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Na TV, questiono Lula sobre por que o PT se opõe tanto à ideia de se avaliar os funcionários públicos pelo critério universal da competência. Ele desconversa, fala de outros temas e não responde

Ao longo de minha carreira, entrevistei Lula várias vezes, e, no “Roda Viva” da TV Cultura, integrei a bancada de jornalistas do programa em pelo menos três das vezes em que ele compareceu.

Neste programa, que foi ao ar a 20 de novembro de 1995, um ano após sua derrota eleitoral para o presidente Fernando Henrique Cardoso em 1994, dirigi a Lula algumas perguntas, e a primeira delas foi por que o PT se opõe tão ferozmente à ideia de que o funcionalismo público deve ser avaliado pelo critério do mérito — se um funcionário não tem competência para a função que exerce, deveria poder ser demitido, como ocorre com qualquer trabalhador da iniciativa privada.

Você poderá perceber que Lula, espertamente, preferiu escapulir da resposta direta, aproveitando-se do fato de que mencionei a questão dos supersalários e dos marajás do funcionalismo.

Em outro momento do programa, o futuro presidente abordou outro tema polêmico, relacionado a quotas. “Nos Estados Unidos, a nível de oportunidade, está melhor resolvido do que no Brasil”, afirmou. “Eles têm muito mais negros na universidade do que vocè tem no Brasil, têm muito mais oportunidades. Eu acho que é preciso criar algum mecanismo para garantir que haja oportunidade para estas pessoas chegarem à universidade”.

Apresentado por Matinas Suzuki, o programa contou também com os seguintes entrevistadores: Rui Xavier (O Estado de S. Paulo), Joyce Pascowitch (Folha de S. Paulo), Merval Pereira (O Globo), Marco Damiani (Istoé) e Ivan Martins (Exame).

(Assista à integra do programa aqui)

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