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“Você vai confinar toda a minha história em um único mês?” (e no caso do Brasil, dia?) (Foto: AFP)

Hoje, 20 de novembro, três capitais de Estado (São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá, além de vários municípios de dez estados) decretaram feriado pelo Dia da Consciência Negra.

Nos Estados Unidos um mês inteirinho — fevereiro — é dedicado à Consciência Negra. Tanto lá como cá, a escravidão e o racismo são manchas na história, e o combate ao racismo fazem parte da pauta governamental desde os anos 60, com soluções por vezes polêmicas, como é o caso das cotas nas universidades.

A questão é: criar um dia – ou um mês – para a Consciência Negra, de alguma forma, ajuda na conscientização sobre o racismo ou no combate a essa praga?

Morgan Freeman, americano do Tennessee, um dos maiores atores vivos do cinema, vencedor de um Oscar pelo filme Menina de Ouro, de 2005, e indicado outras cinco vezes para o prêmio, acha que não.

Para ele, é “ridículo” que haja algo como um mês — ou, no nosso caso, um dia — para a Consciência Negra. “Vamos reduzir a minha história a um mês?”, perguntou ele, nessa entrevista de 2006 ao lendário jornalista Mike Wallace, morto em fevereiro passado.

Vejam qual é a solução — no fundo simples, mas na verdade muito difícil de se materializar — que ele propõe para o fim do racismo:

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25 Comentários

natalia em 20 de agosto de 2013

adoro esta data por que e muito especial para mi

erica em 10 de dezembro de 2012

adoro o dia da consiencia negra

Pedro Luiz Moreira Lima em 25 de novembro de 2012

Corinthians: Lógico que sim! Abração Pedro Luiz

Corinthians em 23 de novembro de 2012

Pedro Luiz Moreira Lima - 22/11/2012 às 22:41 Não são todas não. Não me coloque bandeiras de socialismo (este sim hipócrita) ou do MST em minha mão. As bandeiras que tento agitar são da democracia plena, com poderes independentes e fortes instituições, além é claro da imprensa livre, a IGUALDADE de todos perante a LEI, e claro, as alvi-negras do Todo Poderoso Timão. Claro que você tem o direito de criticar - assim como eu. Mas também os outros tem o direito de nos criticar também não é mesmo ?

jair em 23 de novembro de 2012

entao cade meu comentario????

Pedro Luiz Moreira Lima em 22 de novembro de 2012

Corinthians: Sais agitando todas as bandeiras do mundo, quanto a mim me dou o direito de criticar tudo, assim quando empunhar bandeiras saberei que estou lutando contra uma sociedade hipócrita e preconceituosa. Abração Pedro Luiz

Corinthians em 22 de novembro de 2012

Pedro Luiz Moreira Lima - 22/11/2012 às 17:25 Acho que ninguém que use de rótulos consiga. O rótulo separa. Ao apontar uma intolerância e achar legítima, normal e superior uma outra intolerância reagindo à primeira, baseado nos mesmos rótulos, é em minha opinião propagar a mesma intolerância. Morgan Freeman fala - "Pare de me chamar de negro." Seria por que ele é (ou por que quer ser) branco ? Claro que não. Ele só pede para acabar com rótulos - negro, branco, amarelo, índio, mulher, gay, roqueiro, militar, tatuado... antes de mais nada, somos pessoas. Deve-se punir alguém por que atacou uma pessoa, e não um gay. Deve-se punir alguém por que impediu uma pessoa de entrar no recinto, e não um índio. Rótulos separam as pessoas. Não é possível igualdade com rótulos. Sou contra toda e qualquer intolerância, e acho que tenho o dever de empunhar a bandeira - tanto a intolerância ativa quanto a reativa.

Pedro Luiz Moreira Lima em 22 de novembro de 2012

Corinthians: Condenar a INTOLERÂNCIA é dever de todos - e que adianta condenar e não olhar,apontar,delatar,protestar as HIPÓCRITAS MANEIRAS DE DISFARÇAR A INTOLERÂNCIA DA NOSSA SOCIEDADE?TANTO, RACIAL,SOCIAL,RELIGIOSA,SEXUAL,CONTRA NORDESTINOS,MULHERES... Bandeiras contra Intolerância,Corrupção,Violência...empunho também mas antes me olho por dentro bem fundo - se sou merecedor de empunhar tais bandeiras. Pedro Luiz

Corinthians em 22 de novembro de 2012

Pedro Luiz Moreira Lima - 22/11/2012 às 0:18 Pedro, de novo. Releia. Não concordamos. Sou contra a intolerância. Ponto final. Sem ficar falando de white power, black power, kkk, ganues, nazistas, islamistas, etc. etc. etc. Ninguém tem o direito de ser racista - seja de onde partir. O racismo é reconhecido sim. Infelizmente a grande maioria das pessoas acha que existe direito em um racismo invertido, contrário, em reações violentas ou até terrorismo por considerar "reação normal". Não acredito que você diria isso caso seu filho fosse alvo de um racismo violento contra o branco por alguém de uma gangue de negros. Igualdade é igualdade perante as leis. Ponto. Seja quem for. Sem estes malditos rótulos. Reveja Morgan Freeman.

Pedro Luiz Moreira Lima em 22 de novembro de 2012

Querido futuro campeão do mundo Corinthians: Concordei com vocês - Contra a Intolerância!!!apenas lembrando que a Intolerância partiu e ainda parte do White Power - do outro lado a reação é de Defesa e nunca Ataque - nunca ouvi falar numa Klux Klux Khan de avental negro e enforcando branco. A Intolerância para ser combatida deveria ser reconhecida pela Sociedade Branca - a Intolerância da Sociedade Branca é terrível tanto pela violência, como na hipocrisia da brasileira - podem escrever até livros Não Somos Racistas, só mais aumenta a hipocrisia. Abração Pedro Luiz PS - quanto ao Palmeiras seu rebaixamento é terrível para todo futebol brasileiro.

Corinthians em 21 de novembro de 2012

Pedro Luiz Moreira Lima - 21/11/2012 às 18:09 Sua capacidade de generalização e desconsideraÇão apra com as pessoas me impressiona. Quer dizer então que por que algum nó cego que acha que tem uma raça por ter uma pele mais alva e resolve ser racista com alguém com a pele escura, o tal não-identificado anônimo do Movimento Negro tem o "direito" de se "defender" com uma reação à outra pessoa também de pele mais clara ? Isso é perpetuar o racismo - só trocou o sinal. Ninguém tem esse direito. Parar com o racismo ? Parem de falar nisso, parem de separar as pessoas em grupinhos fechados que teriam algum direito a mais que outros. Reveja Morgan Freeman. ########################## Caio Frascino Cassaro - 21/11/2012 às 17:53 Pô, eu me segurando aqui e vc me manda um "concordamos em QUASE tudo". Aí não dá né, sou obrigado a dizer que já fiz promessa para o ano que vem: Carne de porco só na segunda! E também que to curtindo Gonçalves Dias, to tentando plagiar aqui um poema dele... Minha terra tem Palmeiras/Onde chora a porcada/Cairam (de novo) morro abaixo/Esse time hoje não vale nada -- P.S. Tudo na esportiva, só na rivalidade, coisa de times, ainda mais entre uma das maiores rivalidades do planeta, já que o Palmeiras foi uma dissidência do Corinthians :) É brincadeira, não vai me levar a sério e dizer que fui racista só pela cor da camisa de futebol que você gosta.

Mari Labbate - SP em 21 de novembro de 2012

No Dia 20 de Novembro deve-se comemorar o DIA DA CONSCIÊNCIA. Deus é tão maravilhoso, que encurralou o Lulão nesse maravilhoso dia, através dos talentos da Procuradora Luciana Loureiro. Não considero ofensivo chamar alguém de negro, pobre, homossexual, gordo, magro, rico, analfabeto, japonês, italiano, brasileiro... Ofender-se constitui um grande erro, porque é muito negativo, energeticamente, considerar-se uma vítima. Ao ouvir um comentário inaceitável, basta defender-se, verbalmente. Não há necessidade de leis, para proteger-se de palavras. Como profissional feminina na área da Educação já vivi muitas situações de cerceamento. Resultado: reciclo-me, sempre: para aquisição de novos conhecimentos, e aperfeiçoamento pessoal, através de exercícios de autoconhecimento, objetivando um bom equilíbrio espiritual.

Pedro Luiz Moreira Lima em 21 de novembro de 2012

Caio e Corinthians: Concordo, mas é bom lembrar que a INTOLERÂNCIA partiu e ainda parte do WHITE POWER - se existe reação e ainda existe - é o Direito de Defesa do Movimento Negro. Abraços Pedro Luiz

Caio Frascino Cassaro em 21 de novembro de 2012

Ao Corinthians: Falou e disse. A batalha é contra a intolerância. Qualquer que seja ela. Como sempre concordamos em QUASE tudo!!!! Abraços

Renato Tanzi em 21 de novembro de 2012

Resta uma pergunta: os Estados Unidos fazem um mês de feriados? Aqui, a questão se resolve da maneira mais conveniente: cria-se um feriado, que, de preferência, forme um feriadão com a proclamação da República; lava-se a estátua de Zumbi, um escravocrata tornado herói da liberdade; reúne-se tudo isso em movimentos festivos televisionados à farta; e, com promessas de redenção em cotas e promoções de personalidades negras, fica tudo resolvido. Mas, no dia seguinte, a vida real mostra o que de fato acontece: massas de trabalhadores - formadas, na maioria, por negros e pardos, mas também por brancos - vão levando a vida como podem, sem a menor noção desse oba-oba. Mas, na foto, o Brasil vai acabando com o racismo e promovendo a igualdade social.

Pedro Luiz Moreira Lima em 21 de novembro de 2012

Setti: O grande ator e cidadão do mundo Morgan Freeman fala da realidade do negro americano,até o Movimentos pelos Direitos Civis,Black is Beantiful,Panteras Negras(não o movimento armado) e outros,tudo era KU-KLUX - KHAN com menor ou maior intensidade. O Movimento Negro no Brasil está passando pelo mesmo processo inicial americano, duas realidades diferentes aliás totalmente diferentes. Abraços Pedro Luiz

Mairalur em 21 de novembro de 2012

A Tom Carlos Silva digo que se deve, sim aplicar o "don't ask, don't tell", porque ninguém tem o direito de perguntar, ninguém tem a obrigação de responder. Que todos se respeitem é o suficiente e altamente recomendável.

Fernando X em 21 de novembro de 2012

Ele é o cara. Sempre gostei dele como ator e pela sua postura como pessoa. Neste vídeo ele diz tudo!

Vera Scheidemann em 21 de novembro de 2012

Freeman foi genial ! Está certíssimo ! Em segundos apenas acabou com o preconceito. Brilhante ! Vera

Angelo Losguardi em 21 de novembro de 2012

Excelente esse video. Simplesmente genial o Morgan. Concordo plenamente. Sim, o racismo deve ser combatido, já há até leis pra isso e não é de agora. Mas ficar trazendo a cada instante à tona a questão racial, ainda mais com esse "racismo positivo" absurdo dos bacanas esquerdistas, é caminho mais curto e eficaz de perpetuar o racismo.

Fátima correia em 21 de novembro de 2012

sou fãn dele é um ator admiravel

danir em 20 de novembro de 2012

Bingo. Eu já o admirava como ator; agora tambem como cérebro pensante. Cotas raciais, dia ou mês da consciência negra, combate à homofobia, politicamente correto e quetais, são manifestações de pessoas racistas e preconceituosas. Só interessam para quem quer exercer dominação sobre as nossas mentes e atos.

Tom Carlos Silva em 20 de novembro de 2012

"Como vamos nos livrar do racismo?" "Parando de falar sobre ele". Parece-me que ele quer adotar a máxima americana que foi aplicada por anos aos gays: "Dont ask, dont tell". "Ponham tudo sob o tapete". Por favor, Mr. Freeman, faça como Clint Eastwood e vá dá conselhos para cadeiras vazias.

Lilian em 20 de novembro de 2012

Caro Setti, Muito boa lembrança esse vídeo com Morgan Freeman. Para acabar com o racismo é preciso mesmo parar de falar disso e educar nossas crianças para o respeito do outro. Abração.

Corinthians em 20 de novembro de 2012

Morgan Freeman, ator excepcional, que apresentou a muito boa série "Grandes Mistérios do Universo" da Discovery, resumiu muito bem o que penso de toda esta questão. Somos e devemos ser iguais perante a lei. Não devemos ter leis especiais para alguém que bate em homossexuais - devemos ter leis e punição para quem bate em pessoas. Não devemos ter cotas baseadas em raça, por que a genética prova que a raça inexiste - somos todos vira-latas. Como acabar com o racismo ? Parando de falar nisso. Que sejam punidas as pessoas que causem qualquer constrangimento, seja por cor, prefer6encia sexual, time que torce, sapatos que usa. Devemos ser todos iguais perante a lei. E isso só vai ser possível quando pararmos de tentar separar as pessoas em grupos.

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