Sócrates, Platão e os estóicos já consideravam moralmente admissível a eutanásia. Thomas Morus, em sua Utopia (1566), também. Nos primeiros meses de mês de julho de 1974,este delicadíssimo tema, tabu para o cristianismo e as grandes religiões em geral, voltou ao noticiário com partidários mais recentes, revestidos com a autoridade de três personalidades ganhadoras de quatro Prêmios Nobel.
Defendendo abertamente a eutanásia e a adoção de “regras humanitárias” para a morte por escolha de pessoas agonizantes que sofrem, o inglês George Thomson (Nobel de Física em 1937), o conhecido pacifista norte-americano Linus Pauling (Nobel de Química, em 1954, e Nobel da Paz, em 1962) e o francês Jacques Monod (Nobel de Biologia, em 1965) publicaram um artigo na revista The Humanist, dos Estados Unidos, e reproduzido na França pelo jornal Le Figaro.
Para os três, a consciência moral do homem está bastante avançada para permitir a prática da eutanásia. Assim, a opinião pública deve “romper os tabus” e compadecer-se das pessoas que suportam sofrimentos inúteis antes de morrer.
Refutando as teorias de que o sofrimento humano é inevitável, os três cientistas afirmaram que é necessário respeitar o valor e a dignidade do indivíduo, dando-lhe a liberdade de escolher a própria morte, que deve ser considerada como um fato da vida: se todo homem tem o direito a viver com dignidade (mesmo que o desconheça), este direito também existe em relação à morte.
Ainda é cedo para avaliar a adesão que a tese vai receber, embora existam Sociedades pela Eutanásia na Grã-Bretanha (desde 1932) e nos EUA (1938). De qualquer forma é bom lembrar que outro tema tabu – o aborto livre – vai ganhando terreno, já existindo, condicionalmente na Europa Oriental, Japão, Grã-Bretanha e EUA (Havaí e Nova York).
ATUALIZAÇÃO
A partir de 2002, começando pelos Países Baixos (novo nome oficial da Holanda), uma série de 12 países aprovaram leis sobre eutanásia e suicídio assistido, sempre sob determinadas condições e com participação médica. Esses países são:
Bélgica, Luxemburgo, Canadá, Espanha, Austrália, Nova Zelândia, Colômbia e Equador. A Suíça, a Alemanha e 11 Estados dos Estados Unidos admitem o suicídio assistido (ou seja, a morte por alguma iniciativa da própria pessoa, mas com prescrição médica, sem administração direta pelo profissional), mas não a eutanásia. Portugal aprovou lei a respeito da morte assistida em 2023 mas a iniciativa está sub judice na Corte Constitucional e também pendente de regulamentação.
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