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Nos subterrâneos de Tóquio, túneis gigantes do porte de catedrais

Apesar de duramente castigado pelo pavoroso terremoto seguido de tsunami na semana passada, o Japão — reconhecem todos os especialistas — é talvez o país mais preparado do mundo para esse tipo de desastres naturais.

Não é de estranhar, assim, o extraordinário esquema anti-enchentes que os japoneses construíram em Tóquio, sua capital e o maior conglomerado urbano do mundo. A grande metrópole dispõe de nada menos do que 15,7 mil quilômetros de canalização subterrânea para esgotos e águas pluviais — você leu corretamente, são 15,7 MIL quilômetros –, que constituem o maior sistema de esgotos urbanos do mundo.

E, entre 1992 e 2014, a um custo de 2 bilhões de dólares, ergueu um fabuloso sistema de 6,3 quilômetros de túneis gigantescos, a 50 metros abaixo do solo, alguns com 80 metros de altura, para coletar água de chuva nos pontos mais críticos, o chamado Tokyo Amesh.

O esquema é sofisticado a ponto de separar a água do começo de uma chuva, muito poluída, da água mais limpa que vem depois, e é aproveitável depois de tratada.

As grandes estruturas, de dimensões de catedrais, têm linhas futuristas e impressionantes, conforme você pode constatar na foto que ilustra este post. Tóquio, apesar de suas dimensões colossais, não sofre qualquer problema de enchentes.

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Denilson Machado em 19 de dezembro de 2013

Qual a capacidade de armazenamento?

Vera Scheidemann em 03 de janeiro de 2012

Maravilha ! Enquanto isso, por aqui, a providência "genial" contra as enchentes resume-se à instalação de sirenes para avisar os pobres coitados que vivem nas áreas de risco que as águas estão chegando e eles devem abandonar tudo, suas casas, seus pertences e se abrigar no CIEP mais próximo. Pronto ! Para nossos políticos, o problema está resolvido e ainda têm a cara de pau de ir à televisão e informar que o sistema está dando bons resultados. É de morrer de vergonha. Por falar em vergonha, o que podemos dizer diante das toneladas (parece que foram 300 ou mais) de lixo que as pessoas deixaram nas areias de Copacabana, nas calçadas e na ciclovia terminadas as comemorações de Ano Novo ? E isso no ano em que as festividades dizia ser sustentáveis... Será que teremos um povo civilizado algum dia ? Será ?... Vera

Luiz Santos em 15 de março de 2011

Oi seja, "igualzinho" o que nos temos aqui em SP e no RJ kakaak.... o Tiete entao, outro "exemplo" de administraçao de recursos hidricos :D

JT em 15 de março de 2011

O fornecimento de água ainda é um serviço relativamente barato no Brasil, talvez por isso sejamos uma nação que desperdiça este recurso sem parcimônia. Certa vez fiz uma proposta num conselho municipal da cidade onde resido, que consistia no incentivo à população para a construção de pequenas cisternas para retenção e aproveitamento da água de chuva. Desenvolvi inclusive um modo artesanal e barato de construir uma cisterna com capacidade para 4 mil litros. Parece pouco, mas se multiplicado por cada residência de um bairro, o efeito é considerável. Neste projeto, previ uma caixa de coleta com duas saídas, uma direta para a rua com o objetivo de descartar a primeira chuva após um período de estiagem, e outra saída para alimentar o reservatório, que seria ligado a outra caixa de água, sobre a casa, por uma bomba elétrica de meio cavalo. Na carta que enderecei aos demais conselheiros, sugeri o abatimento de parte do IPTU como possível incentivo para a construção destas cisternas, e deixei minha própria casa aberta para visitação, uma vez que construí uma cisterna modelo. Ninguém sequer acusou recebimento... Em todo caso, segue o link com mais informações: http://www.jeantosetto.com/2007/11/gua-de-chuva-um-bem-valioso.html Caro Jean, seu projeto é simples e inteligentíssimo. É uma vergonha, uma absoluta vergonha, e mostra o nível de indigência e irresponsabilidade de nossas elites, que os conselheiros a quem você encaminhou seu material não tenham manifestado o menor interesse -- e nem a educação de acusar o recebimento. Um abração e não desanime em seu idealismo.

Tito Livio Bereta Bereta em 15 de março de 2011

Bobagem falar sobre o sistema subterrâneo japonês. Nós temos um, tremendamente eficiente e a céu aberto. Brincadeira, caro Setti. E não custou quase nada. Bastou a ocupação desordenada de várzeas - em 1965 ainda havia campeonatos de várzea, lembram-se? - bastou a ocupação estúpida de terrenos que agiam como esponja antes das águas atingirem os leitos dos rios e córregos! Enfim, bastou que colocássemos toda a nossa burrice a trabalhar contra a natureza e pronto! Como a oferta de mão de obra é infinita, a burrice, só isso nos fez superar o sistema japonês. E a ocupação desordenada continua, vez que a megalópole não tem plano para nada. Tem mil subprefeituras, tem prefeito criando partido, tem governo de oposição que não se "oposiciona", tem de tudo um pouco! Só não temos vontade política. Vai ver que o governo é sócio de alguma loja de sofás. O que tem de sofá jogado fora após as inundações não está registrado! Viva as casas Bahia, que vendem tudo em 20 prestações mensais e sem juros!!! Tende piedade de nós, ó céus.

José Geraldo Coelho em 14 de março de 2011

Em Roma, o sistema ante inundações, construído há mais de 2000 anos, com pedras, funciona até hoje. A cidade de São Paulo, tão rica, vive submersa em água podre, lixo e esgoto. Entra governo, sai governo e o problema persiste. Há anos vi reportagem mostrando o buracão do Jânio. Seria a solução mas soube que a Erundina tapou o buraco.

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