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Woodrow Wilson, mais um presidente americano que ganhará as telas (Foto: Library of Congress)

É batata: pergunte a qualquer aluno do curso primário nos Estados Unidos e ele saberá a lista dos 44 homens que ocuparam a Presidência do país até hoje.

E este verdadeiro culto à imagem dos presidentes americanos não se restringe ao currículo escolar. Hollywood já retratou a vida de boa parte deles em produções de todos os tipos de orçamento e graus de importância. O site da revista britânica Empire, por exemplo, aponta mais de vinte.

Um hábito que, aliás, nao sai de moda, como evidenciou noticia divulgada na última terça-feira (17), segundo a qual o astro Leonardo DiCaprio será Woodrow Wilson (1856-1924), o número 28 da cobiçada relação de dentetores do “cargo mais importante do planeta”, em novo filme.

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DiCaprio: agora, presidente (Foto: Pascal Le Segretain – Getty Images)

O democrata Wilson, que habitou a Casa Branca entre 1913 e 1921, ficou conhecido por introduzir os EUA na I Guerra Mundial, em 1917, e dois anos depois teve papel de destaque no Tratado de Versailles, que contribuiu para encerrá-la. Foi o principal impulsionador da Liga das Nações, fundada em 1919, mas a adesão dos EUA à precursora da ONU acabou não sendo ratificada pelo Senado. É até hoje o único presidente americano a possuir um doutorado (em História e Ciencia Políticas).

A partir da revelação do novo projeto envolvendo um president, preparei lista com alguns outros casos de destaque em que atores gabaritados deram vida a antecessores ou sucessores de Wilson.

Uma curiosidade: o único ator que já chegou à Presidência dos EUA (Ronald Reagan, o 40º presidente, que governou por dois mandatos, entre 1981 e 1989) nunca representou um presidente nas telas.

Confiram trechos dos longas:

-Jon Voight como Franklin D. Roosevelt, o 32º presidente, (Pearl Harbour, 2001)

-Anthony Hopkins como Richard Nixon, o 37º  (Nixon, 1995)

– Josh Brolin como George W. Bush, o 43º(W., 2008)

-Daniel Day-Lewis como Abraham Lincoln, o 16º, (Lincoln, 2012)

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12 Comentários

Fernando Pawwlow em 24 de setembro de 2013

Caro Setti,obrigado pelo retorno,e pelo interesse pelos meus textos. Espero que este em particular te divirta tanto quanto o pastiche. Abraços do Pawwlow Sou eu quem agradece, caro Fernando. Como informei em outra postagem, assisti ao vídeo e li sua brincadeira feita com a abertura do filme, muito interessante e criativa. Eu aproveitaria e entenderia melhor se conhecesse mais do que conheço a cidade de BH, coisa que ainda farei. Um abração

Fernando Pawwlow em 24 de setembro de 2013

Caro Fernando, recebi, sim, sua mensagem de ontem. Oportunamente comentarei. Abração

RONILDO RODRIGUES DA SILVA em 24 de setembro de 2013

Como venho lembrando incansavelmente aos amigos do blog, as regras para publicação de comentários, em nome da boa legibilidade e da atenção para com os demais leitores, vedam a publicação de textos escritos somente em maiúsculas. Consulte as regras, se quiser, no link http://goo.gl/u3JHm Conto com sua cooperação da próxima vez. Obrigado desde já

Fernando Pawwlow em 23 de setembro de 2013

Caro Fernando, assisti ao vídeo que me enviou e ao respectivo texto-brincadeira com a abertura do filme. Achei muito interessante e criativo. Teria aproveitado mais se conhecesse melhor a cidade de Belo Horizonte, privilégio que ainda não tive. Abração

Fernando Pawwlow em 23 de setembro de 2013

Caro Setti,obrigado pela gentileza da resposta e do carinho com que você leu o texto. Fico feliz e espero que você tenha se divertido. Eu me diverti fazendo. Grande abraço do Pawwlow Sou eu quem agradece. E em resposta a sua pergunta, claro que pode! Abraço

João Batista da Costa em 23 de setembro de 2013

Woodrow Wilson foi o presidente que em uma penada criou o FED ou o federal reserve, isto é, entregou a direção da economia americana inclusive a impressão do dinheiro nas mãos de banqueiros privados. Na verdade o FED é uma banco privado o governo nada manda alí. Este banco foi idealizado por banqueiros e outros homens poderosos em reunião na ilha jack.

Fernando Pawwlow em 23 de setembro de 2013

Caro Fernando, obrigado pelo envio dos textos. Estão todos muito interessantes e lembra, mesmo, os autores respectivos. Engraçados! O único que não me pareceu ter a linguagem original é o do Delfim. Os demais, muito bons. Abração

Fernando Pawwlow em 23 de setembro de 2013

Agora entendi porque não fui além de junho. Obrigado pela explicação e pelos textos, que já comentei e de que gostei bastante. Abraço

Fernando Pawwlow em 23 de setembro de 2013

Caro Setti,penso que não damos muito certo para cinebios. Claudio Abramo no "A Regra do Jogo",garantia,desolado,que " não damos para a coisa",referindo-se ao cinema.O grande jornalista sustentava que as novelas eram sim,nossa linguagem - e vejo que no tocante às biografias históricas,isto se confirma. Veja a série "JK",tanto Wilker como Wagner Moura fizeram Juscelinos satisfatórios,sem caricaturas.Há quem ataque o JK de José de Abreu no cinema,atribuindo ao canastronismo do ator a performance medíocre,mas seu Carlos Lacerda na série "JK" foi convincente ,sem truques fáceis. A série "Mad Maria" trouxe Othon Bastos num excelente Hermes da Fonseca e um Rui Barbosa clássico de Renato Borghi. Talvez a TV ainda nos ofereça um Lula ( poderiam escalar o comediante que o interpretava à perfeição no "Zorra Total")mais realista,entre outros vultos( alguns dos quais citei no comentário anterior). Adianto que nada espero de cineastas de discurso uniforme e de bom-mocismo enervante -deles não virão retratos de nossos vultos minimamente assistíveis.O chapa-branquismo é um mal que estupidifica o Brasil,criando gerações de acomodados temerosos de desafiar convenções,e portanto,incapazes de varrer a atual composição política do Poder. Agradeço sua resposta e gentileza. Abraços do Pawwlow Caro Fernando, tentei de todas as maneiras ler seu blog hoje mas só encontrei posts até junho. Nâo sei o que houve ou está havendo. Lamento... Um abraço

Fernando Pawwlow em 23 de setembro de 2013

Caro Setti,,embora eu não aprecie o esquerdismo de cobertura de Manhattan de Oliver Stone,invejo um país como os E.U.A que tem um filme crítico como "W" lançado em pleno mandato de George W.Bush. Aqui tivemos um filme lançado em pleno mandato ,porém com feitio de biografia de um Pai da Pátria. Não faltará quem cobre ,não sem certa razão,atores brasileiros interpretando presidentes brasileiros. Rui Ricardo Dias como Lula e José de Abreu como JK("Boa noite para voar"). Penso em presidentes brasileiros que,gostando ou não deles,fossem americanos,teriam cinebiografias-Bernardes,Getúlio,Janio,e mesmo Collor. Não tolero moralismo em arte e penso que estes personagens dariam sim,excelentes filmes. Não te parece vergonhoso que a epopéia dos 12 do Forte até hoje não tenha sido filmada?Os Estados Unidos não desperdiçariam a história de idealistas que marcharam ao longo da praia para a morte certa. Gostaria de sua opinião. Desde já ,agradeço. Abraços do Pawwlow Concordo inteiramente com você. Os filmes sobre nossos personagens históricos ou são pura patriotada, como aquele em que o Tarcísio Meira fazia o D. Pedro I, ou puxa-saquismo explícito (o do Lula), ou filmes simplesmente muito ruins (Ganga Zumba, do Cacá Diegues). Nosso cinema está maduro para fazer filmes sobre os assuntos que você cita. O problema é a paixão ideológica, que no nosso país tende a influenciar e a distorcer tudo. Há maturidade no cinema, do ponto de vista técnico e artístico. Nâo sei se há maturidade política. O Outro abração pra você. E obrigado pela dica.

Gabriel Amaral em 22 de setembro de 2013

O Ricahrd Nixon interpretado pelo Anthony Hopkins foi genial. Cativa ainda mais por ser dos poucos filmes do Oliver Stone digno denota, embora longo. No Brasil, falta maturidade pra fazermos filmes sobre ex-presidentes que sejam peça publicitária como foi o filme do Lula.

Matheus em 21 de setembro de 2013

Don Setti, de todos os citados, o q eu gostaria de ignorar sem dúvida nenhuma, Roosevelt,e aqui no Brasil Getúlio Vargas. Pela suas desastrosas políticas econômicas, Keneysiana. Mas sei q tu discorda um pouco. Abs. Grande Marco, considero Roosevelt um dos maiores estadistas de todos os tempos. E meu apreço por Getúlio é zero. Abraço

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