Image
O novíssimo Boeing 787-8  Dreamliner (Foto: Michael Carter/Airliners.Net)

Amigos do blog, vejam que interessante é este vídeo que compara o enorme ruído ao decolar do Boeing 707 – maravilha das maravilhas quando lançado, nos anos 50 – com o supersilencioso e novíssimo 787 Dreamliner, cuja estreia comercial se deu hoje com voos feitos pela All Nippon Airways (ANA), do Japão, primeira a receber o aparelho. (Dica preciosa do leitor fiel José Carlos Bolognese).

O 787 é considerada a aeronave de seu porte e categoria mais silenciosa já fabricada – capaz de carregar até 290 passageiros, seu ruído é 60% menor do que aparelhos comparáveis de fabricação recente, da própria Boeing ou da Airbus.

A construtora garante que “a aproximação do 787 é tão silenciosa que se pode ouvir pássaros cantando e os cliques de câmeras fotográficas até que o avião toque o começo da pista”. Trata-se do resultado de uma nova geração de motores das fornecedoras da Boeing, a General Electric americana e a Rolls-Royce britânica — cujas pás giratórias têm diferentes formatos e capacidade –, do emprego de novos e mais leves materiais na fuselagem e nas asas e de um desenho novo e mais aerodinâmico para as asas.

A Boeing realizou incontáveis testes em sua pista especial situada num local remoto e silencioso da pequena Glasgow, no estado de Montana, coberta de microfones ultrassensíveis, capazes de registrar alterações de décimos de decibéis, até chegar à fórmula atual. Além do mais, o novo aparelho economiza combustível.

Os 707, que continuam em operação – é o caso dos velhos “Sucatão”, que ainda realizam operações na Força Aérea Brasileira (FAB) –, foram há anos proibidos de aterrissar na maioria dos aeroportos dos países mais adiantados devido a seus níveis de ruído e poluição.

Agora, veja o vídeo. Em seguida, outro mostrando testes na pista de Montana e a aproximação de fato surpreendentemente pouco barulhenta do bichão. É tudo em inglês, mas as imagens são autoexplicativas:


LEIA TAMBÉM:

Boeing engrega primeiro jato com nova tecnologia desde 1995

Vídeo: viva a emoção de estar no simulador de vôo do novíssimo Boeing 787

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

12 + 6 =

10 Comentários

Marcio V. Oliveira em 10 de janeiro de 2012

O AVANÇO TECNOLOGICO É UM FATO. MAS A HISTÓRIA DESTE AVIÃO REPETE A DO DC-10. VAMOS OBSERVAR...

José Américo C Medeiros em 06 de janeiro de 2012

É preciso a tecnologia, mas também que haja a segurança operacional, o enfoque no treinamento, nas condições que as tripulações atuam, a observância da experiência dos que ocupam as cabines de comando. A atual demanda por pilotos está reduzindo as margens. http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N18735

Roberto em 06 de outubro de 2011

É imprescindível a privatização dos aeroportos brasileiros.

Razumikhin em 05 de outubro de 2011

Erro de metodologia intencional. Seria o mesmo que comparar um computador de 1970 com um de hoje em dia. O certo seria compara o novo 787 com um 767, ou um 737. Manchete sensacionalista do tipo "Cachorro fez mal à moça". A mim não engana e pode publicar aí. Está publicado.

Cristiano Flyer em 05 de outubro de 2011

No final o barulho era de dois jatos caças que por segurança acompanhavam o 787. Muito silencioso o 787!

Lílian em 04 de outubro de 2011

S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L

Think tank em 27 de setembro de 2011

Veja também. http://www.youtube.com/watch?v=f07HpUAuWgk&feature=related

Alfredo em 27 de setembro de 2011

Esse post é nota 10! Mas, tomara que esse e os próximos governos bras. permitam que a gente desse paíz desfrute dessas belezas e luxos da tecnologia. É preciso privatizar nossos aeroportos e etc.

José Américo C Medeiros em 26 de setembro de 2011

Correção, leia-se: "A crítica seria que a proteção proporcionado pelas fuselagens de alumínio, na forma da “Gaiola de Faraday”, em situações de raios e cargas elétricas, estaria comprometida agora pela sua substituição pelos novos compostos de carbono (não condutores elétricos)"

José Américo C Medeiros em 26 de setembro de 2011

Fantástico desempenho da engenharia aeronáutica! Porém, o B-787 ainda é visto com incertezas, por uma percentagem de estudiosos, devido ao principal material empregado em sua fuselagem: ligas de composto de carbono. A crítica seria que a proteção proporcionado pelas fuselagens de alumínio, na forma da "Gaiola de Faraday", em situações de raios e cargas elétricas, estaria comprometida. Sustenta a Boeing que não, e respirou aliviada ao primeiro desempenho positivo ao ter uma de suas aeronaves atingida por um raio quando em um vôo experimental na Índia.

VER + COMENTÁRIOS
TWITTER DO SETTI