Convidado para o programa “Aqui entre Nós”, da TVEJA — já deixara meu blog no site da revista há mais de três meses, em maio de 2015 –, comento com Augusto Nunes a visão da imprensa internacional do Brasil.

Defendo que, de uma forma geral, o prestígio de Lula durou mais no exterior do que no Brasil, mas que no momento há um olhar mais atento voltado ao país, ainda que impreciso. “Ainda resta um romantismo sobre esta turma que está no poder”, digo. “Vários correspondentes internacionais não entendem a profundidade do Brasil, e muitos são de esquerda e querem acreditar nisso [o projeto de governo do PT]”.

Argumento que um país como o nosso, um gigante de 200 milhões de habitantes, ainda é pequeno politicamente. E que um escândalo sem precedentes, como o Petrolão, ainda não repercute no exterior como deveria.

Saúdo também o “banho de humanidade” e de sabedoria que a Alemanha está dando na crise dos refugiados, acolhando mais de 800 mil pessoas do Oriente Médio. Digo que boa parte da grande massa de imigrantes sírios, por exemplo, tem qualificação profissional é inegra a classe média do país.

A conversa passa para o tema Brasil, e comento o desastre na gestão da economia do governo “horroroso”, ocupando também o “Estado gordo e inviável”. Falamos, ainda, sobre a necessidade de um eventual governo Michel Temer de adotar medidas impopulares. “É preciso ver se o PMDB está disposto a assumir o poder e o seu contrapeso”, afirmo.

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