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No programa “Jogo de Cartas”, participo de entrevista com Mário Covas, em 1987

Fui um dos entrevistadores de Mário Covas, então senador, desta edição do “Jogo de Cartas”, programa apresentado por Mino Carta na TV Record em 1987, com presença de público. Entre os outros jornalistas participantes estavam Paulo Markun e José Roberto Nassar.

Questionei Covas sobre se ele achava que a presença do “biônico” José Sarney justamente na Presidência, em um contexto em que os outros cargos executivos nacionais já eram determinados por voto direto, não era algo conflitante. “Eu acho, e é por isso que eu tenho colocado muito claramente a minha posição a respeito disso não hoje, mas desde o dia em que fui eleito”, respondeu. “Acho que o mandato do presidente Sarney é um mandato de quatro anos”, acrescentou, antes de admitir o próprio Sarney como um dos deputados que foram contra as eleições diretas.

O então integrante do PMDB também me respondeu sobre qual seria o papel dos militares no novo cenário sócio-político nacional, após a Constituinte. “Não me constrange admitir que também é papel das Forças Armadas sustentar as instituições democráticas”, afirmou.

Por fim, indaguei Covas sobre sua intenção de concorrer à Presidência um dia, algo que já se especulava na época, e que ele eventualmente faria em 1989. “Acho que um militante que, com 16 anos de idade, se inscreve num partido político, tem todo o direito de formar na sua cabeça um roteiro com um calendário que vai desde a Vereança à Presidência da República”, disse. “Quem não é capaz de fazer isso em política ou não tem compromissos populares ou não acredita em si próprio”.

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