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No “Estúdio Veja”, em 2017: “ao criticar Lula, Dória se coloca na política nacional”

Fui o convidado da edição do “Estúdio Veja”, apresentado por Silvio Navarro Jr. na TVEJA em abril de 2017. O assunto não poderia ter sido outro: a nova lista de investigados pela megaoperação Lava Jato. A relação trazia o nome de vários políticos tucanos, como Aécio Neves e Aloysio Nunes, além de figurões de outros partidos, como Kátia Abreu e Moreira Franco. Tal cenário, em minha opinião, facilitava a ascensão de João Dória, prefeito de São Paulo, como candidato do PSDB à eleição presidencial 2018: “ao criticar o Lula ele se coloca na política nacional”.

Também falei sobre minha incompreensão em relação à decisão de Lula de não ter sido candidato em 2014, quando Dilma se reelegeu. “Não entendi o porquê de Lula esperar mais quatro anos. Era muito mais simples para ele já ser o candidato”, afirmei, apontando que entre seus adversários em 2018 estarão sua saúde e idade. “Ele sairia do primeiro mandato com 77 anos. E uma pessoa que teve câncer”.

Em outro trecho da conversa, previ que quem seria o principal delator da corrupção do PT durante a Operação Lava Jato seria Antonio Palocci porque, afinal, José Dirceu fora um”soldado” em guerrilha.

Também abordei a possibilidade do presidenciável de extrema direita Jair Bolsonaro ter seu mandato cassado pelo Supremo pelas declarações contra a petista Maria do Rosário e falei sobre novos caminhos partidários para a ideologia liberal no Brasil. “Existe espaço grande para que um partido como o DEM assumisse as ideias que estão no seu programa: liberal, estado enxuto, contra o estado gordo, meritocracia…  de direita no sentido econômico e democrático”, disse. “O único fala com firmeza em privatização é o João Dória”.

 

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