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No cinema em Tel Aviv, o público de início não entende o está se passando. Depois capta a mensagem. Descubra o enigma lendo o post

Imagine a cena: você compra ingresso, pipoca e refrigerante, entra na sala de cinema, senta-se a uma poltrona e, quando o filme começa, não faz nem ideia do que está passando no telão à sua frente: não tem nada a ver com o filme que estava anunciado e que você queria ver.

Isso aconteceu com dezenas de milhares de pessoas, num grande cinema na região metropolitana de Tel Aviv, em Israel, durante uma campanha pela Semana Internacional de Conscientização do Mal de Alzheimer. A troca de filme queria dar ao público uma ideia, por pálida que fosse, da desorientação de quem começa a sentir os sintomas da doença. Depois do impacto da mensagem, o filme anunciado passava normalmente.

Uma campanha vitoriosa, diga-se de passagem, que chegou a dezenas de milhares de pessoas.

Dica do leitor e amigo do blog Hugo Sterman Filho.

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3 Comentários

Marco em 02 de setembro de 2012

Dom Setti: Na minha opinião não existe povo com maior sensibilidade e refinado. Q o Judeu! Abs.

bereta em 02 de setembro de 2012

Caro Setti, se me permite um depoimento pessoal, posso dizer que meu pai foi vítima de Alzheimer. Faleceu aos 89 anos, um homem que durante grande parte de sua vida se didicou ao trabalho,a leitura e a boa conversa. Não gostava de jogar conversa fora. Mas foi depois de perder o interesse por tudo isso que o seu cérebro passou a perder grande parte da capacidade de trabalho. Nós, a família, não conhecíamos o mal. Percebi que havia alguma coisa errada quando, num mesmo dia ele me contou a mesma história sete vezes. E quando tentei participar do assunto, ele não me levou em conta. Mesmo assim, ainda demorou um bom tempo para que ele tivesse o primeiro e último surto. Perdoe-me se eu não usar termos médicos. Não os conheço. Aproximou-se de minha mãe e mandou que ela se preparasse para partir, pois a carroça estava "lá embaixo esperando". Imagine, pois morava em Santos, num prédio de cinco andares. Acometido de súbita fúria, houve a necessidade de atendimento urgente. Sedado, levado ao hospital, não se recuperou mais e faleceu. Já, minha mãe, sempre ligada a coisas da religião, escrevia e ainda escreve poesias, cartas, dá-se a panfletagem, mesmo estando em casa. Sempre descobre uma forma de mandar seus recados, no afã de salvar almas. As vezes demonstra algum comportamento característico dos portadores do mal, mas ainda brandos. Pude ver numa sequência de dezesseis graus, as fases pelas quais as pessoas passam. Os casos mais graves são justamente quando os sintomas começam a surgir bem cedo. Essas pssoas são as que demoram mais para morrer. No caso de minha mãe, é provável que se houver uma manifestação mais aguda, ela será chamada em curto tempo. Fica aqui o depoimento de quem convive com o problema. Se puder ser útil aqueles que passam por ele, me sentirei útil. Esqueci de dizer que mamãe também se aplicou em aprender pintura quando já contava oitenta anos. Não se tornou pintora, mas excelente copista. Não vendia quadros, dava-os as pessoas que gostavam do seu trabalho. Fazia crochê, fuchicos, aquelas figuras sextavadas que, unidas, formam colchas ou edredons. Importante frisar é que sempre esteve ocupada com algo, fato não levado em conta por meu pai. Dia 22 fará 92 anos e, exceto o banho, para o qual precisa de ajuda, as demais atividades, ela as realiza sozinha. Obrigado.

Felipe Alves em 01 de setembro de 2012

Belíssima ideia, muito bem sacada. Devidamente compartilhado.

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