também o guerrilheiro (10) Rosalino Cruz Souza. Um outro de nome (ou codinome) (11) Paulo também teria sido assassinado, mas não há provas.

  • Ismael

    Caro Pedro Luiz, com todo respeito, seu conceito de justiça não passa hoje de vingança. Justiça sempre foi feita nos termos da Lei. Voce expõe a questão da justa luta social, com a qual concordo plenamente. Mas pergunto: existe mesmo um movimento social pela revisão da Lei de Anistia e punição aos torturadores? ou seria apenas um revanchismo de uma MINORIA (hoje no poder, mas eleita com propostas bem diferentes de rever a Lei de Anistia)?
    Penso que as atrocidades cometidas pelos militares, especialemtne os doentes pela ideologia, foi corretamente enterrada na mesma vala onde alguns idealistas imaturos e alguns também doentes pela ideologia de esquerda foram enterrados. Chato, ams a verdade é que o que você chama de movimento social não é uma intituição permanente, mas um encontro temporal esporádico de amplos setores do povo em torno de algum ideal, sempre muito espécífico. No caso a luta pela anistia, ampla geral e irrestrita, ou como as diretas já. Mais chato ainda, é que ser eleito não dá o direito a ninguém de mudar as regras do jogo. Se quiserem rever a Lei de Anistia, deveriam votar uma nova constituição, e que deverá ser anti-democrática aos moldes da Venezuela ou de Cuba.

  • IG Barros

    Meus parabéns Reynaldo/”Corinthians” ( …”eternamente dentro dos nossos corações”)pelo levantamento completo das vítimas da guerrilha/terrorismo que buscava “a democracia” didaticamente orientada por Fidel,Che e Mao et caterva…

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Caro Corinthians;
    Não sabia que estava doente – torço por sua melhora.
    A lista que remete é a lista de grupos como TERUMA e GUARARAPES todos de extrema direita divulgam sempre – o importante que todos os mortos da lista têm túmulo e locais para serem chorados e o conhecimento como foram mortos.
    Do outro lado – não existem corpos,como foram mortos,onde foram presos enfim um silencio envergonhado e criminoso de uma ditadura de 21/22 anos.
    É o que posso responder a voce.
    Quanto ao comentário de Ismael:
    Engraçado me chamar de VINGATIVO,REVANCHISTA falta apenas o colerico – COMUNISTA!!!aliás para seu conhecimento e caso queira reabrir os famosos IPMs – não sou e nunca fui comunista – por total falta de conhecimento de cultura filosófica e conhecimento histórico profundo – para ler MARX e entende-lo,conhecimentos que não possuo Infelizmente – nunca tive o hábito de leitura na área de filosofia – uma ato imbecil de minha parte.
    Seu desejo de “ENTERRAR” a verdade é cada dia mais impossivel,ela surge para desespero não sei se seu, no entanto muitos como TERUMA,GUARARAPES,CLUBES MILITARES,VEÌCULOS DE COMUNICAÇÕES,EMPRESAS que FINANCIARAM desejam o “ENTERRAMENTO DA VERDADE”como voce prega. Cômico se não fosse tragico – chamam a quem procura o que ocorreu nos porões oficiais da Ditadura de “REVANCHISTAS” e “VINGADORES.”
    Agradeço no entanto não me chamar de COMUNISTA,TERRORISTA ou o velho VÁ PARA CUBA e congeneres – razão de minha resposta a voce.
    Abrços democraticos e sem medo da VERDADE.
    Pedro Luiz

  • Nélio

    Setti, vou lhe contar alguns segredos que, pelo visto, você desconhece:
    – é exatamente isso que significa anistia; não é perdão e sim esquecimento, para que a Nação sacuda a poeira e dê a volta por cima.
    – não existe um governo mundial. Decisões como essa da OEA são instrumentos de pressão política, nada mais do que isso. Senão, Cuba (aquele paraíso dos direitos humanos) seria banida da civilização.
    – o que realmente você e os “incansáveis” defensores dos direitos humanos relativos é o fato de quem deu suporte para que o regime militar durasse tanto (20 anos) foi a Nação brasileira, senão ele não teria essa duração; é o fato de que, em 20 anos de arbítrio (como você mesmo diz), não há uma só notícia de enriquecimento ilícito por parte dos militares (acho que não podemos dizer o mesmo do governo atual, conduzidos pelo mesmos “democratas” derrotados em 64. Escapamos de uma boa, não?).
    – você consegue afirmar, com pureza d’alma, que o gesto de Figueiredo foi incorreto, recusando-se a cumprimentar Sarney, o câncer institucional?
    Finalmente lhe pergunto: até quando vais desejar a esta Nação um fulgurante passado?

    Ô, meu amigo Nélio, você leu direito o post?

    Não sabe distinguir NOTÍCIA, que foi o que publiquei, de uma OPINIÃO, a qual não expus no post?

    Se você fosse leitor do blog há mais tempo saberia que, embora ferrenho crítico da ditadura militar e de seus crimes, não sou favorável à revisão da lei de anistia e não concordo com a forma como foi feita a Comissão da Verdade — que, obviamente, se busca a verdade histórica ou algo próximo dela, teria que ouvir não apenas agentes do regime (no caso, dos regimes, pois a Comissão vai investigar fatos ocorridos nos últimos 60 anos), mas ex-integrantes de organizações de luta armada que violaram direitos humanos por várias formas — terrorismo, tortura, assassinato, sequestro, cárcere privado e por aí vai.

    Tenho profundo respeito pela coragem e dignidade de Jair Krischke, mas não assino embaixo de tudo o que ele diz ou escreve.

    Mas, sim, julguei importante divulgar a convocação dele e seus comentários sobre o julgamento que o Supremo fará.

    Um abraço pra você.

  • Luiz

    Engraçado uma coisa.
    Aqueles que falam do terrorismo nunca cometam o atentado do Riocentro, tambem não falam que os mesmos militares e elites da sociedade que deram o golpe em 01 de Abril de 1964, e não em 31 de Março, nove anos antes tentaram impedir a pose de JK e Jango eleitos presidente e vice pelo voto direto, mas foram impedidos pelo general Henrique Lott, que mais tarde seria promovido a marechal.
    E o marechal Lott foi um dos homens mais honrados a usar a farda do exercito. Se juntassem Castelo Branco, Costa e Silva, Medici, Geisel e Fiqueiredo não dariam nem a metade do grande homem que foi o Marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Luiz.
    Concordo inteiramente com voce e caia para trás com o que vou contar.
    O Mal Lott já muito doente pediu para seu enterro as Honras Militares( UM DIREITO!!!) o Exercito Brasileiro a época tomado por PIGMEUS de CARATER e um BANDO DE COVARDES onde fizem de um clube histórico e de HISTORIAS com H maiúsculo,me refiro ao Clube Militar hj casa de golpista,torturadores e afins, se recusaram.
    Um velho sargento corneteiro num mar de gente – deu
    o Toque do Silencio ao HONRADO e HISTÓRICO MILITAR BRASILEIRO,o velho sargento emocionado entrou e saiu no anonimato, um SOLDADO também de HONRA.
    Como temos ainda PIGMEUS de CARATER, DE CORAGEM que ainda sentem no DIREITO de falar em DEMOCRACIA para quem rasgou e eliminou a DEMOCRACIA no Brasil durante 21/22 anos.
    A HISTÒRIA com a VERDADE chega – demora mas chega –
    duvido quem saiba os nomes dos juizes que condenaram o filósofo Sócrates a tomar cicuta mas o nome de Socrates marcou a HISTÓRIA.
    Assim ficará registrado na HISTORIA do BRASIL jovens,velhos,mulheres e homens que lutaram,sacrificaram as carreiras,vidas pela LIBERDADE e os Castelos,Costa e Silvas,Gueisels e Figueiredos no lixo da história – aliás lixos que sempre viveram.
    Abraço a voce Luiz
    Pedro Luiz

  • Tico Tico

    Ao Corinthians às 1:08
    Meus respeitos e parabéns pelo comentário.

  • Luiz

    Caro Pedro Luiz Moreira Lima.
    Em 1º lugar quero dizer que admiro o sue pai, o grande brigadeiro Rui Moreira Lima. Um verdadeiro heroi nacional.
    Em 2º lugar fico triste com a alienação que sofre a maioria dos meio de comunicação do no Brasil. Agora a pouco ouvi no radio um jornalista considerar a o projeto da comissão da verdade da cidade de SP uma vingança. Vingança seria fazer o que os golpistas fizeram torturar, matar etc..
    Nossa comissão da verdade é muito fraco porque o presidente Lula cedeu a pressão dos chefes militares e do então ministro Nelson Jobim, que na minha opinião foi um pessimo ministro.
    Dejeso tudo de bom para você que o grande brigadeiro viva por muitos anos ainda.

    Att

    Luiz

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Luiz:
    Obrigado pelas palavras carinhaosas – darei o abraço e o desejo de longa vida – Aos dois pai e mãe!
    Um grande abraço também

  • Corinthians

    Pedro Luiz Moreira Lima – 11/04/2012 às 13:46
    Obrigado pelos votos de melhora. Assim como do zÉ – 11/04/2012 às 0:18.
    Quanto a lista que coloquei, nem todos tem paradeiro conhecido (túmulo), como no caso da vítima 118.
    Quando colocado que do outro lado existem muitos desaparecidos e mortos sem história, isso é realmente verdade.
    Só que isso não justifica o fato do estado estar montando uma “verdade oficial”. A verdade seria contada assim que o executivo – Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lulla e Dillma – abrirem os arquivos da ditadura aos historiadores. Ninguém fez isso por completo. A própria lista que citei não é dada pelo estado, conforme você mesmo colocou, e nem por isso ela é contestada.
    Por isso acho que essa resposta é incompleta – até por que o que discute-se aqui é se a lei de anistia deve ser revogada ou não, se devemos punir quem cometeu atrocidades ou não.
    Apesar de não ter colocado aqui, acho sim que o que se quer (e o que você quer) é revanchismo, pois pretende-se somente investigar um único lado. Pretende-se revogar a lei de anistia para somente punir um lado. Pretende-se dar uma “verdade” oficial à ditadura, de maneira propagandista, olhando-se somente um lado.
    Não sei se você é comunista, simpatizante ou seja lá o que for (aliás falar que comunismo é algo filosófico, acreditando em um único partido como salvação da humanidade é ingenuidade), por que isso realmente não interessa. O que importa são os fatos e argumentos, e não quem fala (seja pela história de vida ou crenças). E os argumentos não se explicam.
    Acho importante também ressaltar a propaganda enganosa, as mentiras de que os terroristas comunistas lutavam contra a ditadura e a favor da democracia. Isso é feito só para enganar a maioria das pessoas para que achem que são heróis. Não existe nenhum documento que coloque a luta deles em favor da democracia, seja explicitamente, seja implicitamente – pelo contrário, pelos documentos encontrados até agora e analisados por historiadores (e não pelo estado), comprova-se que o que queriam mesmo era uma ditadura comunista.
    É por este e outros motivos que eu acho que quem quer ENTERRAR a verdade é você. Quem quer ver as coisas somente por um lado é você. Quem precisa que o estado, agora que comandado pelo PT e por uma ex-terrorista, coloque uma “verdade” tendenciosa, lhando só um lado é você. Quem quer punir só um lado é você.
    Eu mantenho minha opinião – a lei de anistia deve ser respeitada e não deve haver punições.
    A Comissão da Verdade deveria ser gerida por uma organização não ligada ao governo ou à partidos, ser formada de historiadores, e investigar AMBOS os lados.
    O govenro deveria abrir todos os documentos referentes à dituadura, sejam de militares, sejam de terroristas, inclusive da Dillma.
    Quem quer a verdade de verdade, quer investigação completa, e não só de um dos lados.
    Essa é minha resposta a você.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Caro Corinthians:
    Temos posições totalmente divergentes – não me lembro qual mas chegamos a concordar em alguma coisa num assunto do qual não me lembro.
    O Golpe de 1964 foi Golpe e não uma contra revolução.
    O governo de João Goulart foi democratico e legalista – jamais tivemos nenhum perigo da tal”Republica Sindicalista”
    Um golpe contra os interesses nacionais financiado externamente e apoio militar dos EUA (Quarta Frota Americana nas costas de Santos.)
    O TERROR de ESTADO imposto pelo golpe civil militar
    foi Politica Oficial dentro da Doutrina de Segurança Nacional ressaltando o Inimigo Interno.
    Os que resistiram armados /não armados lutaram pelo restabelecimento do Estado de Direito e Legalistas – Terroristas foram os militares/civis que tomaram o Poder pela Força e Terror.
    Toda a documentação da Resistencia Armada e Náo Armada estáo em livros,entrevistas,historias orais em livrarias,jornais,internet…
    As documentacáo do golpe civil militar de 1964,escondidos,queimados(?)e quando se fala em torna-los publicos fogem como diabo foge da cruz.
    Náo prego Eliminacáo de Ninguem ao contrario a Comissáo da Verdade com dos responsaveis diretos,indiretos,financiadores e reconhecimento externo dos EUA no apoio da Ditadura Brasileira.
    Finalmente que o STF reconheca seu erro e faca como no resto do mundo – A Tortura,Desaparecimento de Corpos,Estrupo… sáo crimes contra a humanidade.
    Finalmente – julga-los com amplo poder de defesa assim como se faz na Argentina.
    Encerro qualquer debate com voce nessa area – perda de tempo total – Lei da Anistia de 1979 em plena ditadura imposta a forca pelos Ditador de Plantáo e seus comparsas.Incompativel com a Democracia Conquistada a custo de dor,sofrimento e morte.
    A sua resposta a minha sera táo oposta que e inutil qualquer dialago a respeito.Encerro aqui.
    Abracos
    Pedro Luiz

  • Corinthians

    Pedro Luiz Moreira Lima – 13/04/2012 às 20:43
    Na verdade concordamos em algumas coisas. Foi sim um golpe. Os militares sim prenderam, exilaram, torturaram e mataram. Houve sim financiamento externo.
    Agora não é possível concordar que os que lutaram armados nos conehcidos grupos não eram terroristas, muito menos de que queriam o reestabelecimento do estado de direito e eram legalistas. Eram terroristas sim, pois não se importavam com a população. Legalistas, como diz a própria palavra, seguem as leis – o que não era o caso. E o pior, em toda a documentação que você fala que está disponível, daquela época claro – seja vídeos, cartas, manuais, manifestos, discursos, bilhetes – não contém a palavra democracia. Pelo contrário, além dos manuais de guerrilha onde há o incentivo à matar quem “estivesse no caminho”, ou que “não simpatizasse com a luta”, existem diversos manifestos onde colocam a intenção de tranformar o Brasil em uma república comunista (ou socialista dependendo do manifesto) através da revolução.
    Por favor, se eu estiver errado será muito bom ver algum documento que desminta o que eu disse. Quanto aos documentos militares, realmente fogem como diabo da cruz, pois o corporativismo é grande – mas não vemos uma luta para mudar isso não é mesmo ? A tal Comissão vai mesmo se basear em depoimentos – o primeiro erro.
    Você que que nós atuemos como a Argentina, que cada vez mais demonstra a deterioração das inttituições, com “verdades” estatais que são mais mentiras, seja da história da Argentina, seja do índice de inflação – eu prefiro seguir o modelo da África do Sul, que entre nós, a Argentina e eles tiveram o pior dos regimes e mantendo sua lei de anistia conseguiram seguir em frente. Hoje crescem mais e melhor que o Brasil, e logo serão o primeiro país de primeiro mundo da África (pelo andar da carruagem, pode ser que antes do Chile). A Argentina não é o “resto do mundo”.
    Acho sim que uma verdade estatal só pode resultar em MENTIRA pois tendenciosa. Principalmente quando a justificativa é punir somente um lado.
    Eu também acho que o debate seja perda de tempo – a partir do momento que a lógica é desconsiderada e a argumentação para não punir os assassinos dos grupos terroristas é o erro dos outros é justamente o argumento usado para defender outros grupos e assassinos, como Hamas, FARC, Battisti, Al Qaeda… Por isso o mais importante da discussão foi justamente não haver nenhuma argumentação contra a lista dos mortos pela esquerda – provavelmente são considerados baixas necessárias…
    Dois erros não fazem um acerto.
    E mesmo não seguindo o diálogo acho importante colocar aqui sim minha opinião e lógica.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    Amigo Corinthians:
    Lógico que deve e sempre deve colocar suas opiniões tão válidas como as minhas – respeito muito a você – estamos aqui no Setti para isso colocar nossas posições e divergncias.
    Louvo e fico feliz com nossas concodancias – importantes concordnacias.
    Reconhecer como golpe,reconhecer uma ditadura finacianda e com apoio militar externamente e por fim reconhecer uma ditaduta assasina e cruel já me basta e fico feliz com a convergencia.
    Hoje em reportagem do jornal O Globo – Vidella com 86 anos – preso em prisão perpétua reconhece 8.000 mortes e desaparecimentos e dizendo feito como politica de Esatdo,sua condenação não é revanche(sei que vc concorda tb) e sim dentro das legislações nacionais e internacionais de crimes contra a humanidade.
    Uma Ditadura deve ser combatida sempre – e não diferencio os cambatentes da Ditadura Brasileira como bons e ruins.Anbos foram massacrados pela Ditadura dentro da Doutrina de Segurança Nacional – eram inimigos internos, logo a serem eliminados e os foram.
    Um grande abraço,melhoras sempre para a saude
    Pedro Luiz

  • Corinthians

    Pedro Luiz Moreira Lima – 14/04/2012 às 12:44
    Obrigado pelos votos demelhora mais uma vez.
    Novamente devo discordar da generalização, dizendo que foram eliminados (Dillma é presidente agora por exemplo) mas isso faz parte da democracia – todos respeitando as leis.