Às vezes, o trabalho de edição de um vídeo pode ser quase tão difícil do que realizar as filmagens.
Deve ter sido este o caso de Trans-Mongolian: A Long Train Journey, clipe concebido pelo fotógrafo espanhol Ruben Sánchez, o Ruben Earth .
O resultado final é um bonito e surpreendente apanhado de imagens que totaliza apenas 4 minutos e sete segundos de duração, embora para obtê-lo os seus responsáveis, Rúben Sánchez e Cristina Fernández, tenham rodado suas câmeras ao longo de 7.500 quilômetros.
Trans-mongoliana e Trans-siberiana
A distância, quase 2.000 quilômetros mais longa do que o trecho mais extenso do Brasil em rodovias – 5.577 Km entre Chuí e Oiapoque – corresponde à somatória de porções de duas lendárias rotas ferroviários asiáticas: a Trans-mongoliana (saindo de Pequim, capital da China, e chegando a Ulan Bator, capital da Mongólia) e a lendária Trans-Siberiana (pela Rússia, partindo de Irkutsk , na Sibéria, rumo à capital, Moscou).
Ao som de “Mongol Nutag”, canção do grupo mongol Sedaa, acompanhamos as múltiplas paisagens que a dupla registrou pelas janelas dos trens: montanhas sinuosas a perder de vista, vilarejos perdidos no meio do nada, enormes planícies, centros urbanos de curiosa arquitetura… vale bastante a pena:
7 Comentários
Só uma correção: aí cita ser mais longa que do Oiapoque ao Chuí. O BRASIL NÃO É DO OIAPOQUE (AMAPÁ) AO CHUÍ (RS); É DO CABURAÍ (RORAIMA) AO CHUÍ (RS), E SEMPRE FOI. Entretanto, somente em 1925, quando o marechal RONDON demarcou as fronteiras do NORTE, é que se soube oficialmente que o CABURAÍ, fica a mais de 100 Km acima do OIAPOQUE. Entretanto, ATÉ HOJE, repete-se erradamente que seria do Oiapoque ao Chuí. REPETINDO: É DO MONTE CABURAÍ, AO CHUÍ. Caro Izidro, utilizamos no texto uma expressão popular consagrada, por mais imprecisa que ela seja do ponto de vista geográfico. Um abração e obrigado pela lembrança sobre a descoberta do marechal Rondon.
Se fosse na terra da mediocridade geral, o trajeto seria feito em ônibus. Aliás, ele é feito em ônibus.
Conheço a história das ferrovias brasileiras. Sou filho de ferroviário. Cresci dentro de máquinas ferroviárias. Desde as marias-fumaças, chegando as diesel-elétricas como estas. Antes do governo Juscelino, o nosso transportes, o pouco que existia, era feito pelas ferrovias. Com a chegada da indústria automobilística nesse governo, o Juscelino deu ênfase ao transporte rodoviário. Hoje, o Brasil é o maior fabricante de caminhões pesados e ônibus do mundo. Alguém imagina que isso vá mudar em proveito do transporte ferroviário...? As fábricas, GM Ford Iveco, etc, tem uma força política enorme. Vejam em que pé está a famigerada ferrovia norte-sul do não menos famigerado ex-governo Sarney...! Acho que foi aki no blog do R.Setti, que vi um vídeo de uma ferrovia chinesa de milhares de Km, subindo a cordilheira do himalaia em direção a capital do Tibet. Como brasileiro, dá inveja ver vídeos como esses.
Ainda não consegui entender o porquê do Brasil ter esse problema com trens, em sua história construiu poucas ferrovias, deixou acabar quase todas, desperdiçando o investimento, e não consegue assimilar a importância e economia na utilização dessa modalidade de transporte em nosso país continental. Sinto arrepios a cada orçamento divulgado para a construção da ferrovia RJ/SP.
Setti Transmongolian...quase 8 mil km...A verdade é que viagens de trem -todas elas - são extremamente encantadoras...Milton canta isso (Maria fumaça não canta mais Para moças flores janelas e quintais), Drumond, Manoel Bandeira (Foge, bicho, Foge povo, Passa ponte, Passa poste, Passa pasto ,Passa boi, Passa boiada...)...Pena que as rodovias deixaram tudo isso para trás aqui.
e nós, há anos, discutindo um trenzinho de campinas ao rio de janeiro...
O vídeo é legal e a viagem muito interessante. Mas se tivesse que fazê-la ouvindo essa música, desceria na primeira estação.