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O argentino Lionel Messi e o alemão Jerome Boateng disputam bola nas quartas-de-final da Copa da África do Sul, em Cape Town, no dia 3 de julho de 2010: 4 a 0 para a Alemanha (Foto: Joern Pollex – Getty Images)

O mundo mal se recuperava do choque causado pela estrondosa goleada aplicada na sexta-feira pela Holanda à atual campeã do mundo, Espanha, quando Portugal, capitaneada por Cristiano Ronaldo, atual melhor jogador do planeta, ofereceu outro vexame aos brasileiros três dias depois: 4×0.

Teóricos da conspiração poderão culpar o calor ou qualquer outro detalhe “exótico” da Arena Fonte Nova, em Salvador, cenário dos dois improváveis massacres. Mas a verdade é que esta espécie de “papelão” dada por grandes seleções em mundiais é quase tão antiga quanto o torneio esportivo mais importante do mundo. Vamos relembrar alguns episódios:

1950 – Copa do Brasil: Brasil 6 x 1 Espanha (Vídeo: Record – YouTube)

O antigo apelido Fúria, que a Espanha carregava desde a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de 1920, em Antuérpia, assombraria os adversários antes e durante a primeira fase do mundial do Maracanazo. Até que veio o esquadrão anfitrião para colocar os pingos nos is, em jogo valendo pelo quadrangular final.

1986 – Copa do México: Dinamarca 6 x 1 Uruguai (Vídeo: Globo – YouTube)

Ainda falando em apelidos de seleções, quem acompanhou a Copa de 1986 jamais esquecerá a Dinamáquina. Encabeçados pelos endiabrados Preben Elkjaer e Michael Laudrup, os escandinavos foram a grande zebra da etapa classificatória, passando como um rolo compressor em um grupo que incluía dois campeões mundiais, a extinta Alemanha Ocidental e o Uruguai.

Aos nossos bravos vizinhos coube o maior castigo, um épico 6 a 1.

Em mais uma prova de que o futebol é maravilhoso, entre outras coisas, por ser imprevisível, os dinamarqueses foram despachados por placar parecido, 5 a 1, da Espanha nas oitavas-de-final.

2010 – Copa da África do Sul: Alemanha 4 x 0 Argentina (Vídeo: Sportv – YouTube)

A explicação para a Alemanha ter chegado como favorita ao Brasil vem do mundial anterior, na África do Sul, quando esta mesma geração de Müller, Özil, Schweinsteiger e Lahm foi a grande sensação, por sua força ofensiva.

A seleção de Joachim Löw cairia na semifinal diante da futura campeã Espanha, mas não sem antes esculhambar os bicampeões argentinos, os quais já haviam eliminado, também em quartas de final, jogando em casa em 2006.

Sim, bem a Argentina tendo como técnico justamente ele, Maradona, um velho conhecido (disputou, como jogador, duas finais contra os alemães, vencendo em 1986 e perdendo em 1990). Com Messi e tudo.

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Antoninho em 17 de junho de 2014

O q mostra q nenhuma se recuperou dentro da propria copa apos levar essas goleadas... Em tese... E o Brasil, hein... Com tres volante... Nao criou nada ate agora no 1 tempo. Vamos ver se no 2 ele tire pelo menos 1, para abrir um pouco mais...

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