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Via de acesso em Taipé já em outubro de 2009: para cada duas pessoas, uma moto ou “scooter” (Foto: Nicky Loh / Reuters)

Já virou tradição neste blog postar vídeos que mostram como o trânsito pode ser doido, insolúvel ou simplesmente dotado de características especialíssimas em rincões diferentes do planeta.

E a série, que começou com o absolutamente delirante tráfego urbano de Jaipur, na Índia, e prosseguiu com a mirabolante arte de atravessar as ruas em Hanói, no Vietnã, visita hoje outra metrópole asiática, Taipé.

A capital de Taiwan (ou Formosa), ilha que a ditadura da China considera sua “província rebelde”, possui uma proporção motos/pessoas espantosa. Segundo dados do governo insular, para cada dois dos 23,2 milhões de habitantes há uma motocicleta ou scooter. Se esta média valer também para Taipé, considerando que a população local é de aproximadamente 2,6 milhões, estima-se a existência de 1,3 milhão destes veículos somente na cidade.

São 300 mil motocas a mais do que a gigantesca São Paulo, por exemplo, que em fevereiro deste ano deve alcançar a marca de 1 milhão de motos. Só que a população de mais de 11 milhões de pessoas da ex-Cidade da Garoa é mais de quatro vezes superior à de Taipé, e sua área de 1,5 milhão de quilômetros quadrados chega a quintuplicar à da “concorrente”.

O vídeo abaixo mostra uma via de acesso que liga um viaduto a uma avenida de Taipé na qual, aparentemente, só são permitidos veículos em duas rodas. É um verdadeiro enxame, com máquinas pilotadas por todo tipo de gente: executivos engravatados, senhores de idade e até famílias de quatro pessoas (reparem no tempo 2’25”).

A grande maioria dos que passam parece respeitar o limite de velocidade, que em geral é de 50 quilômetros por hora e, curiosamente, o fluxo colossal parece correr de forma harmônica. O crédito do vídeo é do usuário do YouTube Gen Koga.

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5 Comentários

Jemima Cunha Acioly de Lima em 31 de março de 2014

É incrível ! Mas parece que há mais segurança para os pedestre do que aqui no Brasil. Será ?

Fabiano Barreto em 24 de março de 2014

O mais incrível é que não se ouvem buzinas. No Brasil parece que os cursos de motociclismo ensinam o uso constante e repetitivo da buzina antes de ensinar o que é o freio. Como sempre a diferença é uma só: educação. Talvez, eu disse talvez, esse país comece a mudar daqui a 50 anos, se assumir um governo comprometido com a educação. Só isso salvaria. Estamos numa bifurcação, ou vamos para a Africa ou vamos para a Austrália. Depois de 12 anos de ignorantes, mal-educados, despreparados e iletrados no comando, não acho que podemos sobreviver a mais um governo curto e que ao contrário de celebrar e almejar a excelência, prefere demonizá-la e exaltar as virtudes da miséria, da pobreza, da ignorância e da falta de educação generalizada. Meus filhos serão educados em outro país, já decidi. Meus netos talvez, talvez muito remoto, possam vir a ser educados aqui, mas o tempo está passando...

Caio Frascino Cassaro em 22 de março de 2014

Prezado Setti: O fluxo não "parece" seguir. SEGUE de forma harmônica. Por quê? Porque obedecem a lei. É simples assim. Disciplina, e principalmente disciplina interior traduzida em respeito ao outro. E, é claro, debaixo de porrete, pois o ser humano não entende outra linguagem. As leis de trânsito ali são duríssimas, e as penas para quem descumpri-las vão desde multas pesadíssimas até a prisão dos infratores, diferentemente da Bobolândia, país que um "jabazinho" bem colocado livra qualquer um de qualquer coisa. Nem formação de quadrilha é mais considerado crime, posto que na verdade não existem quadrilhas, apenas "reunião eventual para o cometimento de transgressões". Aí, meu amigo, não tem trânsito - ou ainda, não tem PAÍS - que ande. Abs

Charles A. em 21 de março de 2014

Taipé ou Tatuapé,hehe.Ainda não chegamos a esse caos,mas estamos caminhando a passos firmes nesta direção!

Marco em 21 de março de 2014

D. Setti, não faço a menor ideia como se atravessa a rua, mas com certeza não é com tranquilidade a espera, até mesmo da sinaleira.É muita coisa móvel para se ficar atento. Abs.

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