Sabe lá Deus o que passou pela cabeça do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), quando designou os senadores que farão parte da comissão que vai estudar a reforma política.
Entre outros, já lá estão, lado a lado, os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Itamar Franco (PPS-MG), que fizeram dobradinha na eleição de 1989, se desentenderam já na campanha eleitoral e se detestam.
Antes de começar a campanha presidencial de 1989 propriamente dita, Collor, sobre cujas credenciais, inclusive morais, pairavam dúvidas, surpreendeu os meios políticos e logrou um tento ao convencer o então senador Itamar a ser seu vice. Itamar, ex-prefeito de Juiz de Fora (MG), tinha ficha limpíssima e era considerado exemplo de correção pessoal.
Caso PC Farias levou o coadjuvante para o centro do poder
Muito diferentes em matéria de convicções e de personalidade, praticamente não fizeram campanha juntos. Quando presidente, Collor, com sua postura imperial, ignorou o vice, não lhe dava atribuições e não o mantinha informado de nada.
Com a explosão do escândalo PC Farias, o ex-tesoureiro de campanha de Collor em cujo redor ocorreu todo tipo de maracutaia, a CPI do Congresso que revelou a extensão da corrupção no governo e acabaria levando à renúncia do presidente para escapar ao impeachment, em 1992, o destino colocou o coadjuvante no centro de poder.
Itamar viria a ser o presidente que, com seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, derrubaria a inflação com o Plano Real, em 1994.
Já ex-presidente, Collor, sempre deselegante, acusou seu ex-vice de ser dado a “faniquitos”, e recebeu frequentes trocos de Itamar. Os dois não se toleram.
Talvez o ambiente do Senado, em que o próprio Collor já trocou gentilezas e amabilidades com o ex-“cara-pintada” Lindberg Farias, que ajudou a derrubá-lo quando presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), pavimente alguma reaproximação entre os dois ex-presidentes.
De todo modo, ambos passam a conviver num ambiente fisicamente menor do que o plenário, no qual é possível que desafetos passem meses sem cruzar um com o outro: a comissão funcionará em uma sala.
Por enquanto, não aconteceu nada. Mas, em se tratando desses dois personagens, nunca se sabe.
(Post de Ricardo Setti publicado no blog que o titular manteve no site da revista VEJA de 2010 a 2015)
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CAMBADA DE FALSOS. SÃO BONS NISSO, EM REPRESENTAR E MENTIR. ATÉ O MORTO FARIA, SE PUDESSE.
A canalhice estava dentro do Lindberg desde os tempos dos 'cara pintada'. Só agora que bem amadurecida e torneada (veja na foto como o rosto dele brilha, lustrada pelo óleo de peroba) ele se revela no corte da franja diante do progenitor dos canalhas a carapaça do vagabundo.
Não entendo esse Itamar ainda na política. Nunca fez nada importante. Parece até aquele falecido cuja lembrança fica apenas no fato de ganhado uma caneta do também falecido Getúlio. O que sei e todos sabem é que todo ano, na hora de pagar os tributos relativos aos veículos automotores,paga-se a famigerada taxa de licenciamente, hoje em tormo de R$ 70,00, parida por esse decrépto, cuja aparência lembra o pica-pau. O Brasil precisa deixar de perpetuar políticos no poder. Itamar fez coisas importantes, sim, Juca. Não sejamos injustos. Ele restaurou a dignidade da Presidência após o período pavoroso de Collor. E, não nos esqueçamos, foi quem bancou o Plano Real que derrubou a inflação e propiciou o início de uma fase de grande melhora na vida dos brasileiros. Abraços
Este não é um privilégio de Itamar Franco.Detestar Collor é declaração de boas intenções.
ITAMAR FRANCO sempre foi um bom Legislador..No Executivo deixou a desejar..
O Collor é um amoral,portanto abraçará sem nenhum constrangimento qualquer um,principalmente os desafetos.O cara é um LIXO.
Hoje já trocaram um longo abraço( Collor e Itamar) com sorrisos e conversas ao pé do ouvido , durante homenagem a Eliseu Resende no congresso.
Quanto a Lindberg e Collor, ambos são filhinhos de papai, que nunca trabalharam na vida, no sentido de nunca terem exercido alguma função produtiva, apesar de terem tido todas as oportunidades de estudar. São semelhantes e se atraem. Quanto a Itamar, que se cuide do olhar maligno do Collor. Como bom umbandista, eu o aconselho a tomar uns banhos de arruda depois de cada seção junto desse jovem-velho representante do atraso.
Depois que assisti, com estes olhos que a terra há de comer, o Sarney abraçado e amigão do falecido, não duvido de qualquer acontecimento político neste Brasilzão. Socorro.
Se detestam como, se sao políticos?? rssss
Caro Setti, que eu saiba temos cinco ex-presidentes vivos, por ordem de antiguidade, Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula. Se houver uma maneira inteligente e honesta de aproveitar a experiEncia deles, creio que a nação poderia aproveitar bastante.Seja como for, somente quem esteve LÁ sabe o que é estar LÁ!
Acho que os dois continuam os mesmos... Itamar continua honesto.
Caro Ricardo. Sob as bênçãos do senhor do feudo, poderemos ter a oportunidade inimaginável até pouco tempo, de assistirmos as performances de duas personalidades, se distintas na biografia, ainda assim das mais temerárias e beligerantes. Embora tente disfarçar, Collor de Mello é um poço de rancor. A expressão de ódio que transformou sua fisionomia ao ser contrariado pelo deputado Pedro Simon recentemente, desqualifica seu personagem medíocre de franciscano das Alagoas recém-convertido. Por sua vez, nesta vida terrena o "Napoleão das Minas Gerais" devota amor incondicional somente há duas coisas: ao seu topete meia-boca e a fusquinha 1.o. Novo! Faltará espaço para acomodar tanta egocentria. É esperar para ver.
Setti, pode ser que eu esteja "reencarnando a "velhinha de Taubaté", mas creio que o Sarney indicou os dois para a integrar a comissão encarregada de estudar a reforma política, exatamente por serem ex-presidentes. Agora, o que vai resultar desse encontro, só o tempo dirá. Por que será que não tem nenhum paulista nesta comissão que teoricamente é importante? Cara Rosa, acho que a questão regional não pode ser levada tão ao pé da letra. Só achei que precisaria ter mais gente que entendesse mais de direito eleitoral e sistemas eleitorais. Cá pra nós, o Collor, por exemplo, não entende bulhufas, só da prática (não muito recomendável) da política e das campanhas.
Vc já viu a foto da Meryl Streep caracterizada de Margaret Tacher?É identica!Se vc não viu,aqui está:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/872367-veja-foto-de-meryl-streep-caracterizada-como-margaret-thatcher.shtml.
Tá na cara Setti que o "honorável ****" do Maranhão não quer reforma politica coisa alguma com um a comissão formada por esse trio... Com todo respeito ao Itamar que, de fato, é gente de bem e que deveria ser o presidente daquela Casa de Noca. Caro Vasco, se você ler o link que indiquei no post verá que a comissão é composta de vários outros senadores além de Collor e de Itamar, e Sarney não está entre eles. Sarney indicou os membros na qualidade de presidente do Senado. Abraços
Estariam Sarney e Collor, arquitetando um plano para "fisgar" Itamar, e trazê-lo para a base alugada? Afinal de contas eles sabem que Minas Gerais tem seus dois principais representantes hoje, na oposição. É apenas uma hipótese, mas uma coisa é certa: de bobo, o embalsamado presidente nao tem nada.