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“Bate bola” com Roberto Civita em 1995

Dezembro de 1995. Outros tempos no jornalismo impresso brasileiro. Grande prova disso é este vídeo da época referida, no qual Roberto Civita (1936-2013), então presidente do Grupo Abril, responde a perguntas dos funcionários da empresa. Entre os quais, eu, que naquele momento ocupava o cargo de diretor de redação de Playboy. O programa foi gravado em um dos estúdios da MTV, então de posse da Abril.

Não foram poucos os dados impressionantes apresentados por Roberto para aquele ano, que classificou como “histórico”: US$100 milhões em investimentos novos, 75% de receita a mais do que em 1994 – ultrapassando US$ 1 bilhão -, fim do endividamento, share de mercado espetacular (55% das revistas comercializadas no Brasil eram da Abril), 200 milhões de exemplares vendidos – um aumento de 70 milhões – e novos negócios internacionais. Um cenário bastante diferente do que vive a editora e a própria imprensa escrita como um todo, duas décadas depois.

Em uma de minhas duas participações, mencionei a Roberto o fato de a maioria dos formandos de comunicação serem mulheres, e lhe perguntei o porquê de não haver mais executivas em posições altas no Grupo Abril. A pergunta, na verdade, vinha sendo feita a mim com frequência àquela época por colegas.

“Nas empresas Abril, o número de mulheres é igual ao número de homens; deve ser uma das razões do nosso sucesso”, respondeu. “Quanto ao primeiro escalão, 1995 também é um ano histórico nisso: a primeira vice-presidente da nossa história foi nomeada e está ‘mandando bala’. Não tem tantos vice-presidentes assim [no mercado]. Temos 34 executivos mulheres num grupo de 200. Nada mal. Provavelmente mais do que em qualquer outra empresa do Brasil.”.(…) “E de 20 diretores de redação, dez são mulheres”.

Esta é a íntegra da entrevista.

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