Amigos, vocês se lembram do avião da US Airways que fez um espetacular pouso forçado nas águas geladas do Rio Hudson, em Nova York, em janeiro de 2009?

Com base nos dados colhidos da caixa-preta da aeronave, o site americano Exosphere3D recriou a cena do acidente com perfeição, incluindo o áudio da conversa entre o piloto e a torre de comando. O objetivo, segundo os responsáveis pela animação, é preparar um ponto de vista imparcial e claro sobre o acidente, facilitando o intercâmbio de informações entre os peritos e os advogados do caso.

O voo 1549 da US Airways ia de Nova York para Charlotte, na Carolina do Norte, quando, cinco minutos após a decolagem, as duas turbinas da aeronave foram atingidas por pássaros. O piloto Chesley Sullenberger, então aos 57 anos, conseguiu fazer um pouso forçado no rio para evitar um acidente catastrófico em uma região densamente povoada.

Todas as 155 pessoas a bordo – 150 passageiros, três comissários e dois pilotos – foram salvas. E Sullenberger virou herói nos Estados Unidos. A calma, a segurança e o profissionalismo do piloto, que podem ser constatados nas gravações, são impressionantes, assim como a perfeição das imagens.

Confira:

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3 Comentários

José Américo C Medeiros em 10 de abril de 2011

Quero corrigir "Mas, ao contrário da Dilma, deveria ser alguém técnico, com notórío saber na área", por: Mas, ao contrário das escolhas de Dilma, deveria ser alguém técnico, com notórío saber na área.

José Américo C Medeiros em 10 de abril de 2011

Eu tenho a forte convicção que deveria haver, no Brasil, um representante dos consumidores, os passageiros, que tomasse assento em alguma reunião mensal da ANAC que versasse sobre as medidads de segurança praticadas pelas cias aéreas. Não considero suficiente a reprsentação ANAC (politizada), nem as Diretorias das linhas aéreas (pressionadas pela exigência de lucro). Mas, ao contrário da Dilma, deveria ser alguém técnico, com notórío saber na área.

José Américo C Medeiros em 09 de abril de 2011

Não só a calma, a segurança e o profissionalismo do comandante, mas o gerenciamento de cabine foi correto, e dentro dos parâmetros modernos que visam a segurança aeronáutica. Pouco antes da aterrisagem forçada no Rio Hudson o copiloto pergunta qual deveria ser a posição dos flaps, que estavam na posição 2°. Chesley Sullenberger responde que "mantenha na posição 2°", para, logo em seguida, perguntar se o copiloto teria alguma idéia melhor. Essa atitude de dialogar com o copiloto é salutar, e previsto no CRM (Cockpit Resource Management), o que não existia até o início da década de 90 na aviação brasileira. Muitos acidentes brasileiros aconteceram pela contribuição da ausência desse tipo de postura à bordo. Aliás, eu diria que poucos aconteceram sem que essa ausência não tivesse contribuido em grande peso. A decisão de pousar com flap na posição mínima revela o grande conhecimento de vôo do comandante. Agindo assim o nariz do avião permaneceu baixo, e a superfície de pouso tornoou-se maior, o que diluiu bastante a força do impacto. O CRM (Cockpit Resource Management) é originário dos primeiros vôos tripulados espaciais (NASA), e estendeu-se para a viação em geral após um grande acidente em Everglades - USA na década de 70.

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