VÍDEO RARO: O jovem deputado Mário Covas, durante a ditadura, critica a ditadura

Vocês vão ver abaixo um vídeo realmente raro. Em março de 1968, completava um ano o governo do marechal Arthur da Costa e Silva, o segundo dos cinco presidentes do ciclo da ditadura militar. Ele sucedera o marechal Humberto Castello Branco, em eleição biônica decidida pelo Congresso, controlado pelo partido do regime, a Arena.

Em declarações ao repórter Almir Guimarães, da hoje extinta TV Tupi, o então jovem (36 anos) líder do MDB, deputado Mário Covas, fazia uma análise crítica do regime e dizia que nada havia a comemorar.

Covas seria cassado pela ditadura em 1969, e regressaria à política somente em 1982, com votação consagradora como deputado federal. Seria depois prefeito de São Paulo, senador da República, candidato à Presidência (em 1989) e duas vezes governador de São Paulo (1995-2001) — tendo seu segundo mandato interrompido pela morte em consequência de um câncer, aos 71 anos.

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10 Comentários

  • Isaias

    Já naquela época o saudoso Mario Covas estava há anos-luz à frente dos conceitos políticos apregoados pelo PT de Dilma, Dirceu ,Lula…

  • Thiago Alcântara Silva

    Mário Covas foi e é motivo permanente de orgulho dos paulistas. Jamais será esquecido.

  • Roberto Souza

    Caro Setti,

    é muito triste a conclusão a que esse vídeo nos leva.
    Se atualmente, com toda liberdade de expressão que ainda temos no país, não temos políticos capazes de se opor e criticar o governo, fica uma pergunta. Como esses valentes representantes do povo agiriam em um regime de truculência política, falta de liberdades democráticas e ameaças aos opositores?
    A conclusão é que agiriam como ratos abandonando o barco da democracia e aliando-se sem nenhum escrúpulo ao regime vigente, deixando o país órfão de qualquer tipo de resistência.
    Se a popularidade do atual governo, frequentemente é alardeada pelos institutos de pesquisa e pela maioria da imprensa, já é suficiente para acovardar aqueles que deveriam se opor a situação, não é difícil imaginar como agiriam sob ameaça de militares, atos institucionais como o fechamento do congresso, perseguições, censura e tantas outras arbitrariedades.
    Se dependêssemos desses políticos que aí estão, salvo raríssimas exceções que só confirmam a regra, a ditadura estaria firme forte até hoje e eles de alguma forma estariam gozando das benesses do poder de plantão.
    Que falta nos faz homens como Mario Covas, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves,Franco Montoro e muitos outros.

  • Luiz Pereira

    Setti,
    Engraçado, durante uma ditadura havia, afinal, oposição. Hj em dia, em que não há ditadura, a oposição sumiu. E olhe que não devia ser fácil ser oposição naquele tempo.
    abs

  • Marco Balbi

    Quer dizer que falou e não lhe aconteceu nada, não é verdade? E estávamos no início do ano de 1968!

  • Roberto Souza

    Setti,
    acho que não entendi bem o que o colega de comentário Marco Balbi quis dizer.
    Será que ele entende que naquele tempo era tudo muito tranquilo, a repressão não existia?
    A cassação de Mario Covas alguns meses depois não significa nada?

  • Maria Augusta

    Grande Mário Covas! Que falta ele nos faz!

  • Márcia Maria

    Pois é Seu Setti, depois quase foi linchado pelos professores MR 8 e ALB.

  • Marcos

    E esperava o que?
    Não é o Covas apoiador da Revolução Cultural, escola de Frankfurt.

  • Corinthians

    Luiz Pereira – 31/05/2013 às 15:43
    Perfeito. Tirou as palavras de minha boca.