VÍDEO PARA MATAR SAUDADES: A extraordinária Seleção de 1982 — que não precisou ganhar uma Copa para entrar para a História

Sou suspeito para dizer que um dos melhores times que já vi jogar foi a Seleção Brasileira que disputou — e não ganhou — a Copa de 1982.

Tenho ligações afetivas com aquela Copa, porque, na época em VEJA — eu deixaria a revista depois, para passar por diversos veículos, só retornando mais de 20 anos mais tarde –, fui encarregado pelo então diretor de Redação, José Roberto Guzzo, de chefiar a equipe da revista que cobriu a competição na Espanha.

Conheci de perto cada um dos jogadores, de certa forma convivi com eles e com a equipe técnica, comandada pelo grande Telê Santana, vi o impressionante encantamento da torcida da Espanha, sede da Copa, pelo time em que brilhavam Sócrates, Falcão, Zico, Júnior, Oscar, Eder e tantos outros grandes jogadores, presenciei a amargura da eliminação para a aplicadíssima, mas medíocre equipe da Itália…

Qualquer dia vou tentar escrever sobre isso. Tenho montanhas de anotações e até uma entrevista exclusiva, na época dificílima, com Telê, que jamais seria publicada.

Por ora, fiquemos com o filme abaixo, narrado em inglês. Mas as imagens carregam linguagem universal.

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19 Comentários

  • Sonia Regina

    Boa tarde Sr. Ricardo
    Vídeo maravilhoso, excelente escolha da musica e além do nosso saudoso Telê, ainda contou com narrações do querido Luciano do Valle.
    Valeu.
    Um abraço

  • Sérgio Raposo

    Legal, também me marcou muito essa época, você só mudou a orem natural das coisas caso seja a intenção : zico, falcão sócrates, júnior, oscar, éder.
    Se pensei mal, desculpe, se pensei certo, cito o mesmo post de umas semanas atrás, menos bairrismo e mais realidade.

    Você está viajando! Bairrismo aonde, meu amigo?
    Santo Deus, tem gente que enxerga chifre em cabeça de cavalo!

  • Ronaldo força

    Caro Ricardo Setti, respeito sua pessoa por ser um aficionado em futebol. Porém o futebol é uma coisa lúdica que mal elaborada faz muito mal a nação. O Brasil sem futebol progrediria muito mais, além do mesmo ser irrelevante no que concerne a distribuição de renda e desigualdade social. Hoje o futebol serve muito mais para lavagem de dinheiro do que para orgulho de um esporte que eleva um país. Está, o futebol,completamente infiltrado por vigaristas e mafiosos que ganham em detrimento dos atletas e reais admiradores. É realmente uma coisa menor que serve a objetivos os mais falaciosos do planeta. Desculpe grande Setti pela sinceridade.

  • Meia Verdade

    Muito bem lembrado dessa seleção, era de encher os olhos. A partir desse “fracasso”, os comentaristas esportivos começaram a atacar o futebol arte…depois dessa copa nosso futebol virou um futebol de “trogloditas”, perdemos o encanto que tinhamos.

  • nena

    Como era diferente naqueles tempos! A eliminação do Brasil foi um dos momentos mais tristes para os brasileiros, se não o pior deles. Nunca assisti outro momento na nossa história em que houvesse tanta unanimidade. No entanto, mesmo com toda a frustração não houve quebra-quebra, violência, agressões, ninguém incendiou ônibus. Só tristeza, uma grande tristeza em que, em silêncio, foram enroladas as bandeirinhas e voltou-se para dentro de casa. Todos sabiam do valor daqueles jogadores e da liderança genial de Telé Santana. Momentos assim devem mesmo ser recordados porque são históricos e não voltam mais.

  • carlos nascimento

    Ricardo,
    Vou cobrar essa entrevista que o Mestre Telê concedeu, deve ser histórica.
    Muitas dúvidas, vou ser paciente, tente responder às indagações abaixo :

    – É verdade que Júnior no vestiário (ntervalo) passou um pito no Toninho Cerezo, pela falha no ERRO do passe que resultou no gol do Paolo Rossi ?
    – Vc como chefe da Veja nunca questionou o Mestre Telê por escalar um “frangueiro” como o Valdir Perez ?
    – No último gol da Itália, houve o rebote no escanteio, a bola sobrou para o Paolo Rossi, ele só fez bater para marcar, ali ocorreu uma FALHA GRITANTE (reveja o vídeo) Júnior (hoje comentarista do plin, plin)ficou parado debaixo da trave, dando condições ao atacante italiano, se ele fizesse o que normalmente todo mundo faz, saísse junto com os nossos zagueiros, o Rossi estaria IMPEDIDO, o gol seria anulado ? concorda comigo ou não ?
    Por último, ao final do jogo Sócrates perdeu um gol incrível, além de Dino Zoff ter operado milagre na cabeçada de Oscar, enfim, o destino quis que a história fosse escrita dessa maneira, mas……
    abração.

    São perguntas demais, meu amigo Carlos, e eu precisaria consultar minhas anotações para não cometer injustiças.
    1. Preciso checar, mas parece que houve a conversa do Junior com o Cerezo, sim.
    2. Eu não cheguei a questionar porque o Valdir Perez tinha bom cartel no São Paulo e não vinha comprometendo. O melhor dos três goleiros, disparado, era o Carlos, o “Ganso”, na época ainda na Ponte Preta e muito tímido, não se impunha, não tinha a personalidade forte que acabou adquirindo mais tarde, no Corinthians, por exemplo. O primeiro reserva, que ficou sendo uma excelente fonte para mim e era ótima praça, Paulo Sérgio (então no Botafogo), era um bom goleiro, mas de estatura muito abaixo do desejável.
    O Ganso era enorme, tinha pelo menos 1,90 m.
    3.Não consigo culpar o Junior pelo lance por causa da rapidez. Se você olhar a jogada desde o princípio, a coisa começa com um chute ERRADO a gol do Tardelli, meio-campo da Itália. A bola repica aqui, repica ali e acaba entrando.
    A cabeçada do Oscar não ter entrado foi milagre puro salvando o medíocre time da Itália.
    Acho que foi o campeão do mundo de campanha mais medíocre — três empates na fase de grupos!
    Abraço

  • LUIZ FERNANDO

    Com Serginho Chulapa, Valdir Perez e Luizinho não dava mesmo…

  • Maurilio

    Concordo. Se a seleção de 1982 fosse campeã do mundo não se discutiria qual a melhor seleção brasileira de todos os tempos. Para mim a mais completa foi a de 1958 (dois craques para cada posição); a de 1970 é inquestionável; mas a de 1982 foi a que me empolgou.

  • Sandro

    Dura realidade: a Itália jogou melhor e mereceu ganhar! 🙁
    Bruno Conti (creio eu) disse que “se Brasil e Itália jogassem 20 vezes o Brasil ganharia 19!”. Infelizmente para nós – brasileiros – a Squadra Azzurra ganhou!
    E era para ser “4×2”: o juiz anulou um gol legítimo italiano (por impedimento).
    E não marcou um penalti em Zico (teve a camisa rasgada!). Marcou toque no braço de Zico! E Zico mostrando a camisa rasgada… 🙁
    Waldir Peres de goleiro e Serginho Chulapa de centroavante num dava mesmo.
    O gol do Doutor Sócrates foi espetacular. Tabelinha com Zico – marcado por 3 – e passe sensacional para o Doutor.
    Zoff – 40 anos – pulou como um garoto de 10 anos fazendo os brasileiros chorarem como criança de 5 anos! 🙁

  • o desPTtizador

    A derrota para a Itália, do “largo” Paolo Rossi, até hoje foi o único dia q chorei [tinha 13 anos] por causa de futebol – e olha q meu coração corinthiano já tomou umas pancadas doídas! Jamais o Brasil juntará jogadores soberbos como esses [hoje só temos jogadores com A Soberba exacerbada!].

  • carlos nascimento

    Ricardo,
    Olhando aqui para os meus botões( botões do celotex), o camisa 09 do meu time imaginário de 1982 está com a foto do fantástico CARECA, que foi cortado por contusão, me desculpe….rs.rs.rs…. mas……imaginemos o CARECA ao lado de Zico, Falcão, Sócrates, Éder, ao invés de Serginho Chulapa, seria uma verdadeira obra prima.
    Convenhamos, Valdiz Perez e Serginho Chulapa, eram os peixes fora do aquário.

  • Natal

    Eu assisti aqueles jogos… e como todos, chorei na fatídica partida contra Rossi (porque a Itália mesmo, não jogou, foi ele!). Realmente era uma seleção que jogava encantando, era fantástica! Fico aguardando a postagem, Setti… certamente será daqueles pra arquivar!

  • Anonimo

    Seleção de 82…timaço!
    Ousadia do Telê, de colocar 3 craques do Galo, como titulares (seriam 4, se o Reinaldo não estivesse em decadência precoce…O Paulo Isidoro, também do Galo, que era um Robinho melhorado, era reserva de luxo)…essa seleção só não foi formada em 78 porque o Coutinho foi bairrista e barrou os mineiros do Galo e Cruzeiro e o Falcão, do Inter (o Sócrates ainda não tinha surgido: O Coutinho não montou a Seleção de 82 em 78 porque não quis, porque não era o Telê: O time que o Coutinho podia ter montado e não quis: Leão; Nelinho, Oscar, Amaral e Edinho; Cerezo, Falcão, Zico e Rivelino; Reinaldo e Joãozinho…mas era muito mineiro e gaúcho, o carioca Coutinho não aguentava…tivemos que esperar a “coragem” do Telê, de colocar 3 atleticanos como titulares na Copa,,,
    .
    Os melhores daquela seleçãozaça, na Copa (é só ver os vídeos, para constatar)
    .
    1. Sócrates;
    2. Falcão;
    3. Éder;
    4. Luisinho;
    5. Zico;
    6. Cerezo;
    7. Júnior;
    8. Leandro;
    9. Oscar;
    10. Serginho;
    11. Valdir Peres.
    .
    Mas a Seleção de 70 foi ainda melhor, tinha mais gênios artilheiros: Pelé, Tostão, Gerson, Rivelino, Jairzinho, Clodoaldo e Carlos Alberto! Melhor time da história do futebol!

  • Anonimo

    O Careca, novinho, artilheiraço,
    já estava atuando no ataque da seleção
    nos treinos, quando teve uma “misteriosa”
    distensão muscular que o tirou da Copa,
    efetivou o Serginho como titular e colocou o veterano Roberto Dinamite no avião para a Espanha
    .
    Dizem que a contusão do Careca foi um trabalho da então amorosa esposa do Roberto Dinamite: a “misteriosa” Cabocla Jurema
    .
    Folclores do futebol!
    .
    Mas que o eterno amor da Cabocla Jurema pelo Roberto Dinamite prejudicou uma nação inteira, e a seleção de 82, ah isso prejudicou…”por causa” dela saiu o Careca artilheiraço, com 18 aninhos e entrou aquela baranga do Serginho Chulapa, atrapalhando o Zico de chutar a gol, no jogo contra a Itália!!

    Esqueça as teorias conspiratórias. Eu estava lá e vi o treino em que o Careca se contundiu — infelizmente.
    Abraço

  • Paulinho Rojo

    Puxa, Setti! Eu achava que você torcia para a Itália. Me impressionou!

  • Caio Frascino Cassaro

    Prezado Setti:
    Perdemos aquela Copa um pouco pela teimosia do Telê – deixou Leão no Brasil e levou o apenas bom Valdir Perez. Além disso, o lance que resultou no terceiro gol da Itália saiu de um escanteio dado “no grito” pelo bandeirinha. Até hoje acho que a bola não saiu – pode ver que o Valdir Perez bate a bola para baixo, ela pega na linha e sobe reta, o que significa por óbvio que ela saiu reta da mão dele – portanto, NÃO ESTAVA FORA DO CAMPO!!! Por último, uma curiosidade: meu saudoso primo Bibo estava no Sarriá com seu irmão, a esposa e meus tios, do lado oposto ao das câmeras de TV e filmou o lance capital do jogo: a cabeçada do Oscar aos quarenta e todos do segundo tempo que o maldito do Dino Zoff defendeu. Meu primo teve a felicidade de dar um zoom no lance e pegou um detalhe que eu só vi na filmagem dele: o Zoff faz a defesa, a bola escapa para o lado esquerdo e vai entrando no gol. O italiano, caído sobre o braço esquerdo, se estica como se fosse de borracha e coloca os dedos da mão direita sobre a bola, parando-a em cima da linha. Detalhe: não parou a bola com a palma da mão, MAS COM A PONTA DOS DEDOS!!!! O Chulapa, que no Paulistão daria um carrinho chutando bola, goleiro, bequeira adversária e o que mais tivesse pela frente para dentro do gol, com aquela história de virar “bonzinho” (no jogo pediu até desculpa a um italiano por uma dividida mais forte!!! O CHULAPA!!!), ficou estático, olhando a cena. Nunca vi em nenhum lugar o lance do ângulo filmado pelo meu primo. Para mal dos pecados, algum tempo depois da Copa entraram ladrões na casa da minha tia e levaram, entre outras coisas, essa fita. A consternação foi geral – como falei, não vi em lugar nenhum aquele lance filmado de forma a lhe dar toda a sua real dose de dramaticidade.
    Finalizando, era um baita time, porém com um zagueiro muito franzino para enfrentar os atacantes europeus (Luisinho), um centroavante que tinha na raça e não na técnica sua maior qualidade e, pela maneira do Telê ver o futebol, acabou se descaracterizando e deixando a raça de lado, e um goleiro que não despertava confiança, o que acabou se revelando como fatal para aquele timaço.
    Abs

  • Caio Frascino Cassaro

    Prezado Setti:
    Não havia lido os comentários. Discordo de você quando diz que o time da Itália era medíocre – não, não era, tinha jogadores fantásticos como o Bruno Conti, o Antognone, o Cabrini, um meio campo e uma zaga ferozes na marcação, o grande Paolo Rossi e uma disciplina tática invejável, além de um preparo físico espetacular – dizem até que fizeram o tal do dopping sanguineo, em que o atleta armazena seu próprio sangue durante alguns meses e injeta de volta no dia da competição, aumentando o número de glóbulos vermelhos e facilitando a respiração celular. O primeiro gol da Itália é uma aula tática: o centroavante que jogava enfiado – o Graziani – puxa o Oscar para fora da área, o Bruno Conti faz a virada de jogo para o Cabrini que mete a bola no buraco deixado pelo Oscar, onde aparece o Paolo Rossi livre para fazer o gol, nas costas do Luisinho e com o Júnior só assistindo. O lance do segundo gol, em que o Brasil todo xingou o Cerezo, ninguém se lembra que o Júnior (de novo) foi que nem uma mocinha no Paolo Rossi, dando um carrinho ridículo de frente para tentar pegar a bola quando o correto era deixar o corpo para o italiano, trombando com ele e matando o lance ali – P@##A, ELE ERA O ÚLTIMO HOMEM!!!!. No terceiro gol, como algué citou aí embaixo, o Júnior ficou dormindo embaixo da trave enquanto a bola saiu e voltou para dentro da área – e aí tem um detalhe de boleiro: por quê ele ficou parado ali? PORQUE NÃO CONFIAVA NO GOLEIRO!!! Toda vez que a defesa não acredita no goleiro tende a vir mais para perto e até mesmo para dentro do gol – e isso é sempre fatal.
    É isso aí. Vejam o jogo direito, e me digam se o grande Júnior – jogador fantástico – não falhou nos três gols da Itália.
    Abs
    Abs

  • Paulinho Rojo

    A seleção da Itália foi extremamente medíocre. Logo na primeira fase empatou com Camarões e quase voltou pra casa “sotto i pomodori”. A imprensa italiana foi implacável, impiedosa com o Bearzot. A Itália fez 3 gols no Brasil por erros cometidos pelo time do Telê, seja na marcação, seja nos passes errados, seja nas oportunidades perdidas. Mas, mesmo dando tudo errado, o Brasil jogou melhor e sempre procurou a vitória, embora bastasse o empate. Depois daquele dia (5 de julho de 1982), perdemos a ingenuidade e deixamos para sempre a magia do futebol-arte para abraçar um estilo mais europeu (il catenaccio). Basta ver na Seleção atual: somente dois jogadores atuam no Brasil: Fred e outro que não lembro o nome agora.

  • HIDERALDO SANTA ROSA -RS

    EU TINHA TREZE ANOS. NA EPOCA PENSEI QUE FOSSE INJUSTIÇA. MAS ANALISANDO FRIAMENTE TRES DECADAS DEPOIS, NÃO FOI NENHUMA TRAGEDIA. A ITÁLIA ENTROU NA COPA DE POIS DA PRIMEIRA FASE RUIM COM TRES EMPATES, MAS NA FASE DECISIVA, JOGOU TUDO O QUE PODIA COM UMA FORTE E DISCIPLINADA MARCAÇÃO. A SELEÇÃO BRASILEIRA NÃO ESTAVA ACOSTUMADA COM MARCAÇÃO FORTE. QUERIA GANHAR DEPENDENDO DE LANCES INDIVIDUAIS GENIAIS, O QUE JÁ NA EPOCA ESTAVA MUDANDO DENTRO DO FUTEBOL. HOJE SE GANHA EM EQUIPE.A ITALIA FOI MUITO MAIS EQUIPE QUE O BRASIL. O BRASIL NÃO TINHA DEFESA, O JUNIOR SÓ SABIA LEVANTAR O BRAÇO E PEDIR IMPEDIMENTO ENQUANTO OS ITALIANOS ATACAVAM.