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Participação num “Investigação Nacional” após a aprovação da Constituição, no final de 1988

 

No final de 1988, o programa “Investigação Nacional”, apresentado por meu amigo Sérgio Motta Mello na TV Bandeirantes realizou reportagem sobre como a Constituição, então recém-aprovada, repercutiria na vida dos cidadãos. À época na sucursal paulistana do Jornal do Brasil, fui um dos entrevistados. Este vídeo traz uma edição com minhas respostas.

Entre os assuntos abordados esteve o tratamento favorável que leis presentes no documento dariam à liberdade de imprensa. “Tenho 42 anos de vida e não tive a oportunidade de viver num período regido por uma carta de direitos tão importante e tão avançada como a que foi aprovada pela Constituinte”, disse. “Isso, para um jornalista, é fundamental, porque a matéria-prima com a que a gente lida é a liberdade”.

Também respondi sobre o fato de direitos trabalhistas estipulados pela carta terem sido alvo de críticas. “Se você olhar retrospectivamente ao passado do Brasil, vai ver que cada avanço social obtido nos direitos trabalhistas foi recebido com pânico no início pelos empresários, pelos setores mais conservadores, por alguns teóricos do Direito e etc”, afirmei. “Mas a economia e o crescimento do país absorveram isso com grande rapidez”.

“Oito dias de vagabundagem”

A matéria ouviu ainda os políticos José Serra, então deputado federal pelo PSDB, que disse que “há um ano e meio não faço outra coisa que não dormir, almoçar Constituição” -, e Lula, então deputado federal pelo PT, segundo o qual a Constituição “vai permitir que a gente tenha mais liberdade” . Os outros entrevistados foram as empresárias Glória Kalil e Piná Alário,  as atrizes Zezé Mota e Claudia Alencar (que disparou: “como artista, mulher e mãe, me sinto relegada pela Constituição”), o economista Luiz Gonzaga Beluzzo , o presidente da Secovi Romeu Chap Chap, o compositor Gonzaguinha, o jurista Fabio Konder Comparato e Christopher Lund, presidente da Câmara Americana do Comércio.

Cidadãos anônimos também foram convidados a dar suas opiniões, nas ruas. O que rendeu, aliás, um momento tragicômico, quando um deles reclamou que a licença paterniadade de oito dias para os pais prevista na Constituição “é um absurdo, porque criará mais oito dias de vagabundagem”, e otro simplesmente triste, quando uma empregada doméstica revela “não ter hora para dormir” no trabalho.

Assista à íntegra aqui.

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