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Eu estava muito insatisfeito no veículo em que atuava quando surgiu a mão amiga de Augusto Nunes. Ele deixara há algum tempo seu brilhante período de quatro anos como redator-chefe de VEJA, trabalhara num projeto na Editora Abril que não parecia decolar e aceitou prontamente um convite do nosso amigo comum Marcos Sá Corrêa para tornar-se diretor regional do Jornal do Brasil em São Paulo.

O grande jornal começava a passar, sob o comando de Marcos, por uma reformulação que o faria viver seu derradeiro período glorioso, e precisava revigorar suas maiores sucursais, Brasília e São Paulo. Augusto me chamou para ser seu segundo, ou editor regional. Uma vez no JB, atirei-me novamente ao trabalho com energia e prazer.

Permanecemos juntos no JB por pouco mais de um ano, até que Augusto recebeu o convite irrecusável para dirigir (e reformular) o Estadão. Queria que eu o seguisse como redator-chefe, mas preferi continuar vivendo a experiência transformadora no JB, agora como diretor regional e reportando-me diretamente ao Marcos.

Tudo somado, e a despeito de ter tido ótimas passagens por outros veículos, foi o período mais feliz de minha trajetória no jornalismo.

Meu chefe era um dos melhores jornalistas e seres humanos que já conheci; seus lugares-tenentes, na sede do jornal, no Rio, eram profissionais de primeira e amigos queridos; desfrutava de grande independência; pude contratar excelentes valores para juntar-se à sucursal; integrava os quadros de uma empresa extremamente fidalga e, a despeito da responsabilidade de dirigir um time com 40 profissionais, produzi intensamente -- artigos, entrevistas e reportagens.

Fiquei no JB de 1986 a 1990. Os artigos abaixo incluem também colaborações posteriores, de outra fase do jornal. As mais de mil notas para diferentes colunas do JB que produzi no período -- como o "Informe JB", pilotado por Ancelmo Gois, e a igualmente prestigiosa coluna de Zózimo Barrozo do Amaral -- estão no espaço intitulado, justamente, "Notas para colunas".