É verdade: Pelé pode, sim, jogar pelo Santos contra o Barcelona, em dezembro, pelo Mundial de Clubes, e até fazer um gol, aos 71 anos de idade, como ele já fez, aos 70 anos, pela Seleção Brasileira.

O gol contra o Barça é uma possibilidade remota. A genial jogada de marketing do presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, por ora é inscrever o Rei como atleta do Santos para seguir com a delegação rumo a Tóquio, onde se disputará a partida. Não se sabe se e quando Pelé entrará em campo, durante alguns minutos.

Mas o gol pela Seleção ocorreu na ficção — no incrível curta-metragem que você verá, produzido pelo cineasta Fernando Meirelles, partindo de uma frase do Rei durante uma entrevista coletiva: “Se desse para fazer um replay na minha vida, talvez se eu fizesse o meu último gol com a Seleção Brasileira, eu gostaria”.

Para quem é o Rei, sonhos podem se tornar realidade. Nem que, para isso, sejam necessários mais de 250 profissionais, 400 figurantes e grandes ídolos do passado, como Rivellino e o capitão da Seleção de 1970, Carlos Alberto Torres.

E assim, num passe de mágica, Edson Arantes do Nascimento – já setentão – reaparece nervoso ao vestir a camisa canarinha outra vez, para um clássico contra a Argentina, diante de um Morumbi lotado, para fazer seu último gol. O gol de número 1.284.

As imagens são do belo curta-metragem “1.284”, com 7 ótimos minutos de duração, que Meirelles produziu para a operadora de telefonia Vivo.

Vale a pena conferir:

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11 Comentários

Teresinha em 01 de janeiro de 2012

Gostei bastante do vídeo, mesmo sabendo tratar-se de uma produção emociona. Acho que o Pelé não tem, por parte dos brasileiros, o reconhecimento que merece, portanto esta homenagem foi muito feliz.

Markito-Pi em 20 de agosto de 2011

A grande jogada de MKT do Luiz Alvaro, espero, seja também uma jogada de cidadania. Se o presidente do Santos conseguir que Pelé jogue 4 ou 5 vezes ao ano, será maravilhoso.Desta forma Pelé e Edson terão o que dizer sobre o único assunto que lhes é pertinente: futebol. Cada vez que um deles- Edson ou Pelé, ou ambos- envereda por outros temas, sempre são um desastre completo.

Luiz Henrique em 14 de agosto de 2011

A ideia é boa, o filme um pouco arrastado. Mas o ruim foi terem colocado um locutor muito fraco como Nílson César para narrar o jogo fictício. Acho que vi mais qualidades no filme do que você, caro Luiz Henrique. Abraços

fernando em 14 de agosto de 2011

Longe de genial, sinceramente acho uma temeridade e um despropósito. Temeridade porque o mais provável é o Santos tomar uma chinelada do Barcelona, e o nosso rei não merece ter a sua vitoriosa carreira no Santos maculada nesta altura da vida com um vice-campeonato. Despropósito porque homenagem é feita em amistoso, jogo de festa, onde a atenção está voltada para o homenageado. Santos x Barcelona é jogo valendo título mundial, não é lugar para homenagem, nem Pelé merece ser coadjuvante.

angelo em 14 de agosto de 2011

Sr. Ricardo, a moda de inscrever ex-jogadores nos clubes atuais, pelo que venho lendo, começou com a "jogada" do louco diretor de MK do Corínthians, que inscreveria o meu ídolo ROBERTO RIVELINO e o Ronaldo no campeonato brasileiro. Portanto, acredito não ser idéia do presidente do Santos.

Arlete Pasqualini em 09 de agosto de 2011

Pelé, Rei, pra lá de mil!!!

J.B.CRUZ em 08 de junho de 2011

Em discurssões sôbre FUTEBOL E POLÍTICA,favor deixar de lado:NO FUTEBOL;; PELÉ...NA POLÍTICA;;J.K... SÃO HOURS CONCOURS!!!...

Luiz Pereira em 25 de abril de 2011

Setti, Em 70 tinha 9 anos de idade. . Esporte coletivo? Só futebol, ao menos p/ a garotada. O basquete já não tinha o mesmo viço de antes e o volei ainda estava por vir. Naquela época não existiam videogames. Os heróis da meninada vinham em preto-e-branco, principalmente nas revistas em quadrinhos da Ebal. Até que vi a Seleção de 70 e percebi (mesmo na tela preta-e-branca) que aqui no Brasil haviam heróis de carne e osso, e melhor ainda, eram nossos, brasileiros 100%. Heróis, como Pelé, que ganhavam seu sustento aqui, se recusando a jogar no exterior mesmo recebendo ótimas propostas financeiras. Aqueles heróis não usavam capa, tampouco máscara (principalmente no sentido figurado do termo). Mudaram a minha infância. Disse isso ao Tostão uma vez e ele ficou rubro de vergonha. Foi no lançamento de um livro seu, no Rio, na Argumento do Leblon. Nào é a toa que um menino inglês ao perguntar a seu professor como se soletrava God, teve como resposta P-E-L-É. Dá uma grande saudade pensar nele jogando bola, principalmente se associado à narração de Waldir Amaral, que talvez vc nunca tenha ouvido. Plinio Marcos, emérito santista disse certa vez que Pelé fez gols, muitos gols. E que ganhou dinheiro, muito dinheiro. Mas estava quite com o homem da geral, que só queria dele os gols. Ele nào ganhou pouco dinheiro, mas o dinheiro que ganhou foi pouco perto do talento sobrenatural que esbanjou. Se ele foi ou é bom pai, bom parceiro comercial, etc., isso não interessa ao garoto que revejo com seus 9 anos. Esse garoto teve o que quis: seus gols. E continua sonhando com eles até hoje. A única ressalva que faria no vídeo é quanto ao adversário. Acho que deveria ser o Uruguai, seleçào que nos ganhou em 50, que fez o pai de Pelé chorar, e a quem Pelé prometera ganhar um dia uma Copa do Mundo para que Dondinho se esquecesse daquela tristeza. E nào nos esqueçamos, Ele fez um 2o tempo fantástico naquela semifinal de 70. O Uruguai daquela época nos estava mais atravessado que a Argentina jamais esteve, para quem conhece a história do nosso futebol. Pelé ganhou 3 Copas. Poderia ter ganho a quarta se em 66 a CBD tivesse sido mais profissional. Pelé foi, continua a ser e sempre será o meu maior herói no futebol. Mas, eu só queria os seus gols (mesmo contra o meu sofrido Fluminense, que entrou na história por ter sido "homenageado" com o Gol de Placa). Abs., Luiz Pereira É isso aí, caro Luiz. Pelé é inigualável, jamais haverá nada igual para quem o assistiu jogar, inclusive nos estádios, como graças a Deus é o meu caso. E ouvi, sim, o Waldir Amaral, durante os anos em que morava com a família em Brasília e ouvia as rádios do Rio -- porque sempre ouvi os narradores de São Paulo lá no Paraná, onde vivi até os 17 anos, e depois em São Paulo. Quanto à vida privada, muitos condenam Pelé por isso e aquilo sem saber os motivos do "Edson". Mas Pelé, o craque, está acima disso. Como ele próprio disse uma vez às Amarelas da VEJA, incapaz de explicar o próprio e sobrenatural talento, "Pelé é coisa de Deus". Abraços

Pedro Luiz Moreira Lima em 25 de abril de 2011

AMIGO SETTI: A parte de depoimento praticamente no final,pior parte agora a transcrição dos depoimentos. Conhece alguem interessado? Um grande abraço Encontrei dois excelentes jornalistas e escritores interessados, como acho que lhe disse anteriormente, mas um deles está envolvido no término de um livro muito trabalhoso e o outro acredita que, para escrever livros de fôlego de não-ficção, teria que deixar o atual emprego para uma dedicação exclusiva financiada por uma editora. A transcrição dos depoimentos, se você tiver condições, pode ser terceirizada. Há muita gente que faz isso profissionalmente. Como, porém, foi você quem fez as entrevistas, você precisará depois ouvir novamente as fitas para checar se a transcrição está correta, sobretudo em relação a nomes etc. As pessoas que fazem esse trabalho nem sempre estão familiarizadas com o tema e procuram transcrever o que ouvem, muitas vezes sem ter referências a respeito do assunto que lhes permitiriam fazer o trabalho mais corretamente. Abração e boa sorte.

Pedro Luiz Moreira Lima em 24 de abril de 2011

Amigo Setti: A reportagem do jornal O Globo do Rio Centro terá destaque? Abraços Caro Pedro, o material é vasto demais e achei indevido transcrever tudo de um veículo que não pertence à Editora Abril. Lembro que VEJA, na ocasião, foi fundamental em demonstrar a farsa montada pela ditadura. Abraços PS -- Como vai o livro sobre seu pai?

Julio em 24 de abril de 2011

Prezado Ricardo, sua sensibilidade e senso de oportunidade nos oferecem coisas como essas. Muito legal. Um abraço, Júlio Repassarei seus elogios, que agradeço, caro Julio, à jornalista Domitila Becker, que descobriu esse fantástico filme para colocá-lo no blog. Abraços

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