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“Olá, você quer ser meu amigo?”

A sua noção de futuro passa por ter em casa a companhia da versão robô do Gasparzinho, o Fantasma Camarada?

Se depender dos japoneses do ATR, definido por seus integrantes como um “laboratório de inteligência e comunicação robótica”, sim, passa.

“Fantasma” que traduz palavras e movimentos

Em parceria com a renomada Universidade de Osaka, representada pelo engenheiro Hiroshi Ishiguro, os cientistas do centro desenvolveram o Telenoid R1, um robô de 80 cm de altura que, por suas cor e silhueta propositalmente “fantasmagórica” – todo branco, calvo, com dois tocos de braço e a extremidade inferior do corpo resumida a uma simples ponta -, lembra em muito o célebre (e chato) personagem de desenhos animados.

Tiradas engraçadas à parte, o boneco é tecnicamente descrito como uma “ferramenta avançada de videoconferência”. Isto significa que, caso um participante de uma conversa virtual com câmeras tenha o Telenoid ao seu lado, ele será uma espécie de “tradutor” do que o outro participante – o que está do outro lado da linha – disser.

Só que, além de reproduzir o que a pessoa não-presente acaba de falar, este Gasparzinho faz gestos com a boca, o os olhos e a cabeça. Tanto as palavras quanto os movimentos são gravados e transmitidos, segundos depois, por conexão wi-fi. O que possibilita uma “conversa” meio estranha, com o robô sempre demorando para “responder”.

O Telenoid 1 em ação

Assistam a uma demonstração do brinquedo ocorrida num evento anual de artes e tecnologia, o Ars, em Linz, na Áustria. Seus criadores pretendem vendê-los por preços que variam entre 700 mil e 3 milhões de ienes (entre 15,6 mil e 66,8 mil reais), dependendo do modelo – sim, haveria diferentes tipos de “gasparzinhos”.

E aqui, uma amostra de como operar o “fantasma” via videoconferência. Seria o Telenoid uma nova opção de companhia ou um grande e assustador “mico” tecnológico?

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1 comentário

Marco em 07 de novembro de 2011

Amigo Setti:O filósofo contemporâneo L. C. Simpson tentou recolocar a questão para mostrar que a tecnologia, com sua ênfase sobre a eficiência e o controle, realiza uma "domesticação do tempo", reduzindo-se a unidades manipuláveis e descartáveis, orientadas para objetivos futuros. De modo que, à medida que o paradigma funcional da tecnologia ganha mais autoridade sobre nós, nossa compreensão do sentido da ação fica correspondentemente distorcida. Perdem outras fontes de ação, que também fazem parte do nosso universo de vida, tais como a comunicação, a amizade, o amor, a paternidade, e assim por diante. Abs.

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