Vocês vão ver abaixo um vídeo realmente raro. Em março de 1968, completava um ano o governo do marechal Arthur da Costa e Silva, o segundo dos cinco presidentes do ciclo da ditadura militar. Ele sucedera o marechal Humberto Castello Branco, em eleição biônica decidida pelo Congresso, controlado pelo partido do regime, a Arena.

Em declarações ao repórter Almir Guimarães, da hoje extinta TV Tupi, o então jovem (36 anos) líder do MDB, deputado Mário Covas, fazia uma análise crítica do regime e dizia que nada havia a comemorar.

Covas seria cassado pela ditadura em 1969, e regressaria à política somente em 1982, com votação consagradora como deputado federal. Seria depois prefeito de São Paulo, senador da República, candidato à Presidência (em 1989) e duas vezes governador de São Paulo (1995-2001) — tendo seu segundo mandato interrompido pela morte em consequência de um câncer, aos 71 anos.

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 + 2 =

10 Comentários

Corinthians em 03 de junho de 2013

Luiz Pereira - 31/05/2013 às 15:43 Perfeito. Tirou as palavras de minha boca.

Marcos em 02 de junho de 2013

E esperava o que? Não é o Covas apoiador da Revolução Cultural, escola de Frankfurt.

Márcia Maria em 01 de junho de 2013

Pois é Seu Setti, depois quase foi linchado pelos professores MR 8 e ALB.

Maria Augusta em 31 de maio de 2013

Grande Mário Covas! Que falta ele nos faz!

Roberto Souza em 31 de maio de 2013

Setti, acho que não entendi bem o que o colega de comentário Marco Balbi quis dizer. Será que ele entende que naquele tempo era tudo muito tranquilo, a repressão não existia? A cassação de Mario Covas alguns meses depois não significa nada?

Marco Balbi em 31 de maio de 2013

Quer dizer que falou e não lhe aconteceu nada, não é verdade? E estávamos no início do ano de 1968!

Luiz Pereira em 31 de maio de 2013

Setti, Engraçado, durante uma ditadura havia, afinal, oposição. Hj em dia, em que não há ditadura, a oposição sumiu. E olhe que não devia ser fácil ser oposição naquele tempo. abs

Roberto Souza em 31 de maio de 2013

Caro Setti, é muito triste a conclusão a que esse vídeo nos leva. Se atualmente, com toda liberdade de expressão que ainda temos no país, não temos políticos capazes de se opor e criticar o governo, fica uma pergunta. Como esses valentes representantes do povo agiriam em um regime de truculência política, falta de liberdades democráticas e ameaças aos opositores? A conclusão é que agiriam como ratos abandonando o barco da democracia e aliando-se sem nenhum escrúpulo ao regime vigente, deixando o país órfão de qualquer tipo de resistência. Se a popularidade do atual governo, frequentemente é alardeada pelos institutos de pesquisa e pela maioria da imprensa, já é suficiente para acovardar aqueles que deveriam se opor a situação, não é difícil imaginar como agiriam sob ameaça de militares, atos institucionais como o fechamento do congresso, perseguições, censura e tantas outras arbitrariedades. Se dependêssemos desses políticos que aí estão, salvo raríssimas exceções que só confirmam a regra, a ditadura estaria firme forte até hoje e eles de alguma forma estariam gozando das benesses do poder de plantão. Que falta nos faz homens como Mario Covas, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves,Franco Montoro e muitos outros.

Thiago Alcântara Silva em 26 de maio de 2013

Mário Covas foi e é motivo permanente de orgulho dos paulistas. Jamais será esquecido.

Isaias em 26 de maio de 2013

Já naquela época o saudoso Mario Covas estava há anos-luz à frente dos conceitos políticos apregoados pelo PT de Dilma, Dirceu ,Lula...

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI