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Alfred Hitchcock: 5 momentos iluminados do Mestre

Hitchcock, filme do diretor britânico Sacha Gervasi ambientado nos bastidores da rodagem de Psicose (originalmente lançado como Psycho, 1960), o longa-metragem mais conhecido de Alfred Hitchcock (1899-1980), estreou nesta sexta-feira, 8 de fevereiro, no Brasil. Quem não gosta de Carnaval tem aí um programaço.

O elenco traz Anthony Hopkins no papel do mítico cineasta britânico, Helen Mirren como sua mulher, Alma Reville, e Scarlett Johansson na pele da loira fatal Janet Leigh, protagonista do clássico do suspense de 1960. Assistam ao trailer aqui.

Em celebração à chegada aos cinemas do longa, que em países como Estados Unidos e Reino Unido ocorreu em dezembro do ano passado, a revista britânica Total Film selecionou as 50 melhores cenas da filmografia do mestre.

A polpuda meia centena de passagens memoráveis da sétima arte oferece destaques para todos os gostos. Serve, sobretudo, para relembrar-nos que Hitchcock não apenas foi o guru definitivo do suspense, como também um dos maiores nomes da história do cinema. Confiram o Top 5 que encabeça a lista — sempre lembrando que não havia nem sombra dos efeitos especiais computadorizados de hoje em dia:

5- A gangue de corvos em Os Pássaros (The Birds, 1963)

Melanie Daniels, personagem vivida por Tippi Hedren, espera fora da escola por Cathy Brenner (Veronica Cartwright). Ao som da aparentemente inocente cantiga infantil que emana de dentro do colégio, tudo vai bem até que ela avista um corvo e acompanha o seu voo. Logo descobre que o pássaro está na companhia de centenas de “amigos”.

4-Um beijo (mais ou menos) forçado em Interlúdio (Notorious, 1946)

Flagrados em uma adega por um colaborador nazista (Claude Rains), a dupla de sex symbols vivida por Cary Grant e Ingrid Bergman – sendo que ela é casada com o dono dos vinhos – forja um beijo. Em outras palavras, eles preferem fingir ser amantes do que entregar que, na verdade, estão investigando o personagem de Rains. E o beijo, mesmo que improvisado, resulta apaixonado.

3- Xeretas são flagrados em Janela Indiscreta (Rear Window, 1954).

A revolucionária maneira de contar uma história utilizada por Hitchcock nesta obra-prima – pelos olhos de um vizinho e, consequentemente, do espectador que também se torna “espião” – atinge o seu clímax nesta cena. Que termina com o sinistros Lars Thorwald (Raymond Burr) pegando no pulo o xereta L.B. Jeffries, interpretado por James Stewart.

 2- A perseguição que vem do ar em Intriga Internacional (North By Northwest, 1959).

Só o velho Alfred para imaginar uma perseguição a um homem – papel a cargo de Cary Grant – em terra realizada por um avião teco-teco, que passa em assustadores voos rasantes.

1- O banho fatal de Psicose (Psycho, 1960).

Uma das cenas mais parodiadas e influentes do cinema. A ponto de boa parte do filme que já está em nossos cinemas ser dedicada aos seus pormenores. Eternizou-se pela rara combinação entre uma ágil edição, o mistério evocado pela pavorosa figura da “mãe” assassina vista através da cortina e o uso preciso da trilha sonora angustiante – as cordas repetitivas e agudas arranjadas pelo compositor Bernard Herrmann (1911-1974).

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2 Comentários

Aislan Carlos em 09 de fevereiro de 2013

Fantástico este post! E o mais integrante é que o próprio Alfred Hicthicock não foi laureado com Oscar!

Marco em 09 de fevereiro de 2013

Don Setti; Boa, realmente o pai do suspense! Abs.

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